Arquivo mensal: novembro 2016

Os conflitos de interesses entre gays

gay_idoso_6Caro leitor dos grisalhos, vou discorrer sobre a relação pessoal entre gays idosos e jovens e os conflitos de interesses dessas partes. Você pode concordar ou discordar e tem a liberdade de comentar o assunto.

Bem, o conflito de interesses ocorre quando um homossexual demonstra um interesse secundário no resultado de determinada ação, sendo esse interesse contrário ao de outro homem, parceiro, companheiro, amante, caso, etc.

É sabido que toda vez que conhecemos um homem, temos interesses próprios. O interesse primário é o tipo gostosão que nos atrai para o sexo. A partir do primeiro encontro surgem outros interesses.

Quando olhamos para um homem observamos suas características que mais se aproximam daquilo que buscamos para um relacionamento, é aquela coisa do tesão a qualquer preço e invariavelmente, colocamos como prioridades a aparência física e o modo de se vestir. Se o homem está bem vestido ele atrai muitos pretendentes mesmo sendo idoso. Não basta ser gostoso, tem que ter bom gosto e estar sempre em dia com o asseio, os cuidados pessoais e a saúde.

Após o primeiro contato, passamos a observar outras características como o nível cultural, formas de se expressar, postura, inteligência e principalmente as condições socioeconômicas do pretendente.

Um amigo sempre diz que na busca por parceiros colocamos como prioridade além da parte física, um homem que tenha condições econômicas iguais ou superiores às nossas, será?

Eu, particularmente, acredito que não, mas analisando a minha vida posso afirmar que meu amigo não está de todo errado, pois existem dois tipos de homem. O amante e o companheiro. Para ser amante serve qualquer um desde que seja gostoso, mas para ser companheiro tem que ter afinidades e elas passam necessariamente por condições socioeconômicas e culturais, ou não?

Os gays são hedonistas por natureza, logo, o prazer é supremo e aliado a esses prazeres há uma infinidade de coisas materiais que permeiam esse mundo de prazeres. Este também é um dos motivos do porque os gays são consumistas de carteirinha.

Nas relações entre gays não é diferente. Os coroas que gostam de jovens buscam inconscientemente a beleza e o vigor físico para usufruir dos prazeres sexuais e depois desfilar e mostrar o bofe à sociedade, porque isso o faz sentir-se jovem e capaz de conquistar amantes. Obviamente, há exceções, mas é assim que acontece.

Por outro lado, os jovens buscam nos homens mais velhos, a experiência e a estabilidade financeira para conduzi-lo a outro patamar social. Obviamente, aqui também há exceções porque gostar de alguém é algo que vai além da nossa vontade e muitos já se pegaram gostando de homens mais velhos com condições socioeconômicas inferiores.

A quase totalidade dos jovens gays que se relaciona com idosos tem condições econômicas inferiores por questões óbvias. O jovem está começando a vida, ainda estuda para alcançar objetivos e muitos ainda nem entraram no mercado de trabalho.

Não há estudos, mas ao longo da vida eu observei e vi jovens gays em relacionamentos com idosos e a proporção era para lá de 90%, ou seja: Para cada dez jovens, nove eram de classe social inferior à do coroa. Vez ou outra aparecia um jovem de família classe média alta envolvido com homem de classe inferior.

Essa coisa de construir patrimônio e crescer juntos é algo até utópico, exceto, se o casal for da mesma geração e faixa de idade. Entre idosos e jovens as relações são efêmeras e no tempo necessário de usufruir o que há de melhor no presente.

Caro leitor, porque é tão difícil de encontrar a sua alma gêmea idosa ou jovem? Somos seletivos em qualquer fase da vida e buscamos mais do que um corpo bonito para saciar nossos desejos. Buscamos também alguém com afinidades culturais e sociais, ou não? Não desprezamos nem a faixa etária do bofe! Quem gosta de jovem não muda as preferências e vice-versa.

Outro amigo diz: Gay idoso que gosta de jovem vive na corda bamba porque mais cedo ou mais tarde a andorinha bate asas e voa.

Voltando aos relacionamentos geracionais entre gays eu observo e constato haver muitos outros interesses além do sexo. Ninguém fala, outros desconversam, mas a maioria se vê no direito de herdar bens patrimoniais do parceiro. Isso ocorre principalmente em longos relacionamentos.

Eu acho legal um coroa ajudar o parceiro mais jovem nos estudos e encaminhá-lo para a vida, pois é algo natural, mas isso não lhe dá o direito de exigir fidelidade ou amor até a morte. É uma troca, não de favores, mas de oportunidades! Ninguém compra ninguém, exceto os michês para favores sexuais e sempre tem más línguas dizendo que o bofe está na relação por interesses materiais.

Também, um presente de vez em quando não faz mal a ninguém, mas gays abastados oferecem aos seus parceiros jovens, carros, motos, viagens internacionais, jantares em restaurantes da moda, roupas de grife e em troca há o sexo e uma relação muitas vezes falsa.

Parece que quanto maior a diferença de idade e do nível social, maior é o abismo entre sexo e relacionamento.

Uma situação também comum é o fim de caso por conta de outro homem, mais bonito, mais dotado, mais endinheirado.

Acho sacanagem viver com um coroa por décadas e depois terminar a relação porque conheceu outro e ainda querer levar para si os bens materiais obtidos na relação. Caro leitor, isso é mais comum do que você imagina. Conheci um coroa que foi depenado legalmente pelo companheiro ao fim de uma relação de vinte anos.

O mundo das relações entre gays com grande diferença de idade é um universo desconhecido de situações anormais, aliás, quase nada é normal. Há casos de ciúmes doentios de ambos personagens, não por amor, mas possessão, como se o outro fosse simples objeto, Tipo, é meu e ninguém põe a mãe e olha lá se sair da linha.

Existem jovens que sabendo das condições de vulnerabilidade dos idosos fazem chantagem emocionais para obter dinheiro para os seus prazeres. Aqui nem tudo são flores e uma relação aparente esconde um submundo de dominações e ciúmes.

Existem gays especializados em relações com idosos, para tomarem posse dos bens e ativos após falecimento. Eu pessoalmente conheço pelo menos dois espertalhões que hoje vivem de renda obtida com morte de parceiros, aliás, mais de uma morte, ou seja, mais de um parceiro num período de quinze anos. Especificamente nesse caso, um deles sempre se aproximou de idosos com idade acima dos oitenta anos e dizia que os velhinhos lhe davam tesão, porque além de amá-los tinha uma compulsão para cuidar, dar banho, fazer comida e por aí vai. Ninguém merece, isso pra mim é michê disfarçado de amigo.

Há situações onde o parceiro idoso faz um trato com o mais jovem, para ser cuidado na velhice, principalmente em situações de doenças em troca de algum patrimônio ainda em vida. Aqui entra um novo personagem: Cuidadores profissionais de gays idosos. Não são malandros, são profissionais que aceitam a situação como forma de trabalho.

Nessas relações há de tudo. Eu recordo da minha adolescência em 1974, quando um coroa industrial me ofereceu um apartamento e estudos para eu ser o seu amante. Caro leitor, o homem tinha um apartamento caríssimo numa região nobre da cidade para acomodar o amante! Já escrevi sobre isso e não aceitei porque seria escravo sexual e não teria liberdade.

Os jovens amantes belos e sonhadores também sofrem na relação com os idosos, porque muitos deles querem uma relação sexual sem compromisso, onde paga-se os favores de diversas formas e nem sem sempre há dinheiro envolvido.

Existem coroas que usam e abusam da sua superioridade social para manter seus amantes em rédea curta. Usam de chantagem emocional para controlar a situação por períodos de sua conveniência.

Há também coroas frágeis e dependentes dos parceiros que fazem qualquer coisa para tê-los ao seu alcance, inclusive pagando contas e oferecendo pequenos mimos.

Enfim, é um mundo muitas vezes surreal porque os seus personagens agem de acordo com as circunstancias e interesses próprios e quase nunca os interesses são comuns. Talvez a única coisa comum seja o sexo e nem sempre é da forma que eles imaginam.

Ao longo da minha vida eu vi tanto jovem sofrer por amor a outro idoso e não ser correspondido. Vi relações conturbadas por conflitos de interesses, enquanto gays idosos penavam na mão de jovens espertos e sabedores das fragilidades do amante. Enfim, ninguém é santo, ingênuo ou bobo e tudo gira em torno das circunstancias.

Eu não sou homossexual – Vida que segue

nao_sou_homossexual_2Caro leitor, esta é a última parte de um longo artigo que escrevi entre 2009 e 2011 e que publiquei aqui no blog nos últimos meses. Enfim, espero contribuir com esclarecimentos sobre a homossexualidade.

Pois é, você não precisa assumir a sua homossexualidade para ser feliz, se o fizer, faça-o consciente, pois cada um tem uma história e uma vida diferente. O ato de assumir é um ato político, ou não?

Escrevi sobre a não aceitação, negação, conflitos interiores e o inconformismo. Observe que tudo isso é um círculo vicioso de atitudes inadequadas à sua sexualidade porque você não se aceita, nega ser gay, luta com os seus demônios, vive décadas de conflitos interiores e ainda por cima é inconformado. Pare o mundo e desça para a realidade.

O que não dá é viver em eterna negação, não para a sociedade, mas para você mesmo. É possível ser feliz sem precisar gritar ao mundo quem você é. Quem trabalha os conflitos interiores deixa o inconformismo de lado e segue em frente.

Você não é um ser inferior, deixe os outros pensarem que é, drible esses caras com inteligência, seja destemido, encare cada ciclo da vida com naturalidade. A vida segue com sua permissão ou não, então que tal ver o lado positivo de cada final? Agarre a oportunidade de recomeçar, seja num novo projeto ou novo relacionamento. Gostar de homens é algo muito especial!

A mudança é inevitável, pois vivemos em constante mutação: passamos pela infância, adolescência, fase adulta e daí em diante. O que determina a nossa felicidade é a capacidade que temos de nos adaptar às maiores transformações do meio. Todos temos esse poder dentro de nós, mas usá-lo é uma questão de escolha. Inclusive, gays bem-sucedidos são aqueles que trabalham todas as questões emocionais de uma forma simples e sem complicações.

Saiba que é preciso cair para se levantar, porque é impossível viver apenas de bons momentos, pois frustrações, dias ruins e até mesmo tragédias fazem parte do nosso caminho. Esses fatos aconteceram ou acontecerão com todo mundo em algum momento da vida, portanto aprenda que isso é perfeitamente natural! Assimilando essa informação, é mais tranquilo lidar com os inconvenientes que surgem na nossa estrada.

Atenha-se às soluções porque se para você que é gay é mais difícil saiba que os problemas existem para serem solucionados! Manter o foco apenas na adversidade é aumentar o sofrimento e se perder no caminho da resolução. Se algo te incomoda, prepare-se para entender como é possível finalizar a situação da forma mais proveitosa e leve possível.

Aprenda com os exemplos de amigos íntimos, não acredite em qualquer pessoa, principalmente, no meio gay. Existem ao nosso redor vários exemplos de sucesso de pessoas que se reergueram das maiores adversidades possíveis e, se outros conseguiram, você também pode. Basta querer, basta correr atrás e não esperar que algo aconteça sem esforço, pois o sucesso precisa de empurrão. Sucesso aqui não é fama, dinheiro ou um bofe escândalo, mas sentir prazer em ser quem é, sem precisar tirar nem por.

Não se acomode, você precisa ser determinado para ter recompensas prazerosas e não estou aqui falando de sexo. É certo que todos os momentos da vida, por mais que durem, terminam por passar. Mas, se algum problema lhe aflige, é preciso ir à luta e querer resolver a situação. A vida exige de nós que não fiquemos inertes. E agir é o que faz a diferença! Quando você vê um homossexual bem resolvido nem imagina o que foi preciso superar para chegar ao objetivo.

Sofremos sim, todos os preconceitos de uma sociedade heteronormativa, mas ainda assim, não é o fim.

Mude as estratégias, se tem algo errado e você não consegue resolver de uma maneira, procure outras formas diferenciadas de fazê-lo. Com certeza, haverá um outro meio para que seus objetivos se concretizem. Não tenha medo de conquistar a liberdade que procura e isso não passa necessariamente em ter que assumir ou tornar público a sua sexualidade.

Vida que segue, compreenda como viver e batalhar todos os dias por uma luta a qual não se sabe quando vai acabar, mas que, nem por isso, deve-se deixar de tentar. Às vezes, se perde; em outras situações, se ganha. Viva para ganhar e saiba perder. Essa é a maneira de sempre seguir em frente.

Se você é jovem, maduro ou idoso, continue a sonhar, os sonhos são um escape para a alma em qualquer idade. São formas de idealizar um futuro melhor, abrem novas possibilidades com escolhas diferentes e abrem as portas para a vida que você sempre almejou.

Sonhe sempre, pois novas cortinas vão se abrir no futuro! Se possível, inclua um parceiro ou um amigo nesta jornada, pois ninguém vive sozinho e para os gays é mais difícil e como não constituímos família, na velhice estaremos, invariavelmente, sozinhos.

Be happy!

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