Publicado em Consumo, Negócios, Sociedade

Sauna Camões no Porto em Portugal

xIMG-20170926-WA0002
Sauna Camões – Imagem Alexandre

Caro leitor, eu guardei este texto para publicar no dia quando eu me aposentasse. Enfim, esse dia chegou, pois desde o começo de outubro estou fora do mercado de trabalho e sobre isso contarei noutro artigo.

O meu correspondente é o Alexandre do Rio de Janeiro. Hoje trocamos mensagens por WhatsApp, mas agora vou ter tempo para agendar um encontro para um café.

É gratificante saber que através dos escritos do blog, jovens gays, maduros e idosos tem a possibilidade de resolver as neuroses da homossexualidade e como disse o Alexandre no texto: é quase um trabalho humanitário, pois este é o objetivo dos meus escritos desde 2009.

Eis o texto:

A cidade do Porto em Portugal, país com uma enorme concentração de gays maduros casados por metro quadrado, e acho que a maior concentração que eu conheço de coroas bonitos.  Na ditadura Salazar ser gay era crime e poderia dar em prisão ou morte, então era melhor casar sob as bênçãos da santa igreja e a conivência da sociedade. Todos os gays estavam sob o medo de que alguém poderia denunciar então confiar em quem?

As leis mudaram muito e hoje o casamento é igual para todos. Mas, a mentalidade dos gays maduros não acompanhou esta evolução e a sociedade também não mudou muito os seus preconceitos.  Por lá, aparentar ser gay é para a maioria, gays ou não, um fato a ser evitado a todo custo, pelo menos socialmente.

Os mais jovens já ousam um pouco mais e dão menos importância aos rótulos. Lisboa que é mais cosmopolita há mais espaço, lugares, mas no interior e no Porto, cidade que visito frequentemente, “o buraco ainda é mais embaixo”.

Lá, eu tenho dois amigos casados e proprietários de uma das duas saunas da cidade, a Sauna Camões. Os proprietários, Manuel e José, trabalham muito para manter a casa num padrão aceitável para os frequentadores gays maduros casados, que após uma mudança de endereço e ampliação do espaço recebe mais clientes “diferentes” dos costumeiros gays maduros casados de sempre.  A abertura dos gays maduros de sempre para novos visitantes e estrangeiros é feita com muita cautela, quando é feita.

Eu tenho repassado os posts do Blog Grisalhos para os meus amigos portugueses. Na minha ultima visita eu sugeri que os posts fossem impressos, colocados em uma pasta para ficar em local acessível na sauna à disposição de quem se interessar.  E assim foi feito. Em todas as impressões são informadas a fonte: o endereço do blog; e a sua autoria “por Regis”. Acreditamos que aos poucos os assuntos tratados possam ajudar aqueles senhores serem um pouco mais livres, não com a sociedade, mas com eles mesmos.

Assim Regis, eu estou informando que os seus textos também estão além-mar. Esperamos que você não se oponha a isso e considere como uma ajuda humanitária para um grupo que sofre, considera isso normal e nem sequer sabe que precisa de ajuda.  Em caso contrário, ouviremos você com a maior atenção e acataremos a sua decisão.

Também eu gostaria de conhecê-lo: conversar, bebendo uma cerveja ou toma um café… Mas atenção, isso não é uma cantada; é um desejo que eu acredito compartilhar com vários leitores do blog. Como eu sei que se você for beber cervejas com todos vai ser péssimo para sua saúde, a minha sugestão é para que você pense sobre a possibilidade de fazer algumas palestras, em São Paulo, aqui, ali…

Há várias empresas em São Paulo que fazem o trabalho da organização de eventos como esse e conseguem preços acessíveis aos participantes. A você caberia a escolha do tema e a disponibilidade de dia e hora.

Deixo esta sugestão e o desejo de que 2017 seja um ótimo ano para Você e para o seu Companheiro.

Anúncios
Publicado em Campanha, Negócios

Da leitura aos filmes gays e às ONGs

211524191vf4a6a0Caro leitor dos grisalhos, você sempre me pergunta através de Email como eu adquiri tanta experiência e como tenho tantas histórias para contar, além da minha compreensão e aceitação da homossexualidade.

Para entender quem eu sou ou porque sou gay, não bastou apenas crescer, amadurecer e adquirir experiência de vida. Uma das melhores maneiras de entender a minha homossexualidade foi buscar na leitura, as razões de ser diferente.

Os gays  tem à sua disposição uma gama de opções de literatura, seja ficção, romance, fatos reais, trabalhos acadêmicos e a Internet com uma diversidade de informações, inclusive, este blog.

Quem tem hoje acima dos cinquenta anos, nasceu até meados dos anos 1960 e naquela época, além da repressão da ditadura militar, o mercado editorial brasileiro era restrito e praticamente não existia literatura específica, salvo obras clássicas da Europa e Estados Unidos..

Muitas histórias da literatura gay, por exemplo, foram transformadas em filmes. Tem gente que não gosta de ler, mas gosta de assistir filmes. Eu gosto dos dois, mas sempre gostei de assistir filmes de todos os gêneros e os temáticos sempre foram meus preferidos, daí derivou uma coleção que hoje tem mais de trezentos títulos, além de muitos títulos duplicados.

Na minha estante tem de tudo um pouco e abrange praticamente todo o universo homossexual e bissexual: lésbicas, travestis, transexual, gay masculino jovem, maduro ou idoso.

Cada filme sempre ocupou um espaço na minha vida para a reflexão, seja no drama, na comédia ou tragédia e mesmo um filme sobre lésbicas sempre tirei lições para a minha vida, porque a única diferença é o gênero.

O primeiro filme que assisti no cinema foi Morte em Veneza em 1974 e de lá para cá eu viajei por incontáveis histórias do universo homossexual, masculino e feminino.

Hoje tem sempre um filme temático em cartaz e muitas produções brasileiras, o que me aproxima ainda mais da minha realidade.

Eu gosto de assistir filmes do Festival Mix Brasil e outros que não passam em circuito comercial ou alternativo e são lançados diretamente em DVD.

Como o leitor pode observar, desde os meus quinze anos, eu cai de cabeça neste universo para entender quem eu sou e posso afirmar que valeu muito a pena, porque além do entretenimento eu adquiri conhecimento.

Quem acompanha meus escritos sabe que é lá na chácara que eu tenho tempo para reflexões sobre a minha vida e também para pensar em temas para escrever aos leitores.

Recentemente, lá estava eu sentado na varanda, observando a natureza, olhando e ouvindo os pássaros e veio um insight.

Regis, quando você partir desta vida, o que vai ser da sua coleção de filmes temáticos?

Algumas hipóteses: Minha família vai queimar tudo ou destruir, talvez venda para qualquer sebo e por qualquer preço.

Eu fiquei triste com essa constatação, mas estou numa fase de desapego de coisas materiais, então eu decidi:

Ou faço doação desse acervo para alguma ONG ou videoteca, consciente de que pode servir ou não aos propósitos de terceiros, ou eu mesmo posso dar o encaminhamento para cada um desses títulos.

Enfim, desapeguei e decidi vendê-los eu mesmo em vida, pois quem comprá-los vai aprender através das histórias algo sobre a homossexualidade, assim como eu aprendi.

Também decidi que de todo o valor arrecadado com cada venda, descontadas todas as despesas de comissão, custo da loja virtual, taxas etc. será revertido para uma ou duas ONGs que atua com gays, preferencialmente, soropositivos. O pagamento das doações será feitos às entidades ao final de um mês ou dois meses e dependendo das movimentações das vendas.

Parte do meu acervo já está disponível no Eshops e tem muitos dvds e blu-ray nacionais e importados, novos, lacrados, usados e todos em excelente estado de conservação. Não se assuste com os preços, afinal é para fins sociais.

Eu sei que isso vai tomar um tempo, mas o meu companheiro vai ajudar, principalmente, para fazer as postagens.

Breve, também estarei aposentado e fora do mercado de trabalho e como até lá eu não venderei tudo, talvez use o tempo livre para dar continuidade neste projeto, que para o leitor pode parecer simples, mas para mim tem um grande significado.

Enfim, caso você tenha interesse poderá ver o acervo e fazer compras, no link a seguir:

http://eshops.mercadolivre.com.br/GRISALHOSGLS

Caro leitor, neste projeto pirataria não tem vez. Não tenho cópias, não faço cópias, eu odeio cópias.

Uma das ONGs escolhidas para receber doação é a GPV-RJ – Conheça clicando aqui

Outra ONG será de São Paulo.

 

 

Publicado em Consumo, Economia, Negócios

Homossexualidade e Economia

homossexualidade_economia“Os sujeitos homossexuais só podem viver livremente suas sexualidades em lugares específicos, geralmente voltados ao entretenimento, com todas as suas limitações e artificialidades, pois a rua se estabelece como um lugar predominantemente heterossexual e repleto de moralidade”Reflexões de Pritchard (1998).

Os gays ganham mais visibilidade e o interesse dos empresários para investir em comércio e serviços específicos movimentando a economia de cidades, estados e do Brasil.

Conforme dados da ABRAT-GLS – Associação Brasileira de Turismo GLS – o turismo gay no Brasil movimenta hoje aproximadamente US$ 6,5 bilhões. Desse total, 70% vêm do turismo interno e 30% do internacional.

Também, não é de se admirar que o crescimento no setor seja maior do que o crescimento econômico de diversos segmentos no Brasil e as previsões para os próximos dez anos vão além da imaginação de qualquer economista.

O segmento LGBT tende a crescer nos próximos anos pela participação de grandes redes hoteleiras, companhias aéreas, construção civil, agências de viagem e turismo especializadas em atender este público.

Foi-se o tempo dos guetos escuros dos centros das grandes cidades. Hoje estabelecimentos comerciais de pequeno e médio porto estão em todos os lugares, inclusive, cidades do interior.

O mercado nacional concentra milhares de estabelecimentos, casas noturnas, bares, saunas, teatro, etc. que tem a cada ano consolidado mais espaços para atender a esse mercado no Brasil.

As cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Florianópolis ocupam os quatro primeiros lugares no ranking nacional de destinos LGBT.

Também, cada vez mais as feiras de turismo estão abrindo espaço para o público gay porque os viajantes LGBT gastam uma média de 57% a mais durante suas férias em comparação aos turistas heterossexuais.

Atrair turistas homossexuais passou a fazer parte da agenda de muitos destinos turísticos, cujos órgãos oficiais têm participado ativamente na construção de um ambiente mais favorável e amigável, estimulando a solidificação de espaços gay friendly.

No mundo as cifras também são astronômicas.

De acordo com a análise de números de um estudo de pesquisa de mercado apresentado no World Travel Market em Londres,  o top 20 dos mercados LGBT poderá arrecadar US$ 202 bilhões esse ano.

Quem lidera a lista são os EUA, com turistas LGBT atingindo US$ 56,5 bilhões em gastos.

A economia e a homossexualidade nunca estiveram tão próximas e considerando que o impacto emocional desses estabelecimentos sobre os consumidores homossexuais é incalculável.

O universo da rua frequentado por muitos indivíduos em busca de encontros homossexuais tem limitações óbvias: impessoalidade, o risco de violência e impossibilidade de uma interação mais social do que sexual.

O mundo comercial gay seria assim uma resposta a esta frustração, unindo a eventual busca por parceiros sexuais a uma possibilidade mais ampla de socialização. Com este cenário, os empresários estão sorrindo à toa e a economia também, agradece.

Publicado em Consumo, Negócios

Site de compras para os gays

Se a moda pega, logo logo ele estará no Brasil.

Lançado recentemente o GAYPON já chama a atenção das empresas que trabalham e vendem produtos e serviços para a comunidade gay na américa. O site segue o modelo do Groupon, site de compras coletivas que nasceu nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo.

O Gaypon funciona como clubes de compras convencionais: enviando e-mails a usuários com avisos sobre as ofertas e estipulando prazos para as compras. Os responsáveis pelo site afirmam que uma grande porção do dinheiro arrecadado é destinada a organizações e instituições de caridade que apoiam a comunidade gay.

Publicado em Consumo, Negócios

O mercado de consumo dos gays

O mercado de consumo dos gays cresce numa velocidade incrível! Parece que finalmente todos se conscientizaram que os gays são consumidores vorazes e com potencial para trazer fortunas em tempo recorde a seus investidores.

Antigamente quem investia em serviços ou em pequenas lojas eram os próprios gays; agora os empresários estão tomando conta do mercado porque descobriram no mercado gay de consumo ‘a mina de ouro’.

Antenados nas tendências de consumo, os empresários passaram a investir em serviços exclusivos para os gays: hotéis, cruzeiros, teatro e cinema com temática gay aos montes; aos poucos eles estão dividindo o espaço nas suas linhas de produção, para produzir produtos para os gays: apartamentos, vestuário, comidas e bebidas.

Para você entender melhor pense no seguinte: Devido à discriminação da sexualidade, os gays, primeiro consomem serviços específicos. Exemplos: saunas, bares, boates e depois consomem serviços e produtos disponíveis para a população em geral, mas sem a identificação de “rótulos”, simplesmente consumidores.

Nos dia de hoje o modelo de negócio está configurado no ‘consumo emocional’ e os gays são extremamente emocionais. É importante perceber que gestão do conhecimento é a moda do momento, e que capital de giro, no século XXI, é a informação.

O Brasil tem um mercado gay consumidor expressivo e quase inexplorado com grande potencialidade tanto para empresas internacionais quanto nacionais.

Hoje em dia, tudo é moda; e o que ainda não é, ainda pode virar moda. Ao comprar, os consumidores gays do século XXI estão realizando seus desejos e lidando com as emoções. Eles não compram mais apenas por necessidade ou utilidade. Por este motivo, os empresários que lidam com produtos confeccionados, especialmente para nós estão antenados, o tempo todo, no comportamento e mudanças de atitudes dos gays.

Para vender, os empresários sabem tudo o que está acontecendo na rua, no shopping, no salão de beleza, nos bares, nas festas, na praia, no meio rural, na imprensa, nos sites, na televisão. Os produtos refletem as necessidades emocionais dos consumidores gays, que hoje procuram demonstrar seu estilo de vida em tudo que vestem, frequentam, conversam e usam – breve, teremos o serviço para casamento entre gays.

Veja o exemplo das cervejas que estão na imagem deste post.. Empresários da cidade de Guadalajara, no centro-sul do México, lançaram as primeiras cervejas dedicadas à comunidade gay daquele país.

A ‘Salamandra’ e a ‘Purple Hand’ (mão púrpura, em tradução literal), da fabricante Minerva, são totalmente orgânicas, produzidas com malte e mel. A Minerva calcula que o mercado gay da Cidade do México, Riviera Maya e de Puerto Vallarta movimente cerca de US$ 8 bilhões por ano.

Enquanto isso, aqui no Brasil…

Na contramão do consumo ainda faltam leis e direitos que protejam todos os cidadãos gays, a vida no armário também gera muito consumo, mas consumo reprimido e velado. O consumo acontece de cima para baixo na escala social e os gays menos favorecidos convivem com muitos problemas sociais e para esses gays tudo isso que estou escrevendo ainda é uma utopia

Publicado em Negócios, Saúde

Seguro de vida para os gays

Há um ano a seguradora American Life lançou no mercado o Vida Freedom – o primeiro seguro de vida para casais gays no Brasil.

Em março 2010 a empresa esperava conquistar no primeiro ano seis mil clientes. Será que conseguiu?

Eu acompanho este assunto desde 2005 e ainda não senti firmeza na consolidação desse tipo de seguro para os gays em geral.
O produto em si é igual a qualquer outro seguro existente no mercado, com alguns ajustes para atender ao cliente homossexual.
O seguro oferecido pelo Vida Freedom, também tem uma parceria com a Construtora Tecnisa que oferece o seguro para a compra de um imóvel.

Eu acho que o maior problema para os gays seria conversar pessoalmente ou por telefone com um atendente e expor detalhes da sua vida pessoal ou conjugal. Também, depois de fazer o seguro, você vai ser assediado diariamente na sua residência por operadores de telemarketing te oferecendo outros tipos de produtos e serviços para você e seu companheiro.

Hoje ser gay é sinônimo de “nicho de mercado”, de “cliente diferenciado” e isso não vai mudar a nossa condição de minoria, mesmo que essa minoria tenha renda acima da média dos brasileiros e “seja cliente em potencial”.

Eu gostaria de fazer um seguro que me protegesse dos Bolsonaros da vida, da Igreja católica e das religiões cristãs que condenam os gays à fogueira do inferno.

Eu gostaria de fazer um seguro de vida, com uma cobertura especial que me livrasse dos constrangimentos diários, da discriminação e da violência física e psicológica.

Eu gostaria de fazer um seguro de vida que me desse como bônus o direito de ser feliz.

Publicado em Justiça, Negócios, Relacionamento

Patrimônios e matrimônios dos gays maduros

Nada melhor do que começar o ano falando de patrimônio associando-o ao matrimonio ou à relação entre os gays, porque sempre na virada do ano fazemos pedidos de muito dinheiro no bolso, um companheiro para compartilhar a vida e saúde para dar e vender.

Os gays com muito juízo e bom planejamento constroem o seu patrimônio no decorrer da vida: imóveis, bens duráveis e de consumo, ativos financeiros e alguns poucos, obras de arte, jóias e moedas estrangeiras.

Até ai, tudo muito bem, pois durante a maturidade aprendemos a administrar o nosso patrimônio de forma simples, controlada, sem contratempos e milhares vivem uma vida muito boa.

Os relacionamentos não são empecilhos para você ampliar ou administrar os seus bens materiais. Você até compartilha o que você tem com o seu parceiro, mas, há casos muito complexos onde o casal batalha para conseguir um patrimônio juntos e na hora da separação, o caso vai parar na justiça porque não se chega a nenhum acordo. Aquele que foi seu parceiro durante anos vira o seu maior inimigo e fica a impressão que nem se conhecem.

Outros casos, ainda mais comuns tem a ver com a morte de um dos parceiros, geralmente o mais endinheirado e aí, a coisa fica “preta”, porque a família não permite nenhuma regalia ao parceiro de anos de relacionamento.

Eu sempre achei que no mundo gay, patrimônio e matrimonio são coisas distintas e não dá para misturar, pode até funcionar nas relações heterossexuais e até nessas os problemas de brigas judiciais são comuns.

Cada um tem que constituir os seus bens no seu nome, porque na velhice se acontece uma fatalidade, a família que ficou longe de você a vida inteira e te discriminou por ser gay será a primeira a correr atrás do que foi seu e chegam até bloquear conta bancária individual ou conjunta e o seu parceiro vai sofrer muito se for dependente de você.

Não tenho nada contra constituir patrimônio juntos, mas eu não conheço uma situação que teve final feliz, inclusive, até já fui testemunha para um amigo que teve um relacionamento de 30 anos e com a morte do parceiro, ele teve que entrar na justiça com ação de reintegração de posse de uma chácara onde ele investiu parte do seu dinheiro, porque a família do outro queria tudo, além de humilhá-lo por ser gay.

Você faz do seu patrimônio o que você quiser, pode ajudar o parceiro com estudo, trabalho, aquisição de pequenas posses, até um apartamento, mas nunca se esqueça de você. Cada um dos parceiros tem que ter o seu imóvel e seus ativos financeiros no seu nome, pois ninguém sabe o dia de amanhã.

Hoje tem até financiamento de imóveis para gays, o que é um grande negócio no ramo imobiliário.

Quer fazer bem feito? doe parte dos seus bens em vida, passe algum imóvel para o nome do parceiro ou faça um testamento público, registre em cartório, obtenha um laudo de sanidade mental de médico credenciado, envie cópia do testamento para amigos de confiança, pois eles serão testemunhas em caso de ação judicial de partilha ou reintegração de posses.

Tornando públicas as suas vontades não tem parente que vai ganhar as incontáveis causas que chegam ao judiciário todos os anos, além do que a questão do regime jurídico de bens nas relações entre gays ainda está engatinhando no Brasil.