O sonho do Celta

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de literatura em 2010, lançará no próximo dia 03 de novembro, em Madri, o livro O Sonho do Celta. O livro trata do diplomata britânico gay Roger Casement (1864-1916).

Roger Casement denunciou vários abusos contra os direitos humanos cometidos no Congo de colonização da Bélgica.
Além disso, viajou para a Amazônia peruana para denunciar a exploração dos seringueiros com a extração da borracha. Foi cônsul também no Rio de Janeiro, Santos (SP) e no Pará. Pelo seu trabalho, recebeu o título de Sir.

Em 1916, Roger Casement foi acusado de traidor da Irlanda, onde nasceu, pois havia viajado para a Alemanha durante a I Guerra Mundial. Ele acreditava que aquele país poderia ser um aliado. Além de ser acusado de traidor, disseram ter encontrado em seu diário diversos casos de sexo com outros homens.

Roger Casement é um personagem que sempre incomodou muito aos próprios irlandeses, porque existe uma lenda controversa sobre alegadas práticas sexuais homossexuais atribuídas a ele. No entanto, não é a suposta homossexualidade de Casement que levou Mario Vargas Lhosa a escrever a biografia do diplomata britânico.

Não há previsão do lançamento desse livro no Brasil – mas é esperar para conferir.

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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 13/10/2010, em Literatura, Personalidade e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Artur, obrigado pelo comentário.
    Sobre a questão da homossexualidade de Casement há duas variantes. Primeira, ele era homossexual portanto, justifico a afirmativa sobre o o “britanico gay”. A segunda, sobre a “suposta homossexualidade” é devido às especulações no Reino Unido que nunca se confirmou, portanto, “suposta”.
    É óbvio que Casement foi um denunciador de primeira grandeza e não é a sua sexualidade que diminui o seu grande valor – Estou ansioso para ler o livro de Mario Vargas.
    Abraços

  2. Artur Guerra

    Que notícia tão tendenciosa!… Primeiro afirma que Casement era um diplomata gay, mas no final da notícia diz “suposta homossexualidade”, ora se é “suposta” não se devia afirmar antes que ele era um “diplomata britânico gay”… E mesmo que fosse! Isso não tira nada do valor de R. Casement como denunciador dos horrores praticados pelos exploradores da borracha quer no Congo, quer no Putumayo.

  1. Pingback: Ah! A literatura gay! « Grisalhos

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