O diabetes na população de gays maduros e idosos

14 de novembro é o dia mundial do diabetes e os gays não estão livres dessa doença. O diabetes é uma das principais causas de morte no mundo. As suas complicações são o principal motivo.

Todo diabético sabe que a vida muda completamente quando a doença é diagnosticada e a mudança de hábitos é o início de outra vida. Portanto, alimentação saudável, atividade física regular e tratamento orientado pelo seu médico pode mudar essa realidade.

Não vou entrar nos detalhes sobre os tipos de diabetes. Ele é classificado em tipo 1, tipo 2 e gestacional – ver detalhes.

Para os gays o diagnóstico positivo é um “tapa na cara” e não muito diferente da AIDS causa depressão e isolamento. O pior é que o número de novos casos está aumentando entre a população gay. As causas: o sedentarismo e a os efeitos colaterais dos medicamentos para o tratamento da AIDS.

A maioria dos indivíduos diabéticos tipo 2 apresentam um quadro de obesidade associada. Está ocorrendo um crescimento progressivo de indivíduos diabéticos tipo 2, tanto em idosos como em jovens, aumento este relacionado ao aumento calórico da dieta, e ao sedentarismo, especialmente entre os gays.

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Os gays que têm problemas de ereção e disfunção erétil precisam consultar o médico para saber se isso está associado ao diabetes porque uma das complicações é a destruição dos vasos sanguíneos(trauma vascular). Calma, isso não quer dizer que você está acabado para o sexo. A medicina evoluiu e hoje IMPOTÊNCIA associada ao DIABETES não é mais um bicho de sete cabeças.

O indivíduo gay diabético geralmente tem problemas para relacionar-se com parceiros e isso causa um estado psicológico desfavorável, mas com as tecnologias, a Internet, grupos de apoio e fóruns já é possível encontrar parceiros não apenas para sexo, mas principalmente, para relações mais duradouras.

Portadores de diabetes procuram os seus pares com particularidades comuns porque a nova vida citada no início deste post vai além do cotidiano e há cuidados especiais e uma vida completamente diferente.

Atenção aos sintomas:

• Urinar com frequência
•  Sede excessiva
•  Fome aumentada
•  Perda de peso
•  Cansaço
•  Falta de concentração e de interesse em atividades rotineiras
•  Vômitos e dores de estômago (frequentemente confundidas com gripe)
•  Sensação de formigamento ou torpor nas mãos e pés
•  Visão embaçada
•  Infecções frequentes
•  Feridas de difícil cicatrização

Se você tem alguns desses sintomas, consulte seu médico

Leia também:

>> Obesidade entre os gays maduros e idosos

Homossexuais assumidos na terceira idade

Quem acompanha o cotidiano dos famosos vai encontrar nomes como Marco Nanini, Nei Latorraca, Luiz Mott, João Silvério Trevisan e os internacionais Nathan Lane, Ian Mckellen, Richard Chamberlein entre tantos outros.

Quando viramos o espelho para o nosso rosto a situação é bem diferente por razões óbvias como o preconceito e a discriminação.

Eu me lembro do quanto sofri na adolescência até a fase adulta. Não foi nada fácil fugir da realidade daquele cotidiano e atingir a maturidade sem muitos resquícios do passado, pois sempre ficam marcas profundas que não dá para apagar do dia pra noite.

Outro dia eu conversei com meu psicólogo sobre o assunto e ele me perguntou: assumir é realmente importante pra você? Sinceramente, até hoje eu não sei a resposta. Vou esperar a terceira idade chegar e ai decido se assumo ou não a minha condição de homossexual.

Cada um molda a sua existência e o seu comportamento de acordo com as circunstancias, os cenários e as possibilidades que permitem ou não assumir a homossexualidade. O que vale para o Nathan Lane mesmo famoso não serve pra mim, simples mortal.

O relato a seguir é um belo exemplo de quem assumiu a homossexualidade na terceira idade. Preste atenção nas circunstancias e nos cenários.

Morador da Rua 3 de Maio, no Pelourinho, Francisco Georgiano Diniz, 79, vidente, mais conhecido como professor Jorge Pelourinho, aos doze anos percebeu a sua opção sexual e aos treze fugiu de casa sem nenhum documento.

Foi nas casas de prostituição na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, capital do Estado onde nasceu que Jorge encontrou abrigo. Ele trabalhou como faxineiro e todas as prostitutas gostavam dele.

Perguntado sobre como era ser homossexual na juventude, o professor Jorge declara, “Era tudo bem discreto, mas era discriminado. Para estudar tinha que ser incubado”. Mas a vida do professor Jorge mudou completamente quando ele conheceu o circo.

A magia dos espetáculos circenses o fez fugir novamente. Foi aos 17 anos, quando tinha retornado para casa a fim de pegar documentos. No picadeiro ele atuou como acrobata, trabalhou com teatro e foi bailarino da Companhia de Dança Raul Levit.

“Eu não aceito esse negócio de pagar. Sexo não se vende”, disse o professor Jorge, que afirma nunca ter gostado de pagar para manter relações sexuais. Por isso, teve apenas dois parceiros estáveis. Hoje ele mora sozinho. “Nunca senti solidão, porque preferi viver só”, disse.

Perto de completar 80 anos, Jorge Pelourinho não reclama da vida nem do fato de ser homossexual na terceira idade. “Tive pavor da juventude. Tudo era difícil por causa da idade. Hoje adoro ser idoso, sou respeitado”, afirmou o professor.

 E você leitor, o que pensa sobre o assunto?

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