Os militares gays

gay-military-with-flag1O fetiche com homens de farda sempre esteve presente no meio gay, principalmente, entre os homens que gostam de homens viris e másculos.

Para além da fantasia existe um mundo real e os militares homossexuais também sofrem todos os tipos de preconceito, seja porque os regimentos internos proíbem a homossexualidade ou porque a sociedade jamais admitiu ser protegida por gays, bombeiros, policial militar e das forças armadas ou outros profissionais que trabalham na proteção e segurança das pessoas e do território brasileiro.

As Forças Armadas baseiam-se em dois pilares básicos: Hierarquia e Disciplina. Cumpra as ordens superiores e comande os subordinados, respeite o regulamento, e você será um bom militar. Ao entrar para o mundo fardado, o militar é mais do que informado a respeito disto, e existe um regulamento expresso a cumprir. E em diversos aspectos, distinto da legislação civil a qual estamos acostumados.

No decorrer da minha vida, eu sempre esbarrei em militares homossexuais e pra mim pouco importou a origem e sim a pessoa. Desde um cabo ou sargento do exército até um capitão da polícia militar ou um coronel do corpo de bombeiros. Vale a máxima: “quanto maior a patente mais enrustido o gay”. Por conta de um mundo masculinizado o número de militares homossexuais é até mais baixo do que o percentual de gays em relação à população absoluta do país.

Quando eu servi o exército em 1978, eu pude vivenciar a danação de ser desejado pelos gays, principalmente, os mais velhos. Mas raras foram as situações onde eu era a figura principal. A farda era o objeto do desejo. Eu era coadjuvante – Puro fetiche!

E confesso uma coisa para vocês, vi muito homossexual por lá. Desde recrutas, sargentos e oficiais. Alguns eram inclusive afetados, você percebia facilmente os trejeitos. Mas partindo da premissa que suas funções fossem bem cumpridas e sua conduta em serviço estivessem de acordo com o Regulamento disciplinar, sem problemas.

sou-militar-e-sou-gay-marinhasexoHoje o cenário é mais favorável, mas os gays ainda estão distantes de serem reconhecidos ou aceitos no meio militar.

As mudanças relativas à aceitação de homossexuais começaram nas Forças Armadas dos Estados Unidos há mais de trinta anos e ainda não se consolidaram totalmente. Existem diversos registros de situações semelhantes em diversos países e as mudanças ocorrem a partir das mudanças dos direitos civis.

Atualmente a Marinha inglesa, considerada uma das melhores do mundo, tem um programa em associação com o Stonewall, um grupo que defende direitos de gays e lésbicas, para atrair estes grupos para suas fileiras.

É óbvio que no Brasil isso ainda é utopia e as mudanças começarão pela marinha brasileira(nem sei porque – é um palpite), mas aos poucos e por intermédio da mídia e da sociedade alguns poucos comunicados são oficializados sobre o tratamento aos homossexuais.

No ano passado o exército do Rio de Janeiro emitiu a seguinte nota: “O Exército Brasileiro não discrimina qualquer de seus integrantes, em razão de raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro”, informou, por meio de nota oficial enviada à imprensa escrita. A informação surgiu após questionamento sobre a posição do Exército em relação ao casamento, em maio de 2012, de um major, lotado em hospital militar de São Paulo, com um companheiro civil.

Ainda no ano passado uma notícia de ex-soldados brasileiros que foram forçados a fazer sexo com superior homossexual foi divulgada na mídia televisiva. Um grupo de ex-soldados brasileiros diziam que um tenente coronel fazia assédio sexual e forçava os recrutas a se engajarem em atos sexuais com ele a fim de continuarem suas carreiras militares – Assista aqui.

O relacionamento entre militares é pequeno se comparado ao relacionamento de militares com civis, justamente para não serem descobertos e até expulsos das corporações. O amor não escolhe farda!

Jovens gostam de militares mais velhos e os maduros e idosos preferem os militares mais jovens. Essa ordem não é específica e é válida para todos os gays masculinos, independente se o indivíduo é civil ou militar.

Enfim, o amor entre iguais e com envolvimento de militares sempre existiu e sempre existirá. Para os fetichistas de plantão é apenas mais uma fantasia envolvendo sexo e masculinidade e poucos casos de relacionamento estável, em contrapartida os militares gays buscam além da aceitação dentro das casernas, a aceitação social o que lhes permitirá abrir o leque de oportunidades de viverem a plenitude da sexualidade, independente da farda que os condicionam em caixas, gavetas e armários.

Leia também:

  1. O fetiche dos gays por uniformes
  2. Gay maduro nas Forças Armadas
  3. Presença de homossexuais nas Forças Armadas

Conheça:

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Publicado em 20/05/2013, em Polícia, Sociedade e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. jÚLIO CÉSAR DA CONCEIÇÃO

    Eu tive um namorado militar que me fez muito feliz. Nossa separação foi por causa da sua morte. Ainda amo muito apesar de tanto tempo do seu falecimento. Deus foi tão bom comigo que até hoje eu tenho saudades do meu grande AMOR

  2. Eu sempre fui grande admirador de militares, mesmo porque eu servi ao exercito. Eu sempre desejei ter num dia um relacionamento com um militar, exatamente por essa virilidade e masculinidade, que nós gays tanto desejamos. De tanto querer e imaginar, acabei atraindo essa situação pra mim. Hoje, mantenho uma relação muito intensa com um PM. A única coisa a lamentar é que ele esta casado…

    • Olá Eduardo
      Seus comentários são pertinentes e complementam os escritos deste post.
      A maioria senão a quase totalidade dos homossexuais (ou seriam bissexuais) militares são casados.
      A profissão de militar condiciona os seus indivíduos em duplos relacionamentos.
      abraços
      Regis

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