Policiais gays lutam contra a homofobia

Desde que eu me conheço por gente, eu conheci muitos policiais e principalmente bombeiros gays. Apesar de nunca ter tido fetiche de transar com esses profissionais, sempre vi alguns deles em saunas e em cinemas de pegação.

Os policiais tem uma vida muito regrada e controlada pelo sistema e num ambiente predominantemente machista e patriarcal, daí não é difícil entender porque a maioria dos gays advindos desse meio vivem as suas vidas em conflito e dentro de uma redoma de vidro.

Eu conheci um gay que adorava flertar e paquerar os policiais rodoviários. Ele não escondia isso de ninguém no meio gay e gostava de cometer inflações  nas rodovias para abordar os policiais e se fosse idoso e de cabelos brancos, melhor ainda. Carlos era um gay muito louco e se arriscava em buscas frenéticas por sexo casual para satisfazer os seus desejos.

Moral da história: Parece piada, mas ele morreu aos 38 anos num acidente automobilístico numa rodovia do interior de Minas Gerais em 1990.

Os tempos mudaram e vivemos a segunda década do século XXI. Hoje assumir a homossexualidade é uma opção por conta e riscos de cada um e com consequências mais brandas e tem até grupos de gays que lutam em prol da liberdade e contra o preconceito.

Recentemente li uma matéria no Globo.com sobre policiais, agentes penitenciários, vigilantes ou outros profissionais que atuam na área de segurança pública e  que assumiram a homossexualidade e se uniram na luta contra a homofobia. Criaram a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp-LGBT). Leia a matéria completa AQUI.

O Carlos viveu loucamente todos os anos da sua vida, numa busca incessante por prazer e sexo com os profissionais da segurança pública. Se ele estivesse vivo teria hoje 59 anos.

Bom final de semana para todos vocês…

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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 26/08/2011, em Justiça, Polícia e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Neto da Talita

    Acho louvável essa luta dos policiais e afins para que sejamos respeitados, sem que consideremos nossas profissões. Há cerca de uns dez anos, o grupo Nuances de Porto Alegre fez um belo trabalho junto à Polícia Civil e à Brigada Militar para conscientizar os profissionais de segurança a que respeitassem os homossexuais na hora da abordagem, sem violências que os humilhassem e os ferissem. Foi um trabalho meritório de Célio Golin e seus companheiros que resultou em mudanças na forma como os policiais nos tratavam. Confesso que nunca fui preso nem abordado em nenhum lugar por policiais, mas fico imaginando aqueles que são pobres e acabam sendo pisoteados pelas polícias, especialmente se são homossexuais. Há ainda muito caminho a percorrer até que os policiais nos vejam com respeito, sem nos agredir como se fôssemos coisas ou capachos, bons para sermos pisados e ofendidos, sem que seus superiores os punam e corrijam seus excessos. Somos gente, antes de tudo. E pobre não é saco de lixo para ser chutado por profissionais que não estão preparados para exercerem sua profissão. Dá-lhe, Nuances e todas as ONGs que nos defendem da sanha de gente insensível !

  2. Eu posso dizer que sou privilegiado, pois tenho um relacionamento com um policial faz alguns anos. Pena que ele esteja casado ainda.. Mas mantemos tudo muito discreto.

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