Arquivo da categoria: Uncategorized

A homossexualidade e a intolerância 

Itaberli

Recentemente acompanhei o caso, do assassinato do jovem Itaberli Lozano (foto), de dezenove anos na cidade de Cravinhos, interior paulista, na região de Ribeirão Preto.

Obviamente, os responsáveis pelo crime são a mãe e o padrasto do jovem e o motivo conforme informou o tio da vítima, era a não aceitação da homossexualidade do filho.

Se realmente esse foi o motivo da morte e posterior carbonização do corpo, chego a acreditar que os seres humanos do século XXI são animais selvagens, raivosos e dementes.

A homossexualidade sempre foi rejeitada no âmbito familiar, mas chegar ao ponto de matar o próprio filho é coisa de outro mundo, ou melhor, completa insanidade. Este também não é um caso isolado e ocorre diariamente em qualquer lugar do mundo.

Não tenho lembranças de atitudes tão cruéis, mas em outros tempos, quando a família desconfiava ou descobria os desejos sexuais dos filhos, a situação era conduzida, invariavelmente, com o auxílio de padres ou médicos conhecidos da família, para soluções de acobertar ou esconder os desviantes em colégios internos, mosteiros e conventos. Não mencionei pastores, porque naquela época as religiões evangélicas e pentecostais estavam engatinhando no Brasil.

Alguns pais optavam por internar os filhos em estabelecimentos destinados a servir de refúgio do mundo, embora muitas vezes serviam também como locais de instrução para os religiosos; é possível citar abadias, mosteiros, conventos e outros claustros, mas os pais não usavam as próprias mãos para dar fim à vida de suas crias.

A homossexualidade nunca foi doença, mas em outros tempos era coisa do demônio, deficiência mental e por aí vai. Aqueles locais eram propícios a qualquer tipo de tratamento, principalmente às questões de moral e estabilidade social.

Ao suprimir as distinções sociais externas, construía-se uma orientação para seu esquema de honra. Por esse motivo, alguns poucos gays de elevado status socioeconômico iam para oásis psiquiátricos e eram distintos dos doentes mentais. Por outro lado, os manicômios públicos serviam apenas como um local de depósito para os indesejáveis das classes inferiores, e que o destino lhe reservava um futuro incerto, e eram tratados como animais doentes.

Nesses locais faziam experiências cerebrais, tratamentos de choque ou à base de medicamentos experimentais e há relatos de que muitos ficavam loucos.

Obviamente, nesses locais ocorreram muitas mortes e suicídios, mas nada comparado à barbárie da atualidade. Hoje a vida humana não vale nada e matar é tão banal quanto comer uma banana.

Um homossexual masculino internado num desses locais, poderia ou não retornar à vida social. Invariavelmente, todos saiam estigmatizados e faziam grandes esforços para esconder o seu passado e tratavam a disfarçar-se de homem.

Nem todos tinham essa capacidade de travestir-se porque muitos eram efeminados e dali para a vida mundana e a prostituição era questão de tempo. Uma vez no gueto nunca mais retornavam para seus familiares e perdiam a referência familiar. É triste pensar que jamais voltariam a ver seus parentes, mas estavam vivos! Construíam outras vidas com outras pessoas.

Aqueles que conseguiam apagar o passado reconstruíam suas vidas e até se casavam e constituíam família e vez ou outra buscavam por sexo homossexual e casual nos guetos das cidades.

Hoje a violência contra homossexuais é generalizada e não passa longe da vida de cada um de nós e por mais que haja aceitação individual ou coletiva, sempre há o perigo da agressão com morte.

Eu não sei o que se passa na cabeça das pessoas, a intolerância é marca registrada deste século, não apenas contra homossexuais, mas contra todos, independentemente de cor, sexo ou religião. Todos querem ter o direito à individualidade, buscam seu espaço no mundo e mesmo assim a vida é invadida e haqueada diariamente. A intolerância chegou ao ponto de afastar as pessoas do convívio social e familiar. Lamentável!

Anúncios

Mensagem de Natal 2016

Caro leitor dos Grisalhos, não tenho nada planejado para publicar até o final do ano, pois a partir da próxima semana vou viajar para o sul do Brasil para merecido descanso.

Deixo para você este vídeo fresquinho, no bom sentido, pois acabou de ser publicado no canal do Youtube celebrando a época do Natal.

Que os nossos sonhos se realizem, com saúde e PAZ e que no mundo e principalmente no nosso país haja mais tolerância com a diversidade.

Boas Festas e Feliz Ano Novo!

@@ 2017 estarei aqui novamente. Beijos do Regis

Coral gay de San Diego na Califórnia

%d blogueiros gostam disto: