Padres, poder e homossexualismo

Uma vez eu li num livro que a perturbação dos padres, pelo fato de conviverem o tempo todo com a sensualidade de suas ovelhas e não poderem tocá-las, nem ao menos olhá-las os leva para o caminho invariável do homossexualismo como válvula de escape para suas emoções sexuais reprimidas.

Eu não concordo com esta afirmação, mas sabemos que o meio não transforma a sexualidade de ninguém, pois já nascemos gay.

Imagino que ocorre sexo na igreja, na sacristia, no altar, nos bancos da igreja, com meninos católicos e inocentes, masturbação no confessionário, além dos atos sexuais que ocorrem fora do ambiente paroquial.

Todas essas práticas sempre existiram, os padres usam sua superioridade no âmbito sacerdotal para seduzir os seus parceiros, religiosos ou não e deixar aflorar a sua sexualidade.
Existem casos de padres que ficam com seus membros eretos, muitos até se masturbam durante o ato sagrado da confissão de seus fiéis e atingem seu clímax enquanto os jovens se derramam em confissões e sentimentos de culpa quando narram as suas aventuras com outros homens.

Não é regra, mas os padres mais jovens tendem a gostar de homens mais velhos e os mais velhos gostam de mais novos e em casos extremos de crianças – pedofilia, hierarquia e paternidade num turbilhão de desejos proibidos.

Muitos padres são iniciados sexualmente nos seminários e mosteiros por seus superiores e apenas os homossexuais se permitem à iniciação. Os heterossexuais não aceitam nenhuma relação sexual, mesmo sendo de um nível hierárquico inferior – exceção aos casos de estupro com o uso da força e violência e nessas situações muitos seminaristas abandonam o seminário.

Há casos de relacionamentos sexuais entre padres que duram muitos anos e sempre há favorecimentos pessoais e compensações com cargos hierárquicos, cargos de confiança, carros, viagens a Roma, ao Vaticano e outros países, festas particulares, etc.

O processo de conversão dos padres à vida não celibatária é curiosamente parecido em quase todos os casos, tanto homossexual como heterossexual. Depois de experimentar uma relação sexual, num primeiro momento chegam a pensar que podem ter pecado, porém logo são tomados por aquilo que descrevem como uma sensação agradável de felicidade. Além de Deus, no céu, acharam alguém para preencher o coração aqui na Terra.

Então surge uma fase de conflito em que o padre sabe que sua vida não será mais a mesma de antes, no entanto continua rezando missa, celebrando casamentos e batizados. Não é uma situação fácil para eles. Ao mesmo tempo em que se sentem satisfeitos por ter descoberto e experimentado a sua sexualidade constatam que estão desrespeitando regras que os acompanham há dez, vinte, ou trinta anos. A fase final, quando então se tornam pessoas mais felizes, é a do convencimento. Concluem que a Igreja está errada, não eles. Um traço marcante de personalidade é que continuam mantendo a fé religiosa dos tempos de seminário. Outro traço que os caracteriza é que nenhum padre demonstra arrependimento por ter vivido a paixão proibida. Mas todos, sem exceção, temem ser descobertos.

Diferentemente dos padres heterossexuais que abandonam a batina quando se apaixonam por uma mulher, o padre homossexual permanece na igreja porque não constitui família e também é uma forma de ocultar a sua sexualidade. A igreja católica é a única no mundo que pede a castidade e o celibato é um juramento que “pede” para ser quebrado, porque os padres entram no seminário com 13 ou 14 anos e dificilmente tiveram alguma experiência sexual e não têm noção do que é jurar castidade para a vida inteira.

A igreja, os padres, o poder e o homossexualismo sempre existiram, o que muda é a forma como essa relação se consolida ao longo dos tempos. Já estamos na segunda década do século XXI e parece que ainda vivemos na época medieval.

A inspiração para este artigo surgiu após assistir ao programa Conexão Repórter do SBT que mostrou o caso de um Monsenhor de Arapiraca/AL, envolvido em casos de pedofilia e homossexualismo – leia matéria

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Sobre Regis

57 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 18/03/2010, em Opinião, Religião, Sexo e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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