Publicado em Saúde, Sexo

A impotência sexual dos gays acima de 70 anos

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A sexualidade dos idosos é um tabu na comunidade LGBT porque esbarra na premissa do sexo como o elo único entre os parceiros.

Não existe um padrão, mas todo idoso acima dos setenta anos tem dificuldades de ereção por conta de alguns fatores: Psicológico e emocional, neurológico relacionado a diabetes e próstata, vascular, hormonal e uso continuo de medicação antidepressivos e anti-hipertensivos.

Portanto, se você se deparar com um gay idoso que não fica com o cacete ereto, é quase certo que ele tem um dos problemas mencionados acima, ou em última hipótese ele não fica excitado com você, logo, é preciso conversar porque a falta de ereção atinge mais de 90% dos gays com idade avançada.👍🏻

A impotência é decorrente de um conjunto de fatores, mas vale lembrar que à medida que avançamos na idade ficamos dependentes de medicamentos para todos os tipos de doenças, além da redução natural dos níveis de testosterona e quem não faz reposição vai apresentar impotência sexual. Isso não é impeditivo para uma relação entre parceiros e é mais comum do que imaginamos porque ninguém comenta com amigos que o parceiro é impotente.😱

Recentemente conversei com o meu infectologista e geriatra e é incrível a falta de informação dos gays, porque igual aos heterossexuais o assunto não é discutido com os médicos, porque é um tabu.🤐

Ele me relatou receber muitos gays jovens e idosos no consultório pedindo medicação vasodilatador via oral, receitas para injeção de medicamentos antes da relação sexual e alguns até buscando informações sobre próteses penianas.

O Dr. Carlos deu risadas da nossa conversa e disse: Se o pênis não fica duro durante a relação, mas fica em outras situações o problema é o parceiro e não de impotência.😂

Com o advento da Internet as pessoas buscam respostas no Google e não procuram os profissionais da saúde. Eu recomendo ao leitor criar vínculos com médicos de confiança e manter relações duradouras para exames anuais de rotina. Também, abrir o jogo e contar ao médico a sua vida e hábitos sexuais, se tem parceiro fixo, se faz sexo eventual e qual a frequência porque isso ajuda na construção de um painel da saúde para eventuais problemas futuros.

Recentemente uma pesquisa indicou que mais de 25 milhões de brasileiros acima de 18 anos tem algum grau de impotência e mais de 12 milhões tem impotência moderada ou severa.

Os principais fatores de risco são: Idade avançada, doenças cardiovasculares, diabetes, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e depressão.👴

Caro leitor, durante a minha vida sexual com homens idosos, eu me deparei com todos os tipos de impotência, mas os mais comuns nem eram problemas hormonais e sim psicológicos, porque para ter uma ereção é necessário receber estímulos que podem ser uma visão, um toque ou pensamento.

O Guga um taxista que transei há mais de 30 anos gostava de ser estimulado nos mamilos e imediatamente o seu pênis ficava duro, mas ele gostava de ser passivo e ficava louco de tesão para ser enrabado. Ele tinha setenta e dois anos e não tinha problemas de ereção.

Cada homem possui um gatilho próprio que estimula a ereção e se o gay idoso gosta de ser ativo precisa ter vida saudável, isento de doenças próprias da idade, além de níveis hormonais dentro da normalidade e mesmo se é passivo será observado por parceiros que invariavelmente gostam de ver um cacete duro.

Existem gays idosos que gostam de transar com homens masculinizados e não sentem tesão por efeminados. Aí o cacete não fica duro e não é problema de disfunção erétil.

O tamanho do pênis importa quando não existem problemas de impotência e o Dr. Carlos disse que se o cacete é avantajado há uma tendência natural de não ficar rijo por conta do volume de circulação sanguínea. Até brinquei com ele sobre os cacetes pequenos e médios serem os melhores na terceira idade.

Não adianta ser ativo e buscar parceiros passivos porque muitas vezes a falta de tesão é o companheiro que apresenta comportamento efeminado e isso acaba com a rigidez do pênis.

Quem gosta de fazer um boquete nem imagina o que é se deparar com um pênis mole. Alguns tentam deixar o cacete durinho com um boquete e nem sempre funciona.

Um tabu comum: O papel sexual do parceiro tem relação com a impotência, ou seja, o parceiro é passivo porque não fica de cacete duro. Isso é falso.

Outro tabu: Gays idosos são passivos porque não tem mais ereção. Isso é lenda urbana!

Mais um tabu: Na velhice os gays idosos querem apenas sexo porque ficarão impotentes e não querem ter parceiros fixos.

Em algum momento da vida você vai estar frente a frente com a impotência, seja sua ou dos seus parceiros, é um processo natural e isso também é um dos principais motivos do fim de relações duradouras ou a troca de parceiros para fins exclusivamente sexuais, além de isolar os gays idosos do mundo do sexo como objetos de decoração, porque em geral buscamos um falo sempre duro para lamber, tocar, masturbar, encapar com preservativo e sentar em cima.

Enfim, a impotencia sexual é assunto amplo com as mais variadas situações, mas é relevante trazer o assunto para discussão, pois ninguém fala sobre o tema.

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Vivendo entre a homossexualidade e a heterossexualidade

Sigmund Freud

O título deste artigo é sugestivo, gera certa curiosidade e remete à ideia de bissexualidade. Pode até ser, mas, existem homens que não se identificam nem com um e nem com outro e simplesmente vivem assim.

Um amigo se deparou com um desses homens. Ele disse não ser homossexual, mas negou também ser heterossexual. Disse que já se envolveu com mulheres e mais recentemente prefere homens para brincadeiras sexuais sem penetração.

Imediatamente me lembrei dos GOY, mas não é este o caso. Para quem não sabe goy são homens que se relacionam com homens e cuja penetração é proibida por códigos de comportamento de grupos fechados e a maioria tem companheira. Saiba mais aqui.

Eu me lembro de homens maduros nos anos 1980, circulando de carro pelos quatro cantos da cidade caçando os bofes. Muitos deles viviam entre a homo e a heterossexualidade, alguns eram casados, mas a maioria era solteira e buscava corpos para saciar seus desejos. As relações sexuais ocorriam exclusivamente dentro dos carros e não rolava sexo anal. Eram sessões de punhetas, beijos, masturbação e muitos boquetes. Posso afirmar que a maioria não queria nada além de uma noite de prazer e dificilmente você os encontraria novamente.

Quem vive entre esses dois mundos pode ser o homossexual não assumido e que busca fugas na heterossexualidade e vice-versa. Mas é importante destacar o envolvimento emocional porque não é apenas a prática sexual total ou parcial e sim uma variedade de situações que identificam esses personagens.

Eu penso não haver vínculos duradouros nem com homens e nem com mulheres, porque são as emoções responsáveis pelas loucuras que fazemos na vida sentimental e sexual. Também, eu me identifico como gay que gosta exclusivamente de homens, mas durante a minha vida aconteceu de tudo, inclusive com algumas mulheres, por afirmação social e familiar, hoje não mais.

Esses personagens são lobos solitários buscando corpos masculinos ou femininos sem apego e evitam vínculos além de uma ou outra aventura.

Hoje isso é mais compreensível por conta da solidão e da individualidade dos seres humanos, porque o mundo digital permite anonimato, seja você heterossexual, bissexual ou homossexual.

A cena mais banal do nosso cotidiano é entrar em qualquer espaço público e nos depararmos com uma legião de pessoas acopladas aos seus smartphones. Esses aparelhos existenciais parecem grudados aos nossos corpos.

Olhos vidrados, dedos ágeis, corpos eretos. Talvez ali, diante de nós, um encontro sexual, via algum aplicativo, esteja sendo marcado. Depois da verificação dos atributos do futuro parceiro, o encontro é marcado.

Dois homens distantes, protegidos por senhas, criptografias, fakes, podem, finalmente, viverem seus desejos. O que buscam? São gays ou heterossexuais? O anonimato das telinhas os torna mais livres?

Voltando ao personagem deste artigo, indico que ele é invisível, não faz questão de aparecer e não são percebidos por homossexuais e nem por heterossexuais, não constam de estudos acadêmicos e passam anônimos em qualquer lugar porque ninguém os questiona e não se permitem questionamentos.

Também, não vivem em ambientes fechados ou guetos, não frequentam cinemas de pegaçâo, bares ou saunas gays.

São solteiros de todas as idades, com prevalência na fase adulta e na velhice, vivem sozinhos em apartamentos e quando muito alguns moram com família. Pertencem a todas as religiões, inclusive padres, são profissionais de qualquer ramo de atividades, tem poucos amigos e não se misturam facilmente porque vínculo não é o seu forte.

O seu cotidiano é igual ao de qualquer ser humano, preferem a reclusão e buscam formas de encontrar corpos para saciar seus desejos sexuais. Não são tarados ou maníacos, são introspectivos por natureza e estão em todas as classes sociais. Os mais abastados utilizam sua posição social como facilitador para encontros. Não pagam michê e não toleram sentimentalismo.

Caro leitor, se você se deparar com um personagem destes no seu caminho, não espere continuidade, fidelidade, relação estável e nem poliamor, porque são homens para uma única aventura sexual, excluindo-se o sexo anal.

Quem vive entre esses dois mundos, eu diria que não tem preferência erótica predominante, tanto faz homem ou mulher e sem apego. No fim da vida estarão sozinhos, são máscaras heterossexuais com desejos homossexuais.