Publicado em Opinião, Relacionamento

Mentes abertas, corações abertos

Ontem eu revi o filme A Single Man, cujo titulo infeliz em português é Direito de Amar, com Colin Firth, que finalmente ganhou um Oscar de melhor ator, por sua interpretação em O discurso do Rei.

Assim, como o personagem principal do filme, os gays são solitários e sozinhos e até a invisibilidade citada nos diálogos são reais.

As relações humanas são complexas e no contexto da sexualidade a complexidade vai além das peculiaridades individuais, porque é muito difícil alguma parte ceder em prol de uma relação pautada em carinho. Ninguém está interessado em fazer concessões.Tem gente que não gosta de carinho porque teve traumas na vida e acha tudo isso uma besteira.

Vivemos num mundo do imediatismo e dos valores materiais. Tudo está ligado ao consumo, ao individualismo, ao presente, ao aqui e agora – igualzinho ao enredo do filme, onde não há expectativas de um futuro – A única certeza do futuro, é a morte.

Quando se fala em carinho entre os gays, todos torcem o nariz. A primeira imagem que vem à mente é de um relacionamento edificado apenas no sexo.
Outro ponto discutido no filme e que também permeia as relações gays é o medo. O medo do futuro, da velhice, da solidão e principalmente, o medo da falta de amor, de carinho e afeto.

É óbvio que existem relações de afeto entre os gays. Eu conheço alguns casais que vivem relações de carinho porque se permitiram abrir o coração e a mente.
Será que temos que viver relações plenas de amor? Eu acredito que não. O amor é um sentimento que muda de acordo com nossas vivências, mas o carinho independe de amor. Quem nasceu carinhoso vai morrer carinhoso. Existe carinho sem amor? Sim, existe carinho sem amor! O carinho é um gesto afetivo entre dois indivíduos que pode envolver um contato físico, um olhar ou um gesto.

Eu tenho um amigo que vive um relacionamento há 25 anos e ele sempre me diz que não pensa em viver a vida sem o companheiro porque nem passa pela sua cabeça ficar sozinho e porque nunca encontrou um homem tão carinhoso quanto o companheiro.
Eu sempre digo pra ele: Você é esperto! e na minha concepção, a esperteza dele foi abrir o coração e ter a sensibilidade e a inteligência de perceber que o carinho do parceiro vem de encontro aos seus objetivos, mesmo que o futuro seja incerto.

Quando temos que ceder nós não fazemos concessões e preferimos partir para outro parceiro do que tentar conciliar as virtudes e os defeitos, que aliás, todos tem. Numa relação entre gays se existir o carinho, isso já é meio caminho andado para uma relação pautada em respeito e amizade.

No filme o protagonista queria suicidar-se porque não aguentava mais viver sozinho depois da morte do companheiro com quem viveu e amou por dezesseis anos, mas a vida é uma caixinha de surpresas e quando ele percebeu que um aluno se preocupou com ele e deu demonstrações de atenção e carinho, ele desistiu do suicídio, mas um ataque cardíaco fulminante lhe tirou a vida.

Por isso eu digo: Mentes abertas, corações abertos.

Quando abrimos a mente às possiblidades que a vida nos apresenta nas nossas relações, é importante ter a inteligência para avaliar cada uma delas, abrir também o coração e se permitir dar e receber carinho, porque é isso o que procuramos a vida inteira.

Quem tem a mente e o coração aberto nunca ficará sozinho na vida, mesmo que a única certeza do futuro seja a morte.

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Publicado em Saúde, Sexualidade

Gays maduros não revelam orientação a médicos

Acho que é cultural, mas os gays brasileiros não revelam a sua orientação sexual a ninguém e nem a médicos, apesar da maioria ter um historico de doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, é evidente a situação de não preparação para o envelhecimento, embora os gays tenham pavor da solidão.

A forma como os gays preparam o seu envelhecimento também revela algumas fragilidades. O círculo de amizades é muito reduzido e a maioria admite que não conversa com a família e os poucos diálogos ocorrem com aqueles amigos mais íntimos, que na velhice dá para contar nos dedos.

Aqueles que estão envelhecendo não observam ao seu redor que outros gays da mesma idade ainda não entendem sua orientação sexual e evitam conversas sobre amor e sexo entre os iguais – É o que eu chamo de “cada um no seu armário”.

Em contrapartida os gays mais jovens trocam informações sobre a sexualidade e procuram compartilhar informações com colegas e médicos, o que pode auxiliar na identificação de doenças e obter auxílio médico para tratamentos que no idoso geralmente ocorre tardiamente.

Eu recomendo a todo gay maduro ou idoso: Procure um médico infectologista e que ele saiba sobre a sua orientação sexual. Ter uma relação aberta com um médico é o primeiro passo para enfrentar o preconceito internalizado em todos nós.

O ponto X deste assunto é a sua saúde e não a orientação sexual.

Publicado em História, Memória, Personalidade

Personalidade: Aparício Basílio da Silva

O amor homossexual sempre rondou os bastidores da História, independentemente de classe social, raça ou religião. Um dos grandes nomes da cena paulistana dos anos 60 e por mais de três décadas foi Aparício Antônio Basílio da Silva.

Aparício veio com a família para São Paulo ainda criança, de Itajaí, Santa Catarina. Nos anos 50, estudou pintura, mas desistiu da carreira quando viu artistas como Di Cavalcanti e Aldemir Martins passando dificuldades financeiras. Mais tarde, cercou-se de obras de arte, colecionando telas de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Carlos Prado e outros. Tornou-se comerciante, industrial e, em 1981, inaugurou uma exposição de 23 esculturas e 78 múltiplos (esculturas reproduzidas mais de uma vez) numa galeria de Nova York – Aparício nasceu pobre e ficou rico.

Escultor, estilista, ex-presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo e empresário de sucesso, tendo sido responsável pela criação da linha de perfumes Rastro, a segunda perfumaria nacional, logo depois da Phebo. Frequentador assíduo da alta sociedade paulista, sua vaidade se refletia na vestimenta, possuindo mais de 200 camisas, 240 pares de meia e 60 pares de sapato. Era capaz de reunir em poucos minutos um dos grupos mais animados da cidade para uma festa e contar histórias que deixavam indiferentemente bem ou mal as mais conhecidas figuras do país.

Em 1978, ele fez uma incursão no campo teatral, tornando-se produtor da peça Chuva, de Somerset Maugham, protagonizada por Consuelo Leandro, Sergio Mambert e Raul Cortez, no Teatro Anchieta, em São Paulo. Ouviu críticas da classe teatral que o recebeu como um intruso no meio.

Sua perfumaria nasceu no fundo de um quintal de uma loja de presentes com o mesmo nome, Rastro, na Rua Augusta, em 1956, que veio a ser a primeira butique da cidade. Ali, em sociedade com uma amiga, ele começou vendendo praticamente tudo na área de roupas e adereços e acabou desenhando moda para as clientes.
Em 1960, com o irmão João Carlos, químico, começou a fazer a colônia Rastro. O sucesso foi imediato. Depois de algum tempo, a colônia, num conjunto que também compunha sabonete e desodorante, tornou-se um negócio mais importante do que a loja que lhe dera origem, colocando-se bem num mercado altamente competitivo.

Em 1978, quando vigorava o autoritarismo, uma campanha publicitária lançada para promover o perfume Rastro, aconselhava sugestivamente para todos os contatos irresistíveis de primeiro, segundo, terceiro ou qualquer grau. Emoldurando a peça, três fotografias eram apresentadas: a de um elegante casal, a de uma cena de carícia entre duas mulheres e a de um jovem e um homem de meia-idade posando juntos.

Um dos mais bem sucedidos self made man do país, Aparício comercializava também louças sob a marca Faiança, tecidos sob a marca Trama, bijuterias finas com pedras brasileiras e sachês, tudo encomendado a terceiros. Escreveu também um livro em inglês (A Romantic Is Born) e outro em francês (Moi Tout Nu ou Presque Nu). Em 1989 escreveu o livro de crônicas: Escritos Visantes.

Muito antes de as celebridades tomarem conta das badalações, das revistas especializadas e dos programas de TV, Aparício já se comportava como uma celebridade. Ia a tantos os eventos da noite paulistana que tinha até um lema. “O segredo é surgir, sorrir e sumir”. Ele reinou por mais de três décadas, do início dos anos 1960 até 1992, quando teve uma morte trágica, aos 56 anos em 26 de outubro de 1992.

Aparício foi brutalmente assassinado com 97 facadas, depois de uma noitada em uma das únicas boates gays da cidade naquela época, a Rave Dinner Club, na Rua Bela Cintra. O seu algoz tinha o biótipo clássico do garoto de programa e o principal motivo para o crime foi o dinheiro. Nesse crime outras duas pessoas estavam envolvidas, entre elas uma mulher. Um dos assassinos, Alexandre Santamaria Mendes, hoje ainda cumpre pena pela participação no crime.

Eu jamais poderia imaginar que um dia eu pudesse conhecê-lo, porque o Aparício era uma figura pública e eu tinha um tesão e atração por ele que naquela época vivia o esplendor dos seus 42 anos e eu 18 – coisas de adolescentes!

No verão de 1978 eu estava na Boate OFF na região dos jardins em São Paulo e numa das mesas lá estava ele sentado e acompanhado de dois jovens. Numa das suas saídas para o bar eu tomei coragem e puxei conversa. Ele foi muito gentil, mas disse-me que estava com os afilhados e não poderia estender a conversa – Se estivesse vivo, Aparício teria hoje 74 anos.

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Notas sobre o assassinato:

Aparício morreu com 97 perfurações, a maioria no peito, rosto e pescoço, provocadas por uma tesoura.
Os assassinos eram Arlindo Cajazeira de Carvalho, com 21 anos na época e já falecido. Alexandre Santamaria Mendes, 22 e hoje com 41 anos, e Kátia Valéria Moretto Mello, 23. Os três foram presos e condenados em 1994 a 29 e 27 anos de prisão, exceto Arlindo que já faleceu, os demais cumprem pena até 2021.
Aparício foi abordado por Arlindo na boate Rave, nos Jardins. Na região da Avenida Paulista, juntaram-se a Carvalho o casal Kátia e Alexandre.
Eles mataram o empresário e roubaram o seu carro, um Tempra. O corpo foi encontrado em uma vala à beira de uma represa.

Publicado em Consumo, Diversão, Turismo

Alice no País do Freedom on Board 2011

A terceira edição do cruzeiro Freedom on Board aconteceu neste final de semana, entre as cidades de Santos, Rio de Janeiro e Búzios.

A mídia não deu tanto destaque ao evento e algumas poucas informações foram disponibilizadas na Internet, mas ainda assim, aproximadamente 1650 turistas lotaram o navio.

O número de travestis e transexuais aumentou bastante em relação aos dois eventos anteriores, onde os jovens são maioria.
Num cenário de fazer inveja ao filme Trezento, os músculos bombados e as tatuagens expostas tomaram conta de todos os ambientes – Exibicionismo puro!

Os Ursos, ou bears também marcaram presença, inclusive com a sua festa Ursound já conhecida em São Paulo.

E os maduros e grisalhos? Bem, quanto a eles, não há muitas informações, até porque a quantidade foi tão pequena que passaram despercebidos nos eventos da programação do navio.

A Alice no país do Freedom on Board tentou encontrar o coelho branco da juventude perdida e com muita sorte achou e comeu um biscoito mágico, cuja magia durou apenas dois dias e terminou quando o navio chegou ao porto.

— Os organizadores já prometeram a quarta edição do evento para o próximo ano.

Publicado em Literatura, Sexualidade

Homossexualidade: Produção cultural, cidadania e saúde

Este post estava guardado desde o ano passado e finalmente eu consegui formata-lo para publicar aqui no blog.

Quem ainda não conhece faça uma visita  ao site da ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS

Em 2004 a ABIA lançou com o apoio da Ford Foundation, UNESCO e Ministério da Saúde o livro: Homossexualidade: Produção cultural, cidadania e saúde.

O livro é excelente e eu recomendo a todos independente do sexo e da orientação sexual.
A obra é tão abrangente que não dá para descrever. Eu particularmente, gosto dos assuntos relacionados à homossexualidades e fases da vida.

Baixe o livro em formato PDF : – Livro Homossexualidade

Finalizo este post com um pequeno poema de Ulisses Tavares:

“Nos ensinaram a carregar, a tirar da frente, a bandeira do pênis.
Nos ensinaram a carregar atrás um ânus com armadura.
Nos ensinaram assim, a carregar meia vida à frente e meia morte atrás,
Nos ensinaram tudo pela metade.”

Bom final de semana a todos e se você mora num dos 10 estados que tem horário de verão, não se esqueça de neste sábado à meia-noite, atrasar o relógio em uma hora.

Publicado em Comportamento, Qualidade de Vida, Sexualidade, Sociedade

Imagem positiva dos gays na maturidade

Nascemos gay e vamos morrer gay – essa frase eu ouvi ontem numa conversa telefônica com um amigo.
A maioria dos gays não aceita a sua homossexualidade e isso gera conflitos pessoais, emocionais e psicológicos durante a vida inteira.

O processo de aceitação da homossexualidade ocorre a partir do momento que existem condições sociais favoráveis e isso quase nunca é possível, principalmente, no Brasil.
As condições sociais estão associadas à cultura do povo e eu posso afirmar que as culturas das grandes cidades brasileiras são diferentes entre si, bem como, das culturas de cidades menores do interior do nosso país – Quanto menor a cidade, menor a possibilidade de você encontrar condições sociais favoráveis.

Assim, eu suponho que a grande maioria dos homens se aceitará como homossexual na idade adulta, apenas quando existir condições sociais favoráveis. Os jovens de hoje tem mais facilidade em assumir-se gay, portanto, não sofrerão os traumas e conflitos na maturidade.

Aos gays que já são maduros ou idosos é importante aproveitar as condições sociais atuais para criar uma imagem positiva como homossexual. É mais ou menos como “aproveitar a onda” e juntar-se ao “grupo” -Olhe ao seu redor e observe o “momento favorável” do presente.

As condições sociais favoráveis foram inseridas gradativamente nas sociedades ocidentais pelos movimentos gays organizados desde o fim dos anos 60 até as grandes manifestações das Paradas Gays da atualidade.

Não basta apenas ter as condições sociais favoráveis, também temos que fazer a nossa parte e trabalhar os bloqueios do reconhecimento de nossos próprios desejos sexuais, retomar nossas relações sexuais com parceiros, equilibrar as tensões diárias dos nossos conflitos interiores, para que sejamos conduzidos a pensar e acreditar que nossos desejos podem ser aceitáveis e “normais”.

Na maturidade é muito difícil encontrar suporte social porque nos isolamos das pessoas por diversos motivos, também, damos ênfase ao estigma sexual e a sexualidade é apenas uma das variáveis do ciclo da nossa vida.

Não podemos nos esquecer de que somos cidadãos que contribuem com a sociedade, não somos marginais, pagamos impostos como qualquer um. Fazemos parte da cadeia produtiva do nosso país, tanto na indústria, comércio e serviços, quanto nas ciências políticas, humanas e sociais.
Não adianta confidenciar todos os seus traumas, problemas e rejeições ao seu travesseiro, porque ele é apenas um objeto inanimado que não vai ajudar na hora que o isolamento social te aprisionar.

Esses sentimentos de vergonha e perturbação, por sua vez, devem ser minimizados na medida que o “mundo gay” é descoberto.
Temos que intensificar os contatos com outros que compartilham preferência sexual semelhante à nossa. Devemos, então, lutar para “assumir-se” diante da família e se não tivermos coragem pelo menos assumir para os amigos de fora da comunidade gay, buscar relações afetivas e, eventualmente, encontrar com um ou mais companheiros que se tornam “parceiros de vida”.

Nascemos gay e morreremos gay, mas com uma imagem positiva e como participantes de uma sociedade que precisa de cada um de nós – gays humildes e anônimos.

Publicado em Opinião, Sexualidade

Escolhas e sexualidade dos gays maduros

A vida dos gays na maturidade é consequência das escolhas que foram feitas ao longo da vida.
Ninguém escolhe nascer gay e muitos gostariam de mudar isso, mas não temos escolha.

A sexualidade para mim não é somente o sexo, mas um conjunto de comportamentos sociais – Uma série de acontecimentos ao longo da vida conduz nosso comportamento.

Nossas escolhas são parte importante da nossa vida e a sexualidade nos influencia na hora de fazermos nossas escolhas.

Devo assumir publicamente que sou gay? Devo me esconder do mundo? Devo sair de casa para ter uma vida mais feliz? Devo manter segredo sobre meus relacionamentos?
O verbo DEVER é muito forte e passa a ideia de obrigação ou imposição na hora de fazermos as escolhas.

Nossas escolhas influenciam o nosso presente e nosso futuro e o gay maduro vive se questionando sobre decisões que tomou na vida e se elas foram certas ou não.
Um amigo me disse: Se eu não tivesse terminado o relacionamento com o André, talvez a minha vida tivesse seguido outro rumo e hoje eu não estaria sozinho. Será? Bem, nem ele tem certeza porque disse “talvez” – Eu chamo isso de arrependimento.

Eu digo que não existem escolhas certas ou erradas, simplesmente quando você opta por algo é porque na época não poderia ter sido diferente.

Eu, por exemplo, nasci homem e ao longo da minha vida fiz escolhas que me levaram a me interessar sexualmente e afetivamente por homem. O contexto social fez parte dessas escolhas. Amigos, trabalho, religião, educação, família e vivências que construíram a minha personalidade.

Existem trabalhos acadêmicos que tratam da Teoria da Escolha. Eu já li algumas delas e me identifico muito com as escolhas sob certeza, sob incerteza e risco, escolha sob ambiguidade e escolha social.

Boa parte das minhas escolhas está relacionada com a minha sexualidade e eu não faço mais escolhas ambíguas, analiso as escolhas sob certeza e fujo das escolhas incertas e que me tragam risco.

Eu já sofri com algumas das minhas escolhas, mas quando resolvi me honrar, as escolhas passaram a não ter um peso muito grande na minha vida. Quando eu saí de casa para viver a minha vida longe da minha família, aquilo doeu muito, mas hoje sei que tomei a decisão correta e isso mudou completamente a minha vida.

Sou um gay maduro menos preocupado com minhas escolhas e com a minha sexualidade e mais consciente dos benefícios que aquela decisão de sair de casa me proporcionou. O que serve para mim, pode não servir para você, mas há muitas coisas em comum.

Um último exemplo:
Eu escolhi ter relacionamentos estáveis com afetividade e sexo, mas com liberdade de viver a minha vida social sem prejuízo do relacionamento, mas se o meu companheiro escolheu não viver o relacionamento com liberdade eu não vou mudar a minha escolha e nesse caso o relacionamento estará condenado.
Observe que as nossas escolhas conflitam com as escolhas de outras pessoas, portanto, há uma grande chance do resultado da sua escolha ser negativa para ambos os lados.

Mas vamos pensar positivo e acreditar que as nossas escolhas mudarão o nosso presente e o nosso futuro, para melhor.
Este assunto é muito complexo, principalmente, quando falo de escolhas e sexualidade, portanto, vou reservar espaço para retornar este assunto num futuro próximo.

Tenha em mente o seguinte:  o arrependimento é muito mais cruel que a escolha feita.