Gays maduros e a pegação em parques

Você pensa que a pegação em parques é coisa do passado? Saiba que a  pegação nunca esteve tão na moda.

A pegação em locais públicos remonta a um passado bem distante. Na Europa do século XIX à América do século XX. Eu já escrevi sobre a origem dos guetos onde os homossexuais se misturavam às prostitutas dos bordeis e dali para as praças públicas, principalmente à noite e se consolidaram nos grandes parques das cidades como Central Park de Nova York ou Hide Park de Londres.

No Brasil não existem registros históricos sobre os hábitos de pegação dos gays nos parques públicos, portanto eu coloquei a minha experiência e pesquisas na Internet para evoluir neste assunto.

O mundo moderno é um caldeirão de possibilidades. Os jovens gays frequentam baladas e locais para encontros e paqueras, já os gays maduros e principalmente os idosos tem hábitos mais conservadores. É o que eu chamo de “volta ao armário social”.

Na busca de parceiros para o sexo casual, os maduros e idosos retornam às origens das suas descobertas sexuais porque a vida do cotidiano é uma loteria e a probabilidade de encontrar um companheiro em locais públicos, como shopping ou na rua é quase nula.

A maioria dos gays conhece bem as paqueras em cinemas, saunas e boates, bem como, sabem da existência da paquera em praças públicas e dali para a pegação nos parques é um pulo.

Obviamente, a pegação em parques é um mundo frequentado por muitos, mas que a maioria não admite frequentar. O mundo dos parques é uma loteria com maior probabilidade de acerto porque os iguais se encontram através do olhar, dos gestos e de atitudes próprias da paquera.

Em São Paulo o Autorama do Parque do Ibirapuera é um dos mais antigos e um famoso ícone da pegação. Eu também me lembro de que nos anos de 1970 a pegação rolava solta dentro dos carros no alto do Morumbi perto da Porta da Fazenda Morumbi, onde ainda se vislumbrava toda São Paulo até o Aeroporto de Congonhas. Homossexuais e casais heterossexuais se misturavam na penumbra em noites de lua cheia para fazer sexo. Era uma época romântica e sem os riscos do presente. Aquele local era conhecido como “Trepódromo do Morumbi”.

Outros parques da cidade também contribuíram para a liberdade sexual dos gays, entre eles: O Parque da Cantareira, na serra que separa a cidade do município de Mairiporã, o Parque da Luz, da Independência e o do Trianon na Avenida Paulista. Neste último ficou marcado na história da cidade por conta do michê Fortunato Botton Neto conhecido como o Maníaco do Trianon que assassinou vários homossexuais.

Mas porque os gays gostam de pegação em parques?

Conversei com gays maduros e recebi e-mails sobre o assunto e as respostas são as mais variadas. Eu identifiquei que o motivo mais comum é a privacidade ou a falsa segurança de não ser observado por pessoas conhecidas –  O sexo casual é uma necessidade física.

A seguir outros motivos que levam gays maduros e idosos para os parques:

  1. Caçar outro homem dentro de um parque dá muito tesão;
  2. Pegação em parques é um fetiche gostoso;
  3. No parque tem a possibilidade de conferir o tamanho do pênis
  4. É um prazer selvagem em meio às trilhas e arvores;
  5. Pegação no parque é diversão garantida;
  6. Sexo no parque também é lazer;
  7. É perigoso, mas é gostoso;
  8. No verão é uma exposição de corpos suados e malhados;
  9. Ar puro e pegação, tudo a ver;

O Parque do Carmo na zona leste da cidade é o atual campeão da pegação gay e ninguém sabe explicar os motivos dessa ascensão.

O Parque Villa Lobos na zona oeste também já aparece entre os mais frequentados por gays de todas as idades. Apesar da geografia do local e da infraestrutura inadequada com áreas abertas o parque reúne uma legião de gays de todos os extratos sociais.

Alguns leitores do blog me indicaram parques em Goiânia, entre eles: Jardim Botânico, Bosque do Botafogo e Bosque dos Buritis. Em Salvador indicaram o Jardim de Alah, em Brasília o estacionamento do Parque da Cidade e no Rio de Janeiro o Parque Garota de Ipanema e o Aterro do Flamengo.

Para entender melhor porque os parques são ícones da pegação é preciso frequentar um deles. Hoje os roteiros gays de todo o mundo incluem os parques nos seus catálogos.

Na Holanda até oficializaram o Parque Oeverlandem em Amsterdã como um parque de pegação com um sistema de sinalização próprio para os gays buscarem os seus pares.

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Publicado em 28/08/2012, em Sexo e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 13 Comentários.

  1. outro lugar bom,e a ciclovia do parque ecologico do tiete na zona leste.La rola pegação a noite.

  2. Fica quase impossivel nos dias de hoje se pensar em um relacionamento estável com um coroa pois os mesmos só querem fast foda. Tenho 44 anos, ja tive um relacionamento de 15 anos que terminou com a morte de meu companheiro de 67 em função do cancer de pulmão . Quero recomeçar a vida, buscar algum coroa que valha a pena mas ta praticamente impossivel.

    • Tenho 47 anos e passo pelo mesmo problema seu…quero encontrar um companheiro para a vida, mas tá difícil..

  3. francisco alberto oliveira

    Hoje em dia fica difícil e arriscado frequentar parques com a violência, assaltos, homofobicos de plantão. Era bom demais.

  4. Eu comecei minha vida sexual num parque de Goiânia. Tinha 18 anos. Naquela época, nada de penetração, pois tinha um bloqueio com isso. Aliás, demorei muito para “dar”, e quando fiz isso prá valer, quase deixei de ser ativo…se você é ativo e gosta disso, nunca experimente dar, pois é bom demais e vai querer mudar.
    Ainda me lembro do tesão que sentia, do coração batendo forte, quando saía do passeio e entrava na trilha do parque. Quando via os vultos então, no meio das árvores, os caras encostados nelas…meu Deus, que tesão! Encontrei muito homem gostoso, nesse e no parque do Botafogo. Operários, vendedores, militares -poucos-, uma vez um assassino (que me protegeu de uns pivetes ameaçadores) e até um padre (certo tempo depois o vi na TV, celebrando missa e caí na gargalhada! o cara era um safado)
    A grande vantagem dos parques é o nível socio-econômico dos frequentadores; pelo menos naqueles parques e naquela época, os caras eram gente simples, tesuda, muito honestos, carinhosos e, coisa muito importante prá mim, limpos. Fiz muitos gozarem jorros, foi muito bom.
    Hoje, os parques de Goiânia mudaram, estão mais perigosos, alibã e elsa na certa. Mas considero que essa época na minha vida passou. Prefiro banheiros a tudo pois tenho o fetiche de roupas (sauna é legal mas aquele mundaréu só de toalha tire muito do tesão)
    No exterior, fiz muitos parques também: em Atenas, nos pés da Acrópole (local de prostituição a mais de 2500 anos); em Amsterdam, no Vondelpark (em pleno inverno, mas gosto de sentir o frio nas partes íntimas); em Paris, perto do arco do Carrossel do Louvre (uma loucura); em Bérgamo, num parque perto de um estacionamento de caminhoneiros; na Suiça, num parque onde ficam umas 50 pessoas por noite; no interior da França, em muitos lugares (locais de repouso nas autoestradas, uma pegação louca); em Berlim, em Nápoles…prá todo lado existem lugares de pegação.

  5. Quanto ao Parque do Carmo, posso dizer que a pegação rola forte mesmo, estive uma vez com um amigo para conhecer e ja voltei outras vezes a diversão é boa, porem tomem cuidado com possibilidade de assalto pois ouvi comentarios por la.

  6. Falando em pegação, por que será que essa pegação não evolui para um relacionamento? As pessoas só querem ficar no anonimato e depois, sair fora, sem ao menos, deixar um contato.

  7. paulo azevedo chaves

    Na cidade universitária, em Paris, onde morei na Casa da Noruega,em 1965, havia muita pegaçao e sexo grupal no parque em que se situavam as casas dos vários países.Também em Hyde Park, no centro de Londres,onde também morei naquela época, havia todo tipo de sexo para todos os gostos. A vantagem da pegação em parques de Paris e Londres, nos anos 60, é que todos estavam ali, à noite, para curtir, diferentemente dos parques nas grandes cidades brasileiras , visitados também por bandidos que os frequentam com a finalidade de roubar os solitários “caçadores” e os casais. TEMPUS FUGIT,

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