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A minha primeira paixão gay

guy_williamsVocê era um garoto gay inteligente e diferente.

Você provavelmente adorava assistir TV, ouvir música ou ver filmes e seriados.

Você tinha um segredo, e seu coração acelerou como um louco quando você descobriu a sua primeira paixão gay!

Isso mesmo, quantos de nós não tivemos uma adolescência repleta de fantasias e fugas para uma realidade que se mostrava cada dia mais traumatizante?

Eu tive várias paixões gays e até os 16 anos todas eram sobre os homens dos seriados da TV. A série Perdidos no Espaço foi bastante emocionante pra mim e o ator Guy Williams no papel do Professor Robinson foi a minha primeira paixão gay.

Eu nunca prestei muita atenção no ator quando fez o seriado Bonanza, mas recordo-me das reprises do seriado A Marca do Zorro. O que causou aquela paixão juvenil foi porque além das calças de corte justa que mostrava o volume do membro entre as pernas, os trajes espaciais dos anos 1960 eram metalizados e andróginos. Mas o que me pegou de jeito era o tipo “paizão” do personagem. Eu não me via como o filho Will Robinson e achava o Dr. Smith uma bichona afetada e neurótica.

Transportar-se para o mundo da fantasia e fugir da realidade pode ocorrer com qualquer pessoa. Hoje eu entendo que as minhas paixões gays da adolescência eram fugas, porque eu não podia contar a ninguém que eu sentia tesão por homens. Aquela fase da minha vida ocorreu entre 1966 e 1968.

Eu gostava de imaginar fazendo sexo com homens maduros que interpretavam os personagens. Eu nunca fui fã daqueles artistas, a minha relação com eles era, exclusivamente, sexuais, porque quando a paixão acabava eu simplesmente não queria mais saber de assistir o filme ou o seriado. Neste caso, a minha mais longa paixão foi Guy Williams e a série Perdidos no Espaço – Durou o tempo necessário de eu encontrar outras coisas mais interessantes pra fazer. Nunca mais tive paixões por personagens de filmes ou seriados e não é o que acontece com muitos gays que vivem por décadas no armário das ilusões.

Quando eu narrei este fato para a minha psicóloga ela disse que isso é normal, principalmente na adolescência, mas não é muito normal na fase adulta. Achar um artista um “gato” faz parte da vida de todas as pessoas, porque transferimos alguns desejos não realizados na vida real para o mundo do imaginário, mas sempre retornamos ao nosso mundo e à nossa vida cotidiana.

Acredito que esse tipo de sentimento possa nascer por personagens que admiramos por suas características psicológicas, por suas características físicas que também podem fazer parte do ideal de beleza em que uma pessoa acredita. Pode nascer por pessoas que entendemos e por quem passamos a sentir alguma compaixão ou por quem poderíamos nos apaixonar de verdade se ela estivesse perfeitamente viva e real na nossa frente.

Gostar de um personagem fictício não é parecer uma pessoa doente, é ter um modelo que tenha as características que se procura em um parceiro ou parceira amorosa, é entender suas próprias preferências e admirar que existam pessoas capazes de captar moldes humanos em personagens de um mundo imaginário, já que a maioria dos personagens que conhecemos, nós podemos encontrar por aí.

E você caro leitor dos GRISALHOS? Já teve ou tem alguma paixão gay por personagens de filmes, TV ou seriados?

Série: Vicious

ViciousCartaz-469x620Esta é uma série que desperta curiosidade. Estrelada por duas lendas vivas da classe artística britânica, Ian McKellen e Derek Jacobi estrelam Vicious é uma sitcom (gravada com a presença de um público) que narra a rotina de vida de dois gays na terceira idade.

A série estreou na TV britânica no dia 29 de abril de 2013. No total foram seis episódios, sendo o último apresentado no dia 10 de junho.

O canal ITV informou que a série já conseguiu a encomenda de um especial de natal, que será exibido na Inglaterra no dia 24 em dezembro de 2013 -Também já está confirmada a segunda temporada para 2014, bem como, o lançamento do primeiro ano em DVD previsto para o dia 18 de novembro/2013.

Para nós resta torcer para que a série seja exibida no Brasil, pois ela foi comprada por uma distribuidora americana.

Na história, Freddy (Ian McKellen) e Stuart (Derek Jacobi) estão juntos há quase 50 anos. Freddie era um ator iniciante e Stuart um barman quando se conheceram. Agora, aposentados, eles passam o dia lendo ou passeando com o cão no bairro boêmio de Covent Garden, onde moram.

A música de abertura é Never Can Say Goodbye e interprestada por The Communards.

A série não foi bem recebida pela crítica, que reclamou da má construção de personagens. Vicious também não conseguiu atrair uma grande audiência ao vivo. Estreando com 5.78 milhões de telespectadores, a série foi perdendo público a cada semana, chegando ao final da temporada de seis episódios com 2.77 milhões. Na média, a temporada registrou 3.37 milhões ao vivo. Mas, segundo nota divulgada pelo ITV à imprensa, apesar da queda, a série teria conseguido registrar uma das maiores audiências do canal, quando somados os números das reprises e outras plataformas.

Imagens:

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