Vamos falar de DST?

Para a maioria dos gays, as doenças sexualmente transmissíveis não são levadas a sério.

Fala-se muito de AIDS, mas outras doenças comuns estão presentes na nossa vida. Temos aí as principais: Hepatite B, Sífilis, Herpes e condiloma – HPV.

Na maturidade e na velhice colhemos os frutos de todas as nossas plantações. Semana passada eu recebi um e-mail de um senhor gay de 61 anos que ficou chocado quando soube que estava com sífilis. Enfim, ele se medicou com bezetacil e se livrou do problema.

Nesse caso ele teve sorte, porque a doença não deixou sequelas mais graves, tal como a cegueira. A sífilis é muito transmitida via sexo oral. Se você gosta de fazer um boquete, exija preservativo. É ruim? mas pode ser pior se você se contaminar.

A dificuldade para os gays, principalmente, os maduros e idosos é consultar regularmente um infectologista. É um processo cultural e individual de cada cidadão. Os gays no armário tem pavor de falar com médicos sobre suas preferências sexuais.

As doenças sexualmente transmissíveis são muito disseminadas entre a população homossexual. 75% dos homens gays têm uma ou mais doenças sexualmente transmissíveis durante a vida, não incluindo a AIDS. Isso inclui todo o tipo de infecções não virais como gonorreia, sífilis, infecções bacterianas e parasitas. Também é comum entre os gays, doenças virais como herpes e hepatite B (que afeta 65% dos homens), ambas sendo incuráveis, bem como a hepatite A e verrugas anais, que afetam 40% dos gays masculinos.

Em janeiro deste ano meu infectologista que atende em consultório particular e trabalha no corpo clinico do Hospital Emilio Ribas em São Paulo me disse estar muito preocupado com o aumento da contaminação por HIV entre os gays jovens. Também, me informou ser alarmante a contaminação por sífilis e Hepatite B, entre os idosos.

Não adianta eu afirmar que não corro riscos de contaminação. Não precisa ser um expert para saber que os gays têm muitos parceiros e nem sempre a prevenção é levada a sério.

O Dr. Carlos me informou que o comportamento dos homossexuais é de alto risco e as DSTs ocorrem invariavelmente na primeira relação sexual com um parceiro desconhecido. As infecções também ocorrem porque desconhecemos os hábitos sexuais dos nossos parceiros, mesmo aqueles que são do nosso convívio diário.

Isso pressupõe que a prevenção deve ocorrer nos primeiros contatos sexuais e não é o que acontece. Também, é preciso falar de sexo e prevenção com nossos parceiros habituais.

Todos nós desejamos uma vida saudável e sem problemas, portanto, pense antes de fazer sexo sem prevenção. Sexo é muito bom e é ainda melhor quando você toma todos os cuidados. A sua saúde e o seu bem estar dependem exclusivamente de VOCÊ.

Uma boa semana para todos vocês…

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 26/03/2012, em Saúde e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Paulo Azevedo Chaves

    Não vamos defender o impossível: sexo oral com camisinha é o fim da picada.Mas no sexo anal ela não impede o prazer e é imprescindível.Quando se faz sexo oral, é necessário que a ejaculação do parceiro ativo se dê fora da boca do passivo e não atinja seus olhos.O esperma deve ser vertido de preferência no pescoço ou peito de quem chupa o pênis.De que vale um momento paradisíaco se a consequência forem anos seguidos de sofrimento enfrentando a aids? Pense nisso.

    • Escrevi um comentário sobre isto em outro “post”. Se o HIV se adquire por sexo oral, não importa se o cara ejacula em nossa boca ou não, porque os fluidos que saem antes já tem o vírus.

      A alternativa seria um sexo oral cuidadoso. Passar a língua e evitar o liquido que costuma sair quando o homem está excitado.

      A probabilidade de pegar AIDS, mesmo sem proteção é baixa. É necessário, primeiro, muito azar. Depois ter um número grande de parceiros sem proteção. Se a probabilidade for de 1/10000 de adquirir o HIV sem proteção e se a probabilidade da camisinha romper-se for de 1/100 então a probabilidade de pegar a doença com camisinha é de 0,000001%, quer dizer, um por um milhão.

      Acho que é mais provável sofre um acidente de automóvel fatal, muito mais!

      Então, se eu estou certo, não sei, relaxem… usando camisinha

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