Um panorama do cotidiano de padres gays

O cotidiano dos homens de batina é marcado por orações, confissões, polêmicas, clandestinidade e vida sexual ativa. Pouco se sabe sobre as vivências, paixões e sexo dos sacerdotes.

No mundo gay, sexo com padres, bispos e até cardeais é um fetiche, mas a realidade desses religiosos é muito diferente do que imagina o consciente coletivo.

A maioria dos padres gays teve a iniciação sexual nos seminários, através de vivências afetivas com outros seminaristas, num ambiente exclusivamente masculino e propício às relações homossexuais. Não é leviano afirmar que a maioria dos seminaristas é homossexual.

A iniciação sexual nos seminários gera dúvidas e muitos abandonam os estudos e saem das instituições. Aqueles que conseguem enfrentar os seus medos seguem e concluem os estudos até serem ordenados padres.

A aceitação da homossexualidade por padres não é diferente daquilo que todos os gays enfrentam em suas vidas: sofrimento, isolamento, medo, dúvidas, rejeição e homofobia internalizada.

No cotidiano das paróquias, os padres mantêm cuidados no seu dia-a-dia porque a comunidade está sempre de olhos bem abertos a qualquer atitude suspeita. Se a igreja está localizada em zona rural o padre tem muitas dificuldades de vivenciar a sua homossexualidade, já nas grandes cidades o cotidiano tende a ser menos repressor porque mesmo com a rigidez da ideologia a fluidez da realidade gera certa segurança.

padre_gayEntre os padres homossexuais também existe promiscuidade e muitos frequentam saunas e cinemas de pegação. Há aqueles que buscam parceiros para relações estáveis e esses encontros acontecem normalmente nas ruas ou mesmo via Internet.

Há casos de relacionamentos estáveis que duram décadas. A relação estável entre padres ou bispos geralmente ocorre com homens comuns. Também, não é comum relacionamento estável entre dois padres. As relações tendem a ser com homens fora do meio religioso e há casos de relações sexuais entre padres e fiéis. Não vou tratar neste artigo de relacionamentos entre padres e garotos menores de idade que configuram pedofilia.

Com o tempo os padres descobrem que são iguais a qualquer gay e o que os diferencia dos demais é a profissão religiosa que escolheram, pois muitos realmente têm vocação para ser padre.

Os padres efeminados são identificados por fiéis durante as missas e é comum boatos, comentários e cochichos, mas não chegam a afrontar o pároco por mera questão de hierarquia. Essas ocorrências costumam afastar os fiéis conservadores que preferem assistir missa em outra paróquia.

Também, a igreja costuma colocar padres gays na geladeira. Quando um padre é identificado como gay, os seus superiores costumam afastá-lo da paróquia e são dados cargos burocráticos em cúrias ou dioceses. Os casos de escândalos a expulsão do sacerdócio é o ato mais comum.

O fenômeno da homossexualidade na igreja católica é milenar, gigantesco e complexo. Os padres gays optam por uma vida dupla, da mesma maneira que os gays optam por viverem no armário.

Entre os sacerdotes que não respeitam a castidade, há muitos que têm uma verdadeira vida paralela, um companheiro fixo com a qual não apenas fazem sexo, mas com quem vive uma vida escondida. É comum padres serem chantageados por seus amantes, bem como, sofrerem ameaças de denúncia pública, além de eventuais casos de morte.

No Brasil, o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) realizou uma pesquisa anônima com 758 padres católicos: 41% admitiram ter tido relações sexuais. Metade se diz contrária ao celibato e outra metade identifica-se como homossexual ou bissexual.

O sexo é onipresente. Estão envolvidos na homossexualidade não só padres, mas bispos e cardeais. A cultura do sigilo que permeia a Igreja existe há milênios, ditada pelos eclesiásticos. Os eclesiásticos são um círculo restrito que controla toda a igreja e detém todo o poder, e o poder exige um nível de sigilo. O resto do mundo que fique na ignorância.

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 07/03/2014, em Sexualidade, Sociedade e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. já tive caso com dois padres,mas um era muito pegajoso queria que eu ficasse só com ele aí eu o despachei,depois eu conheci um padre que era espanhol que sempre ligava pra mim ir lá na paroquia dele; esse só gostava de chupar e nada mais.

  2. André Santos

    Concordo com o comentário do Paulo. Porém, eles são mais carentes e consequentemente ficam dependentes do parceiro. Já tive dois padres em minha vida. Com um deles apenas conversamos e evitamos o sexo. Com o segundo tivemos alguns encontros sexuais.

    • Além do fetiche, existe o fator confiança, principalmente se for um relacionamento entre uma pessoa casada e um padre.

  3. Certamente a relação com um homem religioso é mais confiável e discreto. Tenho um grande sonho de encontrar um padre e caso seja estrangeiro melhor ainda, pois admiro aqueles brancões e a parti dos 50 anos.

  4. PAULO REGO

    Acredito que a relação com um homem religioso seja mais confiável,amigo e discreto. Tenho 56 anos e se tivesse a sorte de conhecer um sacerdote na minha faixa,ficaria muito feliz.

  5. getulio silva

    eu quero um padre gay, meu fetiche

  1. Pingback: Histórias do Catolicismo: Torturas, Assassinatos, Sexo e Dinheiro | nivaldosalvo

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