Os gays e as drogas

Se você não fuma, não bebe, não toma medicamentos e não é dependente químico, você é um felizardo e “um diferente” no meio gay.

Durante a última década vários estudos  nos Estados Unidos e Reino Unido apontaram que os gays são consumidores de drogas em potencial. Os gays do sexo masculino usam drogas sintéticas e entre as lésbicas predomina o uso da maconha. Eu não tenho notícias desse tipo de pesquisa no Brasil.

A opção sexual e a discriminação são fatores que contribuem para a dependência química. Os gays jovens que frequentam as baladas costumam se drogar com cigarros, bebidas alcoólicas, maconha, cocaína e drogas sintéticas como o ecstasy, Mitsubishi, Ice, etc.

Os movimentos das Paradas Gay por todo o Brasil sempre tem registros de consumo excessivo de drogas, principalmente, de bebidas.

A cultura do corpo também leva muitos gays a tomar anabolizantes. Uma droga sintética da testosterona e que é inserida no organismo na forma de comprimido ou ampola. Via oral ou intramuscular para aumentar a massa corporal. Essa galera é conhecida no meio gay como “as barbies”.

Ao longo da fase adulta os gays se fixam em drogas de uso diário, como o cigarro e bebidas destiladas: Vodca, Gin e cachaça.

O hábito de beber na companhia de outros amigos é frequente e faz parte da rotina, principalmente, nos finais de semana. No Brasil o consumo de cerveja e caipirinha é um hábito também no meio GLBT, principalmente, entre os homossexuais que não “dão pinta” ou aparentam ser gay.

Os gays maduros e idosos tem contra si os problemas da não aceitação, da rejeição do próprio meio, da velhice do corpo e muitos problemas psicológicos. Esses fatores apresentam históricos de tratamentos psicológicos e psiquiátricos e sempre acompanhados de medicação. Aí, pode ser um antidepressivo, sonífero ou hipnótico.

Esses estudos indicavam que mais de 80% da população gay tem algum tipo de dependência química. As drogas podem ser psicoativas, psicodélicas ou alucinógenas e podem ser lícitas ou ilícitas.

Na minha juventude eu fiz uso da maconha, mas depois de algum tempo parei e até 2008 eu consumia diariamente bebidas alcoólicas. Ainda sou dependente do cigarro, mas com planos de parar de fumar.

Também,  não estou no grupo dos gays dependentes de medicamentos e espero não precisar deles tão cedo!

Cada um tem uma história diferente e as razões para o uso de drogas variam de acordo com o perfil psicossocial dos cidadãos gays.

Hoje vivemos a geração saúde e talvez os jovens gays da atualidade tenham menos problemas com drogas na fase adulta e na velhice, ou, talvez não, porque as drogas estão presentes no cotidiano da humanidade desde os primórdios da nossa história.

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 30/01/2012, em Consumo, Saúde e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Vou fazer um remember pra vcs, principalmente quem viveu intensamente os anos 80 e 90.
    Vcs se lebram deste nome THELMA LIPP, essa transex surgiu como resposta paulistana à transex carioca ROBERTA CLOSE.
    a Roberta fazia o tipo mulher fatal, e a thelma como garotinha, ambas estiveram na mídia, pousaram para revistas famosas e fizeram participações no meio artístico.
    Com a chegada dos anos 90, thelma viu-se nocauteada pelo fenômeno DRAG QUEEN, como quem fora deixada de lado, entrou num ostracismo ficando 5 anos dentro de um apartamento onde
    desenvolveu a síndrome do panico e procurou refugio nas drogas crack.
    Logo no inicio do anos de 2000, telma torna-se porta voz na recuperação de drogados. em 2001 como eu percebi que vcs gostam de filmes, ela foi convidada para fazer parte do casting Carandiru de Hector Babenko, onde faria o papel de uma travesti presidiária de nome Lady di,por motivosde marketing ela foi preterida e em seu lugar ficou com o papel o Rodrigo Santoro.
    Esse foi outro golpe duro para quem já estava fragilizada e tentando se recuperar.Retornou as drogas reabilitando-se após algum tempo.
    Na véspera de natal de 2004 sofreu de neurotoxoplasmose onde veio a falecer.

    Esse é mais um exemplo de como as drogas estão presentes em qualquer setor do meio GLS.
    como dizia o john lennon:NÃO SE DROGE POR NÃO SUPORTAR A SUA DOR.

    OBS: of course que o mesmo agia diferente dO que falava.

  2. Paulo Azevedo Chaves

    Parabéns pelo post sobre as drogas.O consumo de crack, que destrói não apenas os usuários, mas também suas famílias,tem sido objeto de minhas preocupações desde a morte de Rodrigo Nascimento,meu empregado durante 12 anos e que morreu, aos 29 anos,executado, com seis tiros, por um traficante de Mangueira, bairro pobre do Recife,por causa de uma dívida de R$30,00. Foi por causa dessa morte estúpida de meu quase “neto”, em 23 de janeiro de 2011, que escrevi e lancei, em dezembro passado, o livro “Réquiem para Rodrigo N”,com textos em prosa e poesias. Um dos textos publicados é “O Crack Nosso de Cada Dia”,que também saiu na seção Opinião, do Jornal do Commercio,no dia 2 de fevereiro de 2011.É importante que todos nos posicionemos contra as drogas,em especial contra o crack, que a cada dia ceifa tantas vidas e esperanças neste nosso país.

  3. José Francisco Luchesi de Frias

    Meus amigos, eu estou com 54 anos, nunca fiz uso de drogas, fazem 25 anos que eu parei de fumar. Bebida, eu como bom neto de italiano e portugues, adoro um bom vinho, mas não é toda hora. Cerveja, caipirinha, só de vez enquando. Prefiro tomar um vinho dentro da minha casa mesmo. Não costumo sair para beber, só se um dia eu encontrar alguém, ou um companheiro, aí sim, eu vou com o maior prazer, caso contrário fico na minha casa mesmo, pois não acho a menor graça sair sozinho.

  4. Paulo Azevedo Chaves

    No mundo moderno, o consumo de drogas se dissemina entre gays e nãogays igualmente.Nas cracolândias das grandes capitais a porcentagem de fumantes nãogays me parece maior do que a de gays. Nos grandes centros urbanos o flagelo das drogas se generaliza entre os jovens,do mesmo modo que a violência e o crime.Os fatores para isso são múltiplos: psíquicos, sociais, desajustes familiares,incapacidade de se adaptar à sociedade competitiva em que vivemos, e por aí vai. E sempre bom lembrar que o fumo e o álcool também são drogas perigosas e mortais.Enfim, as drogas são um flagelo e a melhor maneira de combatê-las é através da educação e de mais justiça social, duas coisas em que o Brasil é extremamente carente.

    • Paulo, realmente o problema das drogas, do tabagismo e do alcoolismo é crônico e atinge todas as camadas sociais e não apenas os gays.
      Em 2009 houve um simpósio no Rio de Janeiro sobre este assunto e constatou-se que o percentual entre os gays é maior do que entre os heterossexuais e as causas estão vinculadas à orientação sexual. Nos países onde a orientação sexual é tratada com naturalidade esse percentual é menor.
      abraços

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