Arquivo mensal: outubro 2012

Devaneios sobre o pênis

O culto ao falo não é em específico um culto ao patriarcado podendo gerar diversas visões conforme a cultura local, o falo além do símbolo do homem é também o representante do desejo sexual tal como simboliza a prosperidade, fertilidade e proteção.

Não vou discorrer das questões filosóficas e históricas do falo na antiguidade, nas religiões ou sobre o deus da fertilidade, Priapo porque os devaneios são desejos e desejos são fantasias, sonhos e caprichos da imaginação.

Nos meus devaneios descobri existir no Japão há mais de quarenta anos uma festa popular, o Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço.

Para os gays o pênis é cobiçado e desejado durante toda a vida, desde a infância até a velhice. Na morte o falo falece e com ele todos os nossos desejos e devaneios mais profundos.

Você pode encontra-lo facilmente exposto nos banheiros públicos, acariciados por seus donos nas saunas, expressivos e enganadores no webcam da Internet ou nos contornos dos shorts e calções de banho de homens másculos que circulam nas piscinas e praias do mundo todo.
Em qualquer lugar ele é símbolo de masculinidade e virilidade, já nem tanto de fertilidade.

São símbolos fálicos a figa, o canhão, a serpente, a cobra, a linguiça, dentre outros, mas aqui no nosso mundo gay todos veneram o pênis real, exceto alguns malucos que gostam de enfiar anus adentro objetos como cabo de vassouras, garrafas de refrigerante, torneiras, etc. Sim, isso existe e de montão.

No idos de 1980 conheci um gay idoso que gostava de introduzir no seu cu um rolo de papel higiênico – Sem papel é claro!

O pênis tornou-se artificial e é encontrado nos Sexshop das cidades. Você pode escolher o tamanho, a forma ou a cor. Tem pra todo mundo e para todos os gostos. Na falta do pênis de verdade gays, bissexuais e mulheres recorrem aos acessórios de plástico ou borracha para o seu prazer individual – O pênis inflável é a última moda do verão europeu.

Os gays que se autodenominam “ativos” adoram olhar, tocar, lamber e chupar um belo cacete. Diga que não e você está mentindo para preservar a sua condição de macho, já os passivos não escondem suas preferencias e reverenciam o pênis sem nenhum pudor.

Quem não gosta de estar em contato direto com um bom caralho? Nem precisa consumar o ato sexual para ter prazer, pois brincadeiras com os órgãos sexuais são saudáveis e não causam depressão.

O pênis também proporciona punhetas inesquecíveis. Quantas vezes nos masturbamos durante a vida? Os pensamentos durante a punheta, invariavelmente, trazem a visão que buscamos do pênis ereto, duro e se possível bem grosso. Nesta condição a punheta é uma delícia!

Nos meus devaneios sobre o pênis posso dizer que ele é de carne tenra e de dureza maciez, quente e aconchegante, nervos e sangue e por ereção produz estrelas.

Um leitor me perguntou: De que adianta desejar um pênis grande e grosso, se na hora do sexo eu não consigo aguentar a metade no meu rabo?

As mariconas adoram falar da vida alheia e entre uma conversa e outra o assunto sempre gira em torno dos bofes e seus cacetes, grandes, grossos e carnudos.

Travestis vivem dos cacetes e com os seus cacetes. Você possivelmente já ouviu a seguinte pergunta: Como é que um travesti esconde o pênis? Então eu pergunto: Isso é importante?

Vasculhando na Internet identifiquei a frase mais escrita em sites e blogs de conteúdo sexual: Adoro pau grande e grosso. Na real quando a bicha se depara com um pauzão ela corre, disfarça, passa mal, sai correndo e depois conta pra todo mundo que aguentou o maior pau do mundo.

Na juventude eu conheci um coroa sessentão que tinha um caralho do tamanho e espessura de um salame hamburguês. É óbvio que ele não conseguia penetrar nenhum rabo ou vagina. O estupro era certo! O coitado vivia triste, sozinho e abandonado nos guetos de pegação em São Paulo e o máximo que conseguia era um boquete num fim de noite qualquer – Haja boca para tanto pau!

Os gays idosos na andropausa não fazem questão do uso de medicamentos para turbinar o pênis e deixa-lo em ponto de bala, para enfiar no rabo de qualquer jovem sedento por prazer. Eles preferem olhar os paus dos jovens, bonitos, sarados e bem dotados, porque querem ser comidos, fodidos, enrabados. Isso não é outra delícia?

É utopia os gays idosos passivos – Eu acredito que todos, jovens ou idosos gostam de caralhos e na velhice não tem o que esconder. A maioria dos gays imagina os idosos como mariconas passivas e impotentes.

Os jovens que buscam gays idosos sonham e desejam ser possuídos por varas grossas e duras, mas isso é outra utopia porque a imagem paterna vem à mente do jovem e o devaneio é uma puta merda. Incesto! Quantos não sonham ser ferroados e comidos pelo pai, padrasto, tio, avo?

Um colega disse que de cada dez pênis que experimentou apenas um saiu do padrão normal dos quinze centímetros, para mais ou para menos. Isso indica que o brasileiro está dentro dos padrões normais e mundiais. Então porque devaneios com caralhos grandes?

Outro colega disse: Os gays sonham e desejam encontrar um pênis, não um companheiro.

Nós criamos fantasias que não precisam necessariamente se tornar reais. Vale mais um pênis médio ou pequeno. Não existe prazer sem dor para quem é enrabado por um pênis grande.

Isso é primitivo e infantil, é como a criança que diz: O meu brinquedo é maior que o seu. O mundo moderno tem a necessidade de competição. Pênis grande não garante parceiro para todo o sempre e quase nunca se entala num bom rabo, espesso e profundo.

Há um grande equivoco em achar que a coisa, seja lá o que for, pênis grande, tamanho aumentado, casa grande, carrão, moto grande, a nossa cultura deseja ardentemente o “ão”. Isso não passa de um delírio, as coisas em si não trazem garantias, o que deveria ser valorizado e que traz realmente garantias parece estar longe de ser reconhecido e desejado pelas pessoas e por gays de todas as idades.

Pauzão: ninguém merece, mas todo mundo quer.

Leia também:

>>> Universo gay: Pênis e Mitos

Créditos:

Imagem 1: David, de Michelângelo. Os pênis grandes eram considerados cômicos na antiguidade.

Imagem 2: Festival do Falo de Aço no Japão

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Outubro, mês da história LGBT

Em 1994, Rodney Wilson, um professor do ensino médio do estado do Missouri nos Estados Unidos, acreditou que um mês deveria ser dedicado à celebração e ensino da história de gays e lésbicas, e reuniu outros professores e líderes comunitários.

Eles escolheram o mês de  outubro porque as escolas públicas americanas tradicionalmente celebram o Coming Out Day em 11 de outubro.

Desde então várias organizações de direitos dos gays aderiram ao projeto e em 2006 foi criado o LGBT History que anualmente elege 31 personalidades mundiais como ícones do movimento LGBT.

Em 2012 foram incluídos na galeria de ícones personalidades como Marlene Dietrich, Jodie Foster, Federico Garcia Lorca, entre outros.

Você pode conhecer um pouco sobre este projeto acessando a página do LGBT History

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