O fetiche dos gays por uniformes
Dentro de uma categoria que pode ser chamada de “fetichista”, os uniformes de militares se tornam inspiração e se transformam em estrelas de primeira grandeza no universo gay.
O fetiche por homens de uniforme está condicionado ao masculino, ao viril. Um colega me disse que adora transar com militares de qualquer força armada e se não encontrar nenhum deles pelo caminho arrisca uma transa com guardas municipais, bombeiros, funcionários do Metrô, porteiros de prédios comerciais ou residenciais.
Ele me contou que uma vez estava num cinema e ficou de paquera num sargento do exército fardado. Trocaram olhares e conversas e após um breve encontro saíram para um hotel. Qual não foi a sua surpresa quando o sargento, que aparentava uns cinquenta anos lhe pediu para que ele o amarrasse na cama e lhe batesse com um cinto de couro. Até ai tudo bem. Um simples fetiche de masoquista, mas o melhor, ou seja, o pior ainda estava por vir.
Após ser espancado o sargento abriu uma pasta de couro e retirou duas peças intimas feminina – Uma calcinha e sutiã. Delicadamente vestiu as peças e começou a rebolar na frente do meu amigo. Moral da história: Brochou na hora.
É cômico, mas ao mesmo tempo frustrante, pois quem procura homens de uniforme não espera vivenciar situações desse tipo. A virilidade está condicionada ao uniforme.
Muitos gays tem fascinação por uniformes de militares e eu penso que isso é uma das variantes do estilo de vida gay. Esses gays só se realizam, em termos de sexualidade quando estão na companhia de outro gay fardado. É um desejo de ser dominado e possuído por um homem másculo, situação muito semelhante à preferência de gays por homens casados. Isso não é uma verdade absoluta, mas predomina entre a maioria desse grupo específico.
Outro fator interessante é que isso até parece uma heterossexualização dos gays. Uma volta ao gênero predominante e esses gays adotam padrões de comportamento heterossexual.
Eu já escrevi aqui no blog sobre fetiches por padres, caminhoneiros e outros profissionais, mas o fetiche por militares fardados é diferente de todos os outros porque está condicionado à vestimenta. As roupas dos militares trazem a uma ideia nem tanto por questão de beleza, mas de submissão hierárquica, de obediência, de ordem e rigor – Tipo, coisa de macho.
É bom lembrar que até as mulheres tem esse fetiche. Enfim, cada qual com as suas fantasias, porque o importante é vivenciar a sexualidade independente de uniformes.
Para finalizar é bom lembrar: sob as fardas e uniformes os gays são minoria e predomina os bissexuais.
Filme: Prisão de Cristal
Lançado recentemente em DVD no Brasil pela CultClassic e disponível no site da Livraria Cultura, este filme foi banido de exibições na Australia por abordar a homossexualidade com cenas fortes.
Dirigido por Agustin Villaronga esta produção espanhola de 1987 conta a história de um médico nazista, que tinha fantasias por jovens garotos e após assassinar sua última vítima ele se joga do telhado. Anos mais tarde o doutor, confinado num pulmão de aço, aceita como enfermeiro, um garoto que testemunhou aquele assassinato.
O Filme vencedor de vários prêmios em festivais na europa é polêmico e extremamente cruel, mas demonstra que a homossexualidade não escolhe corpo, carreira acadêmica, cargo político ou militar.


