O Mundo Gay e o Natal

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Caro leitor, o Natal está chegando e a palavra Espírito Natalino começa a ficar na “moda”, afinal de contas, o que é Espírito Natalino?
A resposta é bem simples, é a bondade que existe dentro de cada um a fim de proporcionar um natal mais alegre e justo ao próximo.

Basta sentir no fundo do seu coração e deixar que o Natal se manifeste junto às pessoas que estão ao seu lado. Pode ser um familiar, um conhecido, um amigo, um amante, um companheiro – O espírito natalino também se manifesta a qualquer momento.

Hoje começo uma série de cinco artigos sobre o espírito natalino no mundo gay(*) – Não vou falar de Jesus, Maria ou José, mas sobre a bondade, o encontro festivo com familiares, a doação livre e amorosa, a sensibilidade com o próximo e a fé no que virá.

(*) Mundo gay é um termo que eu utilizo no blog para falar do comportamento e do cotidiano dos gays.

Natal gay – A bondade genérica

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Algumas pessoas acham que falar sobre bondade no meio gay é utopia. Eu não penso assim porque tenho vivências e relatos extraordinários de gays, principalmente, maduros e idosos que tem na bondade uma arma poderosa, porque fazer o bem pode desarmar qualquer pessoa.

O que é bondade? O dicionário diz que é caráter de bom; boa ação, brandura, doçura – BONDADE é isso: cumprir um propósito do caráter humano.

Quantas vezes você se perguntou: Porque nasci homossexual? Nascemos assim e temos um propósito para cumprir na vida. Deus, a genética ou seja lá o que for fez você desta maneira e isso não vai mudar – nascemos e morremos assim.

Um amigo sempre diz: Quando você toma consciência da sua natureza a sua vida torna-se significativa e rica.

Outro dia fui buscar na frase do cantor americano dos anos 1940, John Tillotson uma definição de como eu interpreto a bondade: “Não existe nenhum prazer sensual no mundo comparável ao deleite e satisfação que um homem bom tem ao fazer o bem”.

Tudo na vida é aprendizado e no decorrer dos anos eu fui polindo os meus defeitos para aprimorar as minhas virtudes e isso me trouxe muitos benefícios. Ao longo do tempo descobri que praticando o bem eu estava em paz. O resultado disso foi uma autoestima saudável, uma satisfação mais profunda e isso não tem nada a ver com a boa aparência das coisas materiais.

A boa aparência e as coisas materiais um dia acabam. A juventude vai embora e a maturidade nos traz novas oportunidades pois a autoestima é duradoura e resulta de fazer o que é bom. Mas há um problema: Eu sempre tenho a sensação de que os gays não são bondosos, somos inclinados ao egoísmo, à inveja, à cobiça e um fio de maldade – acho que isso é inerente, não aos gays, mas aos seres humanos. O próprio meio molda os gays de uma forma, como direi, mais cruel. Competição e beleza se misturam e nos distancia do nosso verdadeiro EU,

Numa troca de e-mail com um leitor do blog ele respondeu: A bondade é falha – os gays querem fazer as suas próprias vontades e trilhar os seus próprios caminhos. Nada mais justo, é o livre arbítrio, mas alguns chegam ao extremo de ser o seu próprio Deus.

A invisibilidade do “ser bom” no meio gay tem algumas justificativas. Os gays sofrem discriminação, desumanidade, violência e preconceito e isso pode gerar um comportamento frio em relação à bondade, mas apesar de tudo isso quem nasceu bom não mudará a sua natureza.

Outro leitor escreveu: Mesmo depois de polir muitos defeitos, uma porção de vezes, eu ainda sou indelicado ao invés de gentil… Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, eu faço justamente aquilo que odeio. Você já se sentiu assim?

Mas a vida é pródiga e a bondade sempre aflora genericamente na vida dos gays.

Eu conheço vários que praticam a bondade de uma forma simples e a maioria  não gosta de demonstrar seus atos de bondade. Olhe ao seu redor e observe quantos seres humanos merecem um pouco da nossa bondade. Natal é isso, tempo de despertar para novas possibilidades de praticar o bem entre seres humanos, independente da raça, cor, religião e orientação sexual.

“Me esforço para ser melhor a cada dia, pois bondade também se aprende.”

Cora Coralina

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 12/12/2012, em Comportamento e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Ótimo post, que o espírito natalino e a bondade estejem presentes na vida de todos nós. amém

  2. francisco alberto oliveira

    feliz natal a todos

  3. paulo azevedo chaves

    Como sempre, não há um resposta única para o post. Mas para mim, Natal significa olhar mais um pouco para as necessidades dos próximos e me preocupar um pouco menos com minhas próprias carências e satisfações.Resumindo: é hora de estender a mão para o próximo e desejar-lhe do fundo do coração muitas felicidades, muito amor e muita saúde. O resto é o resto.

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