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Parada Gay de Sampa e a Violência

Na semana que precede a Parada Gay 2017 em Sampa, foi publicado no Portal G1, matéria especial sobre o mapa da homofobia em São Paulo.

Os contrastes entre a maior parada gay do mundo em número de pessoas e a violência contra gays, lésbicas e transexuais são assustadores.

Enfim, percebe-se uma explosão de intolerância apesar de se observar mais tolerância por parte da população. Os praticantes da violência são quase 100% de homens contra os coletivos LGBT.

A Parada Gay traz temas importantes a cada ano, além de ser um dos grandes eventos da cidade.

Coincidentemente, este ano o meu aniversário será no domingo dia 18 de junho, mesma data da Parada Gay de Sampa

A seguir algumas imagens ilustrativas e creditadas a Rodrigo Cunha (Infografia) do Globo.

Clique nas imagens para ampliar:

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Publicado em Política, Sociedade

Parada gay São Paulo – 20 anos

parada gay 2016Caramba! Vinte Anos?

A memória já não é tão boa quanto antes, mas bastou um pequeno esforço e as imagens fragmentadas, flashes picotados em branco e preto apareceram numa névoa espessa. Das imagens distorcidas formaram-se cenas e lembranças há tanto esquecidas, como daquele mês de junho de 1997. Lá estava eu completando trinta e oito anos, quanta jovialidade!  Depois de viver quatro ou cinco relacionamentos, eu estava numa relação estável há mais de nove anos.

Uma lembrança desgarrada trouxe a imagem de quatro meses antes, quando eu retornei à faculdade, daquela vez para um curso na área de tecnologia. Ótima escolha!

Não tenho muitas lembranças da primeira parada de São Paulo, mas ela ocorreu em junho daquele ano com pouco mais de duas mil pessoas. Aliás, as lembranças me cobram uma justificativa histórica: A primeira parada gay brasileira não aconteceu em São Paulo, mas no Rio de Janeiro dois anos antes, em 1995, exatamente vinte e cinco anos depois da primeira parada gay do mundo, realizada em Nova York.

Opa! Nova York? Que lembrança boa! Talvez por isso não me recordo da parada de Sampa, pois naquele junho, as lembranças me embarcaram de férias para a América do Norte, passando por Manhattan, não por mera casualidade, conheci o famoso Bar Stonewall.

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Parada Gay de Nova York em 1997

Hoje essa memória me parece tão recente, pois para mim o bar era referência da resistência dos gays contra os abusos policiais, justamente, por ser um gueto gay. De quebra naquela semana retornando do Canadá pude ver de perto a parada na ilha de Manhattan.

Minha memória crítica indica que aquela parada não foi o que eu esperava. Imagens estranhas e bizarras de gays com pênis e bundas à mostra. Que coisa mais decadente! Ou a decadência estava no meu conservadorismo latino americano? Hoje essas lembranças assemelham-se às cenas dos filmes do mestre Pasolini.

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RuPaul em 1997

Lentamente alguns flashes coloridos se descortinaram. Um final de tarde, sol ardente, um palco e lá estava ela, a diva: RuPaul fervendo e cantando no East Village ladeada por Drag Queens montadas de todas as cores, brilhos, perucas e saltos, muitos saltos altos.

Infelizmente as memórias não são táteis, aquela realidade ficou no passado e a realidade do presente amanhã será memória. Ah! Vinte anos depois, o que mudou?

Pois é, mudou muita coisa, principalmente, os direitos civis. Talvez você não perceba, mas as mudanças estão na raiz da família e da união estável entre gays. Crianças adotadas por casais de mesmo gênero são o que mais me impressiona, enquanto isso, a parada gay de São Paulo me parece o mais do mesmo, ou as minhas memórias são injustas com a história?

Ela cresceu e se tornou uma jovem de vinte anos. Ela é um dos principais eventos da cidade e está no calendário oficial desde 2015, pois atrai turistas de todo o país e de países vizinhos. Os hotéis chegam a mais de 90% de ocupação e o comércio e serviços faturam alto.

Ontem na Avenida Paulista tudo foi muito lindo, muitas cores, personalidades e políticos aparecendo na TV, mas no chão caminhando rumo ao centro da cidade a estrutura era precária, tanto na segurança quanto no acesso a banheiros químicos.

No meio da multidão, gente de todas as cores, tipos e muitas drogas e bebida barata circulavam de mão em mão, nas esquinas das ruas, num cantinho escondido atrás de árvores, jovens gays e lésbicas dominavam a cena. Sim, os jovens predominam nas paradas brasileiras. Isso é bom, porque eles serão os maduros e idosos de um futuro melhor.

A parada anual continua valendo com temas diversos. Após vinte anos, vinte anos? Sim, vinte anos mais velho, mais experiente, muitos cabelos brancos, algumas perdas, novos amores. Assim é a vida, nada é eterno!

RuPaul ainda é memória e lembrança colorida daquele verão escaldante nova iorquino de 1997, tantas alegrias e descobertas, uma saudade efêmera!

Ontem numa das esquinas da parada, fui mero observador perdido na multidão, com a certeza de muitas conquistas coletivas para a população LGBT da cidade.

Para este blogueiro os melhores temas desses vinte anos foram:

  • 1998 – “Os direitos de gays, lésbicas e travestis são direitos humanos”
  • 2000 – “Celebrando o Orgulho de Viver a Diversidade”
  • 2002 – “Educando para a Diversidade”
  • 2003 – “Construindo Políticas Homossexuais”
  • 2005 – “Parceria civil, já. Direitos iguais! Nem mais nem menos”

Quase uma década, entre 2006 até 2014 os temas só trataram da homofobia. Falta de criatividade! Em 2016 o tema foi justo e legal. Olhá só, já estou falando no passado, aliás, é passado, mas está registrado neste blog.

Enfim, aos poucos as memórias desses vinte anos vão se dissipando e cá estou de volta à realidade brasileira, com mil defeitos e muitas coisas boas, ainda assim, a minha verdadeira realidade.

Publicado em Sociedade, Turismo

Raio X da Parada Gay 2015

20150608_074538Mais um ano, mais uma Parada.

Além das críticas aos políticos, grupos religiosos foram e apoiaram a causa com faixas contra a homofobia.

Na Avenida Paulista muita cena e muitos querendo aparecer.

A partir da Rua da Consolação até o centro, muitos roubos de celulares e documentos, além de dinheiro.

Já no começo da  noite, muito lixo e latrinas à céu aberto, jovens embriagados cambaleando no Largo do Arouche

No fim do evento a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogênio para dispersar tumultos.

A mesmice de sempre!

Publicado em Sociedade, Turismo

Raio-X da Parada Gay 2012

Nesta edição da parada gay de São Paulo faltaram os políticos e sobraram alguns poucos candidatos.

Também, parece que o público ficou muito abaixo das expectativas, mesmo com tempo bom e temperatura amena.

Eu sempre acompanho de perto tudo o que rola nas ruas e após três horas de observação, eu posso concluir o seguinte:

  • Mais de 90% são jovens na faixa de idade até 24 anos;
  • A maioria são mulheres;
  • As mulheres lésbicas estão mais leves e soltas;
  • Os gays vão para a parada com a finalidade de caçar um parceiro (a);
  • As drags são os únicos vetores de cores e humor;
  • Numa panorâmica visual os gays maduros eram minoria e os idosos, bem, os idosos ficaram em casa;
  • O comércio ambulante de bebidas alcoólicas está cada vez mais presente;
  • Os turistas fazem uma parada à parte. Mais de 600 mil na cidade de São Paulo – Nem todos foram para as ruas;

Os felizardos foram:

  • Os empresários que faturaram muito dinheiro com serviços voltados para público gay. Hotéis friendly, lojas, bares, saunas e boates.
  • Os gays que conseguiram um parceiro para uma relação sexual;
  • Os ambulantes que ganharam o dia vendendo bebida barata e de origem duvidosa;
  • Os skinheads abordados na Avenida Paulista pela polícia e que foram dispensados em seguida;
  • VOCE que preferiu ficar em casa e não se perder na multidão.

Mais um ano, mais uma festa e apenas uma certeza –  A Parada Gay de São Paulo é o maior evento da cidade, mas eu tenho uma sensação: breve ela perderá o status que tem.

Leia também:

@@ Parada gay – o silêncio

@@@ Parada gay SP – Lições para o futuro

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Eu vos declaro…

A partir da próxima semana a cidade de São Paulo entra em clima de Parada Gay. O calendário oficial conta com ciclo de leituras dramáticas, ciclo de debates, feira cultural LGBT e também cinema.

Na segunda-feira será exibido o documentário “Eu vos declaro…”, dirigido pelo jornalista Alberto Pereira Jr. e mostra quatro casais gays que vivem laços familiares, independente das lacunas da legislação brasileira.

Na programação também será exibido o documentário “Profissão Drag Queen”.

Galeria Olido (av. São João, 473, pça. da República, tel. 0/xx/11 3331-8399)

Segunda-feira, 04 de junho, às 19h30. – Entrada franca