Gays maduros e os limites do fetichismo

A psicologia define fetichismo como um desvio do interesse sexual para algumas partes do corpo do parceiro, para alguma função fisiológica ou para peças de vestuário e adornos.

Eu gosto de explorar este tema porque tem a ver com os nossos desejos mais íntimos, nossas fantasias, o irracional que alimenta o nosso cotidiano.

Claro que viver somente de fantasias não está com nada, mas pense bem: durante boa parte da vida idealizamos o parceiro ideal e quanto encontramos um companheiro passamos a fazer cobranças, enxergar defeitos e aí mudamos o foco e voltamos a idealizar outro parceiro que não tenha os defeitos do parceiro atual.

Difícil entender? Eu penso que para tudo existem limites na vida e os limites do fetiche terminam quando a realidade é satisfatória.

>>> Cada um tem que descobrir quais são os seus limites <<<

Fetiches vão desde simples peças do vestuário como uma cueca, sadomasoquismo, sadismo,até a conquista daquele homão lindo e gostosão que todos os seus amigos morreriam de inveja.

Todos os seres humanos tem fantasias, os gays também tem os seus fetiches, já os gays maduros preferem os fetiches mais palpáveis, ou quem sabe nem seria mais um fetiche e sim uma escolha. Os gays maduros querem encontrar um parceiro que seja bom, educado e amoroso, porque nesse caso não há interesse por partes do corpo e o sexo é conseqüência da relação. No fetiche, qualidade não é um adjetivo obrigatório.

Sabe aquele ditado que diz: a minha liberdade termina onde começa a sua? Pois é, os meus fetiches terminam onde começam os seus. Não dá para competir.

O fetiche é individual, pessoal e intransferível, mesmo que o seu fetiche seja transar em público ou em grupo, ainda assim a fantasia é pessoal

Um fetiche muito comum no meio gay é ver um homem vestido e imaginá-lo sem roupa, assim como a imagem que ilustra este post. Ficou frustrado? queria ver o tamanho do pênis? Assim é o fetiche!

Tem gays que vão à praia porque lá podem ver os corpos dos homens semi-nus circulando no calçadão, além do voyeurismo tem também o fetiche.

Fetiche vem do francês “Fétiche”, no português “feitiço” e no latim “facticius”.

Na minha opinião sentir as sensações mais íntimas numa relação a dois, em que o sexo e o prazer falam entre si, estão muito perto de termos uma relação “mágica”, em que a fantasia, o feitiço e o nosso imaginário mais primitivo nos levam quase sempre ao mundo simbólico do fetiche.

Somos todos vulneráveis aos pecados da nossa imaginação. As fantasias que criamos no nosso íntimo tem a característica de uma dura eternidade. Vai viver escondida e reclusa perante os outros. Nesse caso devemos nos libertar e tentar ser feliz.
Fetiches ? sim, quem não tem? Realizá-los nos tornaria mais saudáveis.

>> Outro post sobre fetiche

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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 18/06/2010, em Relacionamento, Sexo, Sexualidade e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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