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Lava jato, urubus e boiolas 


Nos últimos anos o nosso dia-a-dia começa com uma enxurrada de notícias sobre l42. Na medida do possível eu mantenho distância dessa avalanche de informações, mas fico antenado, principalmente, nos políticos, a cara de bom moço, honesto, íntegro, religioso, de família e por que não homossexual?

Desde que me conheço por gente, eu ouço notícias sobre políticos gays. Assim, como na corrupção a homossexualidade sempre foi velada nos altos escalões do governo, pois tornar isso público afeta a vida política, logo os parceiros, amantes e maridos dessa turma não aparece e vivem nos porões da clandestinidade, em Brasília ou qualquer outra cidade do país e até do exterior.

Há aqueles que mantem relacionamentos estáveis de longa data e a grande maioria até usa o status político para buscar relações casuais e aí os garotos de programa são os mais requisitados porque tanto no sexo quanto na política tudo é casual, com ideologias ou partidos de esquerda, direita ou centro.

Caro leitor, tenha a certeza de que há mais políticos gays na Câmara dos Deputados e no Senado, do que sabemos sobre Jean Willis, Fernando Gabeira ou Delfim Neto. Independentemente de partido, a homossexualidade desde sempre esteve em toda a hierarquia do governo e como são dissimulados na corrupção, também o são na sexualidade.

Nessa avalanche de notícias sobre corrupção, rir é o melhor remédio e que a justiça seja feita. Eu

  • Eu construí um painel da situação atual e associei à vida do político que transa com homens. Invariavelmente, a maioria, senão todos são enrustidos. Se questionados, 5assim como nas delações a resposta vem sempre com negativas e desvios de atenção.

Imagine o escândalo, se vazasse uma lista de políticos gays. As respostas seriam as mais originais e óbvias possíveis.

Nas notas oficiais, as reações variariam entre tranquilidade e confiança na justiça, a indignação e as críticas ao que chamariam de mentiras e calúnias.

A banda podre da lista afirmaria que possui família, mulher e filhos e negari3a qua3lquer contato com homossexuais.
Em Brasília há até cartel fornecedor de matéria prima para os mais solitários e
em momentos de crise e tensão nada melhor do que relaxar aos cuidados de belos garotos, de corpos esculturais, pagos com o dinheiro do povo.

Acionarei os mentirosos judicialmente para que provem se eu sou gay”, diria
em nota um deputado, sobre seu suposto envolvimento com homens e o pior, num
apartamento funcional na capital federal.

Para um senador, com cabelos tingidos, bem boneca, tudo não passa de leviandade, pois os acusadores falam no desespero, sem que ninguém impeça. Hoje falar mal do outro é fácil e a mídia vaza informações inverídicas para vender jornal.

“Eu renuncio ao mandato se alguém apresentar alguma prova concreta, prometeria aquele deputado sabidamente viado e machão”.

Já os políticos bissexuais transformariam as acusações em caos social: A crise política irá se aprofundar e o pais correrá o risco de uma paralisia institucional. Isso é uma vergonha!

Muitos citados na lista, atribuiriam aos partidos políticos a responsabilidade de zelar pela imagem dos seus representantes eleitos.

A maioria diria esperar pelo arquivamento das investigações e afirmariam estar confiantes na apuração dos fatos.

Na lista, além de deputados e senadores, surgiram ministros e um deles disse: “Lamento que meu nome tenha sido incluído numa lista de pessoas com desvio moral, sem que eu tivesse qualquer acesso ao conteúdo das acusações para me defender. Me causa grande
constrangimento ter minha honra e dignidade maculadas, numa situação na qual não sei sequer do que estou sendo acusado.

Neste cenário ficcional seria melhor ser viado do que corrupto porque não há lei no Brasil que prevê cadeia para homossexuais.

Enquanto isso…

O deputado Jean Wyllys aproveitaria o escândalo bomba de Brasília, para cuspir novamente na cara daqueles que o chamam de bicha louca, boiola, queima-rosca e tantas outras ofensas homofobicas.

Devaneios à parte, entre urubus e boiolas a crise política e institucional vai continuar e todo o sistema político está em xeque, pois todas as legendas e expoentes partidários estão citados nas diversas listas da Procuradoria Geral da República, da Polícia Federal e do Supremo Tribunal de Justiça.

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Sobre pintos e bundas

soldiers_parade_by_raphael_perezCaro leitor, transformar ideias em texto não é fácil. Quando escrevo os artigos, os textos começam herméticos e dá um trabalho danado deixá-los acessíveis e leves e sem perder a profundidade.

Assuntos dessa natureza não são comuns devido aos tabus arraigados no subconsciente coletivo. No mundo gay não é diferente, porque ninguém fala ou comenta, mas pensa, sonha, idealiza até materializar.

Sobre bundas eu acredito que se fala pouco e mesmo os ativos pensam mais em pintos. A bunda não faz sucesso entre os homossexuais e no ato sexual ela é figura secundária.

É interessante, pois a bunda dos homens é apreciada e cantada em verso e prosa pelas mulheres, mas gays não dão muita atenção aos seus contornos e formas.

A bicharada não imagina como é a bunda masculina sob a calça. O olho, invariavelmente, é direcionado para outras partes. Em sã consciência não prestamos atenção porque o objetivo é o pinto.

Há bundas magras, rebitadas, rechonchudas, lisas, ásperas, peludas. Também, não se fala: A sua bunda é muito gostosa ou que bundão, ou, que bundinha! Os falsos exaltam a bunda no ato do gozo e nada mais. É fato, somos atraídos pelo falo e não pela bunda.

Essa parte do corpo não interessa, porque o que interessa mesmo é o orifício central da bunda. É lá que se escondem todos os segredos do prazer homossexual, ou seria no pinto?

Quem tem vontade de comer uma bunda nem passa a mão e vai direto ao assunto, ou melhor, ao orifício. Se for apertadinho melhor ainda.

Gosto não se discute. Eu, por exemplo, adoro uma bunda com pelos, sim, porque se gostasse de bunda lisa transava com mulher. Nada contra os imberbes, mas bunda digna de troféu é aquela carnuda. Nesse universo os ursos fazem a festa.

Outra curiosidade: Os passivos sempre fazem o comercial de suas bundas. Vasculhe a Internet e vai encontrar coisas do tipo: bunda lisa, lisinha, redondinha e arrebitada. Esse marketing é antigo e direcionado aos ativos que dão pouca ou nenhuma importância ao cartão de visitas.

Mesmo secundária a bunda tem papel preponderante na relação com o pinto, pois o que seria dele sem a bunda?

As fantasias sexuais entre bundas e pintos vão além do simples ato da penetração. Os pintos, principalmente, aqueles monstros enormes e de difícil ereção passeiam vagarosamente sob a superfície lunar da bunda e viajando a centímetros do buraco fatal eles descansam no mar da tranquilidade.

Há que considerar as bundas empinadas. Elas são privilégio de jovens esbeltos e de corpos torneados. Invariavelmente, bundas dessa natureza são os melhores suportes para uma penetração leve e profunda, além do formato entre vales servem de suspensório ao pinto. Entendeu? Não é para entender, é para rir.

Entre outros tipos, destaque para a bunda gaveta. Essa é facilmente encontrada entre os homens magros e a melhor maneira de usá-las é não se permitir penetrar, mas sentar e enterrar o pinto dentro. Outro dia uma amiga confidenciou não conhecer bunda gaveta, mas imaginou que essa gaveta poderia ser a bunda de urso, reta, quadrada e sem protuberâncias.

Bundas à parte, o campeão de audiência é mesmo o pinto. O rei da natureza humana masculina e o preferido de nove entre dez homossexuais. Desde os mais tímidos, até os atrevidos são hipnotizados pelo poder do pinto. Gays assumidos idolatram e os enrustidos cobiçam porque ter outro pinto à disposição é demonstração de poder ao quadrado.

Os passivos se deleitam e os ativos são atraídos para trair a bunda e buscar um pinto.

O dito cujo, é observado dia e noite e por onde passa desperta o desejo da maioria. Sob a calça ele já é campeão, porque volume é o que importa. Mas cuidado! Nem sempre volume é sinônimo de tamanho. Um pintinho sempre se esconde entre bagos graúdos.

Aliás, tamanho nunca foi documento e a marca registrada de um bom pinto é a sua capacidade de penetrar sem machucar e fazer gozar sem masturbar.

Diferentemente da bunda, os pintos são artistas natos e os gays os pintam de todas as cores, formas e tamanhos. Há pintos brancos, morenos e negros, finos, compridos, carnudos e grossos e até modelo extra grande, para as bonecas poderosas.

O pinto tem tendências político militar, de direita e de esquerda, a maioria prefere a posição de continência, mas sempre tem um rebelde que insiste em apontar para o céu. Esses são os piores porque devido à anatomia da bunda, nem sempre é possível a penetração.

O pinto é narcisista por natureza. Seu dono procura sempre um espelho e observa o bilau para comprovar a beleza e masculinidade do membro rijo.

Pintos gostam de ser observados, paparicados, bajulados e lambidos, pois sabem que são os maiorais, cobiçados e adorados. A primeira reação de quem os persegue, é apalpar, acariciar e apertar entre os dedos, para depois cair de boca e lambuzar o danado e por fim escondê-lo do mundo no seu orifício sexual.

A natureza do pinto varia de acordo com o tamanho. Se pequeno é bicho danado e enganador, se tem porte médio faz cu doce para trabalhar e se é grande sente-se o próprio sol, já os extra grandes são tristes e solitários.

Quem tem vontade de dar, faz qualquer coisa para ter um pinto para chamar de seu.

Os comentários são sempre superlativos: Que pintão gostoso! Enorme, grosso e durão, mesmo sendo ele mindinho ou no máximo similar ao polegar.

Um bom pinto pode ser facilmente encontrado desfilando pelado e duro no escurinho do cinema, nos banheiros públicos e Shopping Centers, em parques e saunas. Durante o verão desfilam soberanos e até eretos mostrando a carinha sob a sunga nas praias de norte a sul do Brasil.

O seu verbete é quase infinito: pênis, cacete, caralho, vara, jeba, pau, bilau. Vai do cu direto para a mesa servido como mandioca, salsichão, chouriço, franguinho e salame servido na baquete. Do sorvete de saquinho à banana e a sobremesa está servida.

Apesar de cada homem ter o seu, o do outro é sempre melhor. Quem ainda não experimentou e usou um pinto alheio não sabe o que está perdendo e não dá para passar nessa vida sem um encontro mágico com este ser de outro planeta.

Enfim, no mundo gay bundas e pintos não vivem um sem o outro, salvo raras exceções de divórcios amigáveis onde cada um fica no seu lugar.

Há aqueles que não gostam de misturar pinto com bunda, ou porque são voyeur por natureza ou porque vivem apenas das delicias dos toques e pinto com pinto também dá tesão. Há quem diga haver mais mistérios entre o pinto e a bunda do que supõe a vã filosofia. Será?

Ainda assim, o pinto continuará seu reinado por toda a eternidade.

Crédito da imagem: Raphael Perez artista Israelense homoerótico

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