O Positivismo para os gays maduros

Você já parou para pensar na sua idade atual e como as limitações físicas criam empecilhos nas relações com parceiros?
Nós nos recusamos em aceitar as limitações físicas, mas sem perceber também nos acomodamos e preferimos ficar em casa a se aventurar sair à caça ou à procura por parceiros.

A insegurança é um inimigo invisível e junto com ela tem outros fantasmas da vulnerabilidade emocional. Todos dizem que ficamos mais seletivos, será? ou será que nos tornamos medrosos e negativos?
Isso significa que você já não acredita em carinho, paixão, amor e relação estável. Essas coisas você buscou a vida inteira e até viveu algumas relações, mas com a idade e a experiência de vida chega a ser utópico falar nisso, mesmo para os gays maduros ou idosos que tem parceiros.

O Positivismo de Augusto Comte é um conceito que possui distintos significados e aqui se encaixa apenas o espírito positivo.
Na obra “Discurso sobre o espírito positivo” (1848), Comte explicitou que o espírito positivo é maior e mais importante que a mera cientificidade, na medida em que esta abrange apenas questões intelectuais e aquele compreende, além da inteligência, também os sentimentos e as ações práticas.

Eu acredito ser possível colocar sentimentos nas relações e ainda assim conseguir relações verdadeiras, mesmo que essas durem apenas alguns meses.
Não podemos perder de vista que a vida é uma só e não teremos a chance de vive-la uma segunda vez.

Uma vez gay sempre gay. Renunciamos à nossa sexualidade em prol do que?
Renunciamos a busca por parceiros porque? Renunciamos acreditar ser possível viver boas relações porque? Renunciamos, renunciamos e renunciamos – isso não é ser positivo.

Nós sabemos que sempre existem possibilidades de relações sexuais e daí relações de amizade, companheirismo e afeto, mas na velhice já não somos atirados como antigamente e na tentativa de encontrar parceiros ficamos expostos e vulneráveis, porque quer queira ou não colocamos os sentimentos acima da razão e ai é que acontecem frustrações e a baixa auto-estima se instala.

O Positivismo não é filosofia de vida para a maioria das pessoas, principalmente para os gays, mas o positivismo pode ser incorporado à nossa vida se usarmos uma das variáveis dessa filosofia, a inteligência.
Ser inteligente é ser capaz de perceber todas as nuances da maturidade e velhice gay, filtrar as experiências vividas e se permitir viver relações com parceiros e vivendo relações nos tornamos POSITIVOS com ações práticas.

Escrevi este post porque existe uma corrente de pessoas e formadores de opinião nas comunidades gays que defendem o individualismo, as relações sexuais eventuais, a conquista de bens materiais e a estabilidade financeira como essenciais na vida dos gays, mas eles se esquecem que envelhecemos e nos tornamos invisíveis na sociedade, inclusive, no meio gay. Somos chamados de “tias velhas”, os “cacuras” e os promíscuos das saunas gays que pagam michê para os garotos em troca de favores sexuais.

Eu até concordo que a estabilidade financeira é importante, mas de que adianta ter estabilidade se na falta de um companheiro eu me torne um consumidor voraz para suprir carências emocionais? Daí para o analista e a dependência de remédios é um pulo, sem contar a possibilidade de terminar a vida sozinho e abandonado num asilo.
Na verdade todos os gays querem companheiro e fazem de conta que não se importam ou que isso não é importante – É sim e fim de papo – Seja POSITIVO!

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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 16/11/2010, em Comportamento, Opinião, Relacionamento e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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