Arquivo mensal: março 2012

Você é gay ou homossexual?

Barney Frank e Anderson Cooper - personalidades gays

A palavra gay é um sinônimo para a palavra homossexual e isso constituiu uma vitória para o movimento homossexual, pois o termo se tornou universal.

Na luta pela aceitação pública evitamos a palavra homossexual porque “gay” é uma vitória na nossa “guerra” cultural.

Observe que a palavra gay é altamente politizada, e não significa meramente uma pessoa com orientação homossexual, e sim a que adota publicamente um “estilo de vida”, e se empenha em que seja aceita pela sociedade como plenamente legítimos.

O uso indiscriminado da palavra homossexual e dos seus sinônimos gerou muita confusão no passado. Muitas vezes não ficava claro se ela se referia a alguém que tinha apenas atração pelo mesmo sexo ou se designava quem praticava atos homossexuais.

Hoje ser gay não causa tanto constrangimento moral, porque ser gay é muito mais do que simplesmente praticar sexo com pessoas do mesmo sexo.

O termo “gay” trouxe um mundo novo e inexplorado, inclusive, para os homossexuais. O entendimento é amplo e varia desde um sentimento simples ou comportamental até as esferas politicas mais complexas.

As ONGs criaram agendas na luta por direitos civis, o mundo ganhou as cores do arco-íris, o pink money trouxe uma infinidade de possibilidades de consumo, até os hotéis brasileiros estão se adaptando para ser gay friendly.

Em todas as mídias de comunicação percebe-se o uso corrente do termos: Agenda gay, orgulho gay, parada gay, diretos dos gays, cultura gay, etc.

Os homossexuais do sexo masculino já assimilaram o termo gay, as lésbicas e os bissexuais ainda têm dificuldades de entrar nesta nova onda.

Como diz um amigo: Ser gay é fashion….o mundo é gay.

Enfim, este assunto é muito amplo e vou parando por aqui.

Assista o trailer do filme Hair, ai em baixo do post e você perceberá que vivemos plenamente a era de Aquário, apesar dos astrólogos afirmarem que ela ainda não começou.

Que os bons ventos das mudanças transformem o mundo e principalmente, a cultura das religiões.

Vamos falar de DST?

Para a maioria dos gays, as doenças sexualmente transmissíveis não são levadas a sério.

Fala-se muito de AIDS, mas outras doenças comuns estão presentes na nossa vida. Temos aí as principais: Hepatite B, Sífilis, Herpes e condiloma – HPV.

Na maturidade e na velhice colhemos os frutos de todas as nossas plantações. Semana passada eu recebi um e-mail de um senhor gay de 61 anos que ficou chocado quando soube que estava com sífilis. Enfim, ele se medicou com bezetacil e se livrou do problema.

Nesse caso ele teve sorte, porque a doença não deixou sequelas mais graves, tal como a cegueira. A sífilis é muito transmitida via sexo oral. Se você gosta de fazer um boquete, exija preservativo. É ruim? mas pode ser pior se você se contaminar.

A dificuldade para os gays, principalmente, os maduros e idosos é consultar regularmente um infectologista. É um processo cultural e individual de cada cidadão. Os gays no armário tem pavor de falar com médicos sobre suas preferências sexuais.

As doenças sexualmente transmissíveis são muito disseminadas entre a população homossexual. 75% dos homens gays têm uma ou mais doenças sexualmente transmissíveis durante a vida, não incluindo a AIDS. Isso inclui todo o tipo de infecções não virais como gonorreia, sífilis, infecções bacterianas e parasitas. Também é comum entre os gays, doenças virais como herpes e hepatite B (que afeta 65% dos homens), ambas sendo incuráveis, bem como a hepatite A e verrugas anais, que afetam 40% dos gays masculinos.

Em janeiro deste ano meu infectologista que atende em consultório particular e trabalha no corpo clinico do Hospital Emilio Ribas em São Paulo me disse estar muito preocupado com o aumento da contaminação por HIV entre os gays jovens. Também, me informou ser alarmante a contaminação por sífilis e Hepatite B, entre os idosos.

Não adianta eu afirmar que não corro riscos de contaminação. Não precisa ser um expert para saber que os gays têm muitos parceiros e nem sempre a prevenção é levada a sério.

O Dr. Carlos me informou que o comportamento dos homossexuais é de alto risco e as DSTs ocorrem invariavelmente na primeira relação sexual com um parceiro desconhecido. As infecções também ocorrem porque desconhecemos os hábitos sexuais dos nossos parceiros, mesmo aqueles que são do nosso convívio diário.

Isso pressupõe que a prevenção deve ocorrer nos primeiros contatos sexuais e não é o que acontece. Também, é preciso falar de sexo e prevenção com nossos parceiros habituais.

Todos nós desejamos uma vida saudável e sem problemas, portanto, pense antes de fazer sexo sem prevenção. Sexo é muito bom e é ainda melhor quando você toma todos os cuidados. A sua saúde e o seu bem estar dependem exclusivamente de VOCÊ.

Uma boa semana para todos vocês…

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