Por um sentido na vida

O medo da velhice e da solidãoA descoberta da homossexualidade é uma coisa apavorante para todos os gays de qualquer classe social.

Os primeiros sinais ocorrem durante a infância e na adolescência a maioria já enfrenta os dilemas de ser diferente. Há aqueles que são abusados sexualmente, mas a violência física não chega aos pés da violência psicológica.

A violência psicológica é a principal forma de agressão contra lésbicas, gays, travestis, transexuais, transgêneros e bissexuais. As vítimas desenvolvem depressão, síndrome do pânico e até tentativas de suicídio – Essa violência gera sofrimento e angústia.

Cumpre, aliás, ressaltar o papel que tem a religião na construção de valores acerca da homoafetividade e da sua condenação, tendo em vista seu caráter de instituição de controle social que, motivou e ainda motiva a repressão aos homossexuais.

0.jpgRecordo-me da época do surgimento da AIDS e sua disseminação predominantemente, de início, entre os homossexuais foi outro fator importante que contribuiu para a proliferação das ideologias homofóbicas, tanto que a doença fora alcunhada de “peste gay”, e tratada como uma resposta divina ao comportamento homossexual.

Todavia, mesmo com o fim da criminalização das relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo não foi suficiente para retirar da clandestinidade os homossexuais, que permanecem socialmente rejeitados, tendo que lutar por muitos anos pela concessão de direitos básicos.

Na juventude eu observava outros gays sendo discriminados nos seus locais de origem, ou seja, no bairro, na escola e nos clubes. Eu via tudo e me colocava no lugar deles e dizia pra mim mesmo: Eu não vou me permitir sofrer essa discriminação. Para tanto, eu optei pelo silêncio, a começar na minha família.

Frequentemente, a discriminação inicia-se no próprio ambiente familiar, tendo em vista a difícil aceitação dos pais e parentes com a homossexualidade em casa. É grande o número de gays, lésbicas e especialmente travestis que, devido às pressões exercidas pela família, são expulsos de casa ou mesmo fogem dela, sendo jogados, não raramente, na prostituição, expostos a toda sorte de riscos sociais decorrentes da vida nas ruas.

No meu caso, optei por levar uma vida de homossexual enrustido, jogava bola, frequentava bailes familiares, participava de excursões do colégio, gostava de rock e andava com a turma barra pesada do bairro.

26-09-2014-gay-do-surfeCaro leitor, que viado se mete a jogar bola, levar porrada e sair todo ralado do campo? Eu fiz isso porque achava que ser homossexual não me excluía dessas atividades.

Os bailes familiares até que foram fáceis de frequentar porque eu gostava de música, mas sempre tinha um colega me empurrando para sua vizinha, prima e até irmã. Eu dizia aos colegas que eu tinha uma namorada chamada Elga residente na Argentina e eles acreditaram. Tolos!

Eu sempre gostei de viajar, logo, as excursões eram motivo de alegria, pois me tirava do lugar comum.

LED-ZEP1_1545027cAh, o rock! A primeira vez que ouvi Led Zepellin foi em 1973 e foi uma sensação inesquecível! Era algo andrógino e novo. Do rock veio uma turma de amigos roqueiros e a minha curiosidade em conhecer as bandas inglesas dos anos 1970, que culminou com o show do Queen no estádio do Morumbi em 1980. Relutei, mas não pude ir ao Rock In Rio em 1985, porque a grana estava curta e a minha mãe já estava doente.

Com a turma barra pesada do bairro vieram as drogas, mas fiquei na maconha e álcool, além do vício do cigarro que carrego até hoje. Sem fazer apologia, mas a maconha me abriu a mente para outras possibilidades, por um sentido na vida.

Nos ambientes heterossexuais durante a adolescência e parte da fase adulta nunca aconteceu sexo com outro homem, exceto, aquele episódio narrado no último post. Eu tinha uma diretriz bem definida: Sexo longe de casa, de preferência à noite e nos locais próprios, os guetos. Lá eu era o Regis, gay, viado, buscando um corpo para me aquecer e com alguma possibilidade de relacionamento menos efêmero e mais estável.

Caro leitor, penso que com você acontece ou aconteceu mais ou mesmo igual, com muitas semelhanças em diversas situações. Eu sou bastante conservador quando o assunto é comportamento de gays, porque a sociedade é foda!

Meu pai dizia que eu era um jovem precoce. Mal ele sabia que minhas atitudes eram defesas contra a discriminação da sociedade. Na verdade você precisa demonstrar a você e ao mundo que é possível permanecer forte após descobrir-se homossexual.

A homossexualidade não me fez diferente, mas comporto-me diferente daquilo que eu gostaria de ser. Não dá para sair por aí, desmunhecando ou dando pinta de viado porque é paulada na certa.

Hoje os tempos são outros, mas os problemas são os mesmos, talvez até piores por conta dos gays que acreditam em liberdade para andar de mãos dadas e aos beijos em locais públicos. Mas o Brasil ainda não está preparado para isso. Eu dou o maior apoio a essas ações, mas fico na poltrona torcendo para não acontecer o pior. Infelizmente, a demonstração de afeto entre gays ainda deve ser restrita a ambientes fechados.

A não aceitação individual e social, o preconceito, violência e discriminação ainda são realidades a serem combatidas, embora as dificuldades para tal sejam imensuráveis. Enquanto isso…. A vida passa em filme, o mundo gira, você cresce e envelhece.

Independente das suas preferências sexuais busque um sentido para a sua vida, porque a vida é muito mais do que apenas a sexualidade.

Há tantos gays que jamais pararam para pensar no sentido da vida. Anos mais tarde eles olham para trás e se perguntam por que as coisas não saíram como queriam e por que se sentem tão vazios, mesmo tendo alcançado vários objetivos.

Eu encontro o sentido da minha vida quando olho para trás e vejo tudo o que vivi. Afinal, a vida nada mais é do que uma coleção de momentos, bons ou ruins, mas inesquecíveis!

Ótimo final de semana!

Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 02/10/2015, em Comportamento, cotidiano, Sociedade e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 21 Comentários.

  1. Parabéns pelo texto. Gostaria de saber se existe um site onde podemos entrar em contato com jovens que curtem mais velhos pois os sites que conheço é só enrolação.

    • Roberto,
      A melhor forma de entrar em contato com jovens é pessoalmente.
      abraço,

      • Concordo, Regis, mas é muito difícil sacar os coroas que são gays. Fora que os que estão dentro dos padrões de “beleza”, bombados, musculosos e tal saem na frente em serem caçados. A maioria maçante dos coroas gosta de gente assim. Se você está fora, como no meu caso, paga-se o preço.
        Obs: não acho que temos que nos moldar aos padrões apenas para agradar os outros.

  2. Boa tarde
    li cada publicação.
    sou casada com um homem gay, sim gay não assumido há 30 anos, a pouco tempo descobri mais ele nega ser gay porque pergunto a vocês
    porque mentiu 30 anos, ele poderia ter sido feliz com outra pessoa e eu também.
    Eu amo muito meu marido e o que me-dói é saber que ele mentiu por tanto tempo.
    Tenho 50 anos ele 54 anos dependo dele sou do lar é do lar o que eu faço.
    Eu quero que ele seja feliz, ele tem um caso com um garoto e ele mantem o garoto financeiramente.
    Muitas vezes ele tira de casa para dar ao amante dele me-diga o que devo fazer por nós.
    Desde já Agradeço.

    • Olá Mara,
      Situações semelhantes à sua são comuns, eu particularmente, acredito que cada ser humano, homem ou mulher, deve buscar um sentido para a sua vida.
      Muitas vezes nos acomodamos com a nossa vida cotidiana e temos medo de mudar, porque isso gera insegurança.
      Nunca é tarde para buscar o melhor, mesmo que isso implique em mudanças radicais.
      Lembre-se: Vive-se esta vida apenas uma vez!
      abraço, Regis

  3. Tenho 30 anos, sou homossexual e só sinto atração por coroas, e odeio ser gay, mesmo sendo assumido.
    O mundo gay é escrotíssimo, em que, em sua grande maioria, a vida resume-se a falar de pau e bunda, e viver apenas pra isso, em uma busca frenética e insalubre por sexo.
    Há uma competição ridícula entre os homossexuais de quem pega mais, pega o mais bonito, o mais rico, o mais gostoso e bla bla bla.
    Cada dia que acordo, deprimo-me com toda essa situação e de, certa forma, fazer parte de todo esse mundo escroto.
    Os coroas representam a pior raça de homossexuais, não valem uma pipoca murcha, são hipócritas, cretinos, ratazanas, que vivem na busca por sexo, e reclamam que ninguém que nada por nada.
    Raro os gays, hoje em dia, falarem de artes, leituras, questões existenciais, coisas essas que agregam algo ao ser humano, mesmo que somos um nada em relação a tudo, sim, o ser humano é medíocre e deplorável, e acredita ser cheio de soluções para tudo.
    Gostar de coroas é depender de locais como saunas, bailão (por exemplo na cidade de SP), bosques, banheiros ou na internet para poder saciar o tesão. Vivem nesses ambientes ridículos.
    Juntamente com tudo isso, somos marginalizados pela sociedade, e não adianta dizer que isso não acontece, porque acontece. Está cheio de gays reacionários por ai, hipócritas, que por terem uma certa condição financeira boa, acham que estão protegidos dos preconceito e da marginalidade que nos circundam.
    Coroa gay e reacionário é praticamente pleonasmo.
    Enfim, só um desabafo, um pouco agressivo, de alguém com uma visão que perpassa esse conto de fadas de ser veado nessa sociedade maldita em que vivemos.

    • eu acredito que a vida gay nao seria tao gostosa se fossemos iguais aos heterossexuais. essa promiscuidade exacerbada, juntamente com a invisibilidade e o obscuro sao o que torna a vida gay masculina bem diferente em certos aspectos da vida de um homem heterossexual regado as regras da sociedade. a falta de compromisso, a infidelidade, a pegacao em banheiroes, saunas, cinemas pornos, parques abertos, praias, e ate o sexo sem camisinha (bareback), tudo isso faz parte da vida de muitos gays. acho que se um dia a sub-cultura gay se tornar igual a do homem cristao hetero hipocrita, dando preferencia a relacoes duradouras, a casamento que hoje em dia esta caindo, a filhos, a vida gay vai perder a sua essencia. a unica coisa que eu odeio nos gays e a exigencia de padrao de beleza. espero que isso um dia passe. eu gosto de ser gay porque eu acho o gay pervertido (somos homem com instinto cruel de homem). muitos nao aceitam certos tipos de pratica sexual na cama, mas no meio gay rola de tudo um pouco. no meio hetero e tudo camuflado e proibido. acho esse instinto masculino o maximo. vivem para transar. o homem possui um membro que tem efeito de ficar ereto e durinho a todo instante, causado por uma simples provocacao, e que produz espermatozoide aos milhoes diariamente durante toda a vida ate a velhice para fecundar. dera os homens heteros pudessem sentir tesao por gays de vez em quando para se aliviarem, na falta da femea (nas cadeias isso e um fato). por isso que nao acredito nas relacoes duradouras entre homens, com raras excecoes. acho que a mulher desempenha um papel fundamental na vida de um casal, vide ai as lesbicas que duram muito mais que os gays nas relacoes. entao, amigo, nao tem para onde correr. ou voce aceita e se intrega de pica e bunda, ou vai ter de conviver a vida toda a procura de um parceiro que pense igual a voce e que queira uma relacao duradoura. voce pode sim encontrar. eu desisti ha anos.

    • Não sei onde você mora, e não sei quem você é. Mas desculpa quando digo que você está sendo um pouco radical. Eu tenho apenas 17 anos, mas sei que tanto no mundo homossexual quanto no heterossexual as coisas são assim. A única diferença é que no heterossexual as chances de encontrar parceiros é muito mais fácil. Imagina um mundo só de homossexuais e poucos héteros, os héteros com certeza iriam agir iguais aos gays de hoje. E não são todos os homossexuais que são como você comentou; hipócritas e cretinos.

      • Moro em Campinas-Sp. E a cidade não é tão gay assim com o estigma que leva. Aliás, é uma merda de cidade.

  4. Esqueci o nome do site, pus no Google e deu la na primeira pagina.

    Pois para mim a homossexualidade estragou muito minha vida. Fui abusado na infância, mas eu gostava de meninas, depois do episodio, que aconteceu varias vezes, eu comecei a sentir curiosidade pelos garotos. Não vejo nada de errado em ser homossexual, mas definitivamente não era para acontecer, ou era, sei la.
    Hoje me aceito como ser humano e cidadão. Percebi que orientação sexual fica apenas restrito a quatro paredes, não precisa gritar para os quatro cantos do mundo que a gente e viado.
    Sou de uma geração alienada do novo seculo, que só da importância à aparência de academia e marca encontro pelo Whatsapp (ate aparecer outro app). Pois se eu pudesse eu voltava no tempo, de preferencia para a década de cinquenta. Aquela época deveria ser muito legal ser viado.

  5. Antes de assumir perante a sociedade precisamos primeiro nos aceitar diante de nós mesmos, socialmente será consequência, mas o que nos faz achar que valeu mesmo a pena toda essa luta, é ter tido a sorte de encontrar a pessoa certa, na hora certa, porque caso contrário seremos momentaneamente infelizes, pelo menos até que um dia possamos compartilhar a nossa vida com alguém que valha a pena. Pois não tive problema em me aceitar com tal, e quanto a hipócrita sociedade sempre andei, nunca dei importância alguma, porque nunca mesmo pagaram as minhas contas, e nela valemos cfe. nossas conquistas, valemos pelo que temos, e não pelo que somos realmente, mas diante de tudo isso viver só é um verdadeiro horror para qualquer um, independente de sua sexualidade.

  6. Regis, vc é fodástico! Vivi e Estou vivendo exatamente isso, o silêncio, porém, com o meu companheiro.

    Eu sou muito normativo e legalista, ou seja, onde ta escrito que gay/viado deve ser delicado, sensível?

  7. Em busca pelo sentido da vida, a gente se perde e se encontra.O que importa é seguir.Seguir as vezes nem sei pra onde.
    Tive uma adolescência tranquila, mas me lembro ate hoje. No bairro, eu era muito popular, procurado..tinha vários amigos. Um dia, percebi que meus colegas “héteros”se afastaram de mim. percebi que cresci. Me lembro ate hoje.tinha 16 anos. Eles se afastaram de mim sem a menor satisfação, mas hoje entendo.Eles descobriram que eu era gay. Foram anos vazios.
    Hoje não me preocupo com o que o ser humano pensa, porque independente de qualquer coisa as pessoas, num todo, estão perdendo seus valores. Portanto, o sentido da vida que descobri pra mim, é ficar sozinho mesmo.A solidão é minha maior companheira.

    • O maior erro de alguns heteros em relação aos gays é acharem que pelo fato de serem homens os gays automaticamente se apaixonarao por eles. Quantas vezes muitos já ouviram expressões: Nada contra gays, desde que não me assediem.
      Ora bolas, ficam achando que aquele amigo gay vai dar em cima e que são uns príncipes encantados.
      Já botei muito hetero no devido lugar. Disse para um convencido que a maioria dos gays possuem bom gosto e que ele não se preocupasse pois não tinha nada a oferecer nesse sentido. E que as mulheres fizessem bom proveito, coitadas. Kkkk

  8. Excelente texto. Hoje, com 45 anos não jogo mais futebol, me atenho a fazer exercícios caseiros.
    Estou namorado um senhor de 53 anos, deficiente, vitima de um acidente, nos amamos e pretendemos nos casar no final deste ano.
    Digo a todos os gays: não esperem aceitação de ninguém, nem mesmo da família, mas lute por você, tente encontrar seu parceiro certo, quando digo parceiro certo não me refiro a perfeição pois isso não existe, me refiro a pessoa que será seu 50%, pois você deve ser a outra metade.Abraço.

  9. Olá Regis. Estou com um grupo de watsapp criado. Se você quiser pode ser um dos administradores. Tenho tempo e disponibilidade para gerenciar e ajudar na medida do possível os nossos novinhos e grisalhos a acharem seus rumos ou simplesmente desabafar. Também autorizo a divulgação do meu email para o envio dos números de quem quiser fazer parte do grupo. Também não vejo problema caso precise divulgar meu acesso móvel. Sou livre, desimpedido e cheio de vontade de ajudar aos meus iguais.

  10. Parabéns pelos escritos, Regis. Ainda acho que deveria escrever um livro, aliás, vários, pois tem material para tanto!

    Me identifiquei com tudo isso. Como temos a mesma idade vivi muita coisa parecida, só que, você foi muito mais corajoso assumindo pra si mesmo e vivendo a sua própria realidade desde cedo. Eu já não tive essa coragem, pois ao me descobrir homossexual, preferi fingir de hétero, fugindo de mim mesmo para ser macho. Arranjei namoradas, me casei e constitui família. Só queria ser normal. Quanta ilusão! Quanto tempo perdido! Mas enfim, outras experiências. Tempos passados, vividos e desencanados!
    Fico com inveja da coragem de jovens gays de mãos dadas, se beijando e até manifestando carinho que não vejo em muitos casais héteros. Torço pela felicidade deles. Da minha parte, prefiro amar meu esposo na intimidade do nosso lar.
    Na adolescência eu era bom de bola e skate. Só vivia ralado, já que ninguém usava capacete, luvas, cotoveleiras, essas frescuras de viado rs. Aliás, nunca levei jeito de viado!
    Frequentei as primeiras discotecas da cidade, antes mesmo dos Embalos do John Travolta. Minha turma e eu dávamos um show de dança nas festinhas familiares.
    Fumei maconha, da boa, viajando em noites estreladas nos acampamentos que fazia com meus amigos ao som do Pink Floyd. Que tempo bom, feliz e mágico! E puro!
    Hoje continuo fã dessa banda (tenho todos os álbuns, inclusive The Endles River, lançado ano passado).
    Desde os 25 anos parei de usar droga, legalizada ou não legalizada. Pratiquei muitos esportes e fui atleta de ponta, ganhando campeonatos. Talvez os esportes puderam substituir as drogas e as terapias, enfim, bem mais saudáveis. Hoje com mais saúde e disposição, posso na maturidade dos 56 anos melhor curtir a vida ao lado do meu companheiro.
    Desde cedo fui atraído pela área filosófica da existência e hoje tenho livros publicados e sou bem conhecido na minha área.
    Portanto, no fundo, ser gay é apenas um detalhe, assim como ser destro ou canhoto.
    E posso afirmar que a minha vida tem e está tendo muito mais sentido depois que me assumi totalmente como gay!

    • Fernando,
      Após a leitura dos seus relatos, percebo que nossa geração não perdeu o rumo, aliás, todas as experiências deram sentido às nossas vidas.
      abraço

  11. Excelente texto como sempre Regis. Teve uma parte em que realmente me identifiquei, foi na parte em que você diz sobre jogar futebol. Na verdade eu odeio futebol, mas amo heavy metal. E adoro ir em shows, curtir, beber uma cerveja e entrar nos temidos bate cabeça (NÃO É bater cabelo!! rsrsrs).
    E isso que é engraçado! Porque para os poucos que sabem que sou gay, eles não conseguem acreditar. Porque na concepção deles, gay é uma pessoa sensível e delicada, diferente de mim que acabo sendo um pouco ogro e quase sempre volto com machucados pra casa por causa dos bate cabeças dos shows.
    Só que diferente do que você disse no texto “A homossexualidade não me fez diferente, mas comporto-me diferente daquilo que eu gostaria de ser”. Nesse caso eu sou totalmente o oposto. Esse é realmente o meu jeito de ser, não faço isso para pagar de machão ou coisa do tipo.

    Espero que continue esse trabalho excelente como sempre, e um forte abraço!!!

    PS: Para quem não sabe o que é um bate cabeça rsrsrsrs

    • Gustavo,
      Sim, somos seres normais que gostamos de esportes, músicas, shows.
      As coisas que fazemos no dia-a-dia são nossas lembranças que darão sentido à vida
      abraço

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