União poliafetiva entre gays

Você nunca ouviu falar? Pois é, isso existe e é cada dia mais comum.

José Marcos tem cinquenta anos e há quatro anos conheceu Adamastor, 38. Eles vivem juntos num confortável apartamento na cidade de Florianópolis/SC.

A convivência sempre foi tranquila, pois, ambos gostam das mesmas coisas, as mesmas músicas, as mesmas obras literárias e os mesmos roteiros de viagem.

Na família tem um cãozinho chamado “Xuxu” que sempre faz o papel de filho adotivo do casal. Numa das andanças por praças e parques da cidade, Xuxu se enfiou debaixo do banco de uma praça atrás de uma cadelinha chamada Flor. Os dois se engalfinharam sob o banco e Adamastor foi fisgado pelo homem grisalho que estava sentado fazendo mimos na sua cadela de estimação.

Foi amor à primeira vista, não entre os cãozinhos, mas entre os seus donos. Durante um mês Adamastor saia todas as manhãs para encontrar Juliano, homem grisalho de sessenta anos, viúvo, pai de dois filhos e três netos.

O primeiro contato sexual aconteceu na casa de Juliano e durante algum tempo eles viveram uma aventura secreta e perigosa às escondidas de José Marcos que era possessivo e dominador.

Juliano era bissexual e sempre gostou de homens, mas depois da morte da esposa optou por ficar sozinho cuidando da cadelinha Flor que era a paixão da companheira falecida.

O tempo passou e José Marcos não percebeu nada de estranho até o dia que foi ao Beira Mar Shopping para levar a Xuxu para um banho e tosa. Não deu outra. Quase trombou com Adamastor e Juliano na fila de espera do Pet Shop enquanto a Flor se sacudia no balcão de tratamento.

José Marcos não ficou surpreso, muito pelo contrário, achou Juliano um tesão de homem. Dali para cama foi questão de horas, entre o fim da tosa e um café expresso na praça de alimentação.

A relação sexual se consumou no apartamento do casal. Adamastor e Juliano cobriram José Marcos de afagos e beijos, igual àquela cena da Sonia Braga cercada por José Wilker e Mauro Mendonça no filme Dona Flor e seus dois maridos.

O sexo fluiu naturalmente entre os três e não houve nenhum conflito de preferencias. Enquanto um chupava, o outro virava de lado, no sexo anal um observava e o outro gemia de prazer. Juliano era o passivo na relação e gostava de ser amarrado à cama. José Marcos gostava dumas pitadas de sadismo e Adamastor preferia os beliscões e banhos de língua excitantes que cobriam os corpos de Juliano e José Mário.

Após longas sessões de sexo o trio de amantes se consolidou na amizade e no prazer sexual. Numa troca de e-mail, eu perguntei ao Adamastor como ele se sente nessa relação e a resposta foi curta e direta: Ambos me completam.

Moral da história: Juliano encontrou os seus dois maridos e a Flor se apaixonou por Xuxu.

Curiosidades:

*** O termo “União poliafetiva” vem sendo usado numa tese de doutorado em direito civil na USP – Universidade de São Paulo

>>> Xuxu ganhou o nome depois que Jose Marcos assistiu ao filme francês Chouchou, cujo titulo brasileiro é Xuxu e que conta a história de um travesti que se apaixona por um rico homem de negócios.

*** A falecida esposa do Juliano chamava-se Florinda e tinha o apelido de Flor. Daí o nome da cadelinha.

>>> Adamastor é um ser mitológico – Ver wikipedia

*** Juliano herdou o nome do pai em homenagem ao Imperador romano Juliano que reinou desde o ano 361 até a sua morte. Foi o último imperador pagão.

>>> José Marcos, este ai é bem brasileiro e herdou o nome porque nasceu na cidade de São José dos Quatro Marcos em Mato Grosso.

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Cuidado! Gays doentes

Nem bem cheguei do feriadão prolongado e recebi um e-mail muito estranho e que me fez pensar bastante sobre as relações humanas entre gays e as neuroses do dia-a-dia.

E eu que queria trazer um post alegre e divertido sobre casais homossexuais em relações estáveis preferi manter o clima de baixo-astral dos artigos por mais alguns dias.

Vamos aos fatos:

André, nome fictício reside em Belo Horizonte.  Tem quarenta anos, gosta de homens mais velhos e há alguns anos não tem companheiro fixo. Assim, ele busca os seus parceiros em saunas e points de pegação da sua cidade. Durante cinco anos ele se relacionou com alguns “coroas” e a maioria deles apresentou sinais de doenças psicológicas generalizadas.

Numa das relações ele pegou o coroa na praça e levou pro hotel. Após várias tentativas o parceiro não teve ereção, mas ele não se importou e marcou novo encontro. Desta vez foram para o apartamento dele lá pelos lados da Av. Afonso Pena. O coroa brochou novamente e ainda ameaçou se suicidar na sua frente. Que situação, hein!

Após um ano ele se recuperou do susto e conheceu outro gay idoso. Desta vez a doença era bipolaridade. Após um mês de relacionamento o bipolar sumiu do mapa, mas foi observado espiando o parceiro nos lugares de pegação. O bipolar voltou raivoso e querendo tirar a vida do parceiro a qualquer custo. Ao final de dois meses o André conseguiu se livrar do pior.

Outro caso aconteceu em 2011. Ele conheceu outro coroa de 62 anos e juntos foram passar as festas de final de ano no Rio de Janeiro. No avião tudo estava bem até que o seu parceiro surtou e começou a gritar e a agredir as pessoas. Com medo André abandonou o coroa na cidade maravilhosa e voltou para Belo Horizonte. Após conversar com o seu analista, ele descobriu que o antigo parceiro tinha TOC – Transtorno obsessivo compulsivo.

O André é um homem equilibrado e acredita que os gays em geral apresentam distúrbios mentais desde a adolescência e na maturidade/velhice as doenças psicológicas tendem a se acentuar devido ao isolamento social, a não aceitação da homossexualidade e aos traumas vivenciados ao longo da vida.

“Cara eu não acredito que eu sou tão azarado assim!”. “Os gays são todos loucos e dementes, falta carinho, atenção e principalmente cuidados. Esses idosos que se relacionaram comigo pareciam pessoas normais, mas suas doenças afloraram rapidamente de uma forma que eu jamais tinha visto e com violência. Eu prefiro ficar sozinho a passar por isso novamente”.

Caro leitor: eu também tive alguns relacionamentos complexos, além de conhecer muitos gays maduros que tem algum tipo de desvio de comportamento ou mental e se passam por pessoas normais.

Eu não vou julgar os “coroas” do André, mas talvez essas ocorrências sejam fatos isolados e que não se deve generalizar. Os idosos em geral apresentam quadro clinico de depressão. Raras vezes eu soube de gays idosos psicóticos, bipolares ou esquizofrênicos.

Os gays tem propensão a esses distúrbios talvez porque sempre foram vulneráveis, bem como, discriminados. Doenças ou transtornos psicológicos são males que acometem o ser humano do século XXI e não apenas os gays e não apenas os gays idosos.

Cuidado!  Os gays estão doentes por falta de cuidados, de cafuné, aceitação e das coisas simples da vida. Doenças como hedonismo, exibicionismo ou compulsão por sexo são doenças comuns no mundo gay.

Crédito da Imagem:

>>> Loucura de Ângelo Bronzino

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