Crônica gay de amor e possessão

Eu recebi este texto de um leitor. A narração é interessante porque traz uma das muitas situações dos relacionamentos entre gays maduros e jovens.

Os gays que curtem homens maduros e grisalhos sofrem de dois grandes males – Amor platônico e possessão.
Não adianta ficar no pé do gay maduro, porque quando ele não quer, não tem nada que o demova de suas decisões.

Os mais conservadores discordam, mas os gays maduros que já tiveram relacionamentos complicados preferem apenas parceiros para o sexo.
Eles preferem ter um amigo para um bom papo, do que ter um companheiro com sérios problemas mentais e emocionais. Outros até mudam a faixa de idade e passam a se relacionar com gays mais experientes.

Os românticos discordam, mas os gays maduros são seletivos e escolhem os seus parceiros de uma forma que não haja envolvimento emocional.

É tão comum o gay jovem fazer sexo com o maduro e logo se apaixonar.

Mas quais os motivos dessa louca paixão? Porque se torna possessão?

O objeto do desejo fica adormecido por anos. O gay passa muito tempo da vida idealizando o parceiro ideal, sonhou e teve muitos orgasmos, frustrou-se com relações sexuais eventuais.

A sua cabeça funciona como um liquidificador de desejos: Ele quer um homem carinhoso, gostoso, amoroso e sexualmente ativo, para substituir a figura do pai ausente.

O sexo do gay maduro é muito bom, ele dá carinho e trata o jovem como filho. Eles curtem momentos jamais sonhados pelo mais jovem!
Ele quer apresentar o seu coroa para os amigos que sempre duvidaram do seu potencial, quer desfilar com ele nas praias e locais de socialização. Isso é muito comum na minha cidade.

Outras coisas contribuem para a louca paixão: O grisalho tem aparência física que sobressai entre outros gays maduros, tem estabilidade financeira, tem gosto para se vestir e gosta das coisas boas da vida, tem carro e é independente da família. Pronto, o jovem gay já está amando!

O gay maduro não se apaixona facilmente e avalia o parceiro como um gay que ainda tem muito para aprender. Ele é inseguro, é dependente, tem vícios próprios da idade e não se comporta como os mais velhos gostariam que ele se comportasse. Também, o maduro desconfia que o jovem não é fiel, porque no mundo gay isso é quase utopia. Tem muitos gays maduros inseguros.
Tá tudo muito bom, até aparecer outro melhor em todos os quesitos. O desejo para experimentar outros parceiros gera traição.

Você leitor pode até criticar, mas o amor louco também é consequência da relação sexual. Quando o gay maduro é bom de cama e faz o papel de ativo, o jovem gay se entrega à paixão – existe uma relação emocional com o falo.

Aí, começa uma perseguição para conseguir o parceiro a qualquer custo. Alguns chegam rastejar para ter o seu homem. Outros não dormem, perseguem insistentemente, telefonam, ameaçam, diz que vai se matar e coisas desse tipo.
Essa doença se agrava quando o gay maduro não cede e a situação vira um redemoinho de situações constrangedoras e ameaçadoras. Eu não tenho notícias de mortes decorrentes dessas ameaças, mas já ouvi falar de crimes passionais entre gays.

O que acontece ao jovem gay é a falta de amor próprio, experiências de vida, principalmente sexual e a conscientização de que nada é eterno.

A doença do amor platônico dura apenas o tempo de aparecer outro gay maduro melhor ou com as mesmas características do anterior. Aí a posssessão desaparece!

Existem amores possíveis, mas não se esqueça de que todo amor um dia chega ao fim.

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 23/03/2011, em História, Sexo e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 12 Comentários.

  1. Exato “Grisalhos” , como diz Renato Russo : “O para sempre , sempre acaba” … Perdi a pessoa que mais amei neste mundo depois de 31 anos … E agora ?

  2. Parabéns!

  3. Compreendo que foi publicado aquilo que recebeste, e na íntegra, porem não deixa de ser um “ataque” emocional a muitos jovens. Tudo é muito relativo, esse texto se refere á um tipo de comportamento desordenado diante de um pequeno grupo.
    Vale sempre ressaltar que existe muitos casos inversos a esse, onde o jovem sofre na pele o amor do maduro, seja “pseudo” ou “platônico”.

    • David

      Sim, esse relato é apenas um tipo de comportamento. Como citei no primeiro parágrafo: “uma das muitas situações dos relacionamentos entre gays maduros e jovens.”
      Obrigado
      Regis

  4. Este post é muito interessante e as opiniões totalmente diferentes uma da outra, isso quer dizer que nossas individualidades, as vezes são iguais e horas desiguais, cada cabeça é um mundo diferente. Não quero deixar nenhuma opinião, só quero agradecer a DEUS, pela minha cidadania que me permite a leitura deste blog, uma fonte de conhecimentos, aprendizagem e excelente para meu crescimento como cidadão que precisa estar sempre em busca de conhecimentos para melhorar meu modo de sentir como a vida é e me acrescentar na condição de gay que sou.
    Abraço do Dico

  5. Tenho 27 anos, e “SEMPRE”, gostei de homem mais velhos. Estou em meu 2º relacionamento, no primeiro vivemos juntos durante 4 anos. Infelizmente ele me deixou e partiu. Sinto muita falta dele, e sempre irei considera-lo como único e inesquecível. Tenho certeza que mesmo que ele tenha partido para o outro mundo ainda sim, o que vivemos jamais será apagado. No meu 2º relacionamento já estamos juntos também há 4 anos, e somos muito felizes, Graças a nosso Pai “Deus”. Tenho certeza que mais uma vez viveremos um para o outro, até o ultimo suspiro.

    Lendo o post acima, me senti quase ofendido, me senti por um momento discriminado por gostar de homens mais velho e ser jovem. O amor, não importa de quem para quem, é sempre eterno e único. Classificar preocupação, querer bem, ser dedicado, querer estar com seu amado o tempo todo, querer falar com seu amor mesmo que ele esteja prestes a chegar em casa no final do dia, trocar SMS com frases do tipo: “Oi ta tudo bem? Oi, saudades. Vai demorar para você chegar em casa? Etc…” Tratar isso como doença é inaceitável. Ainda mais quando se trata de duas pessoas com idades diferentes. Ver isso como doença é não ter noção de que uma pessoa com 75 anos, como meu companheiro atual tem por exemplo, não viverá outros 75 anos. Claro, ninguém prevê o amanhã, mas, conforme as leis da vida, a possibilidade de meu companheiro que tem 75 anos partir primeiro do que eu com 27 anos é bem maior. Baseando-me nessa lei da vida, gostaria que o autor do texto ou qualquer outro que venha ler este meu comentário, me explicasse se querer aproveitar os bons momentos de um amor é doença?. Se querer bem e saber o tempo todo o que pensa, o que faz, como está se sentindo, com quem está, onde está, etc… Uma pessoa com 75 anos, seria doença ou amor. Aproveita e procure saber o que é doença e o que é amor, a partir dai você vai se sentir preparado para escrever sobre amor e doenças. Peço desculpas ao autor do texto mas, ele precisa viver mais no mundo real e deixar o mundo imaginário um pouco de lado.

    • Sam

      Amor não é doença. O texto chegou no meu e-mail e foi publicado sem cortes. O amor platônico é doença e pode ser curado com um amor REAL. Relações entre gays jovens e maduros duram o tempo necessário até o seu fim. Nada é infinito

  6. Estranho o que li, a todo momento me pareceu que o gay novo e um doente. Tenho 45 anos e namoro um de 19, estamos juntos a bastante tempo e muito felizes. Se vai acabar, nao sei…pra isso existe o destino, mas meus avos viveram mais de 80 anos juntos e nao foram infelizes por causa disso. Creio que esse escritor deve ter sofrido algum trauma. Outra coisa: Isso de achar que se tem o cara mais maduro como a figura de um pai…acho isso louco, porque é meio estranho querer ir pra cama com a figura do pai!!kkkk
    Acho que cada ser é unico, nao se pode generalizar!

    • O fato foi relatado da forma como chegou no meu e-mail. Todas as possibilidades de relacionamentos são viáveis. Como você mesmo disse: cada ser humano é UNICO
      abraços

  7. Eu discordo totalmente de que nada é eterno! Acredito em DEUS, acredito numa vida melhor após a morte – dependendo dos atos que se cometem aqui na Terra -, acredito que o verdadeiro amor é eterno, acredito na felicidade. Eu amo meu namorado, ele é um homem maravilhoso, é o amor da minha vida!!!

  8. Kaiky Ferreira

    Curti bastante oque foi postado, porém eu nao concordo que todo amor um dia chega ao fim. Eu acredito plenamente que existem pessoas que foram feitas uma para outra e que sim podem ficar juntos e pra sempre e se amando.

    • Kaiky

      Todo amor um dia chega ao fim, porque nada nesta vida é eterno, inclusive, a vida.
      Você pode ter alguém por longos anos, mas um dia ou você ou ele vai morrer.
      Com a morte física os sentimentos vão junto e quem fica nesta terra vai sofrer a dor da perda.

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