Eu não sou homossexual – Conflitos interiores

nao_sou_homossexual_2Pois é, quanto mais cedo trabalhar as questões emocionais, mais rápido encontrará as respostas para a maioria dos seus problemas psicológicos.

No decorrer da vida os gays aprendem a distinguir as razões desses problemas e quase todas conduzem à questão dos conflitos interiores.

Os primeiros aparecem na puberdade devido às transformações hormonais. A primeira ejaculação coloca você no admirável mundo novo. Tudo é novidade, as punhetas são diárias porque há a curiosidade para saber o que acontece, até o dia quando percebe a ligação entre aquele leite quase transparente e os sentidos. As imagens formam-se lentamente na sua mente e após fixar numa delas se acaba no gozo.

Pronto! Muito estranho, pois uma imagem masculina apareceu na cena. Pode ser o tio, vizinho, professor, um artista da TV, o colega da escola, o garoto que mora ao lado. Sim, desde cedo a fantasia é motor propulsor dos desejos.

A partir daquele momento a sua vida transformou-se numa coleção de conflitos internos, pois de alguma maneira sentiu culpa por estar realizando algo que não é conhecido para a sua mente subconsciente.

Os anos da juventude te colocam em cheque com a realidade do mundo exterior. Você observa tudo e percebe-se diferente e isso gera uma carga emocional negativa. O que dizer aos pais? Não pode dizer porque será problema na certa. Quem sabe o irmão? Também, não.

Neste cenário, se você é de família abastada fará tratamento psicológico e até sessões de hipnose regressiva, mas se é pobre vai se virar sozinho e sofrerá muito, mas muito mesmo! Ainda assim, não é o fim do mundo.

A negação e os conflitos interiores estão interligados, porque a frequente e constante negação dos sentimentos faz com que estes se acumulem e se transformem em angústia, vontade de chorar sem motivos, aperto no peito, noites sem dormir, irritação constante com as pessoas, tudo isso porque você não consegue identificar o que sente e na maioria das vezes, não busca entender o que acontece internamente porque nem sabe como deve fazer.

Sentimentos conflituosos são inerentes aos seres humanos e mesmo os gays assumidos tem os seus problemas; assumir-se vai além da superfície social e política. Os assumidos estão em constante briga para fazer valer seus direitos e isso gera situações externas que interferem nas questões psicológicas e emocionais.

Invariavelmente, toda essa carga negativa faz você se esconder. É quando ocorre a opção por ser um homossexual enrustido. Sim, porque ser enrustido é uma opção e é a mais difícil e isso se converterá em anos de pânico, pois criará barreiras emocionais e sentirá rancor.

Num período da vida odiará ser gay e até odiará quem o seja.  Se as questões emocionais não forem bem trabalhadas estará fadado a ser um indivíduo revoltado com todo o mundo. Às vezes essa revolta será sua companheira até a o fim da vida, mas saiba que ela é prejudicial apenas ao indivíduo revoltado.

Mas a vida é pródiga e você lutará sozinho com os seus demônios e isso tem um alto preço. Ficarão sequelas para o resto da vida, ou pelo menos, enquanto não entender que ser gay é a coisa mais natural e maravilhosa do mundo e ninguém vai resolver os seus problemas e nem pagar as suas contas. Uma questão de ponto de vista, é claro!

Eu costumo dizer que o seu maior inimigo está mais perto do que se imagina! Ele está dentro de você, pois é lá que se escondem os maiores medos.

Conflitos afetam as relações e sabe porque a relação com o parceiro não evolui de forma satisfatória? São as insatisfações pessoais de cada um que não permitem o equilíbrio na relação.

As conturbações interferem até no ato sexual porque o diabinho cutuca sua mente para a sacanagem e na hora H, você muda o seu comportamento e se torna conservador. Se quer chupar o pau do parceiro não se intimide, pois, chupar além de gostoso dá um prazer único!

Ser homossexual é estar numa luta constante entre a razão e a emoção. Deseja-se uma coisa e faz outra, ou não querer e faz mesmo assim, é como desejar um homem e fugir da ação ou abominar o sexo com bundas e pintos, mas procurar corpos masculinos para saciar os seus desejos.

Muitos homens chegarão à maturidade e talvez não tenham tido sequer uma experiência sexual com outro homem. Isso é triste, mas é a realidade.

Que força é essa que em momentos críticos da vida se sobrepõem à sua vontade? Emoção e razão, quando se antagonizam geram confusão. Neste estado lábil, você fica inseguro na tomada de decisões, podendo te conduzir a pensamentos e sentimentos instáveis. De tanto rejeitar a própria homossexualidade passa boa parte da vida sozinho, sem ninguém e não encontra espaço para diálogos e entendimento.

Outro conflito comum é a relação geracional. Você luta para manter a falsa aparência de normalidade, mas sonha mamar ou ser mamado, penetrar ou ser penetrado por outro homem maduro. O que vão pensar de mim com um cara mais velho?

Você tem o maior tesão por homens, mas seus valores trazem para a razão contrária aos seus desejos e então foge de encontros sexuais ou faz sexo fortuito e logo depois finge que nada aconteceu ou tenta esquecer o fato, mas o fogo é mais forte e a sua resistência dura um tempo, até a próxima oportunidade.

A religião é outro complicador na sua vida. Se você é de família religiosa está condicionado a acreditar que o amor entre pessoas do mesmo sexo é coisa do demônio, pecaminosa e suja, então sofre, rejeita a si mesmo e até abomina os seus desejos carnais. Que drama, hein!

Situações dessa natureza trazem apatia, sem vontade de interagir com ninguém. Alguns cometem suicídio por não suportar a pressão social, familiar e religiosa ou por não saber lidar com a diversidade. São covardes, isso sim!

Por vezes, cria-se gatilhos que geram confusões internas oriundas das suas ambições, dos seus sonhos e objetivos.

Você cria uma imagem ideal acerca das situações que julga fazer sentir-se bem, mas pode sofrer influências dos seus amigos, da sociedade, uma frustração antiga, um trauma, seja o que for é suficiente para gerar insegurança.

Mas qual a verdadeira razão de tudo isso? Ela emerge, na grande maioria das vezes devido à incompatibilidade entre pensar e agir. O importante é ser verdadeiro, assumido ou não. Afinal, a vida não é apenas sexo e você tem 24 horas por dia para fazer o que quiser.

Obviamente, quando você pensa em ter um homem, poderá tê-lo por uma noite ou por longos períodos, logo, se ele entrar na sua vida, fará parte do seu cotidiano e mudará completamente sua rotina. Muitos gays optam por sexo sem compromisso para, justamente, não ter a interferência de terceiros nas suas vidas ditas normais e não ter que enfrentar a realidade.

O pior dos mundos é viver no armário e se apaixonar por outro homem e ser correspondido. O casal viverá se escondendo o tempo todo, ou não? A situação conflituosa cria mundos paralelos e você não sabe se está vivendo um grande sonho de amor ou uma ficção.

Ainda que possam existir muitos tipos de problemas, uns mais incômodos e devastadores que outros, têm sempre relação com duas forças internas, não necessariamente opostas, mas sim incompatíveis.

A mente cria situações de ordem moral e de ordem pessoal valorativa. Quando você se sente magoado ou quando se revolta, certamente experimenta o pior dos sentimentos. Oh, ninguém pode saber da minha preferência por homens porque isso vai me destruir. Que nada, tudo é passageiro, inclusive, essas besteiras de se achar o errado, o boiola.

Os conflitos internos ocorrem em qualquer fase da vida, alguns são superficiais e passageiros, outros são profundos e se apresentam na forma autopunitiva. Ser gay é um exemplo, pois está carregado de repulsa e a punição é uma forma de você fugir dele. Quando se abstém do sexo, está se punindo e deixando passar os melhores momentos da vida.

Independente da sexualidade, a vida não é um rio de felicidades, há altos e baixos. Também, percebe-se instabilidade emocional com perdas, principalmente, de parceiros de longa convivência. Tudo bem, pode se preservar por uns tempos, mas precisa voltar o mais rápido possível à normalidade porque a vida é uma só. Não deixe de olhar o mundo, os homens estão aí para serem observados, admirados, paquerados e comidos.

Os conflitos interiores também são complicadores nas relações com parceiros, porque se não há um equilíbrio emocional a relação tende a ser complexa e muitas vezes efêmera, outras tantas violentas e possessivas. Tem parceiro que vê no outro o motivo da sua homossexualidade. Ninguém merece isso!

Você trabalha o seu equilíbrio emocional e às vezes não entende porque o seu parceiro é tão complexo e instável, mesmo sendo ele maduro e até idoso. Porque isso acontece? Os problemas emocionais se não forem bem tratados entre a adolescência e a maturidade ficam arraigados no subconsciente e na velhice ninguém muda ninguém, pois já está assimilado.

Ao longo da vida você conhece um ou alguns homens e a questão emocional sempre é impeditivo de seguir adiante no relacionamento porque o parceiro sempre joga as responsabilidades dos seus problemas para outras pessoas, inclusive, para o parceiro.

A vida passa e mesmo assim poucos homossexuais tem o discernimento para assimilar o aprendizado de uma forma positiva e os conflitos internos continuam sendo projetados para o exterior, criando conflitos externos, enquanto mantém os internos obscurecidos e indigestos.

É importante não evitar os sentimentos que nos causam mal-estar e incomodo, não devemos tentar bani-los com estratégias de fazer de conta que não existem ou ignorar o desconforto que nos causam. Uma vez gay sempre gay e ponto final.

Relacionando tudo o que descrevi atrás com a sobriedade emocional, acredito que o objetivo benéfico é propor-nos a sentirmos todos os nossos sentimentos, para não ficarmos reféns deles ou evitá-los

Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 06/10/2016, em Sexo, Sexualidade e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 16 Comentários.

  1. Bom dia Regis,tudo bem?eu sempre etsou lendo os teus posts,e sempre observo os comentarios,mas tambem nao consigo uma pessoa em quem confiar para trocarmos ideias,mas se voce tiver alguem ou algum amigo em que eu possa entrar em contato,ou se outras pessoas estiverem lendo este post.
    Regis tambem tem como falar com voce por fone?Abraço

  2. Josué, acho que entendo um pouco do seu drama. Vivi dentro de uma igreja evangelica desde que nasci, Me casei, tenho filhos, me separei para viver um grande amor com meu parceiro. Hoje tenho 58 anos… Nao foi fácil me desvincular de tudo isso, principalmente da religião. Mas eu necessitava me fazer feliz e ser feliz. Vc sai da igreja mas a igreja nao sai de dentro de vc. Mas hoje vejo a religiao de forma diferente, nao um Deus castigador, mas um Deus que me ama do jeito que eu sou e procuro viver dessa maneira e a partir disso me senti muito melhor. Hoje estou com meu parceiro há 09 anos e vamos vivendo, sendo felizes a nossa maneira….e deixa o mundo girar…grande abraço….

    • Olá Carlos.
      Meu companheiro foi casado, tem 4 filhos, é uma barra.
      Você disse bem, saímos da igreja mas a igreja não sai de nós, eu amava ir a igreja, ajudava em tudo, dava aula de música, cuidava das crianças, jovens, trabalhava em construções de novas igrejas, todo final de semana ia trabalhar em alguma igreja.
      Quando fiz a burrada de me assumir para minha família, meu mundo mudou completamente, contei para um “amigo”, ele contou pra todos da igreja ( cidade pequena) do dia pra noite perdi todos “amigos”, parentes, conhecidos…
      Por falta de experiencia, cometi o erro de contar algo que não é da conta de ninguém, paguei um preço caro.SOBREVIVI rsrs
      Vou seguir seu conselho, obrigado!!!
      Felicidade pra vc e seu companheiro.
      Abraço

      • Concordo plenamente com vc…não precisamos contar nada pra ninguem, a vida eh nossa e nos que pagamos nossas contas…entao…é isso ai…felicidades pra vc…e vc está em qual cidade??

    • Josué martins dos Anjos SIlva

      obrigado felicidades a vc também.
      Moro em Peruibe região metropolitana da baixada santista e vc ?
      ( Resposta ao comentário de baixo, Carlos)

  3. Regis, mais uma Excelente texto com uma abordagem que voce ainda ve na sociedade facilmente.
    Conheci muitos coroas com problemas mal resolvidos consigo mesmo. Mesmo voce mostrando o caminho das pedras, eles se barravam e colocavam empecilhos para ir adiante.
    Conheci um coroa muito simpatico, inteligente e que o que ele queria era um casamento escondido de tudo e de todos. No sexo, o mesmo era louco para experimentar sendo passivo, mas tinha vergonha. Ele ate chorou um dia, pois queria mas achava errado.

    Meu ex por exemplo nao se denominava gay, simplesmente por se sentir mais homem do que qualquer outro, pois ja havia se casado com uma mulher, tem filhos, mas a vontade de se sentir livre, de gostar de sentir prazer sendo passivo o impedia pois achava que viraria mulher, que poderia ter um problema com a masculinidade.

    Caros Coroas,
    Ser gay nao vai dexar de ser aquilo que voce sempre foi. Assumir que voce e homossexual nao e pecado, nao e anormal. Busque aquilo que te faz bem e aquilo que te faz feliz.
    Goze de momentos de prazer, pois o que levamos desta vida sao momentos de gloria, momentos de intenso prazer.
    Nao perca tempo com grilos, nem com o que as pessoas irao achar. Se morar com familia, saia de casa, procure o seu rumo. Se ame e permita ser amado.

  4. Luto desde o dia que percebi que sou diferente, para me aceitar, tento não ouvir essa voz, que foi pregada na minha mente, dizendo que devo me matar, tirar a minha vida é a melhor escolha.
    Se matar é um ato de covardia ?!
    Discordo disso
    ACHO um ato bem corajoso, é necessário ter muita coragem para isso. E temos o direito de escolher fazer o que quiser com nossas vidas, se matar é uma escolha e direito meu.
    Meus motivos,motivos que só eu sei.
    Não serei covarde se um dia fazer tal ato!
    ( minha opinião).
    Tento ser feliz,
    Apenas 23 anos e casado com um coroa de 51 anos, cheio de problemas também, a vida não esta nada fácil, mas tento sobreviver, e um dia chegar ser um pouco feliz
    Mais um ótimo texto, parabéns.

    • Josué a vida é muito preciosa para ser desperdiçada. Nada como um dia após o outro. Abraço do Regis

      • Sim Regis, você (o senhor) está certo.
        Mas infelizmente, infelizmente mesmo, tenho grandes feridas dentro, feridas da religião, do abandono da família, amigos.
        Tenho a esperança de um dia encontrar o remédio para essas feridas, alguns falam que o tempo cura ou amor etc.
        Mas ainda não encontrei essa cura.
        obrigado, abraço

    • Josué, ninguém é/está feliz o tempo todo e problemas fazem parte da vida de qualquer pessoa. Em nosso caso, por gostarmos de pessoas do mesmo sexo temos alguns problemas adicionais com os quais aprendemos a lidar ou a conviver desde cedo: a culpa por sermos diferentes, a incompreensão de muitas religiões nas quais fomos criados, a não aceitação da sociedade e da família, que confunde amor com controle e por vezes, a soma destes fatores acabam por gerar em nós o sentimento da culpa. Você não é o único que já pensou em se matar pelos fatores acima citados. Eu também já pensei nisso algumas vezes, mas cheguei à conclusão de que o máximo que eu poderia conseguir com esse ato seria o entendimento por parte da sociedade de que “se ele não fosse gay/se ele não tivesse ficado com homens certamente não teria se matado” e o preconceito continuaria para outros em situação parecida. Logo, com todas as adversidades, é melhor viver para melhorarmos o mundo em que estamos. Tirei um peso enorme das minhas costas quando deixei de me sentir gay (com toda a negatividade e limitação que tal rótulo carrega) e passei a me sentir livre para ser feliz da forma como eu quiser, inclusive gostando de homens se esse for meu desejo! Usei o rótulo “GAY” como exemplo, mas qualquer rótulo é negativo, pois só abrange a superfície. Rótulos só servem para a identificação inicial. Assim que ela passa, é melhor abandoná-los. Ex: sou gay até encontrar um homem que também seja. Após encontrá-lo, deixo de ser gay e volto a ser o Márcio. Um Márcio disposto a viver uma experiência sexual/amorosa não com outro gay, mas sim com outro homem que pode ser o João, o José, o Pedro, o Paulo, enfim um homem com inúmeras características além do gosto por iguais. A soma delas é o que nos atrai, e não apenas a homossexualidade em si. É justamente por muitos focarem no rótulo “gay” que não nos compreendem ou não nos enxergam como pessoas como elas. O facebook faz algo bem interessante: já reparou que lá não existem héteros ou gays, e sim interessados? Lá você pode ser interessado em mulher, em homem ou nos dois sem se dizer hétero, homo ou bi, e isso é ótimo. É uma forma de sermos pessoas acima dos rótulos! Então, não se sinta gay e não seja gay quando o uso de tal rótulo não for necessário, mas seja livre para viver sem culpas, sem arrependimentos e sem amarras para ser como você quiser (afeminado ou masculinizado) e gostar de quem você desejar, seja um homem ou mais, uma mulher ou mais ou os dois sexos ao mesmo tempo! Espero ter ajudado e um grande abraço!

      • Josué martins dos Anjos SIlva

        Olá Márcio.
        Nossa, difícil responder rs
        Até no modo que você escreveu demostrou liberdade, me senti livre junto com o texto.
        A religião aprisiona de uma forma muito cruel, uma prisão um tanto difícil de sair,difícil porém não impossível.
        Eu sempre fui a igreja, não por obrigação,mas pq amava.
        Hoje não chego nem perto, fui excluído, expulso…
        Mas já não sinto a falta que sentiu a uns anos atrás.
        Alguns dias no horário que eu provavelmente estaria na igreja, me sinto triste, sinto falta.
        O modo como minha mãe me olha por eu estar com um coroa 30 anos mais velho, não é fácil de aguentar, mas estou aprendendo a não me importar.
        Estou cansado de ouvir falarem, mas você não parece gay, você deveria procurar ajuda, você deve achar que é gay mas não é.
        Minha vontade é de falar, isso pq vocês não me viram em quatro paredes rs.
        A vida não está muito fácil.
        Este blog me ajuda, aqui me sinto em casa, me identifico com as postagens e comentários,
        Obrigado por sua msg Márcio

    • Josué, todos temos problemas e como nosso amigo Regis disse “nada como um dia após o outro”. Pense mais em você, nas coisas boas que ainda ha de vir, confesso que passei por essa fase em minha vida, hoje estou aqui casado e feliz. Seu esposo, se apegue a ele, divida os problemas com ele, procure conversar sobre os problemas dele e juntos acabaram chegando em uma solução. Abraço amigo, lebre-se a morte nunca será uma opção ou saída, viva intensamente e no futuro espero que volte aqui e compartilhe as coisas boas que aconteceram. Abraço amigão.

      • Preciso aprender a pensar em mim mesmo, vivi uma vida pensando primeiro na família, igrejas, amigos eu sempre vim por ultimo.
        Meu companheiro tem me ajudado muito, ele já passou por tudo isso, algumas coisas melhores outras piores rs.
        Ele ainda vai á essa mesma igreja (não sei como consegue) eu não consigo ir, creio em Deus mas tenho um rancor de coisas que ouvi de muitos que se dizem IRMÃOS.

        Obrigado Wheslley vou seguir o conselho de vocês.Abraço amigo

  5. “Ninguém vai resolver os seus problemas e nem pagar as suas contas.”. Isso é fato, mas é fato também que ninguém deixa de se meter nas nossas vidas por isso! Por exemplo, meu namorado, cerca de quinze anos mais velho que eu, já na casa dos cinquenta (estou ainda na casa dos trinta), se assumiu para todos bem cedo, ainda na adolescência. Mas é lógico que até hoje tem gente que ainda torce o nariz para ele quando o assunto é sua homossexualidade.
    “Tem parceiro que vê no outro o motivo da sua homossexualidade.” Novamente aí posso falar do meu namorado, que teve um relacionamento de 23 anos onde a sogra botou na cabeça que ele era o “responsável” pela homossexualidade do filho, tudo porque o filho até então era casado com mulher e “nunca” tinha se envolvido com homem. Como essas pessoas são tolas, meu Deus do céu! Fez de tudo para atrapalhar o envolvimento. Resultado: 23 anos juntos, e só acabou por outros motivos, sem qualquer interferência da sogra como motivo. Mas que a sogra infernizou, infernizou, e vira e mexe ela ainda tenta fazer algumas coisas, mesmo com meu namorado não tendo mais qualquer tipo de contato com essas pessoas há tempos, pois ela cismou que o “culpado” é ele, que se não fosse por ele, o filho continuaria “hétero”.
    O título é: “Eu não sou homossexual…”. Quer saber? Sou, sim. E faço gosto!

  6. Acertou em cheio!

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