Publicado em Curiosidade, Sexo

Devaneios sobre o pênis

O culto ao falo não é em específico um culto ao patriarcado podendo gerar diversas visões conforme a cultura local, o falo além do símbolo do homem é também o representante do desejo sexual tal como simboliza a prosperidade, fertilidade e proteção.

Não vou discorrer das questões filosóficas e históricas do falo na antiguidade, nas religiões ou sobre o deus da fertilidade, Priapo porque os devaneios são desejos e desejos são fantasias, sonhos e caprichos da imaginação.

Nos meus devaneios descobri existir no Japão há mais de quarenta anos uma festa popular, o Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço.

Para os gays o pênis é cobiçado e desejado durante toda a vida, desde a infância até a velhice. Na morte o falo falece e com ele todos os nossos desejos e devaneios mais profundos.

Você pode encontra-lo facilmente exposto nos banheiros públicos, acariciados por seus donos nas saunas, expressivos e enganadores no webcam da Internet ou nos contornos dos shorts e calções de banho de homens másculos que circulam nas piscinas e praias do mundo todo.
Em qualquer lugar ele é símbolo de masculinidade e virilidade, já nem tanto de fertilidade.

São símbolos fálicos a figa, o canhão, a serpente, a cobra, a linguiça, dentre outros, mas aqui no nosso mundo gay todos veneram o pênis real, exceto alguns malucos que gostam de enfiar anus adentro objetos como cabo de vassouras, garrafas de refrigerante, torneiras, etc. Sim, isso existe e de montão.

No idos de 1980 conheci um gay idoso que gostava de introduzir no seu cu um rolo de papel higiênico – Sem papel é claro!

O pênis tornou-se artificial e é encontrado nos Sexshop das cidades. Você pode escolher o tamanho, a forma ou a cor. Tem pra todo mundo e para todos os gostos. Na falta do pênis de verdade gays, bissexuais e mulheres recorrem aos acessórios de plástico ou borracha para o seu prazer individual – O pênis inflável é a última moda do verão europeu.

Os gays que se autodenominam “ativos” adoram olhar, tocar, lamber e chupar um belo cacete. Diga que não e você está mentindo para preservar a sua condição de macho, já os passivos não escondem suas preferencias e reverenciam o pênis sem nenhum pudor.

Quem não gosta de estar em contato direto com um bom caralho? Nem precisa consumar o ato sexual para ter prazer, pois brincadeiras com os órgãos sexuais são saudáveis e não causam depressão.

O pênis também proporciona punhetas inesquecíveis. Quantas vezes nos masturbamos durante a vida? Os pensamentos durante a punheta, invariavelmente, trazem a visão que buscamos do pênis ereto, duro e se possível bem grosso. Nesta condição a punheta é uma delícia!

Nos meus devaneios sobre o pênis posso dizer que ele é de carne tenra e de dureza maciez, quente e aconchegante, nervos e sangue e por ereção produz estrelas.

Um leitor me perguntou: De que adianta desejar um pênis grande e grosso, se na hora do sexo eu não consigo aguentar a metade no meu rabo?

As mariconas adoram falar da vida alheia e entre uma conversa e outra o assunto sempre gira em torno dos bofes e seus cacetes, grandes, grossos e carnudos.

Travestis vivem dos cacetes e com os seus cacetes. Você possivelmente já ouviu a seguinte pergunta: Como é que um travesti esconde o pênis? Então eu pergunto: Isso é importante?

Vasculhando na Internet identifiquei a frase mais escrita em sites e blogs de conteúdo sexual: Adoro pau grande e grosso. Na real quando a bicha se depara com um pauzão ela corre, disfarça, passa mal, sai correndo e depois conta pra todo mundo que aguentou o maior pau do mundo.

Na juventude eu conheci um coroa sessentão que tinha um caralho do tamanho e espessura de um salame hamburguês. É óbvio que ele não conseguia penetrar nenhum rabo ou vagina. O estupro era certo! O coitado vivia triste, sozinho e abandonado nos guetos de pegação em São Paulo e o máximo que conseguia era um boquete num fim de noite qualquer – Haja boca para tanto pau!

Os gays idosos na andropausa não fazem questão do uso de medicamentos para turbinar o pênis e deixa-lo em ponto de bala, para enfiar no rabo de qualquer jovem sedento por prazer. Eles preferem olhar os paus dos jovens, bonitos, sarados e bem dotados, porque querem ser comidos, fodidos, enrabados. Isso não é outra delícia?

É utopia os gays idosos passivos – Eu acredito que todos, jovens ou idosos gostam de caralhos e na velhice não tem o que esconder. A maioria dos gays imagina os idosos como mariconas passivas e impotentes.

Os jovens que buscam gays idosos sonham e desejam ser possuídos por varas grossas e duras, mas isso é outra utopia porque a imagem paterna vem à mente do jovem e o devaneio é uma puta merda. Incesto! Quantos não sonham ser ferroados e comidos pelo pai, padrasto, tio, avo?

Um colega disse que de cada dez pênis que experimentou apenas um saiu do padrão normal dos quinze centímetros, para mais ou para menos. Isso indica que o brasileiro está dentro dos padrões normais e mundiais. Então porque devaneios com caralhos grandes?

Outro colega disse: Os gays sonham e desejam encontrar um pênis, não um companheiro.

Nós criamos fantasias que não precisam necessariamente se tornar reais. Vale mais um pênis médio ou pequeno. Não existe prazer sem dor para quem é enrabado por um pênis grande.

Isso é primitivo e infantil, é como a criança que diz: O meu brinquedo é maior que o seu. O mundo moderno tem a necessidade de competição. Pênis grande não garante parceiro para todo o sempre e quase nunca se entala num bom rabo, espesso e profundo.

Há um grande equivoco em achar que a coisa, seja lá o que for, pênis grande, tamanho aumentado, casa grande, carrão, moto grande, a nossa cultura deseja ardentemente o “ão”. Isso não passa de um delírio, as coisas em si não trazem garantias, o que deveria ser valorizado e que traz realmente garantias parece estar longe de ser reconhecido e desejado pelas pessoas e por gays de todas as idades.

Pauzão: ninguém merece, mas todo mundo quer.

Leia também:

>>> Universo gay: Pênis e Mitos

Créditos:

Imagem 1: David, de Michelângelo. Os pênis grandes eram considerados cômicos na antiguidade.

Imagem 2: Festival do Falo de Aço no Japão

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Publicado em Campanha, História

Outubro, mês da história LGBT

Em 1994, Rodney Wilson, um professor do ensino médio do estado do Missouri nos Estados Unidos, acreditou que um mês deveria ser dedicado à celebração e ensino da história de gays e lésbicas, e reuniu outros professores e líderes comunitários.

Eles escolheram o mês de  outubro porque as escolas públicas americanas tradicionalmente celebram o Coming Out Day em 11 de outubro.

Desde então várias organizações de direitos dos gays aderiram ao projeto e em 2006 foi criado o LGBT History que anualmente elege 31 personalidades mundiais como ícones do movimento LGBT.

Em 2012 foram incluídos na galeria de ícones personalidades como Marlene Dietrich, Jodie Foster, Federico Garcia Lorca, entre outros.

Você pode conhecer um pouco sobre este projeto acessando a página do LGBT History

Publicado em Consumo, Turismo

Turismo sexual e homossexual

Quem viaja por esse mundo como turista sabe da existência de locais de turismo sexual para gays.

No Brasil o turismo sexual predomina nas capitais dos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Ceará e mais recentemente no Rio Grande do Norte. Destaque para a  cidade de São Paulo que é um dos principais roteiros do país, face à sua diversidade empresarial e cultural. Por lá existe um leque de opções para todos os gostos e idades. Os executivos, políticos, famosos e endinheirados fazem a festa.

De acordo com conceito da Organização Mundial do Turismo – OMT, o turismo sexual é feito de viagens organizadas com o propósito de se ter relações sexuais comerciais do turista com residente do local de destino.

Hoje se dissemina pelo Brasil o turismo sexual e homossexual regional, através da Parada Gay que ocorre nas principais cidades brasileiras. Os gays de todas as idades e classes sociais se deslocam de suas cidades de origem para as cidades ondem ocorrem os eventos, com a finalidade de se divertir.

Esse evento é uma oportunidade para os gays encontrarem parceiros para o sexo casual e sem compromisso. Muitas situações de relacionamentos acabam se tornando relações estáveis e duradouras, mas isso é minoria.

A cidade do Rio de Janeiro é a capital do turismo sexual e homossexual no Brasil, devido à fama mundial da Cidade Maravilhosa, suas praias, o Carnaval e o Réveillon. Breve, a cidade se tornará o centro mundial das atenções devido à Copa do Mundo e as Olimpíadas. Esses eventos esportivos atrairão turistas gays de todas as partes do mundo.

As cidades de Salvador, Fortaleza e Recife são procuradas por turistas gays, principalmente durante o carnaval. O nordeste é um caso à parte porque sempre foi reconhecido como uma região de turismo sexual para heterossexuais, com a prostituição infantil e que trouxe na rabeira o turista gay em busca de jovens rapazes nordestinos, pobres e carentes.

Nos anos de 1970 eu conheci muitos homossexuais que viajavam para São Francisco na Califórnia, com a finalidade, exclusiva, de fazer turismo sexual, com visitas às famosas saunas e Men’s club – A cidade de São Francisco sempre foi conhecida como a Cidade do Pecado.

Hoje o turismo sexual e homossexual é destaque nas cidades do Canadá, Estados Unidos, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda, Grécia, Turquia, Inglaterra, Argentina e México. Até o Japão se abriu ao turismo gay.

Os guetos formados por bares, footing, saunas, hotéis e boates são locais divulgados em qualquer roteiro gay em qualquer lugar do mundo ocidental.

As agências de viagens se especializaram no turismo para gays com ou sem acompanhantes. É uma mina de dinheiro que faz do Pink Money um dos mais cobiçados por empresários e por grandes corporações – É o Mundo Mix!

Por de trás de todas essas maravilhas e promessas de diversão e sexo fácil existe uma realidade que poucos conhecem. A prostituição e dependência de álcool e drogas. Ninguém neste mundinho está imune à tentação de se prostituir ou se drogar, principalmente, se o turista for gringo e trazer muitos dólares ou euros na carteira.

Existem situações anacrônicas.  Às vezes o turista retorna ao local do destino anterior para manter relações sexuais com o mesmo parceiro e isso após um ou dois anos de ausência, porque entre os envolvidos ficou o compromisso e a falsa promessa de fidelidade e amor.

Como diz um amigo: Tudo é sexo!

Neste cenário do turismo sexual e homossexual, os gays maduros e idosos são maioria  devido à sua condição financeira. Se você reside num lugar de turismo sexual preste atenção à sua volta e você perceberá gays maduros circulando à procura de sexo e aventura.

Eu vi isso pessoalmente na minha última viagem para Natal/RN. Eu e meu companheiro saímos para jantar num restaurante da praia de Ponta Negra e lá vimos um gringo de meia idade acompanhado por dois jovens da cidade. O inusitado neste fato é que o gringo não entendia nenhuma palavra de português e percebemos que ele falava alemão.

Como diz outro amigo: o sexo é compreendido em qualquer lugar do mundo porque o gemido não tem idioma.

Em minha opinião, o turismo sexual homossexual é ótimo para o turista porque dá a oportunidade de viver relações sexuais plenas e sem infidelidade ou inveja e onde atração física e o desejo prevalecem. O que vier depois da relação sexual é lucro!

Já o residente local ganha experiência, algum dinheiro e em muitos casos, a oportunidade de decolar para uma vida melhor, seja pessoal ou profissional. Também, é certo e óbvio que a maioria é apenas mercadoria sexual nas mãos dos turistas, mas isso é outra história.

Destaco também a pedofilia inserida no contexto do turismo sexual e homossexual, como um processo insano – Aos pedófilos de plantão o meu repúdio.

Este artigo complementa o post Uma louca paixão homossexual, publicado no dia 05 de outubro de 2012.

Publicado em Contos da cidade

União poliafetiva entre gays

Você nunca ouviu falar? Pois é, isso existe e é cada dia mais comum.

José Marcos tem cinquenta anos e há quatro anos conheceu Adamastor, 38. Eles vivem juntos num confortável apartamento na cidade de Florianópolis/SC.

A convivência sempre foi tranquila, pois, ambos gostam das mesmas coisas, as mesmas músicas, as mesmas obras literárias e os mesmos roteiros de viagem.

Na família tem um cãozinho chamado “Xuxu” que sempre faz o papel de filho adotivo do casal. Numa das andanças por praças e parques da cidade, Xuxu se enfiou debaixo do banco de uma praça atrás de uma cadelinha chamada Flor. Os dois se engalfinharam sob o banco e Adamastor foi fisgado pelo homem grisalho que estava sentado fazendo mimos na sua cadela de estimação.

Foi amor à primeira vista, não entre os cãozinhos, mas entre os seus donos. Durante um mês Adamastor saia todas as manhãs para encontrar Juliano, homem grisalho de sessenta anos, viúvo, pai de dois filhos e três netos.

O primeiro contato sexual aconteceu na casa de Juliano e durante algum tempo eles viveram uma aventura secreta e perigosa às escondidas de José Marcos que era possessivo e dominador.

Juliano era bissexual e sempre gostou de homens, mas depois da morte da esposa optou por ficar sozinho cuidando da cadelinha Flor que era a paixão da companheira falecida.

O tempo passou e José Marcos não percebeu nada de estranho até o dia que foi ao Beira Mar Shopping para levar a Xuxu para um banho e tosa. Não deu outra. Quase trombou com Adamastor e Juliano na fila de espera do Pet Shop enquanto a Flor se sacudia no balcão de tratamento.

José Marcos não ficou surpreso, muito pelo contrário, achou Juliano um tesão de homem. Dali para cama foi questão de horas, entre o fim da tosa e um café expresso na praça de alimentação.

A relação sexual se consumou no apartamento do casal. Adamastor e Juliano cobriram José Marcos de afagos e beijos, igual àquela cena da Sonia Braga cercada por José Wilker e Mauro Mendonça no filme Dona Flor e seus dois maridos.

O sexo fluiu naturalmente entre os três e não houve nenhum conflito de preferencias. Enquanto um chupava, o outro virava de lado, no sexo anal um observava e o outro gemia de prazer. Juliano era o passivo na relação e gostava de ser amarrado à cama. José Marcos gostava dumas pitadas de sadismo e Adamastor preferia os beliscões e banhos de língua excitantes que cobriam os corpos de Juliano e José Mário.

Após longas sessões de sexo o trio de amantes se consolidou na amizade e no prazer sexual. Numa troca de e-mail, eu perguntei ao Adamastor como ele se sente nessa relação e a resposta foi curta e direta: Ambos me completam.

Moral da história: Juliano encontrou os seus dois maridos e a Flor se apaixonou por Xuxu.

Curiosidades:

*** O termo “União poliafetiva” vem sendo usado numa tese de doutorado em direito civil na USP – Universidade de São Paulo

>>> Xuxu ganhou o nome depois que Jose Marcos assistiu ao filme francês Chouchou, cujo titulo brasileiro é Xuxu e que conta a história de um travesti que se apaixona por um rico homem de negócios.

*** A falecida esposa do Juliano chamava-se Florinda e tinha o apelido de Flor. Daí o nome da cadelinha.

>>> Adamastor é um ser mitológico – Ver wikipedia

*** Juliano herdou o nome do pai em homenagem ao Imperador romano Juliano que reinou desde o ano 361 até a sua morte. Foi o último imperador pagão.

>>> José Marcos, este ai é bem brasileiro e herdou o nome porque nasceu na cidade de São José dos Quatro Marcos em Mato Grosso.

Leia também

@@@ Relações gays – acordos, regras e compromissos.

Publicado em Comportamento, Saúde

Cuidado! Gays doentes

Nem bem cheguei do feriadão prolongado e recebi um e-mail muito estranho e que me fez pensar bastante sobre as relações humanas entre gays e as neuroses do dia-a-dia.

E eu que queria trazer um post alegre e divertido sobre casais homossexuais em relações estáveis preferi manter o clima de baixo-astral dos artigos por mais alguns dias.

Vamos aos fatos:

André, nome fictício reside em Belo Horizonte.  Tem quarenta anos, gosta de homens mais velhos e há alguns anos não tem companheiro fixo. Assim, ele busca os seus parceiros em saunas e points de pegação da sua cidade. Durante cinco anos ele se relacionou com alguns “coroas” e a maioria deles apresentou sinais de doenças psicológicas generalizadas.

Numa das relações ele pegou o coroa na praça e levou pro hotel. Após várias tentativas o parceiro não teve ereção, mas ele não se importou e marcou novo encontro. Desta vez foram para o apartamento dele lá pelos lados da Av. Afonso Pena. O coroa brochou novamente e ainda ameaçou se suicidar na sua frente. Que situação, hein!

Após um ano ele se recuperou do susto e conheceu outro gay idoso. Desta vez a doença era bipolaridade. Após um mês de relacionamento o bipolar sumiu do mapa, mas foi observado espiando o parceiro nos lugares de pegação. O bipolar voltou raivoso e querendo tirar a vida do parceiro a qualquer custo. Ao final de dois meses o André conseguiu se livrar do pior.

Outro caso aconteceu em 2011. Ele conheceu outro coroa de 62 anos e juntos foram passar as festas de final de ano no Rio de Janeiro. No avião tudo estava bem até que o seu parceiro surtou e começou a gritar e a agredir as pessoas. Com medo André abandonou o coroa na cidade maravilhosa e voltou para Belo Horizonte. Após conversar com o seu analista, ele descobriu que o antigo parceiro tinha TOC – Transtorno obsessivo compulsivo.

O André é um homem equilibrado e acredita que os gays em geral apresentam distúrbios mentais desde a adolescência e na maturidade/velhice as doenças psicológicas tendem a se acentuar devido ao isolamento social, a não aceitação da homossexualidade e aos traumas vivenciados ao longo da vida.

“Cara eu não acredito que eu sou tão azarado assim!”. “Os gays são todos loucos e dementes, falta carinho, atenção e principalmente cuidados. Esses idosos que se relacionaram comigo pareciam pessoas normais, mas suas doenças afloraram rapidamente de uma forma que eu jamais tinha visto e com violência. Eu prefiro ficar sozinho a passar por isso novamente”.

Caro leitor: eu também tive alguns relacionamentos complexos, além de conhecer muitos gays maduros que tem algum tipo de desvio de comportamento ou mental e se passam por pessoas normais.

Eu não vou julgar os “coroas” do André, mas talvez essas ocorrências sejam fatos isolados e que não se deve generalizar. Os idosos em geral apresentam quadro clinico de depressão. Raras vezes eu soube de gays idosos psicóticos, bipolares ou esquizofrênicos.

Os gays tem propensão a esses distúrbios talvez porque sempre foram vulneráveis, bem como, discriminados. Doenças ou transtornos psicológicos são males que acometem o ser humano do século XXI e não apenas os gays e não apenas os gays idosos.

Cuidado!  Os gays estão doentes por falta de cuidados, de cafuné, aceitação e das coisas simples da vida. Doenças como hedonismo, exibicionismo ou compulsão por sexo são doenças comuns no mundo gay.

Crédito da Imagem:

>>> Loucura de Ângelo Bronzino

Publicado em Saúde

Angústia existencial dos gays

Quando se fala em angústia existencial vem à mente o existencialismo e como o homem comum se coloca na vida. Alguém me disse: “não existe vida sem sofrimento e nem felicidade eterna”.

Os gays têm as suas angústias porque a sexualidade mexe com a cabeça de cada um e de formas diferentes e se não existir equilíbrio emocional, o tédio, a solidão, o vazio e a falta de sentido do mundo se instalam facilmente.

Angústia é a forte sensação psicológica, caracterizada por abafamento, insegurança, falta de humor, ressentimento e dor. Na moderna psiquiatria é considerada uma doença que pode produzir problemas psicossomáticos.

Porque sou gay?

“Segundo Sartre, o homem possui a liberdade para assumir a totalidade dos próprios atos e, diante da obrigação de optar, se angustia, visto que mesmo o não optar já é em si uma opção de delegar o poder decisório a outro e, como tal, arcar com a responsabilidade do que for escolhido por este”.

Não escolhemos ser homossexual e se pudéssemos escolher a maioria dos gays optaria pela heterossexualidade que é dominante no mundo. Como não escolhemos “ser gay” nos angustiamos e isso gera sofrimentos.

A crise ou angústia existencial dos gays não é um sentimento elitista ou filosófico e pressupõe sofrimentos diversos advindos da sexualidade, do comportamento, do isolamento social e da vida confinada no armário. Os conflitos internalizados acentuam a angústia, principalmente, na fase adulta da vida.

Na maturidade a angústia surge diante de situações comuns sobre um futuro imprevisível e suas consequências. Os gays maduros se angustiam porque não tem certeza do controle sobre o seu futuro, aliás, ninguém tem.

Os gays adultos enfrentam processos de questionamento contínuos e chegam a associar sua diversidade sexual com o pecado e a liberdade, além de questionamentos sobre situações onde se coloca como vítima ou um ser inferior:

  • ·         Porque não arrumo companheiro?
  • ·         Porque as relações são apenas sexuais?
  • ·         Porque não sou desejado?
  • ·         Porque estou sozinho?
  • ·         Porque ninguém me percebe?
  • ·         O que fiz de errado para me tratarem assim?

Esta vida é uma bosta!

O pecado

Na juventude o gay se fecha para não enfrentar o mundo e muitos jovens acreditam que ser gay é pecado, é errado ou está contra os princípios de Deus e com isso o amadurecimento traz em suas raízes os princípios assimilados na juventude – Nunca se esqueça de que a família e as religiões são castradoras e isso prejudica a sua vida.

Os jovens do século XXI tem mais liberdade de expressão da sexualidade, mas na maturidade não serão diferentes de qualquer outro gay.

Leio frequentemente manchetes nos jornais e Internet sobre jovens homossexuais que cometem suicídio porque não tem estrutura psicológica para enfrentar o “problema” da homossexualidade, se é que isso é um problema.

Vida Finita

Na maturidade e no início da terceira idade os gays tomam consciência da finitude das coisas e da vida e isso provoca angústia e temor, pois os coloca frente à possibilidade da própria morte.

Pensar na existência física é uma constante na fase adulta de qualquer ser humano e não é diferente para os gays, porque as vivências causam cicatrizes e se essas não foram devidamente cauterizadas abrem-se lacunas para questionar a existência física.

Também, o envelhecimento do corpo coloca os gays frente a frente com a realidade e isso causa angústia existencial, além de muitos outros problemas psicológicos – Lembre-se que o hedonismo predomina no mundo gay.

Ser ou não ser, eis a questão.

Não existe remédio contra a angústia existencial. Cedo ou tarde ela vai chegar e você precisa se preparar para enfrenta-la e depois sair dela ainda melhor de quanto entrou – Lúcido, maduro, confiante, otimista e ciente de que a vida é assim mesmo e que, portanto, não vai existir outra possibilidade de você viver uma segunda vida e de outra maneira.

A angústia existencial está presente na obra cinematográfica de Ingmar Bergman e até na poesia lírica de Fernando Pessoa onde se percebe uma linha temática sobre o tédio existencial e nela há uma interrogação filosófica incessante acerca do mistério da vida, e por consequente do seu próprio ser, leva-o a um estado de melancolia, de desalento, de profundo ceticismo e de angústia e tédio existencial por saber que esta é irrespondível e torna-se incapaz de viver a vida, acrescentando-lhe ainda a solidão interior.

Você é quem você é

Homossexual ativo ou passivo, bissexual, lésbica, transexual, jovem, maduro ou idoso.  Não é nenhuma aberração ou pecado ser o que você é. Também, não existe cura para a homossexualidade porque o sexo faz parte da natureza.

Portanto, aceite a sua condição e aproveite ao máximo o que ela pode te oferecer. Ame todos os homens que cruzar o seu caminho, faça sexo todos os dias, pague michê, não tenha medo de cair de cabeça numa relação mesmo que dure apenas um dia. Viva intensamente toda a sua juventude, maturidade e velhice porque não sabemos se existirá um amanhã. O sexo é apenas uma pequena porção da sua vida e existem milhares de coisas que você pode fazer.

Leia um livro, ouça música, vá para a praia ou para o campo, dance, cante no banheiro, se relacione com pessoas, estude e trabalhe com dedicação, seja honesto e bom. Faça trabalho voluntário, isso ajuda a combater a angústia existencial.

Respire fundo e sinta a natureza. Deixe o ar entrar nos seus pulmões e você sentirá mesmo por alguns segundos que você faz parte deste universo infinito.

Um ótimo feriadão a todos os leitores.

Leia também:

>> O medo da velhice e da solidão

Publicado em Comportamento, Sociedade

Vida gay na Síria

Recentemente o blog dos grisalhos recebeu visitas vindas da Síria, principalmente da capital Damasco e isso me chamou a atenção. Daí eu fiz algumas pesquisas sobre a vida gay naquele país e consegui algum material para escrever este artigo.

A Síria está nas manchetes mundiais por conta dos conflitos entre rebeldes e as forças do governo de Bassar Al Assad. Cidades históricas estão sob fogo serrado há meses, entre elas a capital Damasco e Alepo a segunda maior cidade do país.

Falar em vida gay num pais árabe é quase utopia, mas destaco que muitas histórias de amor homossexual fizeram parte da literatura árabe antiga.

Para os árabes, a Síria é considerada um paraíso gay; belos homens em toda parte, e muitos, muitos homens gays, mas isso não destaca que a vida é livre, pois a maioria é enrustido.

Na Síria existem todos os problemas comuns dos gays árabes. A homossexualidade é ilegal e os gays são punidos com três anos de prisão. A exposição para a sociedade como homossexual ainda é impensável.

Na última década houve algumas tentativas para falar sobre homossexualidade na mídia, mas, como os gays ainda sentem que é perigoso, os debates sobre homossexualidade não foram adiante.

Os árabes não gostam de mudanças bruscas na sociedade. Falar sobre direitos homossexuais ainda parece para muitos árabes uma conspiração contra as religiões – O cristianismo e o Islã. Os árabes pensam que o apego à religião é o que os torna mais fortes e únicos. Os regimes repressivos no mundo árabe tendem a conceder ao seu povo o direito de defender os seus valores tradicionais, que é o único direito que eles estão dispostos a dar.

A palavra árabe “shaz” era a única palavra para descrever um homossexual. A palavra “shaz” pode ser traduzida como “desviante” ou “anormal.” É uma palavra muito ofensiva em árabe. Por outro lado, as pessoas criativas em cada domínio na mídia, literatura e arte estão agora tentando trazer o assunto para discussão aberta. Infelizmente, quase a totalidade da população considera a homossexualidade um pecado. Enquanto isso, a palavra “gay” entrou no idioma falado, principalmente por causa dos filmes e programas de TV americanos, e é usado com frequência por jovens instruídos.

A Síria ficou estagnada desde a década de 1980, protegendo-se de qualquer influencia estrangeira, e, portanto, pode ser considerado um país atrasado nas questões da diversidade sexual. A prática do protecionismo cultural tem ferido a comunidade gay aberta e não há perspectivas de evolução.

Outro problema recorrente são os casamentos forçados e a pressão familiar, porque a cultura árabe vê na família o alicerce da sociedade. Nesse cenário as lésbicas são as mais afetadas. Isso fez com que surgissem algumas comunidades secretas compostas de lésbicas, principalmente na capital Damasco.

O momento político atual da Síria é instável e com os recentes conflitos na fronteira com a Turquia o confronto militar entre os dois países é eminente.

Turismo

Para o turista que visita a Síria todo cuidado é pouco, mas sempre tem lugares de pegação como o Monchieh Park um pequeno parque atrás do Hotel Four Seasons em Damasco e algumas saunas na cidade como: Hammam Al-Jadeed, perto do Bab al-Jabieh, Hammam Jaramana e Hammam Al-Khanji.

Na cidade de Alepo tem pegação no Parque público da cidade, na Praça Saadallah e na área de Al-Shallalat. A única sauna que aceita turista gay sozinho é Al-Naeem Hammam. Na sauna Ghornata “Granada” Hammam a entrada é permitida apenas com acompanhante.

Na cidade de Lattakia a praia é um bom passeio para começar. Se puder hospede-se no Safwan Hotel que é o local mais famoso como local friendly da região.