Arquivo mensal: março 2014

Aceitação da Homossexualidade

Segundo tópicos que abordam a aceitação da homossexualidade da pesquisa “Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre Tolerância social à violência contra as mulheres”, publicada na quinta-feira 27 de março, pelo site do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o brasileiro está mais tolerante, mas não muito.

A pesquisa realizada em 2013 em todas as regiões do país e que ouviu mais de 3.810 pessoas, apontou que mais da metade dos brasileiros acreditam que casais do mesmo sexo devam ter os mesmos direitos dos demais casais, mas 52% pensam que o “casamento gay” deveria ser proibido. E ainda, 59% disseram que se sentem incomodados ao verem homossexuais se beijando em público.

A pesquisa ainda apontou que os pesquisados evangélicos são os mais intolerantes e machistas da pesquisa,  ainda encontrou afirmações grotescas como “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas e “Se mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” com aval da maioria da população.

A pesquisa mostra que de modo genérico a população é tolerante mas quando se restringe a pergunta quanto a direitos homossexuais, os entrevistados não são muito a favor dos homossexuais.

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Na contramão da onda gay

gay_contra_mao_idosoAmor, dor, alegria, contato, comunicação, solidão, atração, esperança, desespero, são temas universais, independente de raça, gênero, classe socioeconômica, cultura ou orientação sexual.

Esses temas também estão inseridos no universo gay e foi legal eu reencontrar um velho amigo que há muito tempo eu não via.

Neste final de semana eu encontrei o José Carlos, um gay de 60 anos e que sempre está de bem com a vida. Ele tem posições bem definidas sobre alguns temas inerentes à vida dos gays.

A nossa conversa inicial girou em torno do assunto sobre a solidão e ele foi objetivo sobre o seu ponto de vista.

Para o Zé Carlos essa coisa de gay idoso, solidão, velhice e tristeza é coisa para psicólogos, porque ele acredita que cada um vive a vida que quer e merece e sem depender dos outros. A velhice é cruel com todos, gays ou não.

Sobre o amor ele diz que tem pessoas que passam a vida inteira e nunca amam ou não são amadas. Então porque ficar na expectativa de encontrar o amor da sua vida? Deixe acontecer e se não acontecer, tudo bem. Ninguém precisa de um amor para que a vida seja melhor.

Ele diz que podemos ser felizes mesmo sem termos um companheiro fixo ou um amor. Muitas vezes amigos são mais importantes do que amantes e amores. O momento atual é propício às relações abertas, típico da era de Aquário.

Perguntei por que todo mundo quer uma relação estável. Para o Zé essa coisa de relação entre dois homens é complicada e é melhor viver sozinho do que dividir espaços com homens que muitas vezes se esforçam para não complicar e não fazem nada para tornar a relação uma coisa realmente prazerosa. Tem muito gay se achando o dono do outro e isso não soma, apenas subtrai.

Na falta de alguém para dividir a cama, se aparecer um bofe para uma transa casual, tudo bem, senão, tudo bem também. Na falta de sexo, às vezes a masturbação resolve a situação emergencial.

Perguntei porque os gays idealizam a situação de “morar juntos”. Isso é até chato, os gays são muito vulneráveis. Essa coisa de dividir o mesmo teto é tema para heterossexual ou monges enclausurados.

José Carlos afirmou que os gays precisam aprendem a viver por si e não depender dos outros, porque na hora do aperto, todos somem e você terá que se virar sozinho. Nada como ter liberdade para viver a sua vida do jeito que você quiser.

Ele também não acredita em casamento gay. De cada dez casamentos, talvez um tenha vida longa. Isso é ideia plantada pela mídia gay, das tevês e revistas. O pior é que todo mundo acredita que isso resolverá todos os problemas.

Sobre adoção de crianças por casais gays ele me responde com outra pergunta: Mas porque um gay quer adotar uma criança? Isso não é normal. Os gays devem entender que sentem atração por homens, portanto, filhos nem pensar. Essa é outra situação plantada pela mídia, novelas, etc.

Para ele o mais importante é ter uma vida plena, com saúde, pois ninguém escolhe ser homossexual e a sexualidade não pode ser termômetro para a sociedade medir o que você é capaz de fazer para si e para os outros.

Viver sozinho não faz bem para a saúde mental, mas os gays precisam aprender a conviver com a solidão, pois assim crescem como seres humanos. Se você passar pelos vendavais da solidão estará preparando para o que der e vier. É preciso equilibrar suas emoções para ter vida saudável.

Enfim, o papo foi longo e falamos sobre muitos temas e no final ele ainda lançou uma afirmação interessante:

Eu acho tão bom o momento presente. As pessoas estão vivendo suas individualidades de uma forma nunca vivenciadas e isso é ótimo, porque assim, ninguém enche o meu saco para saber se sou ou não gay, ou, porque estou sozinho e porque não tenho filhos. Eu fico na minha e vivo hoje muito melhor do que eu vivia há trinta anos.

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