Vidas alternativas dos gays maduros

Li um artigo na Revista Superinteressante sobre porque os gays são gays. O texto é embasado em conceitos científicos e mesmo depois de quatro anos desde a publicação da matéria, ainda não me convenci de todas as explicações.

Eu acredito que o gay é gay é pronto! As variáveis do comportamento não mudam muita coisa quando falamos de vida a longo prazo.
Obviamente, há que se considerar o comportamento do gay, principalmente, na maturidade, os seus caminhos e suas escolhas.

Cada qual escolhe o seu caminho de acordo com a sua realidade. Falar em vidas alternativas dá uma impressão de vidas fora do padrão normal e é isso mesmo, porque observe à sua volta e você perceberá que todos os dias vivemos vidas alternativas.

Desde uma simples fuga da família e dos amigos, para não ter que enfrentar a verdade da nossa sexualidade, até fugas complexas que mexem completamente com a nossa cabeça e nos transformam em personagens de histórias incríveis e mirabolantes.

Na maturidade nós já enfrentamos todos os desafios da sociedade e criamos algumas vidas alternativas que nos possibilitaram viver de acordo com o nosso “Way of life”.

Alguns preferem viver em comunidades gays, com amigos e colegas, outros preferem viver uma vida de promiscuidade em sessões semanais de sexo nas saunas e bares, com troca constante de parceiro. Não tenho nada contra o sexo casual, hein!!

Nosso cotidiano é composto de coisas que todos os seres humanos buscam, como educação, saúde, ascensão social, profissional e se possível com um companheiro que nos dê carinho, atenção e sexo, mas a maioria prefere viver uma vida tida como “normal” mesmo que sozinho.

Uma vida alternativa muito comum na maturidade é o isolamento social do mundo gay.

A solidão é uma condição que não escolhemos, porque todos querem companhia, mas devido às muitas vidas alternativas que vivemos ela se instala e quando percebemos já estamos inseridos nessa vida alternativa e fica muito difícil encontrar a saída.

Aí surgem muitas frustrações e conformismos por acreditar que a vida é isso mesmo, mas há que se destacar a importância da auto-estima e do amor próprio. Cada qual tem que encontrar nos seus valores as armas para combater essa situação, caso contrário o tempo passará muito rápido e aí não tem mais volta.

Ninguém quer terminar a vida numa casa para idosos ou num asilo (outra forma de vida alternativa) quanto mais ser dependente de parentes que te discriminaram a vida toda e muito menos viver de favores de estranhos.

Nada é mais importante na vida do que a própria VIDA e de preferência com um companheiro ou amigos que nos dê muito calor humano, afagos de carinho e amor, porque nesse momento da nossa existência o sexo pode ser apenas uma miragem dos inesquecíveis tempos da juventude.

Os gays não podem viver de migalhas, temos plenos direitos ao respeito, à saúde, à inclusão social e todos os benefícios de qualquer ser humano, também à FELICIDADE, mesmo no fim da vida e mesmo que essa seja efêmera!

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 14/06/2010, em Comportamento, Opinião, Relacionamento, Sociedade e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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