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Como os gays idosos conseguem encontrar parceiros para namorar?

gay_maduro3Não sei se é curiosidade ou falta de informação, mas os heterossexuais e até os homossexuais jovens, não fazem a mínima ideia de como um gay idoso faz para encontrar parceiros para namoro, sexo e relações estáveis.

A invisibilidade é tanta que a cegueira é geral, mas a ideia é esclarecer e não polemizar, portanto, relato a seguir os principais tópicos dessa aventura maravilhosa de ser gay e viver a terceira idade à procura de parceiros.

Antigamente era difícil ter espaços para socializar e os cinemas, saunas, bares e boates eram os poucos espaços para paqueras. Com a Internet a vida ficou mais fácil, tanto para os idosos quanto para os gays em geral.

Nos anos 60 e até os anos 80, a procura por parceiros também ocorria através de anúncios classificados em jornais e revistas masculinas. Hoje esses anúncios ocorrem na Internet.

Nos primeiros anos do século XXI, as salas de bate papo ferviam e essa ferramenta era a única opção para namorar. Depois vieram os Webcams que proporcionaram encontros e muito sexo virtual.

Não pense você que os gays idosos estão por fora das tecnologias. Com tanta evolução, o acesso às redes sociais, salas de bate papo, aplicativos de paquera e encontros facilitou a vida de todos.

Os gays idosos são seletivos e conservadores e a maioria não assumiu a sua homossexualidade, logo, velhos hábitos estão sempre presentes.

Pensando nos gays idosos encontramos muitas variáveis na forma como eles se relacionam com parceiros e as principais são:

  • Saunas: Buscam parceiros para sexo e amizade;
  • Cinemas: Buscam encontros casuais para sexo;
  • Bares e Boates: Frequentam locais com alguma presença de homens mais maduros e buscam parceiros para amizades ou relacionamentos;
  • Ruas, praças e shopping Center: Através do flerte buscam encontros casuais, para aventuras e até namoros;
  • Internet e Redes Sociais: Usam as tecnologias para encontros casuais e socializam com homens que tenham afinidades pessoais, pois sabem que são cobiçados por outros gays mais jovens;
  • Michê: Buscam parceiros para sexo profissional;

Em geral os idosos são muito caseiros e no seu cotidiano existe a possibilidade de encontrar parceiros por acaso, nas proximidades da sua residência, exceção, dos gays idosos que residem em cidades pequenas ou do interior.

É importante destacar que a Internet encurtou distâncias e as fronteiras entre cidades, estados e até países ficaram acessíveis a todos, mas neste cenário o gay idoso ainda não aparece porque dependendo da idade os seus espaços físicos são limitados.

Imagine-se saindo do sul ou sudeste e viajando para o nordeste para encontrar um gay idoso que você conheceu na Internet – Esse tipo de encontro é cada dia mais comum e quem viaja para encontrar o parceiro, invariavelmente, é o mais novo.

Outro ponto interessante é que sempre tem um gay correndo atrás de outro mais idoso, seja para sexo eventual, um bate papo, uma amizade, um namoro.

O mais interessante é que a maioria dos idosos quer namorar para casar, ou seja, quer uma relação estável, mesmo que o sexo esteja em segundo plano.

A meu ver, o desejo inconsciente de viver para sempre, contudo, é a razão mais importante para se desejar novos relacionamentos amorosos e apaixonados na terceira idade.

Os idosos, porém, devido à perda de familiares e amigos, buscam o amor de uma forma frenética e nada realista.

Tornando-se mais positivamente gays e procurando um amor que nutra o seu bem-estar, os idosos costumam melhorar sua saúde física e fortalecem a saúde emocional, e podem através disso, perpetuar a sua vida.

Então, como os gays idosos conseguem encontrar parceiros para namorar? Porque existe um batalhão de homens gays que gostam de homens idosos.

O desinteresse dos grisalhos por relações estáveis

gay_heterossexualCaro leitor dos Grisalhos, após longas férias eu estou de volta completamente renovado. Confesso que desta vez senti saudades.

Hoje trago este assunto para discussão, pois muitos jovens gays sentem atração por homens mais velhos e na maioria das vezes as relações são fugazes e em outras é difícil encontrar outro parceiro. É o caso de um jovem acadêmico de medicina que teve seu primeiro contato com um homem há seis meses.

Antes, ele achava que o relacionamento com homem não passava de sexo, atração, algo carnal, sem envolvimento emocional e que assim ele pudesse manter o controle, manter o sigilo, ter a sua família com filhos e quem sabe algumas vezes dar as fugidas para suprir seus reais desejos.

Contudo, apos o primeiro contato, ele percebeu que há sim o envolvimento emocional, e, no seu caso foi muito forte, pois se considera carinhoso e descobriu que gostaria de ter alguém sigiloso assim como ele, mas que quisesse manter algo fixo e que pudesse dormir juntos, uma amizade, algo além de sexo.

Este jovem conheceu o blog há pouco tempo e chamou a sua atenção a quantidade de posts sobre a carência e o isolamento dos coroas homossexuais.

No entanto, suas experiências são incoerentes com essas ideias de que os coroas sofrem por não conseguir alguém, pois, as poucas experiências que ele teve o fizeram concluir que a maioria dos coroas só quer sexo, não estão preocupados em manter algo como uma amizade, apesar de mentirem que querem e que são carinhosos.

Este leitor já está desanimado, pois acha muito complicado encontrar alguém, poucos são os que entram em salas de bate papo e encontrar alguém na rua é muito complicado, apesar de acreditar que existem muitos enrustidos, mas quem se arrisca à exposição pública, principalmente na velhice?

Num e-mail ele escreveu: Gostaria de saber se você pode fazer um post dando sua opinião sobre esse descaso e desinteresse de um grande numero de maduros, para com algo mais fixo ou um envolvimento afetivo.

O meu corresponde pediu sigilo, portanto vou me restringir e complementar este post com a minha opinião.

Quando se é jovem temos o mundo à nossa frente, muitos sonhos e desejos de realizações tanto profissionais quanto pessoais. O jovem gay sonha em encontrar um parceiro para a eternidade, mas infelizmente tudo na vida tem data de validade.

Na juventude em me envolvi em alguns relacionamentos com homens maduros e nenhum deles foi uma relação estável, duraram meses e apenas um foi além de um ano. A diferença de idade, os diferentes níveis culturais e as próprias experiências de vida eram distintas. Eu nunca encontrei a minha alma gêmea.

Com o passar dos anos e com a maturidade percebi em mim o que deve ocorrer com a maioria dos gays maduros, ou seja, as vivências nos calejam e deixam cicatrizes profundas. Desilusões de sonhos não realizados, relacionamentos turbulentos, perdas, diferença de idade nas relações e a confirmação de que o mundo gay é completamente diferente do que imaginamos.

Já na fase adulta e na porta da terceira idade eu penso que é mais importante ter um amigo do que ter um amante ou companheiro. Morar juntos não é para qualquer um, porque as relações se desgastam.

Como diz um amigo: na velhice, seja gay ou não, o importante é ter saúde, algum dinheiro guardado para eventualidades e se aparecer alguém para uma transa ótimo, senão não há nada a fazer e terminar uma noite de tesão com uma punheta assistindo filme pornô ou interagindo com algum homem no mundo virtual.

Este meu amigo não está errado, porque eu sempre ouvi de outros gays idosos que no fim terminamos a vida, invariavelmente, sozinhos – Os gays não constituem família, então é óbvio que na velhice estaremos sozinhos.

Eu conheço pelo menos uma dezena de casais que vivem juntos para não ficarem ou morrerem sozinhos. Eu mesmo, já estou preparando a minha velhice porque sei que lá na frente eu estarei só.

Hoje eu tenho um companheiro, mas a morte é um divisor de águas em nossas vidas e perdas são irreparáveis e quase sempre insubstituíveis.

O desinteresse dos grisalhos por relações mais duradouras é decorrente de inúmeras variáveis durante a vida e a grande maioria delas foram variáveis frustrantes.

Gay idoso que gosta de jovem sabe que a relação não vai durar, portanto, opta por relações fugazes e casuais. São raros os encontros que se estendem por muito tempo. Alguns até preferem pagar michê para não ter envolvimento emocional.

Outro amigo me disse que os gays são assim porque não sabem trabalhar o seu lado emocional, são fragilizados pela família e pela sociedade. É tanta repressão que ao longo da nossa vida reprimimos nossas emoções e vivemos apenas para satisfazer nossos desejos sexuais.

Neste universo de relações entre jovens e maduros ou idosos existem casais que estão juntos há décadas, mas eu penso que é minoria dentro da minoria homossexual.

Independente desse cenário eu sempre digo aos jovens para seguirem em frente, buscando realizar seus sonhos pessoais, porque os seres humanos são distintos e únicos. As relações humanas são iguais às caixas de surpresa, sempre tem uma premiada.

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