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Os aplicativos de pegação

app-pegacaoOs gays, principalmente os jovens estão familiarizados com aplicativos, os chamados APP. Existem muitos disponíveis, Grindr, Scruff, Hornet, BoyAhoy, DaddyHunt, Romeo, etc.

O Grindr é a rede social para o público gay 🏳️‍🌈 mais famosa do mundo. É um aplicativo mais quente, onde os usuários sempre estão procurando por algo a mais.

Mas nem tudo são flores no mundo virtual e há relatos de gays que foram ameaçados de morte após marcar encontro com o boymagia. É importante destacar que existe muita violência sexual relacionada aos aplicativos e tudo isso acontece sem que ocorra registro policial e assim os registros são quase nulos. É uma terra sem lei, você esta sozinho por conta e risco.

Caro leitor, os aplicativos estão disponíveis a qualquer pessoa e sempre há o risco de pessoas infiltradas com o intuito de causar pavor, ou seja, você deixou de paquerar na rua por conta do medo de homofobia, mas no mundo virtual a homofobia também existe e é ainda pior porque o anonimato garante ao agressor a impunidade porque é  difícil a identificação.

Em dias de eleições e polarização politica o Grindr emitiu alerta ⚠️ na tela inicial do aplicativo quanto à questão da segurança.

O mundo dos relacionamentos online marcou o início do apocalipse das relações humanas, tanto hetero quanto homossexual.

Se você perguntar para qualquer jovem gay, vai ouvir que ele odeia os apps de relacionamento, mas esse mesmo jovem não é capaz de parar de usá-lo porque é viciante e não consegue  enfrentar o mundo real na paquera cara a cara, porque ele não sabe como atuar.🤯

Outro destaque são os perfis falsos, pois a segurança e proteção à identidade verdadeira são características que incentivam a criação de fakes. A falta de atenção de quem responde aos contatos, incentiva alterar não apenas o perfil e principalmente as fotos.

Muitos se mostram com uma cara bonita, másculo e em forma para receber respostas rápidas e puxar conversa, porque os feios existem nos perfis, mas são pouco convidativos, logo não são procurados e mofam no Banco de Dados do Cloud.☁️

Obviamente, os aplicativos são excelentes para conhecer pessoas, expor a sexualidade sem neuroses e entrar de cabeça em relações baseadas em preferências físicas, idade e sexo.

Recentemente o canal HBO lançou um documentário sobre as dificuldades e delicias dos apps de pegação e o mais interessante foi perceber que não incluíram nenhum historia com final feliz porque não foi possível identificar as relações bem-sucedidas.

Estatisticamente os “felizes para sempre” não é a regra, mas a exceção do mundo online.

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As dificuldades nas relações sociais entre gays maduros

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Não adianta querer parar o tempo, pois ele chega para qualquer um. A partir dos 50 anos os gays masculinos tem tendência de querer congelar o tempo, pois não aceitam o envelhecimento como processo natural e com esse fenômeno o comportamento e atitudes também mudam para além do convencional.

É a partir dessa fase e depois de uma série de frustações amorosas que uma parcela se atira no sexo sem segurança, além de correr riscos de contrair doenças ficam vulneráveis aos oportunistas de plantão.

A facilidade de comunicação através de aplicativos e redes sociais facilita os contatos, principalmente para o prazer, mas condiciona ao isolamento social. Como se não bastasse o isolamento próprio da idade e da homossexualidade as tecnologias também isolam o ser humano por dependência psíquica, dai muda-se comportamentos e sem perceber estão presos num mundo vazio de buscas por prazer enquanto as relações sociais ficam fora do radar.

Caro leitor, você conhece gay maduro ou idoso que usa redes sociais sem fins sexuais? Sim, existem, mas é minoria.

Talvez seja essa a visão dos jovens que gostam de maduros têm dos mais velhos. Querem apenas sexo e nada de compromissos. Por outro lado, tem aqueles maduros que buscam um parceiro, justamente para preencher o vazio e o isolamento e se permitem às relações tediosas e de confinamento. Há exceções, há sentimentos, mas no geral é assim mesmo.

Caramba os gays são seres humanos e fazem tudo o que qualquer simples mortal faz, logo não há porque rotulá-los de promíscuos e sedentos por prazer.

Os próprios gays maduros tem uma visão distorcida de seus pares e fica a sensação de que tudo no mundo gay é sexo, bebidas, saunas, farras e que não existem aqueles que gostam de relações sociais pautadas em diálogo e conversas que agregam valores culturais, como literatura, música e eventos diversos. Aliás, nos dias atuais está difícil encontrar amigos.

É claro, também, as afinidades são primordiais nas relações. Pergunto: Porque um gay maduro não pode ter relações de amizade sem interesse?

Tudo bem é difícil manter vínculos sociais com outros gays e esta realidade ninguém mostra, porque vejo TV, Internet e parece um mar de rosas, mas por traz das cortinas desse faz-de-contas a realidade dos maduros é outra. Hoje a cena LGBT não é para maduros e idosos, mas para os jovens e o que é bom para eles não é bom para os mais velhos.

O cenário atual principalmente nos grandes centros urbanos é repleto de opções, mas faltam pessoas para compartilhar outros espaços e outras conversas.

Como disse um falecido amigo: O tempo presente é o meu mundo, seja ele na juventude ou na velhice.

Partindo da premissa de que boa parcela dos maduros e idosos vive no armário não é fácil encontrar alguém para compartilhar momentos de lazer sem interesses. Esses gays não querem vínculos de amizades para não comprometer a imagem construída ao longo da vida e não querem ser identificados como homossexuais.

Há exceções, porque alguns mantem vínculos com pequenos grupos, aliás, esses grupos se formam ou se mantem no decorrer de anos de amizade e convivência.

Então é cada um no seu quadrado porque na velhice a volta ao gueto é uma condição senão obrigatória, talvez transitória para a interação social entre os homossexuais.