Vida gay em Israel

No estado de Israel, até o ano de 1988, havia um código penal contra a homossexualidade. Esse código, entretanto, nunca foi aplicado por aconselhamento do primeiro consultor judiciário do governo de Israel, Chaim Cohen. Em 1988, a Knesset (o parlamento de Israel) aboliu esse item do código penal e dessa forma foram tornadas legais as relações homossexuais.

Israel é o único país no Oriente Médio, além da Turquia, onde há vida gay aberta e assumida, como nos modelos ocidentais.

Não é esse o caso nos territórios palestinos, onde a homossexualidade constitui crime. Gays e lésbicas são rigidamente perseguidos pelas autoridades e por grupos como o Hamas. Muitos homossexuais palestinos fogem para Israel, onde são por vezes suspeitos de serem terroristas.

A capital Tel Aviv tem recebido um número cada vez maior de visitantes LGBT: sol, mar, gente bonita, vida noturna agitada e uma cena gay pulsante seduzem turistas de todo o mundo.

Extremamente livre, Tel Aviv é um caldeirão de diversidade. Além de turistas, ela acolhe homossexuais de toda Israel e do Oriente Médio, incluindo árabes e palestinos.

A fama de libertária já se espalhou por toda a comunidade judaica internacional e judeus gays de todo o mundo estão fazendo imigração para Israel, com o intuito de morar em Tel Aviv e viver livremente a sua homossexualidade, sem perder a identidade judaica.

Todavia existem outras cidades como Jerusalém, Haifa, Beer Sheeba ou Jaffa onde a homossexualidade ainda é cercada de muito preconceito.

Mas a diversidade de Tel Aviv compensa o preconceito das demais localidades. Desde as paisagens à beira mar passando por regiões do centro com locais de frequência 100% gay. No centro da cidade tem o conhecido “centro gay”, com bares, restaurantes e lojas especializadas em artigos LGBT.

A pegação rola solta durante 24 horas do dia em diversos locais: Evita, Laika, Beef e Ha’oman 17 são os principais points e por isso é um dos roteiros gays mais procurados do mundo.

@@ Gay Israel

@@@@ Pink House

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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 04/03/2012, em Comportamento, Sociedade e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Otimo post, eu desconhecia a cultura contemporânea do oriente médio.GRISALHOS, também é
    cultura. até mais, Marcelo

  2. Paulo Azevedo Chaves

    O mundo gira e muda com o passar dos séculos. O Irã, que hoje reprime a homossexualidade, nos séculos anteriores a Jesus Cristo, era um paraíso de relações homo-afetivas. Isso fica bem claro no livro A Vida de Alexandre, onde Mary Ranault conta a vida do rei macedônico Alexandre Magno, bissexual assumido e respeitadíssimo e idolatrado por seus soldados, um dos quais era seu amante e morreu envenenado. Ao conquistar a Pérsia (antigo Irã) Alexandre tomou por favorito um adolescente e eunuco chamado Bogoas, que terminou sendo assassinado por ordem de Roxane, esposa de Alexandre que ficou na Grécia durante suas conquistas. Por outro lado, alguns dos maiores poetas da antiguidade clássica foram homossexuais, tendo valorizado em seus poemas as relações entre homens mais velhos com adolescentes.Vários desses poemas homoafetivos árabes estão na coletânea Orgasms of Light, da Gay Sunshine Press,do editor Winston Leyland.
    Quanto a Israel, a vida gay muito difundida em Tel-Aviv foi uma surpresa. Sempre pensei que naquele país a repressão à homossexualidade fosse quase tão brutal quanto no Irã.
    No século IX de nossa era, viveu um dos mais famosos poetas árabes da antiguidade clássica e que também escreveu vários poemas homoafetivos:Abu Nuwas. Eu traduzi alguns desses poemas e um deles está na coletânea Poemas Homoeróticos Escolhidos, que pode ser lido na seção LITERATURA deste blog.

    GRISALHOS também nos dá lições de história contemporânea e isso é ótimo.

    • Caro Paulo,

      A coisa em Israel está tão evoluída nas questões da homossexualidade que em 2006 a ministra da educação, Yuli Tamir ordenou aos reitores de escolas no país para integrar o assunto LGBT nos planos educativos e a concientizar a existência de organizações de ajuda aos jovens gays e lésbicas.

      Obrigado por seus comentários sempre positivos.

      abraços

  3. ANTONIO CARLOS DA COSTA

    Eu sou católico desde meus avós e é notório haver homossexuais católicos em todo planeta. O difícil de eu acreditar é que haja Judeus ou árabes homossexuais. Os judeus que seguem a lei de Moisés, conservam a Torá onde eles abordam muito na Bíblia o capitulo referente ao LEVÍTICO(os sacerdotes ungidos por DEUS). Já os árabes ou muçulmanos seguem o que está escrito no Alcorão. De existir comunidade Gay judaica ou árabes eu desconheço.

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