Arquivo mensal: agosto 2012

Gays maduros e a pegação em parques

Você pensa que a pegação em parques é coisa do passado? Saiba que a  pegação nunca esteve tão na moda.

A pegação em locais públicos remonta a um passado bem distante. Na Europa do século XIX à América do século XX. Eu já escrevi sobre a origem dos guetos onde os homossexuais se misturavam às prostitutas dos bordeis e dali para as praças públicas, principalmente à noite e se consolidaram nos grandes parques das cidades como Central Park de Nova York ou Hide Park de Londres.

No Brasil não existem registros históricos sobre os hábitos de pegação dos gays nos parques públicos, portanto eu coloquei a minha experiência e pesquisas na Internet para evoluir neste assunto.

O mundo moderno é um caldeirão de possibilidades. Os jovens gays frequentam baladas e locais para encontros e paqueras, já os gays maduros e principalmente os idosos tem hábitos mais conservadores. É o que eu chamo de “volta ao armário social”.

Na busca de parceiros para o sexo casual, os maduros e idosos retornam às origens das suas descobertas sexuais porque a vida do cotidiano é uma loteria e a probabilidade de encontrar um companheiro em locais públicos, como shopping ou na rua é quase nula.

A maioria dos gays conhece bem as paqueras em cinemas, saunas e boates, bem como, sabem da existência da paquera em praças públicas e dali para a pegação nos parques é um pulo.

Obviamente, a pegação em parques é um mundo frequentado por muitos, mas que a maioria não admite frequentar. O mundo dos parques é uma loteria com maior probabilidade de acerto porque os iguais se encontram através do olhar, dos gestos e de atitudes próprias da paquera.

Em São Paulo o Autorama do Parque do Ibirapuera é um dos mais antigos e um famoso ícone da pegação. Eu também me lembro de que nos anos de 1970 a pegação rolava solta dentro dos carros no alto do Morumbi perto da Porta da Fazenda Morumbi, onde ainda se vislumbrava toda São Paulo até o Aeroporto de Congonhas. Homossexuais e casais heterossexuais se misturavam na penumbra em noites de lua cheia para fazer sexo. Era uma época romântica e sem os riscos do presente. Aquele local era conhecido como “Trepódromo do Morumbi”.

Outros parques da cidade também contribuíram para a liberdade sexual dos gays, entre eles: O Parque da Cantareira, na serra que separa a cidade do município de Mairiporã, o Parque da Luz, da Independência e o do Trianon na Avenida Paulista. Neste último ficou marcado na história da cidade por conta do michê Fortunato Botton Neto conhecido como o Maníaco do Trianon que assassinou vários homossexuais.

Mas porque os gays gostam de pegação em parques?

Conversei com gays maduros e recebi e-mails sobre o assunto e as respostas são as mais variadas. Eu identifiquei que o motivo mais comum é a privacidade ou a falsa segurança de não ser observado por pessoas conhecidas –  O sexo casual é uma necessidade física.

A seguir outros motivos que levam gays maduros e idosos para os parques:

  1. Caçar outro homem dentro de um parque dá muito tesão;
  2. Pegação em parques é um fetiche gostoso;
  3. No parque tem a possibilidade de conferir o tamanho do pênis
  4. É um prazer selvagem em meio às trilhas e arvores;
  5. Pegação no parque é diversão garantida;
  6. Sexo no parque também é lazer;
  7. É perigoso, mas é gostoso;
  8. No verão é uma exposição de corpos suados e malhados;
  9. Ar puro e pegação, tudo a ver;

O Parque do Carmo na zona leste da cidade é o atual campeão da pegação gay e ninguém sabe explicar os motivos dessa ascensão.

O Parque Villa Lobos na zona oeste também já aparece entre os mais frequentados por gays de todas as idades. Apesar da geografia do local e da infraestrutura inadequada com áreas abertas o parque reúne uma legião de gays de todos os extratos sociais.

Alguns leitores do blog me indicaram parques em Goiânia, entre eles: Jardim Botânico, Bosque do Botafogo e Bosque dos Buritis. Em Salvador indicaram o Jardim de Alah, em Brasília o estacionamento do Parque da Cidade e no Rio de Janeiro o Parque Garota de Ipanema e o Aterro do Flamengo.

Para entender melhor porque os parques são ícones da pegação é preciso frequentar um deles. Hoje os roteiros gays de todo o mundo incluem os parques nos seus catálogos.

Na Holanda até oficializaram o Parque Oeverlandem em Amsterdã como um parque de pegação com um sistema de sinalização próprio para os gays buscarem os seus pares.

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O primeiro casamento gay civil de São Paulo

Foi realizado no último sábado, 18, o primeiro casamento gay registrado num cartório de São Paulo – SP, sem a necessidade de uma intervenção judicial.

Mário Domingos Grego, de 46 anos, e Gledson Perrone Cordeiro, de 32, entraram para a história como o primeiro casal a converter a união estável em casamento sem ter que apelar para a Justiça.

“Foi emocionante, a conquista de um direito que estávamos tentando há anos”, disse Grego. Os dois usavam camisetas que tinhas suas fotos e que reivindicavam o casamento igualitário para os homossexuais. A cerimônia foi acompanhada por um grupo pequeno de familiares e amigos.

A decisão do cartório de aceitar a conversão teve como base uma resolução judicial publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último dia 6 de julho.

De acordo com ela, os juízes haviam aberto precedente para outro casal que queria fazer a coversão e alegava que o Código Civil não proibia de forma explícita o casamento de pessoas do mesmo sexo. Portanto, vetá-lo, seria inconstitucional.

Fonte: A capa

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