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Desejo sexual por idosos: Até onde é natural?

filmes_9282_Shortbus02Caro leitor, hoje vou tratar de um tema delicado, quase tabu. O gosto e os desejos de homens por homens, exclusivamente, idosos. Obviamente, não vou explorar todas as variáveis, mas focar até onde é natural ou patológico.

A nossa sociedade vê como anormal um homem gostar de outro homem e é mais anormal ainda, gostar de homem idoso com diferença de idade superior a quarenta anos.

No meio gay é comum jovens até 24 anos relacionar-se com idosos com mais de 65 anos. Observe aqui a diferença de idade superior a 40 anos. Também aquele trintão gostar de idosos acima dos 70 ou 75 anos. Essas relações são amores brutos, fortes, apaixonados, quase loucos e naturalmente saudáveis ou doentios.

Sabemos que os gays mais velhos em geral têm preferências por homens mais jovens e se o homossexual jovem aceita relacionar-se com um idoso com diferença de idade acima de quarenta anos, ou é michê (práticas sexuais alternativas) ou gosta e ama idosos naturalmente logo, é gerontófilo.

Sexólogos, psicólogos e psiquiatras chamam esta prática de gerontofilia que significa amor por idosos, seja heterossexual, bissexual ou homossexual e pode ser normal ou não.

O interesse amoroso de jovens gays, exclusivamente, por homens em média 40 anos mais velhos e o desejo sexual por características físicas próprias da velhice como: cabelos brancos, pele flácida e enrugada podem ser sinais de gerontofilia. No meio acadêmico não há consenso, porque a atração patológica é uma parafilia – categoria de distúrbios psíquicos que se caracterizam pela preferência por práticas sexuais incomuns, como o sadomasoquismo, o voyeurismo e situações bizarras.

A diferença de idade por si só não caracteriza o transtorno que é diagnosticado quando existe discrepância vulgar e o gay não consegue ter relações pessoais e sexuais na mesma faixa etária próxima à sua. Seria natural jovens gostarem de jovens, mas não é assim que funciona. Gays de todas as idades gostam e se relacionam com homens de qualquer idade.

Durante a minha vida eu observei a atração dos gays por homens mais velhos e na maioria das vezes as relações ocorreram por admiração à experiência, naturalmente adquirida com o passar dos anos e, claro afinidades e atrativos físicos. Isso não caracteriza nenhum transtorno, pois o gerontófilo, por sua vez, é motivado por desejos infames de manipulação por perceber o idoso como alguém vulnerável. Amo, é meu e faço dele o que quiser.

Quando um jovem se relaciona com um idoso e a relação chega ao fim, normalmente o jovem não aceita o fim do relacionamento, ele sofre bastante e dependendo do grau de sofrimento chega aos extremos de intimidar e ameaçar o ex-parceiro.

Também, observei jovem abusando do parceiro idoso, fazendo chantagem emocional, chantagem material, além da exposição pública da homossexualidade, para obter vantagens. Esses caras não gostavam de ser contrariados e tinham traços de personalidade infantil e conflitos sexuais. Por isso abusavam do idoso para obter satisfação no sexo e bastava um simples olhar para perceber haver transtornos de personalidade antissocial e até outras doenças como a esquizofrenia.

Os gays nesta condição nem sempre são capazes de identificar os sinais do problema. Por isso, familiares e amigos é que vão perceber que o desejo virou obsessão.

Sabe aquele jovem gay de vinte anos que ama de paixão o idoso e diz não conseguir viver sem ele? Pois é, a obsessão é um dos problemas. Ele corre atrás, telefona toda hora, desconfia do coroa, não dá espaço, faz marcação cerrada e não permite ao idoso manter interações sociais. Invariavelmente, há ou houve violência física, verbal ou psicológica – Isso é doença!

Para diferenciar um relacionamento patológico do saudável, é preciso observar as motivações de cada um, principalmente do mais jovem. Para o idoso que gosta de corpos belos, jovens e esculturais tudo é natural, aliás, este é quase um padrão no meio gay.

O envelhecimento e as mudanças biológicas associadas à sexualidade na velhice não impossibilitam relações saudáveis com jovens adultos. As relações românticas e sexuais entre gays conscientes de suas escolhas são maravilhosas, mas existem as relações perversas e inconscientes.

As fantasias são consideradas perversas quando chegam ao ponto de exigir a participação do outro sem consentimento e envolver humilhações. Gays idosos são submetidos a situações bizarras e sem o seu consentimento. Quando o interesse sexual incomum se torna insubstituível, é preciso procurar ajuda, mas nenhum gay procura ajuda porque pensa ser normal.
A gerontofilia pode ter origem na infância ou na adolescência. Torna-se mais frequente na fase adulta e costuma persistir por toda a vida. O gerontófilo crônico chegará aos 60 anos e vai ter loucura e fixação por idosos acima dos 80 anos.

Por ser um transtorno psicológico, o gerontófilo vive em situação de conflito e angústia, pois, por mais forte que sejam seus desejos, precisa reprimi-los. Dessa forma, pode sofrer de depressão.

Se o jovem gay manifesta o que quer, sofrerá com o preconceito, inclusive no meio gay, pois os próprios gays tratam deste assunto como perversão. É comum conversas em grupos tratarem desta situação de uma forma depreciativa: Olha lá o viadinho com o coroa, que mais parece ser o avô.

Ninguém em sã consciência acha que tem distúrbios da gerontofilia, mas pode existir e em existindo a psicoterapia é uma opção que deve ser levada em conta. O uso de medicamentos para conter os impulsos e o desejo sexual deve ser alternativa para um segundo estágio e para casos mais graves, afinal estamos no século XXI.

Nota: Este tema foi indicado por nosso leitor Roger que escreveu falando sobre o tema.

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Em algum momento da vida desejei ou desejarei outro homem

casa_gay_maduroCaro leitor, cá estou após prolongadas férias, de volta ao trabalho mesmo aposentado e com a agenda diária repleta de atividades.

Durante minhas andanças revi pessoas e parentes, conheci novos lugares e revisei minha vida, passado e presente. Acho que estou no caminho certo para o envelhecimento, senão na parte física pelo menos na parte psicológica.

Também refleti sobre conceitos e visões que eu tenho de tudo à minha volta, inclusive, sobre sexualidade.

Obviamente, as experiências de vida de cada um são únicas, somos seres impares e possuidores de um senso de adaptação fenomenal!

Ninguém é 100% heterossexual, bissexual ou gay. Esta definição é minha e não tem nenhuma relação com a escala Kinsey.

Por experiência própria tive relações sexuais com todos esses, obviamente todos do gênero masculino. No leque de opções ocorreram relações de sexo anal, oral, punhetas, voyeurismo ou simplesmente um desejo de estar junto, colado, abraçado, acariciado. Tem homem que quer carinho, um afago, uma atenção.

As variáveis na relação entre os homens são quase infinitas. Desde aqueles que gostam de você e que não querem nada de sexo, até outros exclusivamente para sexo. Lembro-me de um homem casado que queria apenas beijar outro igual, sentia prazer no beijo, gozava ao se lambuzar na saliva de outro homem, nada mais.

Existem homens que relutam em aceitar o desejo por outro igual e na velhice tudo isso aflora devido à finitude da vida. Os valores morais dão lugar aos desejos pessoais mais secretos. Já vivi tudo, porque não experimentar algo diferente do padrão?

O mundo está repleto de homens que desejam outro homem. Tem aqueles que gostam até de animais, ou será que eu não vi direito e o meu vizinho não estava dando a vara para o seu cachorro chupar?

Na falta de um corpo humano, vai com o cachorro mesmo!

Caro leitor, você está pensando que eu estou zombando ou fazendo chacota? Os seres humanos são os tipos mais estranhos da natureza. Portanto, quando o assunto é relação entre humanos, tudo é possível e até com animais.

Também, somos dotados de uma criatividade única. Já transei com homem casado que queria ter experiência sexual com outro homem e mesmo após a realização do desejo voltou à normalidade da sua vida familiar, com mulher e filhos e nunca mais transou com outro.

Mas o que faz um homem desbundar de vez é quando se apaixona por outro homem. Aí pode ser qualquer um e sem rotulo.

Conheci um coroa que depois dos sessenta anos amou outro homem e até aquele momento nunca teve pensamentos homossexuais. Era casado, transava bem com a mulher, criou os filhos e cuidou dos netos. Uma vez me disse na maior sinceridade. Porra, nunca pensei que um dia fosse me tornar viado! Pois é, virou ou melhor, descobriu-se viado e nunca mais quis saber de mulheres, largou tudo e foi viver seu grande amor até o fim, faleceu em 1999.

Isso acontece sim, todos os dias os seres humanos se descobrem diferentes do padrão heteronormativo. O padrão é social, mas cada qual descobre seus desejos e vontades. Alguns aceitam, outros não. Alguns provam do amor homossexual, outros ficam na vontade.

Quem passou por essa vida num padrão único que atire a primeira pedra.

Claro que estou brincando, existem aqueles que não querem nem saber de homem por perto.

Mas o legal é gostar de outro homem e não ter medo de se arriscar, seja você heterossexual, bissexual ou gay, porque rótulos são rótulos.

A velhice nos proporciona reflexões sobre a vida, é quando descobrimos que tudo é tão simples.  Nós complicamos e embaralhamos coisas e situações de uma forma tão complexa pela simples razão de sermos aceitos na sociedade onde vivemos.

Na maturidade não precisamos de aceitação, precisamos de atenção e carinho da maneira mais simples possível e isso independe de gênero.

Eu quero envelhecer e ter alguém ao meu lado para autenticar a minha velhice, porque eu não nasci para ser saci, quero as duas pernas plantadas no chão, para caminhar e poder realizar sonhos, porque ainda tenho vários deles guardados na gaveta da minha vida.

Em todos os momentos da minha vida eu desejei, desejo e desejarei outro homem e você também teve ou tem esses desejos?

Nota:

Neste texto eu escrevi, propositalmente, 15 vezes a palavra homem e 4 vezes a palavra homens, para induzir o leitor a participar das minhas experiências de vida, mesmo que subjetivas elas afetam o comportamento e a assimilação desta leitura, ainda que leve e sem compromisso.

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