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Extra! Extra! Gay news!

extra-extraCaro leitor, cá estou de volta aos escritos após período de férias no nordeste brasileiro, aliás, adoro o nordeste, o seu povo e a cultura.

O ano começou e muitas coisas continuam as mesmas. Ainda ontem eu ouvi o meu vizinho lá no interior dizer que não assiste mais TV porque os gays estão infiltrados na programação de diversos canais abertos.

Hoje ao ler as notícias na Internet me deparei com as declarações de um pastor gospel dizendo que o casamento gay é uma arma diabólica para destruir a sociedade.

Enfim, os ataques contra os cidadãos LGBT continuarão em 2018, principalmente nas mídias sociais e também face a face, no cotidiano de cada um de nós.

Mas nem tudo são notícias tristes ou ruins, pois observo grandes transformações sociais no mundo e elas vem à cavalo, como um raio porque no século XXI tudo acontece num piscar de olhos.

Se você observar à sua volta perceberá um pouco mais de tolerância, principalmente, dentro de casa. Na semana passada um ex-colega de trabalho confidenciou que estava se adaptando à descoberta do relacionamento do seu filho com o namorado.

Um jornal noticiou que o amor e o sexo na terceira idade é uma realidade, inclui-se ai também os gays idosos apaixonados e fazendo sexo com parceiros também idosos.

Se você não leu procure a notícia do príncipe indiano Manvendra Singh Gohil que abrirá as portas de seu palácio para que os homossexuais e transexuais perseguidos por sua orientação sexual possam ter onde morar.

Também, li sobre os cônjuges de cidadãos gays europeus e seus direitos em todo o bloco e a notícia mais divulgada sobre as reformas históricas do casamento gay na Austrália. O mais incrível nesta última é o alto índice de aceitação da sociedade australiana.

Em terras tupiniquins percebe-se mais aceitação aos gays com padrões heteronormativos massificados nas novelas globais, mas ainda assim, falta muito para mudar o panorama e transformá-lo em cenário favorável. Os travestis continuam a engrossar as estatísticas de mortes violentas.

Um leitor me confidenciou estar mais preocupado com a solidão e a falta de um parceiro do que com a discriminação social. Eu jamais imaginei que um dia isso fosse acontecer.

Em 2018 continuarei a escrever sobre o nosso cotidiano, preferencialmente coisas boas, agradáveis e positivas, pois no final de janeiro o Blog dos Grisalhos completará nove anos.

Janeiro começou com bons filmes temáticos, entre eles 120 batidas por minuto e Me chame pelo seu nome, temas antigos e atuais para entender o amor homossexual.

Bom ano para você leitor dos Grisalhos

 

 

 

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A homossexualidade e a intolerância 

Itaberli
Recentemente acompanhei o caso, do assassinato do jovem Itaberli Lozano (foto), de dezenove anos na cidade de Cravinhos, interior paulista, na região de Ribeirão Preto.

Obviamente, os responsáveis pelo crime são a mãe e o padrasto do jovem e o motivo conforme informou o tio da vítima, era a não aceitação da homossexualidade do filho.

Se realmente esse foi o motivo da morte e posterior carbonização do corpo, chego a acreditar que os seres humanos do século XXI são animais selvagens, raivosos e dementes.

A homossexualidade sempre foi rejeitada no âmbito familiar, mas chegar ao ponto de matar o próprio filho é coisa de outro mundo, ou melhor, completa insanidade. Este também não é um caso isolado e ocorre diariamente em qualquer lugar do mundo.

Não tenho lembranças de atitudes tão cruéis, mas em outros tempos, quando a família desconfiava ou descobria os desejos sexuais dos filhos, a situação era conduzida, invariavelmente, com o auxílio de padres ou médicos conhecidos da família, para soluções de acobertar ou esconder os desviantes em colégios internos, mosteiros e conventos. Não mencionei pastores, porque naquela época as religiões evangélicas e pentecostais estavam engatinhando no Brasil.

Alguns pais optavam por internar os filhos em estabelecimentos destinados a servir de refúgio do mundo, embora muitas vezes serviam também como locais de instrução para os religiosos; é possível citar abadias, mosteiros, conventos e outros claustros, mas os pais não usavam as próprias mãos para dar fim à vida de suas crias.

A homossexualidade nunca foi doença, mas em outros tempos era coisa do demônio, deficiência mental e por aí vai. Aqueles locais eram propícios a qualquer tipo de tratamento, principalmente às questões de moral e estabilidade social.

Ao suprimir as distinções sociais externas, construía-se uma orientação para seu esquema de honra. Por esse motivo, alguns poucos gays de elevado status socioeconômico iam para oásis psiquiátricos e eram distintos dos doentes mentais. Por outro lado, os manicômios públicos serviam apenas como um local de depósito para os indesejáveis das classes inferiores, e que o destino lhe reservava um futuro incerto, e eram tratados como animais doentes.

Nesses locais faziam experiências cerebrais, tratamentos de choque ou à base de medicamentos experimentais e há relatos de que muitos ficavam loucos.

Obviamente, nesses locais ocorreram muitas mortes e suicídios, mas nada comparado à barbárie da atualidade. Hoje a vida humana não vale nada e matar é tão banal quanto comer uma banana.

Um homossexual masculino internado num desses locais, poderia ou não retornar à vida social. Invariavelmente, todos saiam estigmatizados e faziam grandes esforços para esconder o seu passado e tratavam a disfarçar-se de homem.

Nem todos tinham essa capacidade de travestir-se porque muitos eram efeminados e dali para a vida mundana e a prostituição era questão de tempo. Uma vez no gueto nunca mais retornavam para seus familiares e perdiam a referência familiar. É triste pensar que jamais voltariam a ver seus parentes, mas estavam vivos! Construíam outras vidas com outras pessoas.

Aqueles que conseguiam apagar o passado reconstruíam suas vidas e até se casavam e constituíam família e vez ou outra buscavam por sexo homossexual e casual nos guetos das cidades.

Hoje a violência contra homossexuais é generalizada e não passa longe da vida de cada um de nós e por mais que haja aceitação individual ou coletiva, sempre há o perigo da agressão com morte.

Eu não sei o que se passa na cabeça das pessoas, a intolerância é marca registrada deste século, não apenas contra homossexuais, mas contra todos, independentemente de cor, sexo ou religião. Todos querem ter o direito à individualidade, buscam seu espaço no mundo e mesmo assim a vida é invadida e haqueada diariamente. A intolerância chegou ao ponto de afastar as pessoas do convívio social e familiar. Lamentável!

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Mensagem de Natal 2016

Caro leitor dos Grisalhos, não tenho nada planejado para publicar até o final do ano, pois a partir da próxima semana vou viajar para o sul do Brasil para merecido descanso.

Deixo para você este vídeo fresquinho, no bom sentido, pois acabou de ser publicado no canal do Youtube celebrando a época do Natal.

Que os nossos sonhos se realizem, com saúde e PAZ e que no mundo e principalmente no nosso país haja mais tolerância com a diversidade.

Boas Festas e Feliz Ano Novo!

@@ 2017 estarei aqui novamente. Beijos do Regis

Coral gay de San Diego na Califórnia

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Os conflitos de interesses entre gays

gay_idoso_6Caro leitor dos grisalhos, vou discorrer sobre a relação pessoal entre gays idosos e jovens e os conflitos de interesses dessas partes. Você pode concordar ou discordar e tem a liberdade de comentar o assunto.

Bem, o conflito de interesses ocorre quando um homossexual demonstra interesse secundário no resultado de determinada ação, sendo esse interesse contrário ao de outro homem, parceiro, companheiro, amante, caso, etc.

É sabido que toda vez que conhecemos um homem, temos interesses próprios. O interesse primário é o tipo gostosão que nos atrai para o sexo. A partir do primeiro encontro surgem outros interesses.

Quando flertamos, observamos suas características que mais se aproximam daquilo que buscamos para um relacionamento, é aquela coisa do tesão a qualquer preço e invariavelmente, colocamos como prioridades a aparência física e o modo de se vestir. Se o homem está bem vestido ele atrai muitos pretendentes mesmo sendo idoso. Não basta ser gostoso, tem que ter bom gosto e estar sempre em dia com o asseio, os cuidados pessoais e a saúde.

Após o primeiro contato, passamos a observar outras características como o nível cultural, formas de se expressar, postura, inteligência e principalmente as condições socioeconômicas do pretendente.

Um amigo sempre diz que na busca por parceiros colocamos como prioridade além da parte física, um homem que tenha condições econômicas iguais ou superiores às nossas, será?

Eu, particularmente, acredito que não, mas analisando a minha vida posso afirmar que meu amigo não está de todo errado, pois existem dois tipos de homem. O amante e o companheiro. Para ser amante serve qualquer um desde que seja gostoso, mas para ser companheiro tem que ter afinidades e elas passam necessariamente por condições socioeconômicas e culturais, ou não?

Os gays são hedonistas por natureza, logo, o prazer é supremo e aliado a esses prazeres há uma infinidade de coisas materiais que permeiam esse mundo de prazeres. Este também é um dos motivos do porque os gays serem consumistas de carteirinha.

Nas relações entre gays não é diferente. Os coroas que gostam de jovens buscam inconscientemente a beleza e o vigor físico para usufruir dos prazeres sexuais e depois desfilar e mostrar o bofe à sociedade, porque isso o faz sentir-se jovem e capaz de conquistar amantes. Obviamente, há exceções, mas é assim que acontece.

Por outro lado, os jovens buscam nos homens mais velhos, a experiência e a estabilidade financeira para conduzi-lo a outro patamar social. Obviamente, aqui também há exceções porque gostar de alguém é algo que vai além da nossa vontade e muitos já se pegaram gostando de homens mais velhos com condições socioeconômicas inferiores.

A quase totalidade dos jovens gays que se relaciona com idosos tem condições econômicas inferiores por questões óbvias. O jovem está começando a vida, ainda estuda para alcançar objetivos e muitos ainda nem entraram no mercado de trabalho.

Não há estudos, mas ao longo da vida eu observei e vi jovens gays em relacionamentos com idosos e a proporção era para lá de 90%, ou seja: Para cada dez jovens, nove eram de classe social inferior à do coroa. Vez ou outra aparecia um jovem de família classe média alta envolvido com homem de classe inferior.

Essa coisa de construir patrimônio e crescer juntos é algo até utópico, exceto, se o casal for da mesma geração e faixa de idade. Entre idosos e jovens as relações são efêmeras e no tempo necessário de usufruir o que há de melhor no presente.

Caro leitor, porque é tão difícil de encontrar a sua alma gêmea idosa ou jovem? Somos seletivos em qualquer fase da vida e buscamos mais do que um corpo bonito para saciar nossos desejos. Buscamos também alguém com afinidades culturais e sociais, ou não? Não desprezamos nem a faixa etária do bofe! Quem gosta de jovem não muda as preferências e vice-versa.

Outro amigo diz: Gay idoso que gosta de jovem vive na corda bamba porque mais cedo ou mais tarde a andorinha bate asas e voa.

Voltando aos relacionamentos geracionais entre gays eu observo e constato haver muitos outros interesses além do sexo. Ninguém fala, outros desconversam, mas a maioria se vê no direito de herdar bens patrimoniais do parceiro. Isso ocorre principalmente em longos relacionamentos.

Eu acho legal um coroa ajudar o parceiro mais jovem nos estudos e encaminhá-lo para a vida, pois é algo natural, mas isso não lhe dá o direito de exigir fidelidade ou amor até a morte. É uma troca, não de favores, mas de oportunidades! Ninguém compra ninguém, exceto os michês para favores sexuais e sempre tem más línguas dizendo que o bofe está na relação por interesses materiais.

Também, um presente de vez em quando não faz mal a ninguém, mas gays abastados oferecem aos seus parceiros jovens, carros, motos, viagens internacionais, jantares em restaurantes da moda, roupas de grife e em troca há o sexo e uma relação muitas vezes falsa.

Parece que quanto maior a diferença de idade e do nível social, maior é o abismo entre sexo e relacionamento.

Uma situação também comum é o fim de caso por conta de outro homem, mais bonito, mais dotado, mais endinheirado.

Acho sacanagem viver com um coroa por décadas e depois terminar a relação porque conheceu outro e ainda querer levar para si os bens materiais obtidos na relação. Caro leitor, isso é mais comum do que você imagina. Conheci um coroa que foi depenado legalmente pelo companheiro ao fim de uma relação de vinte anos.

O mundo das relações entre gays com grande diferença de idade é um universo desconhecido de situações anormais, aliás, quase nada é normal. Há casos de ciúmes doentios de ambos personagens, não por amor, mas possessão, como se o outro fosse simples objeto, Tipo, é meu e ninguém põe a mão e olha lá se sair da linha.

Existem jovens que sabendo das condições de vulnerabilidade dos idosos fazem chantagem emocional  para obter dinheiro para os seus prazeres. Aqui nem tudo são flores e uma relação aparente esconde um submundo de dominações e ciúmes.

Existem gays especializados em relações com idosos, para tomarem posse dos bens e ativos após falecimento. Eu pessoalmente conheço pelo menos dois espertalhões que hoje vivem de renda obtida com morte de parceiros, aliás, mais de uma morte, ou seja, mais de um parceiro num período de quinze anos. Especificamente nesse caso, um deles sempre se aproximou de idosos com idade acima dos oitenta anos e dizia que os velhinhos lhe davam tesão, porque além de amá-los tinha uma compulsão para cuidar, dar banho, fazer comida e por aí vai. Ninguém merece, isso pra mim é michê disfarçado de amigo.

Há situações onde o parceiro idoso faz um trato com o mais jovem, para ser cuidado na velhice, principalmente em situações de doenças em troca de algum patrimônio ainda em vida. Aqui entra um novo personagem: Cuidadores profissionais de gays idosos. Não são malandros, são profissionais que aceitam a situação como forma de trabalho.

Nessas relações há de tudo. Eu recordo da minha adolescência em 1974, quando um coroa industrial me ofereceu um apartamento e estudos para eu ser o seu amante. Caro leitor, o homem tinha um apartamento caríssimo numa região nobre da cidade para acomodar o amante! Já escrevi sobre isso noutro post e não aceitei porque seria escravo sexual e não teria liberdade.

Os jovens amantes belos e sonhadores também sofrem na relação com os idosos, porque muitos deles querem uma relação sexual sem compromisso, onde paga-se os favores de diversas formas e nem sem sempre há dinheiro envolvido.

Existem coroas que usam e abusam da sua superioridade social para manter seus amantes em rédea curta. Usam de chantagem emocional para controlar a situação por períodos de sua conveniência.

Há também coroas frágeis e dependentes dos parceiros que fazem qualquer coisa para tê-los ao seu alcance, inclusive pagando contas e oferecendo pequenos mimos.

Enfim, é um mundo muitas vezes surreal porque os seus personagens agem de acordo com as circunstancias e interesses próprios e quase nunca os interesses são comuns. Talvez a única coisa comum seja o sexo e nem sempre é da forma que eles imaginam.

Ao longo da minha vida eu vi tanto jovem sofrer por amor a outro idoso e não ser correspondido. Vi relações conturbadas por conflitos de interesses, enquanto gays idosos penavam na mão de jovens espertos e sabedores das fragilidades do amante. Enfim, ninguém é santo, ingênuo ou bobo e tudo gira em torno das circunstancias.

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A minha história dos Grisalhos

Os grisalhos gordinhos - Chubby DaddiesEu sempre gostei das tecnologias, mesmo antes de me descobrir homossexual, lá nos idos de 1969, quando o homem pisou na lua.

Depois de uma adolescência de rebeldia e repressão nos anos da ditadura, eu cheguei à maturidade com muitos propósitos e sonhos.

Infelizmente nem tudo acontece como planejamos, se é que planejamos. Com o falecimento da minha mãe em 1986, recomecei a vida do zero e fui morar num apartamento no centro de São Paulo.

Depois de uma década difícil e de muita luta, eu decidi mudar os rumos da minha história. Eu me formei em Contabilidade em 1983 e sempre trabalhei em contabilidade ou administração. Entre 1987 e 1990 vaguei sem rumo e sem objetivos, até que tudo mudou.

Em 1998 eu decidi fazer outra faculdade, desta vez na área de tecnologia e durante os quatro anos seguintes eu mudei a minha forma de ver o mundo. Uma vez um professor disse para alguns colegas de classe: Se você quer ganhar dinheiro com tecnologia, abra um site de sexo.

Comprei a ideia, em 1999 abri um pequeno site chamado Aquarius, com fotos de homens maduros nus. Naquela época ver uma foto na Internet era algo impensável.

Imagem do site pago dos grisalhos - 2002
Imagem do site pago dos grisalhos – 2005

O site evoluiu e registrei o domínio grisalhos.com.br. Era um site pago, que além de fotos, tinha um chat, anúncios classificados, contos eróticos e pequenos vídeos editados de filmes americanos.

Não fiquei rico, mas durante dez anos, entre 1999 e 2009 trabalhei com prazer porque descobri um mundo que nem eu mesmo sabia que existia: Homens que gostam de homens maduros ou idosos.

Aí, um dia eu pensei: Acho que vou parar, pois aquele formato já estava saturado. Foi então que surgiu a ideia de escrever o blog, como um complemento do site. No início não deu certo, porque os homens buscavam na Internet, o prazer através de imagens e vídeos de homens praticando sexo e buscavam parceiros, exclusivamente, para sexo. Ninguém estava interessado em textos longos e cansativos.

Mantive o site até 2011 quando decidi encerrá-lo e focar apenas no blog. Eu queria falar da minha homossexualidade e das experiências de tantos outros, colegas, amigos e gente que conheci durante o tempo que mantive grisalhos.com.br –  Hoje Grisalhos é um trabalho social, minha retribuição aos doze anos do site comercial.

Imagem blog - maio/2009
Imagem blog – maio/2009

O blog era algo novo, porque não existiu ou existe no Brasil, um blog tão longevo que trate de questões da homossexualidade de homens maduros e idosos de uma forma direta e honesta. Ninguém fala sobre solidão, doenças, sonhos, frustrações e amor.

O blog evoluiu junto com seu criador, chegou à maturidade precocemente e atingiu o ápice em 2013 com mais de 1,5 milhões de visualizações, com média diária de três mil pessoas.

Continuei escrevendo minhas histórias de vida e sempre com muito positivismo, porque sempre acreditei que os gays merecem o melhor. Nós merecemos ser tratados e tratarmos os outros com mais bondade, mais amor.

Em janeiro de 2015 quando o blog completou seis anos, eu percebi que a audiência estava em declínio, por diversos fatores. O principal deles era o Facebook que direciona para os seus serviços de compartilhamento de imagens e vídeos. A página dos Grisalhos naquela plataforma tem pouco mais de 1400 seguidores e não cresce porque não coloco conteúdo, uso como ponte para publicar os artigos do blog.

Há alguns meses pensei em parar de escrever, porque o que eram três mil visitantes por dia, passou para pouco mais de 600 internautas interessados naquilo que escrevo.

Aí, de repente, do nada, eu vi a audiência crescer novamente, chegando a quase quatro mil visitantes/dia na semana passada. Após rastrear os links, percebi que estavam compartilhando meus posts antigos em páginas do Facebook. Um post em especial recebeu a atenção dos compartilhadores: Reflexões sobre a solidão de um gay maduro – com mais de dez mil leituras entre os dias 14 e 20 de setembro/2015.

As tecnologias se renovam e se transformam em outras formas de comunicação, como o Whatsapp, twitter e uma incontável gama de Apps.

Antes, a navegação era norteada por links, com páginas fazendo ligações umas com as outras de acordo com conteúdos comuns. Agora, os internautas encontram informação de acordo com o que é determinado por algoritmos das redes sociais.

Um amigo disse que os blogs estão morrendo, assim como toda a internet que foi construída na ideia dos hiperlinks e ele não está errado.

Eu particularmente acredito que as mídias sociais e os Apps dificultam a difusão de conhecimento, porque tudo é muito descartável.

Eu torço pelas plataformas de blogs não sumirem, porque em tecnologia seis meses equivale há décadas e seis anos a uma era.

Portanto, caro leitor dos grisalhos, enquanto existir a tecnologia do blog eu continuarei a escrever, mesmo com poucos leitores, porque o importante é compartilhar ideias e experiências. Tenha a certeza que eu também aprendo muito com os seus comentários.

Enfim, os grisalhos ainda sobrevive no mundo dos hiperlinks, dos blogs escritos em editor de texto, com corretor ortográfico, de poucas imagens e muitas ideias e conteúdo, que se não estará perdido, ficará no hiperespaço para as futuras gerações.