Sexo gay na casa paroquial

sexo_gay_paroquialHistórias envolvendo padres costumam gerar polêmicas e protestos.  Também, existe aquela turma que gosta e até se masturba imaginando as cenas picantes. Pois bem, trago mais um relato de um gay sessentão que viveu a história a seguir:

Elizeu, isso mesmo com “z”, era um rapaz de dezessete anos, residente na zona norte de São Paulo e trabalhava na região do Braz. Corria o verão de 1966, quando ele conheceu o padre Arquimedes. Foram algumas semanas de passeios e conversas no bairro e o rapaz ainda inexperiente deixou-se seduzir pelo vigário da paróquia local.

Após um final de expediente do trabalho, Elizeu cabulou aula no colégio noturno e foi ao encontro do padre. Após todas as dicas para não levantar suspeitas, ele entrou pela porta lateral da igreja que dava acesso à casa paroquial.

Nas dependências da igreja o jovem sentiu-se um estranho no ninho sexual do padre, um sexagenário fogoso e obeso.

Padre Arquimedes não era nenhum novato e teve muitos amantes – o primeiro deles um colega do Seminário Menor no interior paulista, depois outros dois no Seminário Maior em São Paulo e foi na Universidade Gregoriana em Roma onde conheceu o grande amor da sua vida.

O coração do Elizeu batia forte, as supra-renais liberaram tanta adrenalina que o rapaz quase desmaiou. Após respirar fundo e mais calmo ele foi conduzido por Arquimedes, para o andar superior da casa.

O pároco abriu a porta do quarto e Elizeu sentiu o coração querendo sair pela boca. Sua primeira reação foi agarrar aquele homem e apertá-lo contra o seu corpo, mas o experiente senhor deixou o jovem à vontade oferecendo-lhe a beirada da cama como repouso.

Calmo e pausado Arquimedes foi tirando a camisa e o colarinho clerical. Elizeu atento e curioso perguntou o que era aquilo e o que significava. Atencioso e paciente Arquimedes explicou que o colarinho clerical simboliza a servidão, pois o colarinho estava ao redor do pescoço dos escravos no mundo antigo. O colarinho clerical simbolizava o compromisso pastoral com o anuncio do evangelho.

Padre Arquimedes perguntou ao Elizeu se ele gostaria de experimentar o colarinho e ele consentiu, mas o padre impôs uma condição: Pediu ao Elizeu para tirar toda a roupa.

Tímido, o rapaz tirou as roupas e com as mãos cobrindo o sexo ficou estático ao lado da cama. O padre boquiaberto entrou em estado de êxtase observando o corpo esbelto, bonito e bem torneado do jovem Elizeu. Aproximou-se do rapaz e com um gesto dócil colocou o colarinho ao redor do pescoço do seu amante nu.

Após fitar fixamente os olhos do Elizeu, padre Arquimedes tascou um beijou e enfiou a língua boca adentro. Os minutos subsequentes foram preenchidos com gemidos, urros, unhas riscando a pele, mãos suadas agarrando o membro rijo, um do outro, quando finalmente se deitaram na cama para o ato sexual. Elizeu gozou ali mesmo estático e completamente alucinado; o padre não deixou por menos e fez Elizeu chupá-lo durante os minutos seguintes até o gozo final.

Extenuados e cansados permaneceram deitados e imóveis, um ao lado do outro, por longo tempo. A partir daquele momento a intimidade de ambos estava revelada e durante quase um ano foram amantes, ambos fazendo o papel de ativo/passivo em várias ocasiões e sempre na casa paroquial.

No ano seguinte a família do Elizeu mudou-se para o interior de São Paulo e ele teve que ir junto. Cinco anos depois, em 1972 ele voltou à cidade e foi ao bairro à procura do padre, mas infelizmente Arquimedes havia sido transferido para a região sul do Brasil. Foram três anos de buscas, mas sem sucesso.

Elizeu tem hoje sessenta anos e nas suas memórias ficaram aqueles que foram os melhores momentos da sua vida.

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O mapa-múndi do Arco Iris

mapa_mundi_gay_1Após a ressaca do feriadão estou de volta aos escritos do blog.

Durante o carnaval eu destaquei duas notícias que foram manchetes mundiais – A renúncia do papa e a aprovação pela Assembleia francesa da lei que permite o casamento e a adoção por casais do mesmo sexo.

Enquanto a igreja católica sediada no Vaticano continua retrograda, ultrapassada e vivendo na idade média, diversos países do mundo caminham a passos largos rumo à modernidade e concedendo a seus cidadãos liberdades plenas, inclusive, sexual.

Parabéns à Franca que está a um passo de se tornar o 12º país do mundo a seguir o exemplo da Holanda, o primeiro a prever esse direito na sua legislação, em 2001. De lá para cá, um país por ano, em média, acrescentou mais um território ao mapa-múndi da bandeira do arco-íris, formalizando um reconhecimento legal que continua a ser pretexto de debate social intenso.

Na Europa a ordem dos países que aderiram é: Holanda, Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Islândia, Portugal e Dinamarca.

O Canadá, que aprovou o ato civil em 2005, diluindo a questão do gênero na definição de casamento, foi o primeiro país fora da Europa a avançar, seguindo-se a África do Sul – primeiro e até agora único estado africano, em 2006 – e a Argentina, que legislou sobre a matéria em julho de 2010.

Além dos onze países, há mais três: Brasil, México e Estados Unidos onde o casamento pode ser celebrado, mas apenas em alguns estados. No caso norte-americano, por exemplo, estes casamentos são realizados em oito estados e reconhecidos em mais dois. Já o México restringe a realização de casamentos entre gays na capital, mas reconhece-os em todo o seu território. O mesmo acontece no Brasil, onde apenas cinco estados efetuam casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Israel é um caso especial, uma vez que não os realiza no seu território, mas reconhece plena validade jurídica aos efetuados em outros países.

Atualmente existem pelo menos duas dezenas de países que tem o tema em debate, com Nova Zelândia, Uruguai, Colômbia, Finlândia, Reino Unido e Vietnam. Além dos onze países onde o casamento gay já está instituído, mais 19 dão validade jurídica às uniões de fato entre pessoas do mesmo sexo sob diversas formulações legais.

Mas nem tudo são flores – Países como o Sudão, Mauritânia, Nigéria, Uganda, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iémen tem legislação que prevê punição com pena de morte para atos homossexuais.

E que venha o fim do horário de verão brasileiro.

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