Personalidade: André Gide

André Paul Guillaume Gide nasceu em Paris em 22 de novembro de 1869 e faleceu em 19 de fevereiro de 1951.

André Gide era homossexual assumido, bem como, falava abertamente em favor dos direitos dos homossexuais. Escreveu e publicou entre 1910 e 1924, o livro Corydon destinado a combater os preconceitos homofóbicos da sociedade de seu tempo.

Corydon é o título de um conjunto de ensaios sobre a homossexualidade, cujo título foi inspirado no personagem homônimo de Virgílio. O texto foi publicado separadamente entre 1911 e 1920, e o livro completo teve a sua primeira edição em 1924.

Gide era um homem muito à frente do seu tempo que sustentava que a homossexualidade existia nas civilizações culturalmente e artisticamente mais avançadas, como na Grécia, na Renascença italiana e na Inglaterra, o que se refletia em escritores e artistas como Homero, Virgílio, Ticiano e Shakespeare e nas suas representações das relações homem com homem, como as de Aquiles e Pátroclo, uma relação homossexual não platônica ou de amizade.

André Gide sugeriu que a homossexualidade é mais fundamental e natural que a heterossexualidade. Ele também acreditava nas virtudes das minorias e foi através da literatura que se opôs aos preconceitos da sua época.

Em 1947 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por seus escritos abrangentes e artisticamente significativos, em que os problemas humanos foram apresentados com um amor sem medo da verdade.

Para não fugir à regra em 1952 a sua obra foi incluída no índice de livros proibidos pelo Vaticano.

Lista de E-books do autor: André Gide

A fobia social dos gays idosos

Eu tenho uma amiga que tem setenta e três anos. Ela é solteira, sem filhos e mora sozinha, mas está sempre atenta aos acontecimentos diários e gosta de se relacionar com as pessoas para combater a solidão física e social.

Ela defende a ideia de que os gays não estão livres das doenças próprias dessa fase da vida porque na velhice a sexualidade não importa, pois a velhice e as doenças são comuns a todos os seres humanos.

Eu gosto de conversar com a Lúcia porque eu posso entender o processo de envelhecimento de uma maneira que eu ainda não vivenciei, pois eu ainda caminho lentamente para essa fase da vida.

Especificamente sobre os gays, alguns dizem que na velhice ficamos seletivos, mas na verdade um conjunto de situações nos coloca à margem da sociedade e transforma nosso cotidiano em isolamento social, daí o medo se instala e a fobia social toma conta da nossa vida. Mudamos nosso comportamento e achamos isso normal, pensamos e acreditamos na seletividade como um processo natural, mas não é natural se isolar, principalmente por conta da sexualidade.

Os psiquiatras classificam as principais fobias ou doenças dos homossexuais na seguinte ordem de relevância:

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Transtornos mentais
  • Fobia social

A fobia social é um distúrbio psiquiátrico comum entre os idosos e é causada por intensa ansiedade quando o gay idoso é submetido à avaliação de outras pessoas.
A principal causa é o isolamento social. Se por um lado o idoso já é discriminado na sociedade, o gay é duplamente discriminado, tanto pela idade quanto por sua orientação sexual.

Especialistas indicam que os principais sintomas da fobia social estão associados à taquicardia, sudorese e vontade de urinar.
A fobia social apresenta traços essenciais de temor ou medo persistente de situações sociais, como por exemplo: ser humilhado durante a paquera em praças ou banheiros públicos. O gay idoso se isola para evitar avaliações e críticas de outras pessoas, além de temer ser descoberto como homossexual, porque pensa que ser um gay idoso é embaraçoso e humilhante.

O fóbico social sente-se muito incomodado todas as vezes que alguém o observa. Existem gays idosos que detestam sair durante o dia para não ser observados ou identificados por pessoas conhecidas. Os poucos que se aventuram sair à noite tomam muitos cuidados para evitar situações desconfortáveis, principalmente, em locais públicos, como cinemas, teatros e restaurantes.

Os limites entre a timidez normal e a patológica são muito tênues para quem não é especialista no assunto. Mesmo para o homossexual com fobia social não é fácil acreditar que sofra de um transtorno psiquiátrico. Somente a difusão popular do quadro típico da fobia social na sociedade é capaz de levar os pacientes com essa fobia ao psiquiatra, o que de fato vem acontecendo cada vez mais entre a população gay.

Leia: Gays otimistas e o sistema imunológico

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