Personalidade: Olavo Bilac

olavo-bilac_gayOlavo Bilac foi noivo de Amélia de Oliveira, irmã de seu amigo Alberto de Oliveira, que foi impedida de casar por outro irmão que não aceitava a vida de poeta boêmio que Bilac levava. Graças ao acaso ou não, a homossexualidade de Bilac seguiria seu curso.

Quando eu decidi escrever este post, eu não tinha a certeza do que ia escrever, porque não há provas da homossexualidade de Olavo Bilac, bem como, os achismos são apenas ideias vagas e profanações do mito.

Bilac era boiola e fim de papo. Isso é importante? Não, mas quem não gosta de divagar sobre possibilidades, mesmo que remotas, sobre a sexualidade das pessoas.

Ao longo da trajetória como literato, Olavo Bilac foi frequentemente alvo de comentários maliciosos que denunciavam publicamente sua homossexualidade. Um dos episódios foi a campanha que teria sido liderada por Machado de Assis e pelo barão do Rio Branco com o objetivo de impedir a eleição do escritor para a Academia Brasileira de Letras nas suas duas primeiras candidaturas, justamente por desconfiarem que ele fosse gay.

Outro episódio menciona a charge de Álvaro Martins publicada no primeiro número da revista de sátira e humor, O gato, em 1911, na qual João do Rio e Olavo Bilac admiram uma estátua do imperador romano Heliogábalo, cujo corpo musculoso estava completamente nu:

O dedo indicador de Bilac acaricia a nádega empinada da musculosa figura de mármore, enquanto, do outro lado, João do Rio observa a área genital desnuda. Um dos dois comenta: Soberbo hein! O outro responde: Que delicioso seria se todos os homens fossem assim!

O autor do desenho insinuava que os interesses sexuais dos dois escritores eram direcionados para os homens, a pessoa de Bilac talvez mais interessada em penetrar um parceiro e João do Rio se deliciando com o falo.

O erotismo de Bilac era quase sempre delirante, fruto, talvez, de uma perturbação nervosa, da boemia, da perversão. Se foi verdade que pouco acrescentava à fúria amorosa dos românticos, superava-a justamente por lhe trazer mais experiência, conferindo-lhe maior carnalidade.

Na vida boemia do Rio de Janeiro Bilac frequentava também as confeitarias e cafés e era frequentemente visto rodeado por homens em grupo de amigos e escritores.

Mário de Andrade considerou-o um exímio na pintura da pornocinematografia, alusão aos primórdios do cinema. Do começo ao fim mostrou-se tão sensível à forma da carne como à forma dos sonetos, embora circulassem sobre ele boatos sublinhados pelos epitáfios obscenos em que Emílio de Meneses em papeis deixados sobre mesas de confeitarias, insinuava tendências homossexuais.

Um desses papeis dizia:

Bilac esta cova encerra.
Choram sacros e profanos…
Muitos anos coma a terra,
A quem comeu tantos ânus!

olavo_bilac_gay1A provável homossexualidade de Bilac era naturalmente ocultada por ele, mesmo sendo comentada abertamente por seus contemporâneos.. Alguns poucos amigos mais íntimos não tinham provas da homossexualidade de Bilac e a sua predileção por ser ativo nas relações sexuais – Era um comedor de cu de jovens amantes.

Alguns historiadores afirmam que Olavo Bilac tinha uma ligação com uma seita estranha e que praticava a necrofilia. Estes pesquisadores, também, afirmam que o poeta foi pego tendo relações íntimas com um cadáver e que por isto foi expulso da faculdade de Medicina – Boatos!

Em sua época, dele dizia-se, maldosamente e não tão em sigilo, que era o maior pederasta do país.

Bilac tinha fama de grande erótico, embora nunca tivesse sido visto com uma mulher. Os biógrafos tradicionais frisam a frustrada paixão de Bilac por Amélia e isso apenas aos vinte e dois anos de idade, uma fase de indefinição ou descoberta da sexualidade.

Por fazer oposição ao governo do Marechal Floriano Peixoto, Bilac foi perseguido e passou um tempo escondido no interior de Minas Gerais. Não há registros sobre este período, mas alguns historiadores dizem que durante o período de exílio no estado de Minas ele ficou na companhia de outro homem. Ao retornar ao Rio de Janeiro ele foi preso.

Por volta de 1900, seguiu para Paris como correspondente da publicação Cidade do Rio. Encantado com a capital francesa, Bilac passou a visitar regularmente a cidade – Dizem as más línguas que ele teve um amante francês durante cinco anos.

O primeiro acidente de automóvel no Brasil foi causado por Olavo Bilac. Ele bateu o carro numa árvore em 1897 – Outras más línguas colocam a culpa num bofe escândalo que lhe tirou a atenção ao volante.

Enfim, Bilac também não era nenhum santinho e sempre que podia, ou melhor, quando sentia vontade, ele atacava por meio de referências maldosas à suposta homossexualidade de outros poetas e escritores, através de publicações com pseudônimos – Tudo com muito bom humor e sarcasmo.

Olavo Bilac morreu na madrugada do dia 28 de dezembro de 1918, de infecção pulmonar aos 53 anos de idade.

Anúncios

Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 08/04/2013, em Literatura, Personalidade e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. O caso da necrofilia não é boato, foi documentado historicamente. Agora achei muita graça no acidente de carro causado por distração ao volante motivada pela visão de um bofe escândalo. Parabéns

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: