Arquivos do Blog

A Promiscuidade anárquica e libertária dos gays

Basement_saunaAmanhã é o dia Mundial de Combate a AIDS. Estima-se  aproximadamente 600 mil pessoas infectadas no Brasil e desse número mais de 66% é de homens e entre eles mais de 40%, é de homossexuais.  As maiores taxas de incidência estão na faixa etária de 30 a 49 anos. Nos últimos dois anos houve aumento nas faixas etárias entre 20 e 30 e acima de 65 anos.

Na semana passada eu fiquei indignado ao ouvir um infectologista dizer numa palestra que vários representantes dos direitos dos homossexuais defendem a promiscuidade como “marca registrada”, para a orientação homossexual pois ela faz parte do cotidiano dos gays e isso não mudará o cenário atual da AIDS em relação aos gays como grupo de risco.

Em 2010, eu escrevi sobre a promiscuidade sexual dos gays maduros e idosos, mas é sempre bom informar com mais detalhes sobre o sexo casual, as vantagens e os riscos –  Sexo, prazer, AIDS, Sífilis, Toxoplasmose, Hepatite, HPV e tantas outras doenças sexualmente transmissíveis!

Duas perguntas merecem os meus comentários, porque durante este ano recebi muitas mensagens sobre o tema: Promiscuidade e AIDS.

  1. Os gays são tão promíscuos mesmo? Eu acredito que não, a sociedade generaliza tudo “de ruim” relacionado aos gays – Quem já fez ou faz pegação sabe que os locais não são adequados, são impróprios, insalubres e imundos, mas fazer o que? Um puteiro não é diferente de nenhum gueto gay, aliás, puteiro também é gueto.
  2. Os gays soropositivos são frequentadores de locais de pegação? Eu também acredito que não, mas tem uma corrente defendendo essa afirmação. Os frequentadores habituais desses locais, talvez nem saibam que estão contaminados – Ao identificar ser portador do HIV, o gay fica traumatizado, se afasta do mundo gay e leva muito tempo para se adaptar à nova vida. AIDS matava nas décadas de 1980/1990, hoje tem tratamento e há  expectativa de vida de muitos anos.

A promiscuidade

  • Está vinculada ao individuo promiscuo, ou seja, aquele que vive perigosamente. Os gays de condições sociais diversas buscam o sexo por prazer em ambientes propícios ao sexo casual.
  • É definida como parte do comportamento sexual humano, portanto gays e heterossexuais estão no mesmo balaio.
  • Ela é anárquica e  libertária – por experiência própria.

No primeiro semestre deste ano, eu conversei com o meu infectologista e ele me pediu para escrever o que eu entendia ser um gay promiscuo e como são os locais de sexo casual e como o ambiente influencia a promiscuidade. A primeira coisa que eu falei na conversa foi: O ambiente não influencia a promiscuidade, o ambiente é consequência dela.

A seguir o meu relato encaminhado ao médico via e-mail:

Dr. Carlos, o gay promíscuo é aquele que não está nem ai para as consequências dos seus atos sexuais e busca o sexo regularmente por longos períodos em locais de pegação, ou seja, nos guetos. A promiscuidade iguala todos os seres humanos, pulverizando as classes sociais e não importando se o sujeito é analfabeto ou culto, pobre ou endinheirado. Os protagonistas do cenário promiscuo sabem dos riscos, mas parece que existe um chave “liga-desliga”, porque os riscos inibem o prazer sexual dos gays.  Nos anos 1980, vários amigos meus morreram em decorrência da AIDS e quase a totalidade se contaminou nos guetos.

Eu fiz pegação por mais de uma década. Era uma sensação louca e delirante – o coração pulsava, a saliva secava, a mente antecipava os acontecimentos junto a outro corpo nu, um cacete ardente, as mãos suadas, as pernas trêmulas – A promiscuidade foi libertária num período anárquico da minha vida. Eu sai de casa e segui meus rumos, sem traumas e com a certeza de que eu estava livre. Hoje vivo muito bem e sem arrependimentos, vivo feliz e sem remorsos. Tudo o que fiz nos guetos com dezenas, talvez uma centena de homossexuais, valeu a pena!

A seguir os principais locais de pegação e o que se faz nesses ambientes:

  1. Cinema de pegação – Cinemas nos centros antigos das cidades que passam filmes pornográficos e com 100% de frequência masculina. Gays e Bissexuais são os protagonistas. Lá a ordem é chupar pau, gozar na boca, esporrar na cara, lamber saco e cu sujo e tudo isso com diversos parceiros; Tem aqueles que vão apenas para olhar, mas a maioria quer mesmo é “fuder”.
  2. Banheiros públicos – pegar no pau de um estranho e sem nenhuma higiene, chupar pau com urina, dar o rabo sem preservativo, bater punheta dentro da cabine com cheiro de merda, sentar no vaso sanitário sujo para fazer um boquete. É sexo selvagem!
  3. Saunas – Apesar de passar a ideia de higiene e limpeza nas saunas tem o darkroom que é o nome dado ao quarto escuro onde não se vê o rosto de ninguém e todos estão lá com a única finalidade de meter, chupar ou dar o rabo. O sexo grupal ocorre de todas as formas imagináveis. Ali ninguém está nem ai para os riscos de contaminação e nem dá para saber se existe exposição ao sangue das pessoas, além de um cheiro horrível de porra no ar – Nas saunas ocorreram o maior número de contaminação dos gays entre 1980 e 2000.
  4. Boates – Um local de diversão e socialização – Muita bebida, drogas e sexo fácil. A fila do banheiro dura a noite inteira pois a maioria fica esperando a oportunidade para olhar um cacete duro. Às vezes dentro do banheiro até rola sexo oral. Os corredores escuros também estão repletos de gays beijando, lambendo, mordendo e apalpando o cacete do parceiro. Não dá pra fazer sexo anal dentro da boate, mas dali para um hotel de viração é um pulo – Tenho notícias de vários gays infectados que frequentam boates regularmente.
  5. Bares – Um local de socialização e aprendizado para os gays mais jovens, mas a frequência de maduros e idosos também é constante. No início da noite todos estão tímidos, mas com o passar do tempo os caras ficam embriagados e ai a fila do banheiro não tem fim. No mictório os paus urinam pouco e gozam muito e fica sempre no ambiente o cheiro forte e ácido de urina misturado com porra.

Nos locais de pegação tem a máxima do “fim de noite” ou “fim de feira”. – É quando não há mais a possibilidade de escolher o parceiro de acordo com suas preferências, então pega-se qualquer um e leva-se para casa ou para o hotel ou motel. Imagine um açougue: Você entra escolhe a carne que está exposta, o açougueiro prepara, embala, você paga e vai embora. Se você demorar muito para escolher as melhores carnes acabam e você vai ficar com a carne de segunda, com sebo, gordura.etc.

Outro fator interessante sobre os locais é que parece coisa do “subconsciente coletivo”, porque em todos esses locais os banheiros são os ambientes preferidos dos gays, exceto na sauna que tem ambientes melhores e o preferido é o Darkroom. Também, não pense que a higiene é das melhores, pois as aparências enganam.

Outros locais de pegação são os muros em avenidas e ruas de grande movimentação noturna das cidades e nos cais de portos do Brasil, onde travestis e garotos de programa não fazem nada diferente das prostitutas.

A promiscuidade faz parte da natureza humana e os gays não mudarão os seus hábitos. O gueto esta institucionalizado e vai levar muito tempo para  alguma mudança. Então aos gays promíscuos de plantão: USEM PRESERVATIVO.

Em suma, não há dúvida de que esses cenários abriram as portas, para um repensar das práticas sexuais e das concepções da sexualidade homossexual. O amor livre dá direito ao desejo e prazer sem repressão e ao alcance de qualquer individuo gay. As consequências correm por conta e risco dos seus protagonistas.

Curiosidade: 

O filme documentário chamado Tearoom feito em 2000 por Willian E. Jones, falecido em 2007 é polêmico. O filme surgiu a partir de imagens de arquivo de uma câmera de vigilância instalada pela polícia de Ohio nos Estados Unidos, num banheiro público masculino no ano de 1962 e que gerou polemica e indignação entre a comunidade gay americana. Durante três semanas, policiais escondidos numa cabine testemunharam o sexo clandestino de inúmeros homens, produzindo provas que os condenaram à prisão. Alguns desses homens teriam se suicidado após a condenação.

O vídeo a seguir tem 9 minutos e faz parte do documentário. As cenas de sexo são reais e filmadas em 1962, portanto há mais de 50 anos

Leia também:

  1. Gays maduros e os banheiros públicos
  2. Gays maduros e a pegação em cinemas
  3. Gays maduros e a pegação em parques
  4. As saunas gays
  5. Bares gays
  6. Bares e boates gays

Universo gay: pênis e mitos

A maioria dos mitos sobre o pênis tem a ver com o comprimento. Não existe um tamanho padrão e ideal e, muito menos, se atribui grau de masculinidade pela extensão do órgão sexual. A tão comentada virilidade está relacionada aos hormônios e o comprimento do pênis nada tem a ver com raça, cor ou idade.

As dimensões penianas se desenvolvem até os 18 anos e, já foi comprovado, que pênis a partir dos 8 centímetros, em ereção, são capazes de provocar prazeres sexuais.

Eu conheço um gay paulistano que é louco por pênis grande, preferencialmente, de homens com mais de 60 anos.

O interessante nesse fetiche é que ele nunca encontrou um gay idoso com o cacete acima da média e o pior, ereto!

Outro mito relaciona o gay passivo às preferências por pênis grande, comprido ou grosso. Isso é folclore, porque a passividade não tem nenhuma relação com o tamanho.

Nas saunas os garotões exibem o pênis duro para arregimentar clientes e a maioria não é tão ativo quanto se pensa e na hora do sexo não importa ao garoto o uso ou não do pênis, a única coisa que é importante é o tamanho da conta bancária do cliente.

No filme Boogie Nights, Eddie Adams, um lavador de pratos, transforma-se em Dirk Diggler, a estrela mais famosa do mundo pornô do final dos anos 70. O cacete prá lá de anormal lhe rende fama e dinheiro, mas também, problemas com drogas e o envolvimento sexual com homens.

Com toda a pressão social do mundo hetero e gay, surgiram novas patologias relacionadas ao pênis. Assim, descobriu a existência de homens com síndrome do pênis pequeno (SPP), também conhecida como “a síndrome do vestiário”.

O problema foi definido como doença a partir do momento em que apenas 0,6% dos homens possuem chamado micro pênis – comprimentos menores do que 6,85 cm.

Sempre ouço no meio gay: quem tem pênis pequeno é passivo. Isso é outro mito.

De uma forma geral, é verdadeiro afirmar que o cacete ereto excita os gays e a ereção está relacionada com o tamanho e o volume.É obvio que a maioria dos gays, principalmente os mais velhos não dão tanta importância ao tamanho, mas o mito sempre existiu.

O Pênis é um personagem clássico, já foi descrito em livros e virou estrela de cinema. Ele está à mostra nas saunas, nos banheiros públicos, no escurinho do cinema, em salas privadas de bate papo ou nas webcam.

Os gays adoram ver um cacete, porque isso é o que excita. Quem se excita olhando uma bunda ou um par de coxas?

Mesmo os gays ativos tem predileção por cacetes, a começar pelo próprio pênis que é diariamente acariciado e manipulado. A ele é dado todo um tratamento especial.

Tem homem casado que sai com travestis e gosta de ser penetrado, preferencialmente, por pênis avantajado. Os bissexuais em sua maioria se relacionam com homens por causa do pênis.

Outro dia eu ouvi um gay dizer que tem loucura de penetrar outro homem de “frango assado”, porque ele adora ver o cacete duro do parceiro. Vai entender.

Outra coisa interessante no universo gay: todos adoram um pênis; seja para olhar, tocar, acariciar, lamber, chupar ou literalmente, engolir, mas poucos dão o braço a torcer e admitem reverenciá-lo.

O mundo gay valoriza o corpo, a juventude, a beleza, o dinheiro e o PENIS.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 259 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: