A problemática da comunicação entre gays

Estou sempre atento às situações que envolvem os gays – Outro dia conversando com um amigo ele relatou a dificuldade de encontrar outros gays para conversar.

Eu mesmo já tive esse problema de comunicação, principalmente, na juventude e os anos buscando pessoas que pudessem me ouvir foram na verdade anos de muito sexo, porque quando eu me aproximava de alguém para conversar, de imediato pensavam que eu queria transar – Nem sempre é assim, não é mesmo?

Vivemos no século da comunicação via Internet, redes sociais, smartphones e ainda assim somos carentes porque não temos a quem recorrer para falar da nossa homossexualidade. Poucos se arriscam a se abrir com familiares e a maioria se cala e se isola.

Os gays tem necessidade de falar sobre suas frustrações, dúvidas, anseios, desejos, gostos pessoais, problemas comportamentais no ambiente de trabalho, na faculdade e principalmente sobre os bloqueios emocionais. Dificilmente encontramos alguém que nos ouça sem interesses e nos fale coisas motivadoras e positivas.

E para quem gosta de homens maduros a situação é ainda mais crítica, porque envolve preconceitos, inclusive, no próprio meio gay.

Eu, particularmente, acredito que essa dificuldade ocorre porque relações de amizades são difíceis e gays, principalmente, jovens têm dificuldades na comunicação.  Quanto aos maduros e idosos a dificuldade de comunicação é decorrente de preconceitos já instalados, além dos medos de se abrir com estranhos. Talvez, eles se acostumaram no isolamento.

Outro fator é você gostar de homens maduros e não se relacionar bem com os jovens, logo, inconscientemente barreiras são criadas e os bloqueios são naturais. Se já é difícil encontrar um gay maduro para relacionamento, imagine a dificuldade de encontrar um maduro para amizade? Também, nem sempre os gays estão dispostos a manter relações de amizade para ser ouvinte.

Se você tem um companheiro a situação é mais fácil, porque no dia-a-dia conversa-se sobre tudo e ai colocamos nossas frustrações pra fora e o desabafo ajuda na autoestima.

Observando o que existe na Internet não encontrei um canal de comunicação que dê a oportunidade aos gays de desabafarem e relatarem seus problemas. É um círculo que não leva a lugar algum. Quem numa sala de bate papo ou no Facebook quer saber de ler ou ouvir problemas alheios? Até a comunidade do Yahoo Respostas está esvaziada.

Os profissionais de psicologia estão ai para ajudar, mas a maioria não quer contar seus problemas aos psicólogos. O percentual dos que procuram ajuda de profissionais é muito pequeno e nem todo gay tem condições financeiras de pagar as consultas.

Há que se considerar ainda, os fatores geográficos. Se já é difícil encontrar um ouvinte que mora no seu bairro ou na sua cidade, como encontrar esse amigo num Brasil continental?

Algumas saídas:

  • Buscar literatura específica sobre temática gay pode ajudar a esclarecer dúvidas;
  • Quebrar paradigmas e não criar barreiras de idade;
  • Não confundir preferência sexual com relacionamento social;
  • Jovens devem se relacionar com jovens, pois os problemas e dúvidas são comuns;
  • Maduros e idosos devem procurar se relacionar com os seus pares da mesma faixa de idade, por conta das experiências de vida;
  • Criar um círculo de amigos verdadeiros.

Ainda assim, é óbvia a carência de pessoas dispostas a ouvir, o que dificulta o aprendizado e o entendimento da homossexualidade. Isso gera um vazio que não tem fim e a sensação de abandono é total.

Aqueles que têm mais facilidade de comunicação nem sempre se dão bem, porque a homossexualidade não é inclusiva.

Conselho ninguém dá, então use a sua inteligência para interagir no mundo, para adquirir aprendizado e esclarecimentos. O mundo dos gays está repleto de indivíduos solitários, mudos, surdos, literalmente.

Outro dia eu li um artigo interessante publicado num blog americano e para finalizar este post transcrevo um trecho daquele texto:

8 coisas que os gays deveriam dizer mais frequentemente um ao outro:

  • Estou orgulhoso de quem você é;
  • Venha se juntar a nós;
  • O que você quer dar vida?
  • Como posso ser um amigo melhor?
  • Eu sou uma pessoa forte, mas estou sofrendo agora;
  • Eu tenho medo de falar sobre minha homossexualidade;
  • Você pode me dar seu telefone para conversarmos e sermos apenas amigos?
  • Qualquer coisa positiva ou encorajadora

Caro leitor dos Grisalhos, o que você acha? O que poderíamos dizer um ao outro, com mais frequência?

Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 08/09/2015, em Comportamento, cotidiano e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 31 Comentários.

  1. Olá… não conhecia o site, hoje por acaso comecei a ler alguns posts e me interessei!
    Me chamo Leandro, tenho 30 anos com carinha de 25 rsrs… sempre me interessei por homens com mais de 30. Hoje tenho um relacionamento estável e meu parceiro tem 43 anos, e da mesma forma temo a solidão em minha velhice!
    Mas de qualquer forma vivo cada fase de minha vida sem muitas preocupações, afinal não vai adiantar sofrer antecipadamente.
    Também sinto falta de amizades no meio Gay, infelizmente vejo nosso meio muito perverso… isso sim me entristece, muitos querendo receber sem dar nada… Uma pena!
    Grande beijo a todos, gostei muito do Post

    • Leandro,
      seus comentário são pertinentes e vão direto ao ponto da questão sobre as amizades no meio gay. Não pense na solidão na velhice, pois para você ela pode não existir.
      abraço

  2. De fato a resposta não é simples. E acho que fica ainda mais complicada a questão para os bissexuais, maduros ou não. Em geral eles não tem nenhum interesse em ir para um gueto gay. E, me parece, seus problemas não são os mesmos, no particular, no geral sim. Eu me senti solitário no homossexualismo por quase toda a minha vida. Demorei a aceitar se o que eu era, mesmo tendo uma vida sexual que incluía sexo com homens, razoavelmente intensa.

    Muitos homossexuais tem forte preconceito contra bissexuais. Como se ser bi fosse uma escolha e não uma condição.

    E me aceitar foi algo que aconteceu a partir do dia que comecei a entrar no chat bissexual. Conheci muita gente que conversa sobre a nossa situação. Mas, em geral, de forma ligeira. Um dia conheci um bi de minha geração e começamos a descobrir coisas em comum. Passamos ao email e nos correspondemos sempre. Ele começou a falar de sua vida homossexual, engraçado, eu não me classificava, apenas tinha sexo com homens, procurava e ficava com meus grilos para mim. O fato dele assumir-se como bissexual e isto queria dizer que era casado com mulher, tinha relação com ela (e com outras), filhos, vida familiar, enfim uma vida “hetero” “normal”, não o impedia de ser homossexual quando tinha oportunidade. Trocamos experiências, idéias, aventuras e um dia disse a ele que eu era viado. O simples fato de dizer isto e dizer aos meus parceiros sexuais a mesma coisa, inclusive a minha mulher, me mudou muito.

    Os problemas continuam. Tenho inveja daqueles que são somente homossexuais e assumem o serem. Com todos os problemas que dai decorrem, isto é possível, pois assumir-se mais ou menos publicamente é um problema afeto a eles. Não é o mesmo conosco. Não quero aqui explicar porque, apenas dizer que temos problemas de comunicação sim.

    Este espaço aqui tem sido muito importante para mim. Só me dei conta ao comentar com a terapeuta a respeito. Sim, acabei fazendo terapia e desde o início falei de minha condição. Tendo assumido para mim mesmo que, com homens, eu era viado, a coisa melhorou, mas, mesmo assim, só agora, depois de dois anos de terarpia (e dez de conversa por email com meu amigo) é que começo a dizer o que sinto.

    Mas sinto falta. E não sei bem o que fazer. Infelizmente não há um gueto gillete… Os bissexuais acabam ficando no armário mesmo. E, a maior parte do tempo, calados.

    • Sabe Sérgio, eu entendo o que dizes. Durante anos os bissexuais preencheram minha rotina. Foi a melhor e a pior coisa que me aconteceu. Tudo começou tempos atrás, quando trabalhei como segurança em um bordel hetero. Um certo dia a dona me chamou no canto e disse que um cliente havia se interessado por mim. Disse que pagaria bem se eu fosse discretissimo. Fiquei cabreiro e ao mesmo tempo curiosíssimo. Topei a oferta. Eu era formalmente apresentado ao mundo paralelo dos bissexuais. Gostei da experiência. Os bissexuais são mais intensos do que os gays. Não ficam pensando muito, aproveitam a chance. Esse cliente me instruiu a lançar carreira solo, em local discreto,pois seria melhor pra ele que não queria divulgar sua passividade em território hetero. Disse que me apoiaria financeiramente e que eu poderia atender a outros. A oferta foi tentadora e aceitei. Durante anos fui o amante secreto dos bissexuais em uma cidade do interior. A propaganda no jornal junto com indicações me fez o único garoto de programa a dar certo na cidade. Alguns outros tentaram e não evoluíram. Eu não era o saradao bombado. Apenas recebia eles com muita simpatia e nada de perguntas. Fiz clientela cativa. Ouvi muita confissão que nem a tua. Eu soube tratar bem e fui sustentado por eles todos. Eram generosos. Fiz eles verem que eram homens mesmo tendo capacidade de amar os dois sexos ao mesmo tempo. Foram tempos felizes. Eles chegavam com seus carrões. Traziam presentes, bebida, carne pra fazer um churrasco. Nenhum jamais se encontrou com o outro. Eu intervalava bem os horários. Daria um livro essa experiência. Quando aparecia algum gay era dose única. Já os bissexuais ficavam clientes e repetiam a dose conforme podiam pagar. Eu cortava exageros pra não perder o controle. Nunca amei nenhum pois a regra era gozar e vazar. Todos faziam isso e me acostumei. Prometeram mundos e fundos. Jamais acreditei ou cobrei. Eu sabia que não cumpririam. Nem poderiam. Mas quando eu os recebia eles me davam muito mais do que qualquer gay. Naqueles breves momentos eu era deles. O mundo lá fora não existia. Eles ficavam tão felizes por ter alguém confiável, isso os protegia dos riscos de serem descobertos. Nunca tiveram vergonha de mim. Quando me encontravam na rua davam bom dia mesmo ao lado das esposas. Diziam que elas jamais desconfiaram de outro homem. Teve um que até pediu meu telefone pois havia perdido meu número enquanto a esposa estava comprando pão. Criei um vínculo de confiança muito forte. Mas ao mesmo tempo, minha vida se perdeu. Todos eram legais mas nenhum servia pra ser meu. Não namorei. Tive que sair à francesa. Mudei de cidade, arranjei um emprego e aqui estou. Sinto saudades as vezes. Mas não tem volta. Os bissexuais foram minha vida e minha perdição. Porque esqueci de investir em um alguém para mim enquanto eles tinham quem os esperasse em casa. Mas não me arrependo. Porque um bissexual te coloca pra cima. Não fica notando teus defeitos, apenas aproveita tuas qualidades.

  3. Olá. Parabéns pelo blog. Tenho 42 anos e não consigo ter amizades edificantes com outros gays. Sou másculo e muitos gays me ignoram por acharem que sou hetero. Muitos gays novos me olham mas não chegam junto pra ver no que dá. Não sou muito de baladas. Não gosto do gueto gay. Sou mais caseiro. Não raro as mulheres ficam dando em cima o que atrapalha mais ainda. Um colega de trabalho (sou seguranca) disse que tenho cara de mau por isso o pessoal não se liga na minha preferência. Estou rodeado de pessoas mas sozinho ao extremo. Faz muita falta ter um amigo do peito. Um heterossexual pode até me ouvir mas não vai me entender. Conheci um rapaz no ônibus. Estamos conversando. Não sei se ele sacou o que sou. Está no começo. Eu ia desistir disso. Mas depois que encontrei teu blog vou tocar o barco em frente e ver no que dá. Obrigado pelas postagens. Me deu coragem pra arriscar. Abraço.

    • Marcelo,
      A comunicação é essencial, mesmo sendo tímido. Existem tantos medos na vida que muitas vezes ficamos aprisionados e isso não é benéfico.
      Vá em frente e arrisque mais, sem pensar no que os outros vão pensar
      abraço

    • Marcelo, eu também sinto muito necessidade de conversar com alguém sobre o que sinto e, também, sobre o que a outra pessoa sente, sem segundas intenções, claro. Apenas para falar da minha história e também ouvir suas histórias. Vamos conversar? Se assim o Regis permitir.
      Obrigado, Abs,

  4. Olá Regis. Já pensou em abrir um grupo de whatsaap de amigos dos Grisalhos? O que você acha? Você coordenaria o grupo, estabeleceria condições e deixaria entrar apenas quem estivesse dentro do perfil desejado. É ainda algo virtual, mas acho que seria uma forma de estreitarmos as nossas amizades. Nunca tive amigos gays, já que vivi e ainda vivo exclusivamente no meio hetero, mas gostaria de trocar idéias e fazer amizades com os meus pares.
    Beijos.

    • Fernando,
      Sua ideia é interessante e inovadora. Infelizmente, neste ano me falta tempo para gerir um processo desses, pois ainda estou vinculado à empresa que trabalho em tempo integral e não me sobra tempo para administrar minha vida.
      Mas fica em aberto, vou analisar com calma e verificar se dá para implementar sua ideia.
      abraço,

    • apoio essa ideia🙂

    • Olá Fernando.
      A sua idéia é muito boa, mas se esse grupo existisse sera que teria que ser só para maduros ou também para jovens gays ?

    • Achei uma excelente ideia Fernando. Tomara que o Regis aceite. Afinal, será um grande passo na evolução e extensão do blog Grisalhos! : )

  5. olá, Regis.
    essa nova foto de avatar é voce?
    abraços

  6. Regis, obrigado pela resposta o senhor tem toda razão. Mas quais são os “tipos” de jovens que chamam mais a atenção dos maduros ? sei que cada um tem um gosto diferente e queria saber o que um rapaz mais jovem como eu (17 anos) teria que ter pra chamar a atenção deles ?

  7. Olá. Virei fã desse blog e do Regis :)… Enfim, esses dias li uma publicação do blog que me deixou muito mais preocupado com minha vida do que nunca, falava sobre nós homossexuais que gostam de maduros e terem que passar praticamente a vida sozinhos porque a porcentagem de encontrar homens mais velhos pra ter uma relação é quase nula. Isso me fez refletir meu futuro e pensei bem…. Não vou desistir de procurar alguém, não consigo me imaginar sozinho, sem ninguém ao meu lado. Não quero chegar nos meus 50 anos sem ter meu companheiro. Desculpa pelo desabafo. Abraços

    • Welingson
      Eu não quis ser pessimista quando escrevi que a probabilidade de encontrar um gay maduro para relacionamento é quase nula. Não leve assim tão ao pé da letra.
      Recomendo a você sair para locais de frequência de maduros e buscar conhecer outros gays para amizades.
      abraço

    • Welingson, apenas um comentário…quando eu era jovem somente os homens maduros me chamavam à atenção. Eu sonhava em me relacionar com um homem assim…. o tempo passou, e, não me relacionei com nenhum deles (por ser muito inibido e não me aceitar gay). Hoje, depois dos meu 50 anos, pra mim isso inverteu. Não sinto mais atração por maduros (penso que é porque me tornei um deles rssss). Mas em compensação, agora são os jovens que me chamam a atenção. Só que ainda continuo escondido no armário… ¨%$#*@@ abs.

      • Sr.Pedro
        Obrigado pelo comentário. Comentários assim me dam esperança.
        Eu, como o senhor na sua juventude sonho em me relacionar com um homen maduro. Espero um dia encontrar alguém.
        Me deseje sorte Sr.Pedro.
        Abraço.

  8. Bartolomeu

    Esse blog é um dos canais que uso para buscar informações já leio os textos há anos. Sou muito introvertido, então graças a esse blog ví que não sou o único gay com dificuldades de relacionamento. Adoro seus textos, são claros e objetivos. Sou de uma cidade do interior do Ceará, onde homossexualidade sempre foi um tabu, um fato que não ajuda em nada. Ví alguns amigos gays enlouquecerem por aguentarem a pressão de familiares (isso em pleno século 21) sempre soube que jamais poderia ter uma vida plena na minha cidade natal.

    • Bartolomeu
      Continue firme amigo, pois você se expressa muito bem, além de ter facilidade de assimilação. Isso ajuda bastante no seu desenvolvimento humano. Acredite que a plenitude da vida independe da sexualidade. Abraço.

  9. Sou novo e mesmo assim me sinto livre pra dizer que o jovem de hoje em dia nao é muito aberto a comunicaçao. Os que vivem sua homossexualidade pensam mais em curtir ao maximo do que aproveitar aos poucos e adquirir o real beneficio de uma relaçao a 2, assim como os jovens heterossexuais.
    Me vejo diferente, mesmo que com meus 20 anos de idade, acredito que tenho uma cabeça mais madura, racional, em busca de algo satisfatorio a longo prazo do que apenas minutos de prazer, efemeros… Apesar de gostar apenas de coroas, nao nego o interesse pela amizade, o dialogo, troca de experiencias, informaçoes e claro, o bonus: Prazer. Mas deles, o interesse quase nunca é esse, com exceçao do prazer.
    Acredito que o que falta para o coroa/idoso brasileiro é a inclusao digital. Os garotos dominaram as redes sociais e aplicativos, mas os mais velhos sao raros nestes, em comparaçao aos Estados Unidos, a quantidade de maduros presentes em aplicativos como o Hornet, Grindr, Scruff, DaddyHunt e etc. é minuscula.
    Sonho com o dia que aconteça uma maior inclusao, pois nao existem muitos lugares para encontrar pessoas mais velhas…

  10. Desculpa Régis, mas percebo que você aborda um assunto bastante interessante mas esgota o comentário do leitor com respostas simplistas, sem argumentação. O assunto é bastante sério, muito complexo, portanto não dá para dizer ao leitor, depois de o mesmo se identificar com o teor da matéria e expor suas idéias e dificuldades , que “a vida é assim mesmo”, “pessoas entram e saem da nossa vida”, etc… Isso revela, no mínimo, desinteresse da sua parte em discutir e contra-argumentar suas próprias publicações.

    • Ademar
      Seus comentários são importantes e enriquecem não apenas o texto, mas o conteúdo geral do blog. Não sou escritor ou jornalista profissional, apenas um homossexual amador em textos que há alguns anos se propôs colocar na Internet a problemática dos gays maduros e idosos e hoje também dos jovens. Obrigado pelas dicas, assim vou aprendendo entre tentativas e erros, abraço.

  11. Depois dos 44 anos, época que resolvi me aceitar como gay, e praticar sexo gay, descobri uma cara pela internet que se tornou meu amigão. Me deu verdadeiras aulas sobre o mundo gay. Me levou para conhecer saunas gay, cinemão etc… Trocamos muitas e muitas confidências…. Mas depois disso, acho que ele sentiu que cumpriu a sua “missão”. Desapareceu da minha vida, da mesma forma que havia surgido.
    Realmente, sinto dificuldade em encontrar alguém para trocar ideias sobre o mundo gay, Desabafar sobre o que sinto, sobre o que penso… sobre meus gostos…. e claro, porque não, ouvir e conhecer a história do outro. Mas pelo que noto também, ninguém quer falar a respeito. Cada um na sua e Deus pra todos. Pena que seja assim

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