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Gays maduros e o verão 2013-2014

verao_grisalhos_2014O verão está começando e a praia acaba se tornando um destino inevitável, principalmente para os gays. Se você já está planejando dias inteiros à beira mar, deve começar a pensar também em como vai se alimentar. Afinal, basta um ingrediente mal conservado para que seu dia de folga tenha muitas complicações. Para evitar infecções e outros problemas alimentares nesta época, fique atento!

Neste verão 2013-2014 pouca coisa mudou e ainda valem os hits de verões passados.

Praias:

Para os gays que não resistem à combinação sol + mar + pouca roupa, eu deixo aqui algumas dicas onde os gays buscam praias conhecidas e com frequência de outros gays, para paquerar e quem sabe começar um novo romance.

  • Rio de JaneiroTradicionalíssimo reduto gay, a praia de Ipanema fica ainda mais disputada no verão. A concentração ocorre no posto 9 e se estende entre os postos 7 e 10. O cenário de Ipanema é para os jovens. Copacabana é sempre certeza de praia cheia. Gringos, gays e moradores da região se misturam numa boa, A frequência de maduros e idosos é constante porque o bairro é conhecido por ser de moradores aposentados.
  • Santa Catarina A capital catarinense entra em mais um verão como um dos destinos mais preferidos pelos gays. A ilha fica lotada de gays vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, do Sul do país e alguns gringos. Na famosa Praia Mole a frequência é seletiva e gays maduros circulam por lá. Em Jurerê Internacional é a praia dos jovens. A praia da Galheta é uma opção. Naturista, a praia é a Meca da paquera.
  • Bahia – Salvador é uma loucura no verão. Na capital, três praias dividem as preferências dos gays. O Porto da Barra fica próximo ao Centro e é charmosa. O mar é tranquilo e o povo aproveita a vista para a Ilha de Itaparica para jogar conversa fora e conhecer gente nova.  Na Praia dos Artistas você encontra barracas embaladas ao som de muita música eletrônica. Já Trancoso é a pedida do Sul baiano para os gays jovens e aventureiros.
  • Pernambuco – Gaibu atrai tantos homossexuais que ganhou o apelido de Gaybu. Fica a apenas 1 hora do Recife e é querida por veranistas, turistas e surfistas. Também a tradicional praia de Boa Viagem é point de gays de todas as idades.
  • São Paulo – No litoral paulista as praias de São Vicente e Santos tem a preferência dos maduros e idosos porque existem bares na orla das praias que recebem esse público sem discriminação. Lá pelos lados do Guarujá a coisa é mais discreta e no litoral norte depois de São Sebastião até Ubatuba não existem locais específicos e os gays se misturam aos heterossexuais para aproveitar o sol e o mar.

O nordeste em geral é friendly e as capitais são as preferidas dos gays, desde Salvador, passando por Maceió, João Pessoa, Natal, Fortaleza e São Luis.

pousasa_quatro_estacoes_pinhalCampo:

Nem todo mundo gosta de praia e ai a melhor opção é ir para o campo e aproveitar o verão para curtir as paisagens do interior.

Eu, particularmente não conheço points gays em locais longe das praias e muitos gays me escrevem pedido dicas. Também, eu descobri que muitos casais preferem o campo por conta da tranquilidade, do romantismo, além das paisagens.

Recentemente li uma reportagem sobre a Pousada Quatro Estações

Casais em busca de alguns dias de sossego e muito romantismo encontram na Pousada Quatro Estações o lugar ideal. Situada em Santo Antônio do Pinhal, município vizinho a Campos do Jordão considerado estância climática, a pousada disponibiliza 10 chalés (foto) muito charmosos e equipados com aquilo que é necessário para um período de relaxamento.

Também em Campos do Jordão tem a Pousada Raposa da Montanha – Já estive lá uma vez e recomendo. O lugar é simples, mas aconchegante e muito bom para casais.

Se você tiver a fim de curtir as férias no verão pode procurar na Internet por operadoras ou agências de viagens especializadas – friendly.

Portanto, boas férias e bom verão!

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A exposição pública da homossexualidade

exposicao_gay_maduroOs gays, principalmente os maduros e idosos não gostam de exposição pública devido à vulnerabilidade ao preconceito. Há aqueles que não querem ser surpreendidos por parentes, colegas de trabalho ou vizinhos, para não sentir-se constrangido em ter que falar sobre o assunto.

Para alguns, não há problema em ser visto em locais LGBT e ser identificado como homossexual. Para outros, é mais importante que o lugar seja o mais discreto possível e sem símbolos.

Aqueles que frequentam boates, o fazem porque é uma cena gay da noite e deduzem que é menor a probabilidade de serem descobertos.

Em lugares onde o preconceito é mais violento ou para pessoas que ainda estão no armário e têm problemas com a sexualidade, lugares discretos e, se possível, isolados e fechados são os ideais.

Ao contrário do que se pensa essa tendência a preferir locais fechados não está restrita aos maduros e idosos; Na verdade, a necessidade de locais fechados está relacionada ao medo da revelação da própria sexualidade em qualquer fase da vida.

A preferência por locais fechados só é justificada pelos que ainda não assumiram. Mesmo entre os “não assumidos” que frequentam locais abertamente gays, a frequência a estes locais é adicionada a tentativa de não ser visto chegando ao local, por isso tomam o cuidado de entrar rapidamente no ambiente.

Há situações até cômicas de gays que evitam conversar com conhecidos nas ruas, cafés e Shopping Center. A cena não vai além de um leve movimento da cabeça, como que dizendo: oi, tudo bem?

Os frequentadores de bares gays buscam sempre, mesas nos fundos do bar, uma área reservada e com pouca iluminação e longe da ferveção das calçadas ou dos balcões. Algumas exceções para bares na orla das praias.

Também, a exposição pública da homossexualidade sempre acontece bem longe de casa, noutro bairro, noutra cidade e até noutro país.

Os gays que não querem exposição tendem a preferir locais fechados, independentemente, de classe social, idade e do gênero. Na falta de um local fechado e ideal para a expressão da sexualidade os gays buscam seus parceiros na Internet porque é um território livre de qualquer exposição pública.

Em contrapartida o isolamento social inibe as vivências homossexuais, o aprendizado da paquera e as demonstrações de afeto. Não existe troca de experiências entre os gays e a assimilação é mais difícil criando assim, outras barreiras e restrições para a exposição pública.

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