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O Índice de Felicidade Gay 2015

GHISe você nunca ouviu falar, o GHI – Gay Happiness Index, é uma pesquisa anual realizada pela PlanetRomeo, uma comunidade estabelecida em Amsterdã na Holanda.

Essa comunidade existe há mais de 12 anos e possui quase dois milhões de filiados de mais de 190 países.

Neste final de semana eu baixei o arquivo Excel com o resultado completo da pesquisa anual – A pesquisa foi respondida por mais de 115 mil, quase 10% do total de filiados da Romeo e que apresentou o Gay Happiness Index (GHI), o índice de felicidade gay, leva em conta a opinião pública, o comportamento em público e a satisfação pessoal. A pesquisa propôs perguntas objetivas, como: você teria coragem de beijar seu parceiro (ou parceira) na frente dos outros?

Ao analisar o Brasil em trigésimo nono lugar, eu observo que ainda estamos longe de sermos felizes, numa sociedade preconceituosa, sarcástica e violenta. Também, se comparado aos demais países e principalmente os que estão atrás de nós, apenas a Itália, Japão e China são relevantes.

Outro indicador que eu achei interessante foi a infelicidade de estimados 175 milhões de homens gays no mundo:

  • 13 milhões foram banidos de suas casas pela família
  • 22 milhões perderam seus empregos ou foram negadas oportunidades de trabalho
  • 4 milhões sofreram sérias violências em 2014
  • 7 milhões estão em relacionamento heterossexual
  • 66 milhões nunca contaram sua homossexualidade a seus pais
  • 41 milhões querem deixar o seu país

Enfim, é sempre bom trazer fatos novos e relevantes sobre o universo gay no Brasil e no mundo.

Caso você tenha interesse em conhecer detalhes da pesquisa clique aqui.

Gays idosos no Brasil são propensos à depressão

>Alguns remédios para a velhice dos gaysPesquisa mostra que 30% dos homossexuais do sexo masculino com idade avançada no Brasil ficam deprimidos. Solidão e maus tratos, que acometem a população idosa em geral, são ainda mais preocupantes entre gays.

Envelhecer e ser gay. A dupla luta contra o preconceito traz contornos próprios para um grupo que apenas nos últimos anos começou a ter mais atenção da ciência. Hoje se sabe, por exemplo, que eles são mais propensos a sofrer de depressão: 24% das lésbicas e 30%, no caso dos gays, contra 13,5% de heterossexuais. Esses dados do Brasil foram apresentados pela psiquiatra Carmita Abdo, durante o Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, realizado no fim de abril em Belém, no Pará.

A tendência não é apenas brasileira. No Reino Unido, a questão da solidão é apontada num amplo estudo divulgado pela YouGov, que mostrou que homossexuais e bissexuais têm três vezes mais chances de envelhecer solteiros. Além disso, ressalta a pesquisa, apenas um quarto de gays e metade das lésbicas têm filhos, em comparação com 90% dos heterossexuais.

— Está claro que os gays idosos necessitam de mais cuidados nessa área — defendeu a psiquiatra, colunista do GLOBO e autora de livros como Descobrimento sexual do Brasil e Depressão e sexualidade.

Segundo dados do estudo apresentado, e que foi realizado pela Universidade de São Paulo (USP), há 2,2% de homossexuais e 1,8% de bissexuais do sexo masculino com mais de 61 anos. Na juventude, este índice sobe para 11% e 3%, respectivamente. Segundo a psiquiatra, não por haver mais gays jovens, mas porque, provavelmente, são mais propensos a se assumir, o que mostra mais aceitação nas novas gerações.

Fonte: O Globo

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