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O gueto como referência aos gays

gueto_gay_no_mundoCaro leitor dos Grisalhos, há quinze anos nós vivemos no século XXI e parece que nada mudou.

O subconsciente coletivo dos homossexuais do nosso século ainda guarda resquícios e memórias do século passado onde os gays foram confinados em guetos.

Em geral, os gays reclamam que os coroas querem apenas sexo e que buscam apenas os jovens bonitos e de corpos sarados. Isso acontece porque os gays buscam homens para relacionamento nos guetos, principalmente, os mais jovens que estão aprendendo a socializar.

Quem gosta de coroas e quer mais do que uma relação sexual não vai encontra-los nos guetos e se encontrar, eles estão lá para buscar parceiros para sexo, logo a beleza física e os dotes são essenciais e quem não possui essas características está fora do mercado.

Ao longo das últimas três décadas o gueto ampliou suas fronteiras, além dos bares, boates, saunas e cinemas, ele invadiu as praias brasileiras e principalmente a Internet.

Quem busca relacionamentos via Internet, invariavelmente, vai encontrar apenas o mercado do sexo, seja em sites de relacionamento, salas de bate papo ou redes sociais.

Aqui no blog, todo dia eu deleto dezenas de comentários de leitores que fazem seus anúncios pessoais, com e-mail, telefone de contato, descrições físicas e preferências sexuais. O chamado: anúncio classificado. Porque isso acontece? Porque nas buscas do Google quando se digita gay maduro ou idoso, o blog dos grisalhos é referência nacional.

Breve viveremos mais um verão brasileiro e as praias estarão lotadas de pessoas e lá estarão os gays fervendo nos quiosques e points de badalação. Quem busca gay maduro ou idoso nas praias poderá até encontrar um parceiro para um relacionamento, mas sempre prevalecerá o mercado do sexo. Pense comigo: Os gays nas praias querem olhar homens bonitos de corpos perfeitos. Se você não tem essas características está fora. Pode até rolar um sexo eventual, mas você será descartado.

Os gays residentes em cidades do interior de qualquer parte do Brasil sempre viajam para os grandes centros urbanos em busca de liberdade e da possibilidade de um encontro homossexual, ou não?

Quem curte homem maduro vai às quintas-feiras ao ABC Bailão em São Paulo ou ao La Cueva no Rio de Janeiro, para que?

A maioria dos gays frequentadores de Parada Gay ou carnaval da sua cidade quer o que? Expressar sua homossexualidade, seus afetos e paquerar.

Os poucos e imundos cinemas de pegação dos centros velhos das capitais ainda resistem ao tempo, por quê?

Pegação é sinônimo de sexo e as saunas, parques e banheiros públicos ainda são referência quando o assunto é sexo homossexual.

Fora do gueto a coisa é muita estranha, porque os gays maduros e idosos estão inseridos em todos os espaços e a probabilidade de encontra-los é pequena, a maioria está em relacionamento estável, não é assumido, tem hábitos próprios da idade e vivem no armário, logo, é figurinha difícil de encontrar.

Leia o meu artigo: Porque os gays maduros são assim? ou este outro: Por onde andam os gays maduros e idosos?

A seguir um trecho de uma resposta do João Silvério Trevisan, de uma entrevista para a Revista Cult em 2010:

Eu frequento o gueto, tenho receio de que leve a uma demarcação de territórios – mas sei que ele é necessário. Se eu for com meu namorado ao gueto, posso beijá-lo; mas se eu fizer isso em uma boate hetero ou em um restaurante, o segurança vai me botar para fora ou eu vou ser repreendido pelo garçom – tanto que as pessoas estão forçando a barra para expressar seus afetos em público, apoiando-se nas leis anti-homofóbicas que existem.

Fora do gueto, você corre riscos, pois o campo da sexualidade é muito propício para a eclosão de demônios e existe uma enorme quantidade de pessoas doentes por homofobia. A existência do gueto, portanto, é um mal menor. A ideia é que o gueto se amplie a tal ponto que as suas fronteiras desapareçam.

Um ótimo fim de semana e feriado a todos!

Corra porque o fim está próximo

candidatos_gaysHá algum tempo eu venho divagando sobre como viviam os gays nos últimos três séculos – Será que importa a diversidade sexual daqueles que já passaram por esta vida?

A história é a ciência que estuda o homem e sua ação no tempo e no espaço, mas pra mim pouco importa a sexualidade de homens e mulheres que não tiveram ações que refletiram no futuro deles, ou no nosso presente.

Imagine daqui 100 anos – Imaginou? Nenhum leitor que está lendo este artigo estará vivo, portanto, de que adianta divagar sobre o passado, nem sobre o futuro porque tudo se resume ao presente.

É óbvio que se hoje a sociedade é menos discriminatória é porque no passado alguém fez algo para mudar o mundo no qual hoje vivemos. Desculpe-me, mas o mundo está uma merda!

Ainda ontem eu era um jovem sonhador e romântico e hoje sou um gay maduro realista ao ponto de não acreditar em mais nada, nem em candidato LGBT procurando o meu voto para as eleições de outubro (foto do post)

Eu acredito na força do meu trabalho para o meu sustento, além de mim poucos são os que têm a minha atenção. Será que vale a pena se preocupar com outros gays? Hoje é cada um por si e ninguém está nem ai comigo ou com você – Sobram apenas os entes queridos; o caso, o companheiro, o parceiro sexual ou familiar de primeiro grau, porque até primos estão correndo da raia.

Um idoso me confidenciou que sempre se preocupou com colegas e amigos gays. Moral da história: hoje ele está sozinho largado à própria sorte e vai morrer daqui a pouco.

De que importa desejar um mundo melhor se não vamos viver nele? Mas não precisa desmatar, poluir e acabar com a água dos mananciais. Todos querem um mundo melhor, mas ninguém faz nada para mudar, inclusive os LGBT.

Veja por exemplo o resultado da Cúpula do Clima que ocorreu ontem na ONU. Quem se manifestou sobre o tema foi apenas os Estados Unidos. China e Índia ficaram quietinhos e são os dois maiores poluidores do planeta; primeiro e terceiro lugar respectivamente.

O Vírus Ebola vai se alastrar rapidamente e ultrapassará as fronteiras africanas ainda este ano. Com tantas coisas ruins acontecendo no mundo, não sei se a raça humana terá chances de viver num mundo melhor, imagine os gays!

O Estado Islâmico é apenas uma das variantes do terrorismo que toma conta do mundo – Tudo em nome da religião! Será que tem gay no ISIS?

Antes de sermos gays somos seres humanos, cidadãos deste mundo fragilizado –  Será que alguém do passado pensou que o futuro seria assim como estamos vivendo?

Esta semana encontrei o meu vizinho e a preocupação dele era a possível falta de água em São Paulo – Ele disse que se a água acabar ele vai embora com o seu companheiro para o sul do Brasil. Viu só? É cada um cuidando apenas do seu. Basta ter grana que tudo se resolve.

Para a grande maioria dos gays o melhor é tirar o cavalinho da chuva, porque se você está sozinho, continuará sozinho e não encontrará aquele bofe escândalo que tanto procura. Me diga há quanto tempo você procura a sua alma gêmea?

Portanto, se você ainda tem sonhos sexuais ou não corra, alias, todos devem correr porque o tempo está se esgotando, o presente é isso tudo que estamos vendo e o futuro, bem, não existirá futuro – Ou porque o mundo vai se consumir em chamas ou porque você vai morrer mesmo!

PS: O sarcasmo deste post é apenas provocação porque comigo está tudo bem.

abraço ao leitor dos Grisalhos.

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