A irresistível ascenção do Gay Power

Há 30 anos era inimaginável pensar que um dia qualquer gay pudesse se destacar na política, imagine então, um primeiro ministro de um país?

Ontem o Rei da Bélgica, Alberto II, nomeou o socialista Elio Di Rupo para ser o primeiro-ministro daquele país. Élio tem 60 anos, é gay assumido e desde os aos 1980 é militante político.

As questões gays são bem avançadas na Bélgica, o casamento igualitário já existe por lá há anos. Agora o país terá um homossexual no comando, o que é sempre bom de se ver.

Depois das mulheres e dos representantes das minorias étnicas, um terceiro grupo de “outsiders” políticos começa a se impor na Europa: o dos líderes que assumem ou pelo menos não escondem a sua homossexualidade.

Não se trata já do “poder gay” invocado em grandes passeatas pelos militantes monotemáticos, cujo ativismo político era definido pela sua sexualidade e cujo programa se limitava a “apoiar a causa” – como Peter Tatchell, o único ocidental a ter tido a coragem de atacar Robert Mugabe, o mais homofóbico dos ditadores africanos, contra quem lançou um “mandato de detenção cidadã”.

São políticos de primeiro plano e grandeza cuja sexualidade é – em graus variáveis – apenas um dos elementos do seu combate político. Este é o caso de Elio Di Rupo.

Que os bons ventos soprem no mundo e que a sexualidade não seja empecilho para a evolução dos seres humanos.

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 06/12/2011, em Personalidade, Política e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. José Francisco Luchesi de Frias

    Meus amigos, nós, os gays, somos seres humanos como outro qualquer ser humano existenta na face desta Terra. Temos direitos iguais, logo, podemos exercer qualquer cargo existente no mundo. O que temos de diferente?????? A preferência sexual? Isso para mim não é o problema, mas infelizmente o preconceito ainda impera nas pessoas, fazer o que? Sabemos que um dia tudo isso acabe e teremos as nossas vidas absolutamente normais, tranquilas, sem ninguém se importar com a nossa preferência sexual, pois a final de contas cada um é cada um.

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