Vida gay na Síria

Recentemente o blog dos grisalhos recebeu visitas vindas da Síria, principalmente da capital Damasco e isso me chamou a atenção. Daí eu fiz algumas pesquisas sobre a vida gay naquele país e consegui algum material para escrever este artigo.

A Síria está nas manchetes mundiais por conta dos conflitos entre rebeldes e as forças do governo de Bassar Al Assad. Cidades históricas estão sob fogo serrado há meses, entre elas a capital Damasco e Alepo a segunda maior cidade do país.

Falar em vida gay num pais árabe é quase utopia, mas destaco que muitas histórias de amor homossexual fizeram parte da literatura árabe antiga.

Para os árabes, a Síria é considerada um paraíso gay; belos homens em toda parte, e muitos, muitos homens gays, mas isso não destaca que a vida é livre, pois a maioria é enrustido.

Na Síria existem todos os problemas comuns dos gays árabes. A homossexualidade é ilegal e os gays são punidos com três anos de prisão. A exposição para a sociedade como homossexual ainda é impensável.

Na última década houve algumas tentativas para falar sobre homossexualidade na mídia, mas, como os gays ainda sentem que é perigoso, os debates sobre homossexualidade não foram adiante.

Os árabes não gostam de mudanças bruscas na sociedade. Falar sobre direitos homossexuais ainda parece para muitos árabes uma conspiração contra as religiões – O cristianismo e o Islã. Os árabes pensam que o apego à religião é o que os torna mais fortes e únicos. Os regimes repressivos no mundo árabe tendem a conceder ao seu povo o direito de defender os seus valores tradicionais, que é o único direito que eles estão dispostos a dar.

A palavra árabe “shaz” era a única palavra para descrever um homossexual. A palavra “shaz” pode ser traduzida como “desviante” ou “anormal.” É uma palavra muito ofensiva em árabe. Por outro lado, as pessoas criativas em cada domínio na mídia, literatura e arte estão agora tentando trazer o assunto para discussão aberta. Infelizmente, quase a totalidade da população considera a homossexualidade um pecado. Enquanto isso, a palavra “gay” entrou no idioma falado, principalmente por causa dos filmes e programas de TV americanos, e é usado com frequência por jovens instruídos.

A Síria ficou estagnada desde a década de 1980, protegendo-se de qualquer influencia estrangeira, e, portanto, pode ser considerado um país atrasado nas questões da diversidade sexual. A prática do protecionismo cultural tem ferido a comunidade gay aberta e não há perspectivas de evolução.

Outro problema recorrente são os casamentos forçados e a pressão familiar, porque a cultura árabe vê na família o alicerce da sociedade. Nesse cenário as lésbicas são as mais afetadas. Isso fez com que surgissem algumas comunidades secretas compostas de lésbicas, principalmente na capital Damasco.

O momento político atual da Síria é instável e com os recentes conflitos na fronteira com a Turquia o confronto militar entre os dois países é eminente.

Turismo

Para o turista que visita a Síria todo cuidado é pouco, mas sempre tem lugares de pegação como o Monchieh Park um pequeno parque atrás do Hotel Four Seasons em Damasco e algumas saunas na cidade como: Hammam Al-Jadeed, perto do Bab al-Jabieh, Hammam Jaramana e Hammam Al-Khanji.

Na cidade de Alepo tem pegação no Parque público da cidade, na Praça Saadallah e na área de Al-Shallalat. A única sauna que aceita turista gay sozinho é Al-Naeem Hammam. Na sauna Ghornata “Granada” Hammam a entrada é permitida apenas com acompanhante.

Na cidade de Lattakia a praia é um bom passeio para começar. Se puder hospede-se no Safwan Hotel que é o local mais famoso como local friendly da região.

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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 10/10/2012, em Comportamento, Sociedade e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Sou muçulmano, e infelizmente mesmo no Brasil o preconceito é grande.

  2. Oi… achei bem interessante essa matéria, bom mais porque estou indo para síria e eu sou gay enrustido ainda e estou com muito medo!!!

  3. concordo com o amigo, já tive relacionamento com um árabe onde ele sempre era o ativo conheci esposa filhos e netos dele.
    Vou confessar, acho todos lindos e tem mais, acho ate que quem pune curte um gay seja passivo ou ativo

  4. Os árabes e muçulmanos são bem hipócritas, não por terem relações homossexuais, porque isso existe + ou – em todas as etnias, mas porque negam a existência da homossexualidade entre eles. Ah, e quando procuram homem na internet, todos são ativos.

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