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Como é Ser Gay e Idoso

Este vídeo foi uma indicação de um leitor do blog.

Obrigado pela dica e aqui está ele

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Os gays nas redes sociais

A evolução das tecnologias associada aos interesses pessoais e profissionais da população LGBT tem contribuído para disseminar a cultura do mundo digital entre os gays. Mas, infelizmente, no Brasil isso não é levado a sério e os interesses dos indivíduos não vão além de contatos, para fins de amizade e sexo.

O que é uma rede social?

As redes sociais são formas de compartilhamento de informações, gostos e ideias entre usuários com os mesmas afinidades e estilos. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes.

Atualmente as principais redes são: Facebook, LinkedIn, Twitter, Tumblr, Google Plus.

O Facebook é a rede social mais disseminada e acessada em todo o mundo. É a coqueluche do momento e todos os gays querem estar conectados na rede para encontrar os seus pares e afins.

Porque os gays se inscrevem no Facebook?

Para ter uma rede de amigos virtuais e possíveis contatos “reais” que no fim visam apenas um “corpo” bonitinho e adequado às suas preferências sexuais.

Para as pessoas em geral, o Facebook é uma vitrine para a exposição de EGOS. Imagine então para os gays?

Se você prestar atenção descobrirá que os gays brasileiros se escondem e não mostram a sua cara, colocam no perfil imagens e fotos que nada tem a ver com a sua verdadeira identidade. Também, criam perfis “frios”, para não expor a sua sexualidade e a real condição social.

Por que isso acontece?  Porque a finalidade dos perfis é o sexo.

É claro que existem gays que usam a rede para compartilhar ideias, fotos e notícias do seu cotidiano, com amigos ou parentes distantes.

Alguns usuários chegam ao extremo de relacionar mais de mil contatos de várias partes do mundo que possivelmente nunca terão a oportunidade de conhecer no mundo real. Também, as redes são vitrines para exposição pública de atributos físicos e dotes sexuais.

Os gays ainda vão levar muito tempo para perceber que as redes sociais se não forem utilizadas com sabedoria e inteligência poderá transformar a vida dos gays num inferno, além de coloca-los ainda mais dentro do armário, da discriminação e da segregação social.

As ONGs brasileiras em defesa dos direitos dos gays ainda não descobriram como explorar as redes sociais de uma forma objetiva, para divulgar os seus trabalhos e arregimentar seguidores, porque nas suas estruturas não existem profissionais competentes e conhecedores das tecnologias. Obviamente, seria mais interessante se esses profissionais também fossem gays.

Eu acompanho os trabalhos que ocorrem na ONG americana SAGE e ontem aconteceu um workshop para os gays maduros e idosos sobre redes sociais.

Lá a rede de mídia social é mais do que manter contatos com amigos, parentes ou pessoas. A utilidade vai desde uma simples procura por um bicho de estimação perdido na cidade até colocação profissional, doação de órgãos e trabalhos voluntários.

O foco da ONG é auxiliar os gays que estão desempregados e neste contexto a rede pode ajudar ou prejudicar a procura por emprego. O workshop de mídia social discorreu sobre o uso do LinkedIn para criar um perfil online profissional e uma ampla rede de profissionais. Através do workshop os gays aprenderam como criar um perfil, fazer upload de uma foto, definir os recursos de segurança, se conectar com outros, juntar-se e participar em grupos e criar um link personalizado que os gays podem usar em sua assinatura de e-mail. Também, foi discutido como os gays podem usar o Facebook e o Twitter em sua busca de trabalho e como evitar armadilhas comuns.

O workshop aconteceu num ambiente de treinamento informal no Cyber ​​SAGE Center. Os participantes tiveram  acesso a um computador para login com suas contas de usuário individual.

É óbvio que ninguém em terras tupiniquins ainda pensou nisso, mas este é um caminho mais do que óbvio.

Por aqui faltam pessoas interessadas no compartilhamento de informações e conhecimentos para que a população gay brasileira, principalmente, os maduros e idosos possam ter acesso às redes sociais de uma forma clara, com objetivos definidos, preservando informações confidenciais, além de tirar o melhor proveito para fins pessoais e profissionais.

Enquanto isso…

Vamos clicando,comentando, curtindo, adicionando e compartilhando: links, fotos, vídeos e pensamentos frios e coisas sem nexo – Nunca sem esquecer de manter o crescimento da nossa rede social, buscando novas amizades, adicionando possíveis conhecidos que são amigos de amigos que  nunca vimos ou ouvimos falar.

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