O mito da monogamia para os gays

Não há como questionar se a monogamia é ou não natural. Não é.

A tradição moral cristã sempre procurou purificar o pênis. Ele não é por natureza um órgão monógamo, desconhece códigos morais e foi criado como um instrumento de procriação, de prazer sexual e que adora a variedade. Apenas a castração elimina a sua tendência para a prostituição, o adultério e a pornografia. A monogamia é um mito perpetuado pela religião e a moral.

Eu acho que é importante separar a monogamia em sexual e emocional. O pinto quer variar, mas o coração não quer dividir. Um é extremamente volúvel e o outro é pertinaz. Um é físico e o outro imaterial. Os gays são possessivos por natureza. A possessão é uma regra da monogamia, que vale somente pra mim e não serve para o meu parceiro.

Eu acredito que todo mundo quer carinho e afeto e se isso dá tesão existe uma grande probabilidade de você ficar monógamo.
Entendeu? Eu acredito que ninguém é monógamo, mas pode FICAR MONOGAMO por um determinado momento da vida.

Nessa condição os gays na maturidade e na velhice ficam monógamos emocionais, porque o tesão diminuiu, não há mais ereção e os níveis de testosterona estão abaixo do nível normal. E aí, o que sobra? A monogamia emocional.

Nessa fase o importante é ter carinho, companhia, alguém para dividir espaços, horas e problemas. Tem gay idoso que abdica do ato sexual para ter um companheiro que cuide dele na velhice. Em contrapartida, o parceiro vai querer sexo e a união estável e monógama passa para uma relação aberta.

Nas relações abertas a monogamia emocional é preservada, desde que os parceiros não mintam sobre suas relações sexuais com outros parceiros.

Exemplos:
• Você pode fazer sexo com outro, mas não pode se apaixonar.
• Vale tudo com o outro, mas não pode beijar na boca.
• Não faça sexo com amigo meu e nem pense em penetração.

Essas permissões para o sexo com outro é a moeda de troca para preservar o relacionamento e a fidelidade emocional.

Os gays maduros e idosos muitas vezes abrem mão da satisfação pessoal em prol do amor pelo parceiro. Dizem até que a monogamia castra o ser humano. Neste sentido, castrar tem a conotação correta, quanto ao órgão sexual.

Eu me lembro de uma pesquisa realizada na Inglaterra onde mais de 75% dos casais gays após cinco anos de relacionamento tornam-se não monógamos.

Isso é assunto pra mais de um post…

Escrevo a seguir algumas situações que chegam a ser cômicas:

• Eu ouço todos os dias gays reclamando que o problema nem é a falta de parceiro para sexo, porque isso ele encontra nas saunas e locais de pegação, mas sim, a falta de parceiro para uma relação com envolvimento emocional. Vai entender…
Os gays defendem o direito ao casamento gay para mostrar aos amigos que está casado… Isso é monogamia social.
• Jurou amor eterno ao parceiro gay, mas caiu em tentação na primeira vez que saiu sozinho para o shopping…
Um dia os gays ficarão monógamos e procurarão um parceiro para enfrentar a velhice por mera questão de sobrevivência…
• Os psicólogos de casais gays convidam para a experimentação da relação aberta, porque a monogamia sexual é incomum. Pimenta no cu dos outros é refresco…
O gay monógamo não admite que seja minoria dentre uma minoria. Mas ele é a minoria da minoria…
• Monogamias que duram longas décadas estão apoiadas em sólida base bioquímica. Se você está nessa condição agradeça à química do seu corpo e não confunda “bioquimica” com “aquela química“.
A poligamia sexual dos gays tem a ver com pinto, bunda ou ambos?
• Se você não é gay monógamo, com certeza você é gay bígamo ou gay polígono, ops..gay polígamo…

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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 06/04/2011, em Comportamento, Cultura, Relacionamento, Religião, Sexo, Sexualidade, Sociedade e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. Married Daddy

    Até encontrar e me apaixonar pelo meu atual namorado, conheci muitos coroas, quando separei da minha ex esposa. Foram muitos, não sabia que estavam por aí, andando pela cidade, procurando pessoas como eu. Mas todos queriam apenas sexo, que era maravilhoso, até eu me encher dessa coisa de fast foda. Muitos me procuram, até hoje (é difícil, sim, dizer não praquelas delícias), mas o meu parceiro é muito gostoso e carinhoso, estou nas estrelas, deixo eles chuparem os dedos, ou irem buscar carne de segunda nas saunas.

  2. edison ggo

    Com certeza, também penso como você Hugo, prefiro um relacionamento estável do que uma aventura com um estranho pelo simples prazer carnal, por isso vivo em abstinência, confesso que não é fácil, é mais uma forma de precaver, e também pelas circunstâncias atuais, pois parece que ninguém saber de relacionamentos sérios, entraram nessa de ficar com um e com outro por medo, talvez, ou porque preferem a galinhagem, acham que um preservativo basta, isso com relação as DSTS.
    Falo é do coração desse algo mais que uma relação deva oferecer, aí que está o grande medo das pessoas entrarem num relacionamento sério, será que foi essa abertura toda em relação aos relacionamentos estáveis, hoje, darem direitos dos ditos casamentos de antes, e que hoje são tão temidos, às vezes o reconhecimento dos direitos quando deveria ser uma forma legal de amparar as pessoas, passa a ser um problema na mente de pessoas que só pensam na questão material da vida, os sentimentos passam despercebidos e sem valor nenhum no contexto, pelo menos essa é a minha visão.
    Conforme a situação em que me encontro, ou seja, a procura de alguém para dar algum sentido a minha vida, além do material é claro, pois isso não mais me satisfaz, ou melhor o nível de satisfação desejado já foi atingido, não dependo de ninguém para isso.

  3. Acredito que depende da pessoa, eu não trocaria uma vida de relacionamento saudável e estável por uma aventura sexual com um estranho.

  4. Confesso que fiquei todo confuso, porque nunca vivi um relacionamento que me satisfizesse dentro de minhas expectativas, tudo porque sempre vivi de monogamias afetivas, que é apenas uma delas, portanto não posso opinar sobre as outras, por não podido vivenciá-las, e também por nunca ter tido a oportunidade de vivê-las em paralelo, ou seja, uma monogamia afetiva e sexual com o mesmo parceiro, sempre ocorreram separadamente uma da outra, quem sabe um dia elas se choquem e eu possa coloborar com o exercício na prática, mas penso o meu ideal é monogâmico em todos os sentidos da palavra.

  5. Acabei de descobrir este blog e adorei os posts que li até agora. Muito interessante!!!

  1. Pingback: Os gays maduros e as relações abertas | Grisalhos

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