Os amantes de um franciscano

frade-franciscanoApesar de perseguida, a homossexualidade sempre esteve muito presente na Idade Média e o ambiente propício para a prática sexual entre homens maduros e jovens eram os monastérios.

São poucos os relatos de como aconteciam os atos sexuais, mas na prática teve uma importância no período que só se igualaria aos dias atuais.

Na Idade Média, o meio monástico era um terreno propício para a sodomia: a Regra de São Bento previa que os monges deviam dormir cada um numa cama, de preferência em um mesmo local, com sacerdotes mais antigos que cuidariam deles. Os regulamentos de Cluny proibiam que os noviços ficassem sozinhos ou na companhia de um só professor. Se um dentre eles, à noite, tivesse de sair para satisfazer suas necessidades, tinha de estar acompanhado por um mestre e por outro jovem munido de lanterna.

Foi em meio a esse ambiente que Arnaud de Verniolle, subdiácono fugido das prisões da ordem dos franciscanos no século XIV, acusado de heresia e de sodomia, afirmou ter sido iniciado nas práticas homossexuais por um colega mais velho.

Aos 12 anos, seu pai o colocou numa escola da vila Pamiers de Montaillu comandada pelo mestre Pons de Massabuc para aprender gramática. Arnaud dividia o quarto com seu professor e outros jovens.

Morando num quarto e dormindo na mesma cama com um homem mais velho depois de três noites juntos, ele, o professor fingindo dormir tomou o jovem Arnauld nos braços e o prendeu entre suas coxas, colocando o seu cacete duro entre as pernas do jovem e, como se estivesse com uma mulher, se mexeu e gozou em suas pernas. Quase sempre, a cada noite que dormiam juntos, ele recomeçava esse pecado. Como naquele tempo, Arnaud era ainda jovem, apesar de não gostar do ato, não ousava contá-lo a ninguém.

Arnaud declarou que, anos depois, sentia um mal físico quando se abstinha por mais de oito ou quinze dias de ter relações com um homem. Teve, então, experiências heterossexuais, mas uma aventura o fez renunciar às mulheres. Segundo frei Pierre Record, encarcerado na mesma cela que Arnaud por alguns dias, o subdiácono lhe contou que na época em que se queimavam os leprosos, ele morava em Toulouse, tendo relações com uma mulher da vida; depois de cometer esse pecado, seu rosto inchou, o que o fez acreditar que estivesse com lepra. Por isso, jurou que a partir de então nunca mais teria relações carnais com mulheres, apenas com homens.

Durante a juventude no monastério, Arnauld foi amante do seu professor Arnauld Auriol, másculo, forte, peludo e viril. De membro avantajado, demorou muito tempo para terem relação sexual com penetração. A primeira vez aconteceu fora dos muros do mosteiro durante uma caminhada matinal nos bosques. Sedento por penetrar o cu virgem de Arnauld, o monge mais velho deitou-se e fez o jovem sentar na sua vara dura e grossa – Ali, nos bosques de Pamiers a virgindade anal de Arnauld foi literalmente para o brejo.

Historiadores relatam que Auriol fodeu Arnauld durante nove anos. Foram curras doloridas, sangrentas e Arnauld não gostava de ser enrabado e queria foder o cu de Auriol, mas ele sempre usava da experiência de vida para não se permitir ser fodido pelo jovem.

Na maturidade, por volta dos vinte e três anos Arnaud de Verniolle tornou-se um devasso e comedor costumas de cu dos mais jovens, principalmente, através dos confessionários de Toulouse.

Arnauld era ativo e gostava de currar jovens entre dezesseis e dezoito anos, a maioria da burguesia da região. Ele utilizava todos os artifícios para satisfazer seus desejos sexuais. Um de seus amantes foi Guilhaume Roux que antes de ser fodido por Arnaud já havia sido enrabado por um aristocrata local.

Guilhaume adorava ser comido e foi amante de arnauld durante um ano. Entre eles a relação era, exclusivamente, sexual e não havia sentimentos. Era o desejo carnal que predominava sobre os corpos masculinos. Durante as relações sexuais Guilhaume falava palavrões e soltava gritos histéricos, às vezes chorava enquanto era enrabado e raras às vezes se satisfazia com o cacete do amante e sempre pedia mais.

Eles praticavam o sexo anal de todas as formas e posições: frango assado, de bruços, de toquinho, ou seja, deitado num tronco de árvore. Arnauld criou um grande circulo de homens para satisfazer os seus desejos e neste círculo de “amigos” todos faziam sexo entre si.

Arnauld foi sentenciado pelos franciscanos à prisão perpétua e mantido a pão e água até o fim dos seus dias. Mas, o safado conseguiu fugir da prisão e dizem que foi morar num local ermo e distante de Toulouse, na companhia de um jovem burguês que lhe proporcionou além do anonimato, muito amor e sexo.

Referências do livro: The origins and hole of same-sex relations in human societies.

Amor bandido e homossexual

amor_homossexual_idosoEra fim de verão na pequena cidade do interior. Mario terminou a regência na missa matinal e foi para casa.

A sua vida era pacata e recheada de atividades sociais. De família tradicional, além de regente ele era cantor lírico e professor de regência e canto. A sua atuação na catedral da cidade era uma marca de competência e sensibilidade. Discreto, culto e elegante, todos o conheciam como referência de gentileza e vida pessoal que privilegiava a deferência para com os amigos e para com seus conhecidos.

Aos setenta e cinco anos, solteiro, ele morava sozinho num sobrado na rua paralela ao largo da matriz. A sua vida secreta era um refugio aos seus íntimos desejos homossexuais. Na busca por prazer e sexo, ele buscava seus parceiros nas esquinas da cidade ou em locais públicos, como praças e banheiros.

Ele não mantinha nenhum relacionamento fixo, mas possuía uma coleção de jovens e belos garotos residentes, principalmente, na periferia da cidade.

Naquele sábado chuvoso e frio, fim de verão, ele preferiu ficar em casa para aproveitar o dia para descansar, pois na semana seguinte a sua agenda cultural tomaria muito do seu tempo.

Após o almoço caiu no sofá para ver televisão, mas antes telefonou para um dos seus amantes e pediu a presença dele na sua casa.

Ao cair da noite o amante chegou e entrou no sobrado sem causar alarde. Por lá ficou mais de duas horas e ao sair por volta das onze da noite, levou o carro do Mario, um Peugeot vermelho, ano 2010.

Na manha de domingo a governanta chegou para preparar o café e encontrou o corpo do Mario caído no chão do quarto. Estava nu, com os pés e os braços amarrados para trás com uma gravata e tinha uma toalha na boca, além de um cinto preso na região do nariz.

Para a polícia o caso foi de latrocínio, roubo seguido de morte, mas o real motivo foi a fragilidade de um senhor idoso, homossexual e indefeso.

Esse foi o triste fim de um homem carismático, alegre e motivador da música lírica entre as gerações mais jovens.

O amor homossexual é algo marginal e isso fascina. A promiscuidade nos acorrenta, aprisiona e mata. A busca por cacetes duros nos cega e nos condiciona a não ver os riscos entregando-nos ao desconhecido. Vida homossexual cercada de belos corpos, bandidos, másculos e sarados que nos proporciona prazer e nos tira a vida.

@@ Conto baseado na história de Mario Luiz, encontrado morto no dia 17 de março de 2013, na cidade de Jundiaí/SP

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