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Essa Estranha Atração

estranha atraçãoCaro leitor, a atração que sentimos por homens é algo além do nosso entendimento, porque a infinidade de opções não nos permite definir um perfil físico ideal. Como diz o ditado: para cada feio existe o belo e vice-versa.

Outro dia eu observei um homem de aproximadamente 40 anos paquerando outro na mesma faixa de idade e a diferença física entre eles era surreal. O primeiro era magro, imberbe, cabelos castanhos, pele clara e altura para mais de 1,80. O segundo homem era baixo, pele morena, cabelos com leve calvície, poucos pelos e com sobrepeso. Enfim, pude observar que se entenderam e saíram para passear e ajustar os detalhes para um relacionamento.

Que me perdoem os conservadores, mas as relações partem do físico para o sentimento, é carnal mesmo! Não creio ser possível amar qualquer um, sem ter afinidade física, porque primeiro idealizamos um parceiro com todas as características físicas enraizadas no nosso subconsciente e após os primeiros contatos físicos vão surgindo os primeiros sinais de que gostamos e amamos aquele homem.

Em geral os gays sempre buscam um corpo para depois buscar um amor e esse é o principal motivo das frustrações e dos desencontros amorosos. Idealiza-se o homem ideal e quando ele se apresenta faz-se um cenário de obsessão, quase loucura! Leva-se em conta até o tamanho do cacete!

Obviamente existem outros fatores e características nas relações, mas sempre partindo da idade porque balizamos nossas relações por faixa etária, depois do físico, então se coloca na balança a cultura, o status socioeconômico, e outros fatores comportamentais agregadores de valor.

Você já se viu em relações complicadas? Pois é, isso ocorre porque a soma de todos os fatores gera o resultado do que você idealizou, mas nem tudo vem à tona em pouco tempo e aos poucos se percebe que o parceiro tem defeitos como qualquer ser humano e esses defeitos são invariavelmente comportamentais.

O que cativa qualquer um, é um parceiro com o mínimo de defeitos e quando nos apaixonamos fazemos vistas grossas e relevamos muitas atitudes em prol dos principais pontos dos nossos desejos físicos.

De que adianta ter um deus grego ao seu lado se ele é uma mula. Quem não gosta de parceiros inteligentes, sensíveis e com bom repertório cultural? Também, se o futuro parceiro é carne de vaca no açougue do mundo gay, ele será excluído da lista de pretendentes e por mais que exista atração física, a relação não passará de uma ou duas fodas mal dadas apenas para saciar seus desejos e tirar da cabeça aquele gostosão sempre disponível em bares, saunas e boates.

Enfim, essa estranha atração pode leva-lo a relacionamentos jamais imaginados e não é porque o Kevin Spacey saiu do armário que o mundo vai mudar.

Novembro chegou e se você não faz exame de próstata regularmente, aproveite a campanha e corra para o médico – Novembro Azul.

Leia o post de 2012:  O mundo gay e o mundo fora dele.

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Desejo sexual por idosos: Até onde é natural?

filmes_9282_Shortbus02Caro leitor, hoje vou tratar de um tema delicado, quase tabu. O gosto e os desejos de homens por homens, exclusivamente, idosos. Obviamente, não vou explorar todas as variáveis, mas focar até onde é natural ou patológico.

A nossa sociedade vê como anormal um homem gostar de outro homem e é mais anormal ainda, gostar de homem idoso com diferença de idade superior a quarenta anos.

No meio gay é comum jovens até 24 anos relacionar-se com idosos com mais de 65 anos. Observe aqui a diferença de idade superior a 40 anos. Também aquele trintão gostar de idosos acima dos 70 ou 75 anos. Essas relações são amores brutos, fortes, apaixonados, quase loucos e naturalmente saudáveis ou doentios.

Sabemos que os gays mais velhos em geral têm preferências por homens mais jovens e se o homossexual jovem aceita relacionar-se com um idoso com diferença de idade acima de quarenta anos, ou é michê (práticas sexuais alternativas) ou gosta e ama idosos naturalmente logo, é gerontófilo.

Sexólogos, psicólogos e psiquiatras chamam esta prática de gerontofilia que significa amor por idosos, seja heterossexual, bissexual ou homossexual e pode ser normal ou não.

O interesse amoroso de jovens gays, exclusivamente, por homens em média 40 anos mais velhos e o desejo sexual por características físicas próprias da velhice como: cabelos brancos, pele flácida e enrugada podem ser sinais de gerontofilia. No meio acadêmico não há consenso, porque a atração patológica é uma parafilia – categoria de distúrbios psíquicos que se caracterizam pela preferência por práticas sexuais incomuns, como o sadomasoquismo, o voyeurismo e situações bizarras.

A diferença de idade por si só não caracteriza o transtorno que é diagnosticado quando existe discrepância vulgar e o gay não consegue ter relações pessoais e sexuais na mesma faixa etária próxima à sua. Seria natural jovens gostarem de jovens, mas não é assim que funciona. Gays de todas as idades gostam e se relacionam com homens de qualquer idade.

Durante a minha vida eu observei a atração dos gays por homens mais velhos e na maioria das vezes as relações ocorreram por admiração à experiência, naturalmente adquirida com o passar dos anos e, claro afinidades e atrativos físicos. Isso não caracteriza nenhum transtorno, pois o gerontófilo, por sua vez, é motivado por desejos infames de manipulação por perceber o idoso como alguém vulnerável. Amo, é meu e faço dele o que quiser.

Quando um jovem se relaciona com um idoso e a relação chega ao fim, normalmente o jovem não aceita o fim do relacionamento, ele sofre bastante e dependendo do grau de sofrimento chega aos extremos de intimidar e ameaçar o ex-parceiro.

Também, observei jovem abusando do parceiro idoso, fazendo chantagem emocional, chantagem material, além da exposição pública da homossexualidade, para obter vantagens. Esses caras não gostavam de ser contrariados e tinham traços de personalidade infantil e conflitos sexuais. Por isso abusavam do idoso para obter satisfação no sexo e bastava um simples olhar para perceber haver transtornos de personalidade antissocial e até outras doenças como a esquizofrenia.

Os gays nesta condição nem sempre são capazes de identificar os sinais do problema. Por isso, familiares e amigos é que vão perceber que o desejo virou obsessão.

Sabe aquele jovem gay de vinte anos que ama de paixão o idoso e diz não conseguir viver sem ele? Pois é, a obsessão é um dos problemas. Ele corre atrás, telefona toda hora, desconfia do coroa, não dá espaço, faz marcação cerrada e não permite ao idoso manter interações sociais. Invariavelmente, há ou houve violência física, verbal ou psicológica – Isso é doença!

Para diferenciar um relacionamento patológico do saudável, é preciso observar as motivações de cada um, principalmente do mais jovem. Para o idoso que gosta de corpos belos, jovens e esculturais tudo é natural, aliás, este é quase um padrão no meio gay.

O envelhecimento e as mudanças biológicas associadas à sexualidade na velhice não impossibilitam relações saudáveis com jovens adultos. As relações românticas e sexuais entre gays conscientes de suas escolhas são maravilhosas, mas existem as relações perversas e inconscientes.

As fantasias são consideradas perversas quando chegam ao ponto de exigir a participação do outro sem consentimento e envolver humilhações. Gays idosos são submetidos a situações bizarras e sem o seu consentimento. Quando o interesse sexual incomum se torna insubstituível, é preciso procurar ajuda, mas nenhum gay procura ajuda porque pensa ser normal.
A gerontofilia pode ter origem na infância ou na adolescência. Torna-se mais frequente na fase adulta e costuma persistir por toda a vida. O gerontófilo crônico chegará aos 60 anos e vai ter loucura e fixação por idosos acima dos 80 anos.

Por ser um transtorno psicológico, o gerontófilo vive em situação de conflito e angústia, pois, por mais forte que sejam seus desejos, precisa reprimi-los. Dessa forma, pode sofrer de depressão.

Se o jovem gay manifesta o que quer, sofrerá com o preconceito, inclusive no meio gay, pois os próprios gays tratam deste assunto como perversão. É comum conversas em grupos tratarem desta situação de uma forma depreciativa: Olha lá o viadinho com o coroa, que mais parece ser o avô.

Ninguém em sã consciência acha que tem distúrbios da gerontofilia, mas pode existir e em existindo a psicoterapia é uma opção que deve ser levada em conta. O uso de medicamentos para conter os impulsos e o desejo sexual deve ser alternativa para um segundo estágio e para casos mais graves, afinal estamos no século XXI.

Nota: Este tema foi indicado por nosso leitor Roger que escreveu falando sobre o tema.

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