Publicado em Ciência, Qualidade de Vida, Saúde

Os gays e a inteligência emocional

inteligencia emocional

Caro leitor, inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.

As questões emocionais influenciam bastante a vida dos gays porque são mais vulneráveis do que os heterossexuais, por conta da ruptura com os padrões heteronormativos e isso, de certa forma, fragiliza o controle das emoções. Não preciso enumerar as situações adversas a que fomos submetidos desde a infância.

Isso deveria ser um aprendizado, e o é para muitos, mas mesmo na velhice boa parcela dos gays não consegue manter suas emoções num padrão normal ou sob controle. Esses fatos do passado os fragiliza e traz consequências ruins e de difícil aceitação, mas nunca é tarde para avaliar os sentimentos e aprender a lidar com novas situações adversas.

Porque tens a necessidade de ser aceito pelas pessoas? Porque buscas incessantemente parceiros? Diariamente temos várias necessidades e muitas delas nos deixam ansiosos e é justamente a necessidade de relações humanas.

Eu acredito ser possível viver uma vida boa e sem neuroses. Para isso é importante trabalhar a inteligência emocional, administrando e cuidando das emoções sem reprimi-las. No entanto, é preciso distinguir que, quando se está na companhia de outras pessoas, é preciso levar em consideração o modo como essas pessoas interpretam o que expressamos. O equilíbrio é a chave das interações humanas e também entre gays.

Eu observei ao longo dos anos muitos amigos frustrados porque não encontraram o parceiro ideal e se encontraram durou pouco ou quase nada. As relações são assim mesmo, idas e vindas, chegadas e partidas, pode durar um dia ou uma década, enfim, nada é eterno. Essas frustrações se acumulam e a busca incessante por novas interações gera frustrações e muita insegurança.

Para que as emoções não nos dominem, entre outras coisas, é preciso saber que as necessidades de relacionamentos vem sempre por último.

Todos necessitam de segurança e isso passa por estudo, trabalho, um local para moradia, alimentação, saúde e bem estar, depois o entretenimento e as relações pessoais. Tudo isso vem antes de você sair à caça de um parceiro para sexo porque se encontrar e ao se relacionar poderá se envolver emocionalmente. Pode ser bom ou ruim.

Os gays jovens gostam de música, baladas, diversão, a turma e sexo, nessa ordem. Os mais velhos preferem leituras, bom papos e interações sociais que agregam valor às suas vidas. Obtidas todas essas necessidades então devem vir o parceiro e o sexo e se não vir não há porque se desesperar, a vida segue o seu curso. Por incrível que pareça os gays agem de forma diferente do padrão que equilibra as emoções, logo, a inteligência emocional fica em segundo plano e os problemas tendem a dominar a vida dessas pessoas. Claro, há casos e casos e ninguém é igual a ninguém, mas o equilíbrio emocional permite viver bem, sem neuras e principalmente ansiedade.

A ansiedade traz problemas físicos, cognitivos e condutores: taquicardia, mal-estar, tremores, pensamentos negativos e condutas compulsivas. Os pensamentos negativos afastam as pessoas e quando se percebe não existe mais tempo de corrigir rotas e objetivos. Tudo na vida é questão de momento, o presente é a nossa única certeza, um passo de cada vez, um obstáculo em cada esquina. Assim é a vida!

Os gays são ansiosos por natureza e isso decorre das emoções negativas, Se, pelo contrário, filtrarmos de uma maneira mais adequada e realizando menos generalizações no âmbito pessoal, é mais fácil experimentar emoções saudáveis e positivas, ou não?

Você precisa sentir prazer nas coisas que faz e sem necessariamente estar acompanhado de outras pessoas e se estiver é ainda melhor. Você deve aceitar suas amizades com naturalidade e sem exageros. Se você tem um parceiro é importante compartilhar coisas boas que carreguem energias positivas mesmo que a relação termine na manhã seguinte. Às vezes chega-se na velhice e não se aprende a equilibrar as emoções.

Obviamente, alguns gays assimilam as questões emocionais com mais facilidade, pois cada um tem uma história, um passado que moldou a sua personalidade e quem você é. Nem sempre personalidades fortes indicam controle emocional, também, na adianta se fechar ao mundo e não se permitir envolvimento emocional porque isso acarreta efeitos colaterais, como o isolamento e a depressão.

Não existe mágica! Para uma vida saudável basta ser aberto e agradável, porque uma mente fechada costuma ser indicador negativo que não permite enfrentar dificuldades de maneira mais segura. Também, é necessário diminuir os níveis de estresse e nas relações ser mais observador e ser um bom ouvinte, além é óbvio, da empatia.

Ser um ouvinte mais ativo e prestar verdadeira atenção ao que está sendo falado por outras pessoas nos ajudará a adquirir um melhor entendimento dos sentimentos. Quando conseguirmos usar essa informação para tomar decisões e melhorar nossas relações, este será um sinal de que nossa inteligência emocional está em bom estado.

Publicado em Ciência, Comportamento, Sexualidade

Mais sobre a ciência do Arco-íris

ciencia arco-irisCaro leitor, eu já escrevi sobre este tema em 2015, porque pode ser irrelevante para alguns e interessante para outros. Também, penso que conhecimento não mata ninguém. Buscar na ciência algumas explicações não muda em nada nossa vida, mas ajuda a entender quem somos.

Enfim, lê quem quer, senão feche a página –  ciência do arco-íris

História Antiga

A primeira vez que a ciência mostrou evidências da conexão entre a genética e a homossexualidade foi em 1993, quando o geneticista Dean Hamer publicou uma pesquisa. Ele afirmava que os genes da homossexualidade residiam em uma região do cromossomo X. Porém, até hoje não se conseguiu provar os resultados em testes.

Depois disso, estudos com gêmeos comprovaram que sequências de genes não podem ser a única explicação para a homossexualidade. Segundo pesquisas, o gêmeo idêntico de um homem gay tem chance de 20% a 50% de ser gay, mesmo que eles tenham o mesmo genoma.

Foi apenas em 2012, com o estudo do pesquisador William Rice, que a ciência descobriu que as marcas epigenéticas (memórias celulares) que continuaram vivas podem levar a homossexualidade quando são passadas de pai para filho ou de mãe para filho.

Assim, a partir desta pesquisa, demonstrou-se com o teste de saliva que a genética e o ambiente são determinantes na formação da homossexualidade de um homem.

Ok, então é isso.

Uma parcela da genética e outra parcela do ambiente

Não existe o gene da homossexualidade

Gosto de homens e ponto final!

Claro que isto não vai mudar a sua opinião porque cada um defende suas crenças e a maioria dos gays nunca parou para pensar no assunto. E, mais importante, se bem a explicação científica é fascinante, o recado que mais interessa é que, simplesmente, não temos o direito de determinar como os outros devem viver suas vidas.

Obviamente, daqui a cinquenta anos todas essas questões estarão resolvidas e a sociedade de uma maneira geral tratará o assunto como coisa do passado.