Gays maduros e os garotos de programa

Há alguns anos eu estava numa festa no apartamento de um amigo e lá pelas tantas rolou um papo sobre a contratação de garotos de programa por gays maduros e idosos.
Na época um dos convidados disse que sempre gostou de pagar o michê do garoto porque não havia o envolvimento emocional e que ele podia fazer o que bem entendesse porque estava pagando.

Os garotos de programa:
Vasculhe a Internet e você encontrará milhões de anúncios classificados em sites e blogs de relacionamento, além de sites especializados nesse serviço. Com o advento da Internet praticamente desapareceram os anúncios das revistas masculinas.

Existem falsos anúncios na Internet onde os garotos vasculham salas de bate papo para encontrar suas vitimas e após o encontro cobram pelo serviço.
Os mais inteligentes se oferecem como acompanhantes para executivos – são estudantes universitários e muitos têm emprego fixo.
Mas a maioria ainda está nas ruas e esquinas das grandes cidades à espera dos clientes que possuem carro e grana para o programa.
A minoria tem clientela fixa, por outro lado, a maioria dos garotos de programa é pobre, se envolvem com bebidas e drogas e raríssimos fazem testes regulares de HIV.
O principal objetivo dos garotos é o aluguel do sexo pela grana e o sonho da ascensão social pelo dinheiro. Tanto faz se o programa é com homem ou mulher.
O que leva um gay maduro a pagar o michê?
Alguns psicólogos indicam a idade e a solidão como os principais motivos.
Tem aqueles que pagam para fazer o sexo que gostam e sem reclamações; outros pagam o garoto para realizar suas fantasias sexuais, principalmente os bissexuais.
A decadência física fecha portas para as paqueras, bem como, a falta de locais de convivência gay para maduros e idosos.
Os gays maduros e idosos se relacionam com os mais jovens porque é o espelho da juventude perdida, do corpo perfeito e da beleza física.
As frustrações pessoais também são motivos para a contratação dos garotos, além de problemas psicológicos e a baixa auto estima que é mascarada com a possibilidade de sentir-se superior na relação sexual por ser o cliente.
A prostituição masculina existe desde a Grécia antiga, é alimentada por todas as camadas sociais e por incrível que pareça é ignorada e colocada à margem da sociedade.
Se você não assistiu eu indico o filme: Garotos de Programa do diretor Mike Waters com River Phoenix e Keanu Reeves.
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Sobre Regis

58 anos de idade, residente na cidade de São Paulo

Publicado em 01/02/2010, em Consumo, Internet, Sexo, Sociedade e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Quem na vida não teve aqueles 5 minutos de bobeira:
    motivos:
    – ir pelo mais fácil – ao alcançe

    – desepero de causa- “Eu preciso de um companheiro….” pãnico na tv- paulinho rola

  2. Alex, concordo com seus comentários, alías não são apenas os idosos que pagam michê, diariamente e sempre à noite vejo da janela do meu apartamento jovens em seus carros novos circulando no quarteirão em busca dos garotos.
    Isso pra mim já faz parte da paisagem

    Abraços

  3. O filme é excelente. Boa dica pra galera mais nova!

    Quanto a sexo pago, jà fui contra. Nunca fiquei, e espero não recorrer por necessidade e falta de alternativa, embora isso seja uma possibilidade no futuro, tenho que reconhecer. Espero que minha libido diminua paulatinamente com a idade e isso não seja imperioso fazer.

    Mas se for, que mal há? Não digo que seja uma coisa saudável, perfeita. Não, isso não é. Agora, é melhor do que ficar abusando, subjugando e extorquindo carícias de quem não pode dar. Como vejo tantos velhos fazendo por aí com garotos (e garotas, mulheres) mais jovens, numa forma disfarçada de prostituição.

    Se contribuir para uma vida mais equilibrada, menos tumultuada em outras áreas, é um mal menor. Penso. Devemos, antes de mais nada, respeitar as necessidades, carências e, se preferir esse termo, loucuras alheias.

    E, cá entre nós. Se não houvesse prostitutos, não haveria vovôs pagando…

  1. Pingback: As homossexualidades populares « Grisalhos

  2. Pingback: As dificuldades de se relacionar com gays mais velhos | Grisalhos

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