Aos gays no outono

Mais um outono chegou neste domingo, 20 de março. No sábado um vizinho me disse que está com muitas saudades do sol e eu nem percebi que por aqui faz uns de 10 dias que ele não dá as caras.

E o perigeu? Nem lua, nem nada, o céu estava nublado no sábado à noite e a lua cheia, grande e brilhante vai ficar para 2023.

Tem gente que acha o outono feio e frio, mas o outono tem suas belezas e particularidades e para os gays é uma fase de mudança de comportamentos, de festas particulares e privadas, de encontros com amigos íntimos, de união de casais e da curtição em espaços fechados.

O Dalai Lama assim descreveu o outono:

Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiura, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente.

Aos gays neste outono ficam as oportunidades de encontrar um amigo ou um companheiro. É importante seguir em frente e combater o seu preconceito interiorizado, porque quanto ao preconceito social, esse está em todas as mídias.

No outono vamos ouvir falar de Lady Gaga e dos personagens gays das novelas da Globo, dos ativistas fazendo protestos contra a homofobia, dos famosos saindo do armário e dos assassinatos de gays em todo o Brasil.

Este ano a Parada Gay de SP sai do outono e vai para o inverno, dia 26 de junho, com o tema Amai-vos uns aos outros – para questionar a moral religiosa conservadora.

Não existem fórmulas mágicas para essa fase de mudanças. Cada ser humano tem uma história diferente e cabe a cada um de nós, cuidar, principalmente, da saúde física e mental.
Tudo muda e o outono é uma transição para mudanças, porque como disse o Dalai Lama: Nada fica sempre igual.

No outono há uma tendência natural ao recolhimento e ao isolamento, mas deve-se combater a solidão, com distração, leitura e conversas com colegas e amigos. Dependendo da situação, um bom papo é mais importante do que sexo.

Aos gays neste outono eu desejo muitos encontros e felicidades e a certeza de que nesse momento de transição entre o verão e o inverno vão acontecer muitas coisas boas.

Também, não se esqueça que hoje é o dia da Sindrome de Dawn e de derrubar preconceitos.

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 21/03/2011, em Opinião, Qualidade de Vida e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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