Neurociência para os gays

A neurociência é um conjunto de disciplinas biológicas que estudam o sistema nervoso, normal e patológico, a anatomia e a fisiologia do cérebro humano relacionando-as com a teoria da informação, semiótica e lingüística, e demais disciplinas que explicam o comportamento, o processo de aprendizagem e cognição humana, bem como os mecanismos de regulação orgânica.

Quando falamos de depressão estamos falando de neurociência. A depressão representa uma das maiores epidemias em saúde pública da atualidade no mundo.

Uma situação muito comum entre os gays é a não aceitação da sua sexualidade. Isso pode parecer comum mas não é porque a neurociência explica todas as variáveis do sistema nervoso central e as suas patologias. Os psicologos e especialistas em neurofeedback sabem que todos os sensores cerebrais coordenam as informações que são enviadas às demais áreas do cérebro e a partir dessas informações podemos ter facilidade ou dificuldade no entendimento de situações tidas como “normais”.

Muitos gays transam com outros homens, mas o seu cérebro não aceita essa informação e ele passa a desenvolver papeis masculinos. Prefere ser tratado como bissexual do que homossexual. Se você insistir em dizer que “fulano é gay” você corre riscos de agressão física e moral, mesmo que o fulano seja gay.

O gay pode ser passivo na relação sexual, mas o seu cérebro não aceita isso como sendo normal, porque ele sabe que tem pênis e se sente como um macho – trata-se da não aceitação do “ser gay” e ser gay vai muito além dos papéis de ativo e passivo – tem a ver com afetividade, carências, atração e desejo e isso o seu cérebro não consegue assimiliar facilmente.

Outros sintomas e disturbios tratados na neurociência é o fato do gay, principalmente, na fase adulta, lutar para afirmar-se como homem, como se isso fosse essencial à sua sobrevivência. Obviamente, ninguém gosta de ser chamado de mulherzinha ou viadinho, pois o caráter humano vale mais do que rótulos depreciativos e homofóbicos.

Tem outros gays que são curiosos quanto ao comportamento e vida dos gays, mas são meros espectadores e não se incluem nas estatísticas gays e não aceitam ter comportamentos semelhantes.

Mais difícil do que aceitar-se como gay é procurar entender os motivos pelos quais o seu cérebro não aceita essa condição e envia mensagens cerebrais contínuas e contrárias à sua real condição de gay.

No século XXI as ciências humanas estão aí para auxiliar não apenas os gays, mas todos os seres humanos. Dizemos que a evolução da ciência dá ao homem condições de viver mais, com mais saúde e mais qualidade de vida – nisso inclui-se também a sexualidade.

Nós merecemos esses benefícios da ciência. Portanto, se você tem problemas de não aceitação, procure um especialista. Eu sempre digo: Você não precisa dizer ao mundo que é gay, mas a aceitação começa no seu cérebro e isso a neurociência explica e pode te ajudar muito para ter uma vida melhor e menos traumática.

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 07/06/2010, em Saúde, Sexualidade e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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