Os gays maduros e as relações abertas

face_grisalhos2013Psicólogos defendem as relações humanas contemporâneas como abertas e sem prazo de validade. Na prática todas as relações são abertas.

Há tempos ouço debates sobre qual é o modelo de relação mais comum. Entre defensores da monogamia e da poligamia, eu costumo brincar que fechada, aberta e de carne são esfihas; relação é outra coisa. Já que o que realmente nos une ou separa de uma pessoa não é um acordo pré-fixado, nem uma instituição, nem um papel.

Quando falamos de relação entre parceiros do mesmo sexo não podemos esquecer que principalmente os homens tem um instinto natural de caça, de busca por sexo, já as mulheres são mais fiéis às suas companheiras.

A seguir uma coleção de opiniões minhas, de amigos, conhecidos e leitores do blog:

  • Os gays buscam durante a vida um parceiro para viver um grande amor e quando encontram o parceiro, nem sempre dura muito tempo e nem sempre é um grande amor – Foi um encontro, com algum sexo e uma tentativa de tornar a relação mais estável e duradoura – Leia esse artigo onde relato a minha última experiência de relacionamento.

Um leitor disse que as relações começam com a atração física, aquela coisa de pele, toques, cheiro. Depois de alguns dias vem a paixão. Ai entra em cena a intimidade e a rotina – Se você encontrar no seu caminho um cara mais bonito, você vai se atirar porque a atração foi mais forte  do que a vontade de persistir no relacionamento que você está vivendo.

  • No mundo gay a fidelidade é uma figurinha carimbada. Durante mais de trinta anos eu vivenciei isso todos os dias. Se o seu companheiro é bonito e gostoso sempre vai chover gays em cima dele. Ai surge a questão da Liberdade e ciúmes dos gays maduros.
  • João Carlos escreveu no e-mail: Se você tem um companheiro trate de ficar longe dos guetos, principalmente bares e boates, porque o cenário é propício às separações.
  • Mario é um coroa sessentão. Ele disse que os gays idealizam um parceiro e quando encontram a primeira grande atitude é a traição. Será que traiu, acabou? Vai depender do outro e de como ele vê essa situação. Os gays não são monogâmicos, isso é um mito.

Um ex-companheiro meu, Amedeo sempre dizia que não abria mão da relação estável e uma hora depois lá estava ele numa sauna e dizia que não era para procurar companheiros, ele ia em busca apenas de sexo.

Outro leitor escreveu: A relação entre gays é difícil porque a sociedade não tira os olhos e quando encontramos um parceiro cessamos imediatamente a busca e focamos naquela relação. Então fui buscar um post de 2009 sobre a difícil arte dos encontros.

  • O meu vizinho gay mantêm dois relacionamentos há mais de cinco anos. Ele diz que na falta de um existe o outro, mas ele evita morar junto ou viajar por longos períodos. Ele se diz livre e que um não sabe que o outro existe – Também, um mora no Rio de Janeiro e o outro em Madri. Com certeza o madrileno ou o carioca faz a mesma coisa, porque essa convivência de cinco anos é conveniente para ambos.

Os gays se preocupam demais em acertar e muito pouco em vivenciar com os próprios olhos, tato, ouvido, paladar e corpo, desperdiçando a parte mais saborosa das relações, que é explorá-las, desbravá-las. E é justamente essa conduta que atinge o ponto vital das relações, fazendo com que fiquem apáticas, anêmicas e sem fluidez.

Aí para não perder o amigo de longa convivência sugerimos abrir a relação, porque o desgaste leva à perda do tesão. Muitos gays conseguem separar sexo e sentimentos.

Os gays maduros e idosos caem de cabeça nos relacionamentos porque tem medo de ficar sozinhos. Não querem um companheiro, querem um enfermeiro – Quem disse isso foi o Geraldo, outro conhecido que cuidou do companheiro até a morte.

Já o André é mais emocional e diz que os gays não percebem que o comprometimento na relação vem antes da promessa, que o amor vem antes do pedido de morar juntos, que a conexão vem antes da razão.

relaoes_abertas_grisalhosOs enganos que mascaramos são como fingir o tesão: nós recebemos de volta aquilo que nos insatisfaz enquanto tentamos fazer o outro acreditar que nos contenta.

Na ânsia de controlar o outro, colocamos o carro na frente dos bois e definimos formatos de relações para garantir segurança, enquanto ironicamente evitamos nos expor ao contato e sem garantias. Abertos, assim como todas as relações.

Então caro leitor dos GRISALHOS da próxima vez que tiver dúvidas sobre qual tipo de relação está vivendo, parta do seguinte ponto: Todas e abertas.

Deixo aos leitores do blog, a página do meu amigo Fabricio Viana no Facebook, que, aliás, faz tempo que não tenho contato. Ele está com um projeto de um documentário sobre Relações Abertas – Uma conversa sobre as possibilidades sexuais e afetivas.

Nota: O grisalho da foto é gostosão e entrou neste post para provocar a imaginação dos leitores.

Crédito da imagem: Older4me

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 22/11/2013, em Relacionamento e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Adorei a mensagem, conheci um pouco mais sobre o mundo gay.

  2. muito interessante! Atualmente vivo uma relação descompromissada com um cara legal! hehehehe

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